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sábado, 19 de janeiro de 2019

Primeira aventura nas alturas: La Paz e Titikaka

Mochilada a dois pelo norte da Bolívia, 7 dias em outubro de 2004

De grosso modo, esta viagem de uma semana em outubro de 2004 foi a nossa primeira incursão séria para fora do eixo Brasil + Rússia.  As dicas de um amigo brasileiro bem experiente no Altiplano Boliviano foram inspiradoras e de grande ajuda, tiramos proveito também de algumas materiais de uma revista para turistas independentes. Essa também foi nossa primeira experiência na utilização das milhas acumuladas em voos entre Brasil e Rússia: uns 20 mil milhas no programa da VARIG - Star Alliance foi suficiente apenas para uma viagem continental dentro da América do Sul. Entre vários destinos disponíveis e interessantes exatamente a La Paz aparentava o mínimo de custos  adicionais com hotéis e excursões. Por exemplo, em Santiago de Chile tais custos matariam uma das duas passagens grátis, porque somando preço da outra passagem eram comparáveis ​​ao preço de dois  pacotes turísticos completos, com passagens aéreas incluídas.

Além das passagens aéreas de ida e volta e de uma lista das principais atrações do pedaço não programamos mais nada com antecedência, e não reservamos nem hotéis, nem excursões. Como resultado, todas as metas foram alcançadas, e ainda guardamos muitas impressões incomparáveis.



O cronograma ficou assim:

09.10.2004. Primeiro dia na Bolívia: aeroporto El Alto e cidade de La Paz.

10.10.2004. Viagem de ônibus até Сopacabana, encontro com o Lago Titikaka, trilhas no entorno.  


11.10.2004. De barco pelo Lago Titikaka, com várias paradas na Ilha de Sol e uma na Ilha de Lua.
Copacabana, Isla del Sol e Isla de la Luna, Lago Titikaka

12.10.2004. Passeios em Copacabana e retorno para La Paz.

13.10.2004. Excursão de meio-dia no sítio arqueológico de Tiwanaku, tombado pela UNESCO.  À tarde mais uma rodada de museus em La Paz.
   
14.10.2004. Meu aniversário nas alturas: excursão para Pico de Chacaltaya (5400 m), via "Valle da la Luna"

15.10.2004.  De manhã passeios em La Paz: à tarde voo para São Paulo. 

domingo, 21 de agosto de 2016

Dicas de Bolívia: atualização em agosto de 2016

Nesta semana houve uma pergunta de peso na postagem mais popular deste blog (Bolívia de ônibus - já com mais de 25,5 mil visitas)

...Gostaríamos de saber os valores e horários de partida e horas de viagens (valores para rodoviários):
1° SP X Corumbá - 2° Puerto Quijarro x Santa Cruz - 3° Forte de Samaipata - 4° Parque Nacional Noel Kempff - 5° Tiahuanaco - 6° Salar de Uyuni... 7° Valle de la Luna (La Paz) - 8° Monte Chacaltaya....

Nas minhas três viagens pela Bolívia conheci 6 desse 8 locais, No.6 e No.4, bem como mais alguns pontos do meu interesse guardei para próximas. Portanto estes dois ficarão para últimos e mais extensos comentários. Agora, pela ordem...

1° SP - Corumbá. Justo nestes dias encontrei da Via Dutra aquele ônibus da enigmática linha da empresa ANDORINHA: Rio - SP - Corumbá - Puerto Suarez BOL. A grande vantagem desta opção é relativo conforto nos trâmites de fronteira, já que o ponto fica do lado boliviano (uns 10 km depois de Puerto Quijarro, onde também pode desembarcar). Sugiro buscar informações sobre dias, horários e tarifas diretamente nos guichês da ANDORINHA, já que no site desta empresa esta linha não aparece mais. Mas aparecem trechos separados SP - Campo Grande e Campo Grande Corumbá, com vários horários e preços 202 + 112 R$.

