terça-feira, 5 de novembro de 2019

"Rota da Luz": peregrinação oficial de Grande São Paulo para Aparecida

Não confundir com "Caminho da Luz" no leste de Minas Gerais que existe desde 2001.

"Rota da Luz" foi implementada pelo Governo do Estado de São Paulo e faz parte de um amplo programa Caminha São Paulo, da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo. Dentro do qual foi tratada como prioritária: com objetivo de oferecer aos peregrinos ("romeiros") um caminho mais seguro e reduzir a circulação de pedestres pelo acostamento da mais movimentada rodovia do país, BR-116 Presidente Dutra nos trechos de Grande São Paulo e Vale do Paraíba.

Este traçado de 201 km começa em Mogi das Cruzes, na última estação de trens metropolitanos CPTM ("Estudantes" - linha 11, setor leste); e passa por estradas secundárias, atravessando 9 municípios: MOGI DAS CRUZES - GUARAREMA - SANTA BRANCA - PARAIBUNA - REDENÇÃO DA SERRA - TAUBATÉ - PINDAMONHANGABA - ROSEIRA - APARECIDA.

A organização segue boas receitas da maior árvore de rotas deste gênero, "Caminho da Fé": que leva romeiros à Aparecida do interior de São Paulo e do sudoeste mineiro. Há "credenciais" para colher carimbos em pontos de controle e trocar pelo certificado de conclusão no destino final, há rede de  pousadas conveniadas que oferecem hospedagem por preço fixo e amigável, bem como outros pontos de apoio, principalmente os estabelecimentos de alimentação. Já na parte de informações fornecidas esta rota é campeã. A Secretaria de Turismo disponibiliza um arquivo "Google Maps" bem completo e compreensível dentro da própria página de Rota da Luz - Apresentação:


Iniciando somente com camadas essenciais (Traçado - Hospedagem - Alimentação), mas com várias camadas complementares (Pontos Turísticos - Templos Religiosos - Saúde - Polícia - Transportes - Prefeituras) que podem ser exploradas por usuários mais avançados. O arquivo detalhado no formato .pdf que explica traçado passo a passo está disponível neste link .   E tudo isso funciona também na versão móvel, bem como os credenciais que podem ser emitidos e validados mediante um aplicativo para smartfone - "PASSAPORTE DIGITAL".

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Kazã (Kazan), Rússia

Desde o século XIX considerada por muitos como a mais interessante e mais representativa das grandes cidades da Rússia fora das duas capitais. E nos últimos anos não apenas reconfirma esta posição, mas também atrai cada vez atenção dos turistas internacionais (3-o destino que mais cresce na Europa e 8-o no Mundo no ranking TripAdvisor-2014, por exemplo). Ganhou projeção adicional ao sediar grandes eventos esportivos com Universiada-2013, Mundial de natação em 2015 e Mundial de futebol em 2018 que levaram o número anual de turistas para novo patamar - acima de 3 milhões.

Localizada junto ao foz do rio Kazanka ou Qazansu, afluente da margem esquerda do Rio Volga, 820 km a leste de Moscou, altitude do centro 60 m. É uma cidade milenar (fundada no ano 1005), multicultural e multi-confessional, exemplo de convivência enriquecedora de vários povos e dos adeptos do islã e do cristianismo.



População da cidade 1,25 milhão de habitantes (6-a do país), e 1,56 milhão dentro da área metropolitana. É um importante centro cultural, industrial (de perfil diversificado), de construção civil e do setor financeiro (3-o em giro de capital no país). Possui rico patrimônio arquitetônico, inclusive grandes objetos tombados pela UNESCO: um na área central - Kremlin (Cidadela) de Kazã - e dois nos arredores: Sviyazhsk e Bolgar.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Rota pedestre "Caminho da Luz"

Não confundir com a "Rota da Luz", também de aproximadamente 200 km, recentemente criada para romeiros que seguem de Grande São Paulo para Santuário se Aparecida.


(Fonte do mapa: http://www.caminhodesantiago.com.br/...)

O Caminho da Luz é uma peregrinação mais "puxada" e mais focada em contato com a natureza: este roteiro de  pelo Leste de Minas Gerais começa ao lado da Cachoeira de Tombos e termina no Pico da Bandeira que por muito tempo foi considerado como ponto mais alto do Brasil.

