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quinta-feira, 20 de março de 2014

Potosí, BOLÍVIA


A Villa Imperial de Potosí foi fundada em 1545 nas altitudes por volta de 4000 m, em função dos abundantes minérios de prata e de outros metais. Já no século XVI se tornou o maior complexo industrial do mundo, que funcionava com amplo emprego de energia hidrostática, fornecida pelo único sistema de aquedutos e lagos artificiais. Nesta época foi considerada como cidade mais rica do planeta, e a sua população atingia 160 mil habitantes já em 1625 (hoje em dia está nesta faixa também - 170 mil), e no final do mesmo século foi a segunda maior do mundo depois de Paris. A herança daqueles tempos ficou bastante preservada, e desde 1987 faz parte de Patrimônio de Humanidade (cadastro UNESCO No.420, primeiro dos 6 monumentos da Bolívia).

A zona de preservação inclui o centro histórico, o conjunto de mineração de Cero Rico e os antigos bairros dos mineiros, com inúmeras igrejas coloniais. O principal museu da área central, Casa de la Moneda, toma várias horas de visita, e há também tantos outros, inclusive museus-igrejas com mirantes panorâmicos. Somando grande acervo de casario colonial e toda a charme das ruas antigas, só o centro histórico justifica no mínimo 2 dias de permanência. E há ainda excursões às minas de prata - de dia inteiro ou tomando toda parde de manhã, bem como excursões mais distantes de dia inteiro, portanto reserve bastante tempo ao planejar uma parada em Potosí.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Oruro, BOLÍVIA

Cidade fundada em 1606, altitude 3735 m, população 265 mil habitantes - 4-a maior cidade da Bolívia e segundo mais importante polo urbano de Altiplano (considerando La Paz - El Alto como uma só área metropolitana). É o principal centro de mineração na Bolívia, grande centro de logística, cultura e educação. Oruro encontra-se praticamente no foco da malha viária da Bolívia e possui boas conexões com principais cidades e regiões do país. Fica próximo ao trevo das duas mais importantes rodovias: Ruta 1, La Paz - Oruro - Potosí - Tarija - Bermejo (fronteira com Argentina), passa pelo contorno da cidade; Ruta 4, deriva da Ruta 1 só 40 km ao norte de Oruro e segue para Cochabamba - Santa Cruz - Puerto Quijarro (fronteira com Brasil); Ruta 12 faz ligação direta de Oruro com Ruta 4 no sentido de Cochabamba; Ruta 6 para Sucre, deriva da Ruta 1 a 20 km de Oruro (ao sul); Ruta 30 para Uyuni, deriva da Ruta 1 mais ao sul de Oruro, em Challapata (120 km). Assim, o "Terminal de buses de Oruro" oferece linhas diretas pelo teritório nacional quase todo e atende não só moradores e visitantes de Oruro mas também passageiros em tránsito que aproveitam conexões. Por sinal, é muito bem localizado, entre o centro da cidade e a sua periferia norte, e cercado de muitos hoteis de várias categorias.



Embora a cidade de Oruro não é considerada como um destino turístico, possui atrações próprias de grande importância. A mais tradicional é o local onde nasceu a atual bandeira da Bolívia (em 1851) - El Faro de Conchupata. Dos velhos tempos chegou também a Festa de Virgem de Socavón, mas esta se tornou mundialmente conhecida como "Carnaval de Oruro" só nas últimas décadas, quando tomou formas de festival de danças folclóricas. Já no início de 2013 foi inaugurada a estátua da Virgem Maria, localizada na colina quase 100 m acima da cidade, de valor artístico indiscutível e de tamanho muito expressivo. Com seus com 45 m de altura supera tanto as do Cristo de Corcovado, Rio de Janeiro (38 m) e da Concôrdia, Cochabamba (40 m), e até chegou a ser declarada como a maior estátua da Virgem Maria no mundo e o maior monumento religioso da América do Sul, embora estes dois títulos são bastante discutíveis.