2° Puerto Quijarro - Santa Cruz.
As tarifas dos trens variam bastante, de acordo com categoria, bem como tempo de viagem. Esta imagem é de abril de 2013, mas creio que os dados não mudaram muito. 

Mas a opção rodoviária agora é bem melhor: apenas 10-12 horas de viagem pelas estradas bem pavimentadas, com tarifas por volta de 150 BOL$. Há várias saídas de manha e à noite. 

Pode também quebrar este trecho de 650 km mais ou menos no meio, fazendo boa parada ou até desvio em San José de Chiquitos (mais detalhes informarei na parte final).


3° Forte de Samaipata. 
Patrimônio de Humanidade UNESCO, realmente vale a pena. 



Fica a 10 km da cidade Samaipata, detalhes de visitação: El Fuerte de Samaipata

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O miolo da Bolívia: Samaipata, Potosí, Sucre e outras maravilhas

Mochilada solo pela Bolívia em setembro-outubro de 2013 - 11 dias



Coloquei no título apenas aqueles 3 monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO que serviram como motivação maior para minha 3-a viagem à Bolívia. 

A 1-a (La Paz - Tiwanaku - Copacabana - Isla del Sol) ocorreu em 2004, viajamos com a minha esposa, e até agora estamos devendo este relato - Primeira aventura nas alturas (em construção)

A 2-a em abril do mesmo ano 2013, foi apresentada em Missões de Chiquitânia, com relatos e álbuns fotográficos em anexos.

Esclareço desde já, que Salar de Uyuni ficará para só 4-a, junto com Tarija, de novo em dois.

Nesta vez fui sozinho e visitei 10 outros locais interessantes, com pernoite em 8 desses. Cheguei a Santa Cruz de avião, fiz uma rota terrestre até Sucre e de lá retornei de avião via Santa Cruz. Evitei ônibus noturnos, fiz todos trechos de dia e tirei muitas fotos nestes quase 1300 km.

Roteiro:
Santa Cruz (A) - Samaipata (B) - Mairana (C) - Punata (D) - Cliza - Tarata - Cochabamba (E) - Oruro (F) - Potosí (G) - Sucre (H)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Missões de Chiquitânia

Mochilada solo pela Bolívia em abril de 2013 - 6 dias

Roteiro: Cuiabá MT - Cáceres MT - San Matias (BOL) - San Ignácio de Velasco - San Miguel de Velasco - San Rafael de Velasco - San José de Chiquitos - Roboré - Pto. Quijarro (BOL) - Corumbá MS - Campo Grande MS


Seis de uma dezena das fantásticas igrejas de madeira que sobreviveram na região de Chiquitânia desde os tempos da Companhia de Jesus atualmente compõem um dos monumentos de Patrimônio de humanidade UNESCO (Lista UNESCO: Missões jesuíticas de Chiquitos, Bolívia) - segundo dos sete monumentos bolivianos. E metade desta meia-dúzia eu consegui visitar nesta curta viagem cheia de improvisos. Praticamente sem informações prévias sobre transportes me aventurei nestas terras de população rarefeita, e isso foi muito bom para curtir intensamente os dias da escapada. Tinha compromissos firmes todo sábado de manhã naquele mês, mas consegui limpar uma semana de todas outras coisas de rotina, e ganhei 6,5 dias para este roteiro. A parte aérea coube toda no território do Brasil, e foi paga com "milhas" que juntei nas viagens anteriores.  De propósito atravessei a fronteira Brasil  - Bolívia na ida e na volta em pontos diferentes, e acumulei experiências importantes nesta modalidade.

sábado, 18 de abril de 2015

De Oruro para Potosí

03.10.2013. Oruro - Potosí, 330 km em 5,5 horas.

A maioria das frequências de ônibus são noturnas, mas há também de dia, inclusive na parte de manhã. Depois de tomar um bom café de manhã e comprar a passagem para Potosí, estou arrumando de novo a minha mochila. Com direito a vista muito agradável pela janela do hotel:



Faltam 13 minutos até a partida deste ônibus operado da empesa SAN MIGUEL (há indícios que esta tem ligação com a brasileira ANDORINHA, enquanto várias outas empresas bolivianas apresentam parentesco argentino). Logo embarquei no mesmo e saímos quase no horário.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Todos caminhos levam a Oruro

Oruro, cidade fundada em 1601, 270 mil habitantes, altitude 3735 m.