Oficializado em 2001 (ano de registro da ABRALUZ - Associação Brasileira dos Amigos do Caminho da Luz), o percurso mineiro logo ganhou a fama de “Santiago de Compostela brasileiro”, e em 2006 esta entidade foi reconhecida como de utilidade pública em níveis municipal e estadual.

O ingrediente espiritual não é ostensivo, mas continua como objetivo principal de qualquer peregrinação que sempre leva-nos à reflexão, ao encontro com o nosso eu verdadeiro (aqui e adiante citando a ABRALUZ, com maiores detalhes acessíveis pelo link).  Portanto, o nome desta rota tem duplo sentido, e a Luz Interior com certeza será fortalecida pela caminhada entre tantas luzes naturais, proporcionadas pelos fragmentos de mica e cristais emergem do solo.

Como diz a apresentação da ABRALUZ, esta região é carregada de um magnetismo que fascina a todos aqueles que têm uma sensibilidade aguçada, pois sua força telúrica abre inúmeros portais energéticos, os quais atiram os caminhantes numa viagem que ultrapassa a barreira do tempo.

O ponto final em si, ou melhor dizer o trecho final do percurso que leva ao topo, é um dos mais excitantes lugares para quem gosta de caminhar apreciando vistas panorâmicas. O pico da Bandeira com 2890 m de altitude pode ser alcançado por uma caminhada mesmo, sem elementos de escalada. Mas isso tem custo: ele é meio escondido, e não pode ser visto dos vales próximos, bem como vice-versa.



As paisagens de Alto Caparaó e arredores com inúmeros cafezais podem ser apreciadas na parte inicial da subida, e o topo mesmo oferece perspectivas mais distantes, simplesmente magníficas nas horas de sol nascente ou poente (se levar sorte com o tempo, é claro).

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Rotas pedestres "Caminho da Fé"

O famoso caminho rumo ao Santuário de Aparecida SP nos últimos anos ganhou bom suporte institucional. A entidade Associação dos Amigos do Caminho da Fé (AACF), com sede em Águas da Prata SP, cuidou de demarcação da rota Águas da Prata - Aparecida chamada "ramal principal" e das várias ramais do interior de São Paulo e de Minas Gerais que se juntam em Águas da Prata e adiante. Também disponibilizou informações sobre extensão e altimetria de cada trecho, bem como sobre infraestrutura de apoio (hospedagem, alimentação, saúde), e criou pontos de emissão de credenciais. Estes credenciais servem não apenas para colher carimbos comprobatórios da peregrinação (este termo se aplica a no mínimo 100 km de caminhada rumo ao Santuário), mas também direito à hospedagem econômica em estabelecimentos conveniados, com preços tabelados: https://caminhodafe.com.br/ptbr/hospedagem/

O conjunto das rotas e ramais se estende por mais de 1500 km, na maior parte são estradas vicinais não pavimentadas, mas há também segmentos asfaltados e segmentos de trilhas:


(fonte: AACF)

E a rota principal representa por volta de trezentos quilômetros de desafio (um pouco mais ou um pouco menos, dependendo das variantes na Serra de Mantiqueira), atravessando uma região de belas paisagens.


(fonte de fotos: AACF)

As setas amarelas ou placas de quilometragem são posicionadas a cada 2 km, além dos trevos e cruzamentos duvidosos.

sábado, 7 de setembro de 2019

Rota pedestre "Os Passos de Anchieta"

Considerado como primeiro roteiro cristão das Américas, "Os Passos de Anchieta" segue o habitual caminho do famoso padre, explorador e escritor São José de Anchieta no período de 1587 a 1595. Nesta fase da sua vida ele já ficou livre das funções administrativas de envergadura nacional, e estava dirigindo o colégio dos jesuítas em Vitória. Mas cada duas semanas visitava o seu local preferido, na atual cidade de Anchieta, aonde acabou se retirando nos dois últimos anos de vida (1595-1597).


Nos nossos tempos este caminho está bastante visível, graças às placas instaladas ao longo do percurso: com destaque para reta final:


Desde 1998 uma organização não governamental promove caminhadas religiosas de 4 dias, reunindo até 4 mil pessoas no feriado de Corpus Cristi. ABAPA - Associação Brasileira dos Amigos dos Passos de Anchieta conta com apoio das prefeituras, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do estado de Espírito Santo, e o evento ocorre em clima muito positivo, sem incidentes consideráveis. 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Enigmas de San-Agustín e Tierradentro

Mochilada solo na Colômbiaem julho-agosto de 2017 - 12 dias - Viktor Pastoukhov


O principal objetivo desta viagem foi visitar as reservas arqueológicas de San Agustín e Tierradentro, Patrimônio Mundial da UNESCO. Eles estão localizados nas terras altas pitorescas, mas pouco povoadas no sul da Colômbia, nas províncias vizinhas de Cauca e Huila, a 470-570 km da capital colombiana, e 230-270 km de outra grande cidade, Cali, que usei como o principal nó da minha logístico multimodal nesta rota.

