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domingo, 17 de janeiro de 2021

No coração do Estado de Goiás

Viagem a dois e mais em novembro de 2017 - 5 dias (3 diárias de carro alugado)

Esta foi já nossa quinta rogada no mais central dos estados brasileiros, todas no mesmo formato de 4-5 dias incluindo voos de ida e volta e uns 3 dias para explorar mais um pedacinho. E pela quinta vez aproveitamos um feriado prolongado com privilégio de voar contra fluxo principal de passageiros, contando com bons preços de passagens e boas condições para gastar "milhas" acumuladas em voos internacionais. Três visitas anteriores foram nos dias de Páscoa e motivadas pela residência do nosso filho naqueles anos, portanto junto com ele conhecemos vários lugares junto à divisa com Tocantins, inclusive a Chapada dos Veadeiros. E nesta vez inicialmente pensamos em algo deste tipo, com correção de temporada para feriado de novembro, mas já depois de compra das passagens aéreas as circunstâncias mudaram: o endereço do filho sofreu uma alteração radical.      

Isso não foi completamente inesperado, portanto logo repensamos o plano: em vez de comprar passagens de ônibus noturnos entre Goiânia e Minaçu GO reservamos uma noite no hotel próximo ao aeroporto GYN e aluguel de carro a partir de manhã seguinte - 3 diárias. E com este carro seguimos para nem tanto distante cidade Pirenópolis, atraente e por si mesma e pela abundância de trilhas e cachoeiras ao seu redor. E três dias de estadia por lá conseguimos aproveitar com boa intensidade e conhecemos muitos lugares interessantes   

De fato, no alto do rio Corumbá e nos seus afluentes há uma infinidade de variadas quedas de água, portanto só esta parte poderia justificar uma viagem bem mais longa. Mas dentro das nossas restrições de calendário também foi possível colocar algumas das mais patéticas cachoeiras em foco e visitar mais algumas de passagem:  




Tomamos banho quase em todas, e  até aproveitamos uma plataforma de salto com altura de uns 5 m e com respectiva profundidade de poço, além de mergulhar fundo em todos outros poços com água cristalina.

Como guarnição para este prato principal serviu salada feita de paisagens impactantes, boas caminhadas na floresta, estradas do parque estadual dos Pireneus e nos seus arredores, sítios bucólicos e pequenas cidades com ares coloniais:



Crônica da viagem:

sábado, 5 de setembro de 2020

Pirenópolis - GO

Pirenópolis (apelido "Piri") é uma das mais valiosas joias do Planalto Central que combina valores histórico-culturais com atrações naturais impactantes e com boa infraestrutura de hospedagem e transportes. A sua localização entre duas metrópoles é muito vantajosa: apenas 125 km de Goiânia - GO 180 km de Brasília - DF e boas estradas significa facilidades de acesso muito além do padrão médio goiano. Esta cidade foi fundada em 1727 e cresceu rapidamente, mas depois do período de "febre de ouro" estagnou e ficou bastante conservada. A população atual é cerca de 25 mil habitantes distribuídos entre casco urbano (altitude 770 m) e ampla zona rural - mais de 2,2 mil  em altitudes entre 700 e 1200 m. Este monumento histórico, embora ainda não foi reconhecido pela UNESCO, é quase tão autêntico quanto o seu colega Goiás - GO (Goiás Velho).



E ainda conta com raras belezas fora do casco urbano:

- Parque Estadual dos Pireneus - área de 2833 ha ao nordeste da cidade (20 km até o acesso), compartilhada com vizinhas Corumbá de Goiás e Cocalzinho de Goiás, visitação gratuita.

- Cachoeiras Bom Sucesso, Cachoeira das Araras, Cachoeira do Coqueiro, Cachoeira Garganta, Cachoeira Paraíso, Cachoeira Lobo, Cachoeira do Abade, Cachoeira Santa Maria, Cachoeira Lázaro, Cachoeira do Rosário, Cachoeira dos Dragões, Cachoeira da Meia Lua, Cachoeira Usina Velha e outras - localizadas em propriedades particulares, quase todas com acesso controlado e pago.


Principais atrações dentro da cidade:

1) Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário 

O maior dos antigos templos do sertão brasileiro e o mais antigo no estado de Goiás foi construído nos anos 1728-1732, com alicerces de pedra e as paredes feitas de taipa de pilão (barro socado). Foi tombado pelo IPHAN em 1941, mas o seu reforço foi realizado somente em 1997. Três anos depois houve um incêndio que implicou em restauração mais profunda. 

2) Igreja do Carmo e Museu de Arte Sacra