5-a maior área metropolitana e o mais completo nó rodoviário da Bolívia. Como esta cidade é geralmente ignorada por quase todos os visitantes, inicialmente nem pensei em parar lá, mas a ideia de viajar só de dia definiu pelo menos uma pernoite por lá. É uma boa oportunidade para conhecer algo a mais. E como local de conexão, a cidade é perfeita: ligada pelas boas estradas a todas outras partes do país, há linhas de ônibus eficientes e baratas, o terminal de ônibus é bastante confortável e há muitos hotéis de todas as categorias por perto, bem como serviços de alimentação. E caso haja alguma sobra de tempo, é fácil ir do terminal até o centro e voltar. 

Apenas consultei o Google Maps antes de sair da Cochabamba, na chegada conferi pela vista panorâmica do meu hotel, e já sabia exatamente por onde ir, mesmo sem um mapinha na mão. Falando em hotel, li sobre o hotel Terminal (2**), o maior do pedaço, mas não enxerguei o mesmo ao sair do próprio terminal à praça, já que este fica exatamente em cima, e na frente houve tantos outros, inclusive o xará, Residencial Terminal, que custava B$ 80 por noite no apto. individual com banheiro, mas estava lotado.

Mesma situação no hotel vizinho... Para não gastar muito tempo com busca do lugar, estava a escurecer logo, apelei e me mandei para hotel que parecia mais caro, pensando que não deve exceder muito o orçamento em Cochabamba, até BOL$ 150 eu pagaria nesta vez, pelo conforto e pelo serviço completo (wi-fi, café de manhã). No dia seguinte precisava partir logo, há ônibus para Potosí às 8:30 e às 8:45, bem como serviços de lotação.



Foi este hotel "Oporto" justamente por BOL$ 150 com tudo que procurava (foto já de manhã seguinte).

quarta-feira, 25 de março de 2015

De Cochabamba para Oruro

02.10.2013. Como já consegui conhecer a Cochabamba bastante para primeira visita, e acreditando que terei outras oportunidades para aprofundar o meu domínio neste pedaço, achei dispensável andança pela cidade mais nesta tarde, até o ônibus noturno para Potosí. Considerando também que chegaria à altitude de 4 mil metros em condição física muito dependente de como será o meu cochilo na poltrona, resolvi quebrar este trecho em Oruro, e dormir lá em algum hotel próximo ao terminal rodoviário. Assim, viajando só de dia, ganhei mais vistas pelas janelas de ônibus, já gostei bastante desta diversão e quis mais. 

Em poucos minutos depois de sair do hotel já cheguei ao terminal:



Logo comprei passagem, lanche e água, e embarquei no ônibus com partida de 12:30. Isso mesmo. Há muitas frequências de diversas empresas entre duas cidades, deu tempo para escolher bem.

sábado, 14 de março de 2015

Tarata, a imperdível

Tarata, Dep. Cochabamba - fundada no século XVIII, 9 mil hab., altitude 2750 m, menos de 30 km de Cochabamba

...ainda 01.10.2013, terça-feira. 

Esta sim, pode ser considerada uma verdadeira cidade histórica no Valle Alto, até chamada «Villa Colonial». E ainda fica bem próximo à Cochabamba, é fácil de ser visitada. 