Resumo da aventura: lugares muito interessantes, pessoas amigáveis, ótima relação custo-benefício, etc. Na realidade tudo rolou ainda melhor do que foi esperado. Ambos os sítios arqueológicos mereciam uma visita detalhada, não foi à toa que reservei dois dias inteiros com três pernoites locais para cada um deles. A muito interessante por si cidade histórica de Popayán funcionou também como bom ponto de apoio para visitar ambos, a partir do qual eles estão dentro de um raio de 120-140 km.

Esboço de roteiro pelo sul da Colômbia funcionou mais que 100%, até rendeu uma folga bem aproveitada no local. Como foi visualizado antes, e o caminho mais curto de San Agustín até Tierradentro foi encontrado pela rota das cidades de Pitalito e La Plata, fazendo conexões nestas e percorrendo 170-180 km em um dia. Na saída de Tierradentro ainda parei por algumas horas para visitar a antiga pirâmide de Inza, por sorte tomei conhecimento sobre existência desta atração só no dia anterior. No final da viagem, o dia de reserva foi aplicado na visitação da Silvia, muito interessante cidade na serra entre Popayán e Cali.

Em Cali, passei apenas as últimas 24 h antes do voo de volta, e essa metrópole também surpreendeu positivamente: a sua parte central, recentemente revitalizada, agora é muito aconchegante. E ainda deu tempo para subir até mirante do Cristo - um dos pontos panorâmicos nas montanhas ao redor da cidade, já indo de táxi do hotel para aeroporto. 


Roteiro: Cali - Popayán (2 noites) - Isnos - San Agustin (3) - Pitalito - La Plata - Tierradentro (3) - Insa - Popayán (1) - Silvia (1) - Piendamó - Cali (1)

terça-feira, 16 de julho de 2019

Arquipélago de Chiloé e Lagos Chilenos

Mochilada solo no Chileem fevereiro de 2017 - 11 dias - Viktor Pastoukhov

O motivo inspirador para esta viagem solitária foi o mais disperso dos monumentos da UNESCO no Chile - as igrejas de madeira nas ilhas Chiloé. A caminho para este arquipélago visitei a parte continental da “Região dos Lagos” e na volta não apenas ampliei a exploração do mesmo, mas também desbravei a “Região dos Rios” mais ao norte. Cada um dos quatro alvos que mirei: igrejas, ilhas, lagos, rios e cidades, merecia tal viagem, e seu efeito cumulativo foi simplesmente magnífico. E tudo isso em condições de tempo muito agradáveis: temperaturas amenas, sol brilhante (mas não abrasador!). O verão de 2017 no Trópico Sul foi monótono, e as frentes frias da Antártida não penetravam por meses, portanto este refresco nas férias foi providencial.

Roteiro:
Santiago - Puerto Montt - Puerto Varas - Petroue - Puerto Varas - Puerto Montt - Ancud - Castro - Achao - Quinchao - Castro - Dalcahue - Tenaún - Colo - Quemchi - Castro - Chonchi - Puqueldon - Castro - Osorno - Puerto Oktay - Osorno - Valdívia - Corral - Valdívia - Santiago

O mapa abaixo à esquerda apresenta a rota terrestre em toda a sua extensão, embora trechos de ônibus noturno no início (Santiago - Puerto Montt) e no final (Valdívia - Santiago) eram partes da logística global - poderia ir também de avião, ou pelo menos em um dos sentidos, mas em ambos os casos, os horários e as tarifas estavam a favor de ônibus.