Os pontos de partida de vans lotação e de ônibus ficam a algumas quadras do terminal de Cochabamba, separadas pelas feiras e pelo terminal ferroviário. Mais exatamente, na Av. Barrientos, mais ou menos aqui (foto ao lado ->).

No meu caso foi só desembarque aqui depois de visitar a Tarata, aonde cheguei de outro lado, pelos fundos do Valle Alto



e logo encontrei a praça principal e até um Centro de Informações Turísticas

sexta-feira, 6 de março de 2015

A futura capital do Valle Alto

Cliza, Dep. Cochabamba - fundada em 1912, 20 mil hab., altitude 2750 m, 37 km de Cochabamba, 15 km de Punata

...ainda 01.10.2013, terça-feira. Uns 25 min. de minivan e pagando apenas BOL$ 2,5 escapei da hiper-agitação de Punata para tranquilidade da cidade vizinha. O segundo maior centro urbano da próspera região Valle Alto estava meio abandonado naquele dia, muita gente se mandou justamente na contra-mão - para feira de Punata.



A ponte rodoviária trabalhava intensamente, este ponto fica bem na esquina da praça principal, ao lado da Catedral.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

"Martes de feria" em Punata - feira gigante de produtos naturais

Punata, capital da Prov. Punata, Dep. Cochabamba - fundada em 1781, 26 mil hab., altitude 2732 m, 52 km de Cochabamba

30.09.2013, segunda-feira. Cheguei à Punata no fim de tarde, depois de longa e memorável jornada no ônibus (Pela "Estrada Velha" Santa-Cruz - Cocha)

Desembarquei aqui: http://wikimapia.org/#lang=pt&lat=-17.5 ... 2&z=17&m=b
E logo comecei as andanças pela zona central com triplo objetivo: curtir o pedaço; encontrar algum lugar para dormir e logo deixar a mochila; pesquisar soluções de logística para dia seguinte.

A Punata foi recomendada por alguns amigos como boa amostra da parte próspera do interior boliviano. Tal parte consiste em vales férteis, com produção agrícola abundante, e com pequenas cidades que servem basicamente para intensa troca de produtos. E neste caso visitei nada menos que "La Perla del Valle" - a mais importante cidade do Valle Alto, que é em sua vez um dos mais importantes vales da Bolívia, talvez o mais povoado de todos. Alias o nome Punata vem de quéchua e significa "altura / lugar alto". Por merecer: desde que parti de Mairana, cujo vale fica na altitude de 1325 m, cada próximo vale estava entre montanhas mais altos e com seu fundo mais alto também.

Voltando aos meus objetivos: só com o primeiro estava dando certo desde início. A cidade é agradável, parece bastante próspera e tranquila, com arquitetura um tanto diferente em comparação com aquilo que encontrei antes. Embora a praça central decepcionou pelo tamanho, é muito bem arrumada, nada perde para outras vistas na viagem. E era muito movimentada também, depois de por do sol mais ainda.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Uma simpática metrópole boliviana

Cochabamba, BOLÍVIA

A terceira maior cidade boliviana é o principal centro da mais bonita e mais interessante parte do país onde bonitas serras verdes escondem muitos vales férteis - redutos da tradicional economia baseada na agricultura. Esta Bolívia é pouco conhecida pelos visitantes, mas quem já possou por lá normalmente guarda boas impressões: as região ostenta uma prosperidade sem esbanjamento, com ares de quase auto-suficiência. Curtir atmosfera de uma sociedade ecologicamente correta faz bem, e ajuda nisso o principal centro urbano e logístico da "Bolívia do meio"  - Cochabamba, que guarda chaves aos seus muito autênticos arredores.



A cidade é rodeada pelas imponentes montanhas, há até alguns picos com cumes nevados, inclusive com altitude acima de 5000 m. Mas a maior parte dos bairros fica no terreno plano, em níveis por volta de 2570 m, portanto o clima é muito bom: temperatura média de +17 C,  pequenas variações sazonais, muitos dias de sol, mas sempre com umidade suficiente e sem falta de água para sues jardins.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pela "Estrada Velha" Santa-Cruz - Cocha


30.09.2013. ... De manhã em Mairana tomei o meu café e embarquei naquele ônibus amarelo (Logística em Samaipata: nó de Mairana) com destino a Cochabamba. Como uma hora antes de chegada deveria passar em Punata, que pretendia visitar no dia seguinte, resolvi encurtar o trajeto e descer lá mesmo. Apesar disso, acabou sendo a mais longa viagem do roteiro, de 9 horas, embora em distância não era a maior, uns 320 km. 

O ônibus não foi nem muito velho, nem muito apertado, consegui guardar mochila entre as pernas, mas com dificuldades. Partimos quase na hora certa, 8:36, e em puco menos de 2 horas vencemos 110 km até Comarapa pela estrada asfaltada. Muitas curvas, quase sempre subindo aos poucos, mas tudo tranquilo. Muitos sítios, roças, pequenas fazendas nos vales dos rios que estrada acompanhava. Alguns povoados, com igrejas e escolinhas. Reparei Los Negros no km 172, cujo transporte me ajudou no dia anterior. 

Comarapa, fundada em 1615, altitude 1800 m, 4-5 mil habitantes

Parada para comer e descansar, 30 min. Esta cidadezinha é bastante importante, fica no meio de caminho entre Santa Cruz e Cochabamba (mais ou menos 250 e 260 km respetivamente). Por perto há construções incaicas, locais de combates entre incas e guaranis. E espanhóis, vindos de Lima, há 4 séculos que montaram aqui um entreposto de estrada. Hoje em dia é um tronco de vias locais, que liga várias "valles crucenõs", e nada menos que capital de uma província.

Imagem 
Chegamos deste lado, e reparei que houve vários ônibus prestes a partir para cidades maiores, e não só para Santa Cruz e Cochabamba: aquele vermelho ia para Sucre. Quem precisar, procure aqui: http://wikimapia.org/#lang=pt&lat=-17.916788&lon=-64.531127&z=17&m=b

Imagem

E o nosso amarelo parou aqui, ao lado de um refeitório. A seguir, nós espera aquela estrada de terra e cascalho que sobe acima de teto do ônibus de direita para esquerda, e não encontraremos outro lugar para almoço por muito tempo. Próximos 130 km sem asfalto andamos mais devagar, gastamos 4,5 horas neste trecho montanhoso. E depois mais 1,5 h de asfalto até Punata (quase 80 km). Esta parte foi muito bonita, exceto um pedaço que se escondeu em nuvens densas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Logística em Samaipata: nó de Mairana

Samaipata em si não é nenhum centro de logística, embora na cidade há várias paradas de táxi lotação, focadas em localidades próximas. Mas o relevante mesmo é o contorno da praça central, de onde há saídas para El Fuerte: 


contornando a praça, daqui para esquerda há paradas de Santa Cruz:

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Nas ruas de Samaipata

A cidade de apoio para visitação do sítio arqueológico El Fuerte é muito simpática e bastante voltada ao turismo. Há várias agências que oferecem passeios ao Parque Nacional Amboro e outros. Opções de hospedagem e de alimentação não faltam também. É considerado que faz para Santa Cruz mais ou menos papel de Campos do Jordão para São Paulo, e parece isso mesmo. Mas salvo as proporções, o visual é mais para São José do Barreiro no Vale histórico, próximo à Serra da Bocaina.


E a igreja principal é menor ainda, fica aqui: 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

El Fuerte de Samaipata

"El Fuerte" foi umas das três principais chaves deste meu roteiro, e valeu mesmo. Embora não é um objeto tão amplo como as cidades coloniais Potosí e Sucre, mas tem suas características próprias incomparáveis. Em particular, representa camadas históricas mais antigas e combina parte arqueológica com vistas panorâmicas muito bonitas. Entrou na Lista de Patrimônio de Humanidade em 1998, 4-o entre 7 monumentos bolivianos, com No. 883 na relação geral.