A zona dos meus interesses nesta viagem  lá é delineada com moldura roxa, e a zona de atenção especial (no arquipélago de Chiloé - parte 2 do roteiro) com moldura vermelha dentro dela. E essa parte do mapa é representada no esquema central em uma escala mais adequada. A complementação  à direita apresenta a zona continental que explorei indo para ilhas (parte 1) e na volta de lá (parte 3)

Começarei o resumo visual não com o objetivo principal e não com as belas paisagens esperadas: como sempre, vamos procurar atrações, mas encontramos muito mais - também encontros com pessoas interessantes e com um novo ambiente social. As minhas lembranças deste gênero ficaram gravadas mais ou menos assim:



No tocante das 16 igrejas de madeira que compõem o objeto UNESCO No.971, nesta vez visitei 10 dessas, inclusive sete também por dentro e mais três só na parte externa :

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A melhor fachada urbana no Rio Volga


Essa, é claro, é a minha opinião subjetiva, mas uma análise objetiva da questão mostrará que, de todas as cidades da região do Volga, é Samara que tem a orla mais bem arrumada, com avenidas beira-rio mais extensas e mais atraentes.  Esta cadeia de passeios públicos recheados de praias não para de crescer,  e seus novos elos são mais largos - verdadeiros parques costeiros. Convido para uma caminhada pela margem do Rio Volga, tomando como ponto de referência a Praça de Revolução (Alekseevskaya) no Centro Histórico, donde desceremos para Volga pela Rua Ventsek.

Em Samara da minha infância (então Kuibychev), houve apenas uma alameda beira-rio, atualmente chamade de "Velha", que se estendia ao longo da Rua Maxim Gorkiy entre Ruas Nekrasovskaya e Vilonovskaya, apenas quatro quarteirões que pareciam tão compridos (na verdade, é pouco mais de um quilômetro). Duas quadras de Nekrasovskaya a Ventsek foram ocupados pelos atracadouros e pavilhões do porto de passageiros, e o porto de carga se estendia da Rua Ventsek até a foz do rio Samara ("Samarka"). Naquela época uma parte dos terminais de carga foram transferidos para margens do Rio Samara e no segmento de 600 metros de Ventsek a Komsomolskaya surgiu o complexo do novo terminal fluvial de passageiros - com construções  modernas e com muros de atracação adaptáveis para vários níveis entre cheia e vazante do rio.



Na temporada de navegação esta área é de agito permanente, e movimentação de belas embarcações impressiona.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Região de Santa Rosa e rota pelo rio Paraná até Rosário

Mochilada multimodal a dois pelo noroeste do RS e pela sua vizinhança na Argentina (Misiónes - Entre Rios - Santa Fé),
10 dias em dezembro de 2016 - Viktor Pastoukhov e Ekaterina Pastoukhova 


O recesso natalino e as "milhas" quase vencidas da TAM inspiraram busca pelos bilhetes gratuitos (fora taxas de embarque) utilizáveis neste período. Antes, depois e no meio entre feriados as tarifas eram simplesmente inacessíveis, mas nos próprios dias 24 e 31 de dezembro houve algumas exceções. Não promocionais, apenas manutenção das tabelas básicas, portanto as nossas cotas cabiam só ida ou só volta. Optamos pela volta de Rosário para São Paulo no dia 31 de manhã, para ir até Rosário por terra com paradas nos lugares de nosso interesse. Logo compramos passagens de ônibus São Paulo - Santa Rosa RS, a seguir reservamos hotel em Santa Rosa por 3 noites e aluguel de carro  nesta cidade (2 diárias), deixando o restante em aberto. No final tudo deu certo: depois de visitar colônias russas e alemãs na região de Missões RS, esticamos a cadeia de ônibus regulares até Rosário, conhecendo no caminho 4 outras cidades interessantes da Argentina. A travessia do Rio Uruguai de balsa na fronteira Brasil - Argentina adicionou uma nova experiência logística à nossa bagagem de aventuras.



Rota (pernoites):  Taubaté - São Paulo - (ônibus noturno) - Santa Rosa  (3 noites, com rodagem no raio de 60-70 km) - travessia de fronteira Porto Mauá RS - Alba Posse ARG - Oberá (1 noite) - Posadas - (ônibus noturno) - Paraná - Santa Fé (1) - Rosário (1) - (noite no aeroporto e no avião) -  São Paulo - Taubaté

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Mochiladas pelo Velho Mundo

Nesta mapa mostramos cidades e outras localidades da Eurásia (e uma até da África)  apresentadas em cartões de visita e em outras matérias - tanto já publicadas quanto em elaboração .


Com destaque para nossa maior mochilada por lá - Trans-Siberiana:

Andaluzia imperdível (03.2018)
----- Espanha, 12 dias - Viktor Pastoukhov Ekaterina Pastoukhova