O sítio arqueológico é composto de duas partes: uma grande rocha esculpida com finalidades ritualísticas e restos das construções ao seu redor, um pouco abaixo. 


Este monólito vermelho com dimensões de quase 220 x 60 m possui diversas figuras na sua parte superior.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

As mais bucólicas ruas de Potosí

Naqueles dois dias que andei pela cidade nem pensei sobre tal eleição: qualquer cantinho do seu centro histórico faz parte de um impressionante conjunto, para que inventar competições? Entretanto, isso existe, o quarteto oficial das mais bonitas ruas de Potosí. Descobri isso já depois da viagem, organizando troféus de mapas e folhetos. Enquanto andava em Potosí nem tinha um mapa descente - o ponto de informações turísticas na rodoviária estava fechado na hora da minha chegada, e depois só ganhei uma folhinha quebra-galho da agência que organizou visita a mina. E agora apareceu um bom mapa de Potosí ...no verso do mapa de Sucre, que recebi na chegada justo de Potosí, e usei bastante, portanto o mapa sempre ficou dobrado de jeito mais próprio. Já em Potosí, de fato, nem precisava de mapa: a malha de ruas é bem clara, o Cerro Rico sempre mostra a direção certa. Mais um pouco de intuição e outras fonte de consulta podem ser dispensados. Mas agora tenho isso aqui:




A legenda apresenta longas listas: igrejas, museus, pontos panorâmicos, casario colonial... E sinto de novo que vi muitas coisas interessantes, mas faltou também um tanto, então há ainda reservas para aproveitar outra visita a Potosí, caso aconteça. Reparei que o mapa é virado em 90 graus, em cima ficou lado leste e não norte. E mais essa lista curtinha, e diferente de todas outras já que não se refere aos marcos numerados no próprio mapa. Chama-se PICTURESQUE STREETS e inclui quatro posições: "Calle Quijarro", "Calle Ayacucho", "Calle Chuquisaca", "Calle Tarija". Lembrei na hora que três destes nomes, com exceção do primeiro, vi muitas vezes, o terceiro até serviu como meu endereço na cidade. Portanto comecei as buscas fotográficas justo das imagens da rua Chuquisaca, como na minha galeria Picasa as fotos já foram fincadas aos locais exatos, dá para perceber a vizinhança do hotel foi memorável.


Apresentando a Calle Chuquisaca:


terça-feira, 29 de julho de 2014

Santa Cruz de la Sierra, BOLÍVIA

Cidade fundada em 1561, altitude média 416 m, a maior metrópole da Bolívia com população mais de dois milhões de habitantes (mais de um e meio só no próprio município). Principal centro industrial, financeiro e logístico do país, destino quase obrigatório para quem o visita por via aérea. Uma cidade surpreendente, pela primeira vista tem mais semelhança com capitais brasileiras do que com cidades bolivianas. Em termos de preços de hospedagem também está um tanto no meio. Mas de fato é um fenômeno sem igual, que reúne traços de metrópole planejada, com seus múltiplos anéis viários, e de pacatas cidades de interior, com ruas verdes e calmas e poucos prédios acima de 2-3 andares. Hoje em dia também é um grande centro universitário, que atrai inúmeros estudantes estrangeiros, na maioria brasileiros.


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Corumbá - MS

A terceira maior cidade do estado Mato Grosso do Sul existe desde 1778 (nome inicial era Vila de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque). População 108 mil habitantes (128 mil na área metropolitana que inclui também a vizinha Ladário), altitude 118 m. Os seus títulos "CMB","Cidade Branca", "Capital do Pantanal", "Tríplice-fronteira do Centro-Oeste" são todos claros e procedentes. Com posição estratégica nas margem direita do Rio Paraguai, bem na conjunção de fronteiras com Bolívia e com Paraguai, a cidade se torna o melhor ponto de apoio na exploração do Pantanal Sul. E exatamente por aqui passa quase todo transito de pessoas e fluxo e comércio bilateral Brasil - Bolívia, portanto a conurbação binacional com brasileira Ladário bolivianas Puerto Quijarro e Puerto Suarez é bastante agitada (Pontos de fronteira Brasil–Bolívia). Corumbá possui boa infraestrutura de hospedagem e merece visita não só a caminho de aventuras ecológicas ou internacionais por si própria também, devido ao seu patrimônio histórico. Hoje em dia a economia da cidade é baseada em atividades de mineração, porém as áreas de pesca, turismo, comércio e serviços continuam muito importantes.


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Sucre, BOLÍVIA


A сidade - símbolo da Bolívia, capital constitucional, "cidade de quatro nomes". Esta região indígena era conhecida como "Charcas", a assim os espanhóis identificaram a sua estrutura administrativa nesta parte nas colônias: "Audiência de Charcas". A e própria cidade colonial fundada em 1538 foi chamada "La Plata" (nome completo "Ciudad de la Plata de la Nueva Toledo"), deixando claro qual foi o principal objetivo da invasão. O nome "Chuquisaca", que surgiu nos tempos da guerra pela independência, agora ficou com unidade federal boliviana. E a sua capital, bem como sede da Corte Suprema da Bolívia, desde 1839 chama-se "Sucre", em homenagem do marechal da Grande Batalha de Ayacucho (1824), venezuelano Don Antonio Jose de Sucre. Sucre fica nas altitudes por volta de 2800 m e possui um clima muito agradável. A atual população é ca. 300 mil habitantes, 4-a maior área metropolitana da Bolívia. O seu esplendor colonial, baseado em exploração de minas de prata em Potosí (a apenas 150 km), pode ser sentido até hoje, e junto com monumentos da época de independência assegura lugar na almejada lista de Patrimônio de Humanidade UNESCO (reg. No. 566). E de fato, com seu estilo de arquitetura próprio, resultante de mistura das tradições indígenas e espanhóis, esta cidade de igrejas brancas, considerada a mais gentil e orgulhosa da Bolívia, merece uma visita. Não há como conhecer bem a Bolívia sem sentir profundamente os ares de Sucre.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Potosí, BOLÍVIA


A Villa Imperial de Potosí foi fundada em 1545 nas altitudes por volta de 4000 m, em função dos abundantes minérios de prata e de outros metais. Já no século XVI se tornou o maior complexo industrial do mundo, que funcionava com amplo emprego de energia hidrostática, fornecida pelo único sistema de aquedutos e lagos artificiais. Nesta época foi considerada como cidade mais rica do planeta, e a sua população atingia 160 mil habitantes já em 1625 (hoje em dia está nesta faixa também - 170 mil), e no final do mesmo século foi a segunda maior do mundo depois de Paris. A herança daqueles tempos ficou bastante preservada, e desde 1987 faz parte de Patrimônio de Humanidade (cadastro UNESCO No.420, primeiro dos 6 monumentos da Bolívia).

A zona de preservação inclui o centro histórico, o conjunto de mineração de Cero Rico e os antigos bairros dos mineiros, com inúmeras igrejas coloniais. O principal museu da área central, Casa de la Moneda, toma várias horas de visita, e há também tantos outros, inclusive museus-igrejas com mirantes panorâmicos. Somando grande acervo de casario colonial e toda a charme das ruas antigas, só o centro histórico justifica no mínimo 2 dias de permanência. E há ainda excursões às minas de prata - de dia inteiro ou tomando toda parde de manhã, bem como excursões mais distantes de dia inteiro, portanto reserve bastante tempo ao planejar uma parada em Potosí.