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domingo, 20 de junho de 2021

A Amazônia básica

Viagem a dois em outubro de 2007 - 6 dias 

Em outubro, como foi de costume naqueles anos mansos, descolamos alguns dias livres graças aos feriados antes e depois do meu aniversário. E ainda tivemos "milhas" da VARIG com data de expiração próxima, o que motivou para alguma investida diferente. Foi suficiente para emissão de uma passagem São Paulo  - Manaus - São Paulo, mas preferimos emitir duas só de ida e completamos a rota com passagens de duas outras empresas aéreas: Manaus - Santarém - Belém (GOL) e Belém - Rio de Janeiro - São Paulo (BRA). Ambos trechos com paradas intermediárias, mas com preço total menos do que retorno direto de Manaus para São Paulo. Sim, o ideal seria fazer a parte Manaus - Belém por via fluvial, mas o nossa folga só cabia tal modalidade se dispensar paradas nas duas grandes capitais da Amazônia. Ponderamos bem, e preferimos opção aérea, exatamente com uma escala no meio, que acabou sendo um grande achado. Que aproveitamos mais de 100%: calculamos qual lado teria vistas melhores e reservamos dois lugares na janela - um atrás do outro e bem na frente da asa, com visibilidade perfeita. Assim tivemos também alguns dias para duas metrópoles amazônicas, com seus impactantes teatros, mercados, parque e passeios beira-rio. E não ficamos sem passeio fluvial: excursão de Manaus para Encontro das Águas e por igarapés da região foi ótima.  

Roteiro: Taubaté - GRU - (aéreo) - MAO - Манаус (3 noites, com excursões urbanas e fluvial) - MAO - (aéreo com vistas da Amazônia e parada em Santarém STM) - BEL - Belém (2 noites) - (aéreo via GIG) - GRU - Taubaté.

E a mais importante das suas partes aéreas:




Diário ilustrado da viagem:

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Lisboa entre um voo e outro

Longa conexão em Lisboa LIS - 01.09.2019 

No final de fevereiro, de repente nos deparamos com passagens muito baratas para a Alemanha via Lisboa, e ainda com datas de julho e agosto, via de regra caras demais. Embora não foram para aeroportos mais próximos aos nossos destinos, apenas para dois um tanto distantes - Munique MUC e Frankfurt FRA: resolvemos aproveitar assim mesmo, inclusive para esticar as nossas rotas por lá. E considerando que a cidade de Munique já estava nos planos de roteiro terrestre pelo país junto com nossa família anfitriã, bem no miolo da viagem, escolhemos a Frankfurt como porta de chegada e partida. De quebra aproveitamos a sua localização para elaborar mais duas fases de roteiro interessantes: para dias iniciais e para dias finais de permanência na Alemanha.

As nossas datas de ida foram diferentes, mas planejamos voos conjuntos de volta, com uma longa conexão diurna em Lisboa - no primeiro domingo de setembro. Mas este último plano foi destruído pela inconsistência da companhia aérea portuguesa: o processo de compra e recebimento de bilhetes se transformou em um verdadeiro pesadelo, e no final recebemos apenas um bilhete  - meu (sem contar que acabou sendo pago duas vezes, e a restituição ainda não rolou). Já a minha esposa teve que comprar uma nova passagem, já com outra companhia aérea, o que tornou a chegada dela mais confortável (em Hanôver HAJ). Mas o voo de volta também arranjamos pela Frankfurt, com partida mais tarde e chegada ao destino final mais ou menos na mesma hora comigo. Foi uma grande baixa: o passeio de domingo em Lisboa agora ficou reprogramado para formato solitário.

E esta perda não foi última: a terrível TAP também atrasou o voo de Frankfurt para Lisboa tanto que das minhas seis horas efetivamente livres só sobraram quatro. Portanto, não houve tempo para muitos alvos, escolhi o objetivo principal - um objeto UNESCO e outros monumentos no distrito de Belém, às margens do rio Tejo, e me mandei para lá usando transporte público expresso. Para variar, nesta fase dos nossos contatos o Portugal deu certo.



E só depois de desbravar razoavelmente bem este teatro de operações, já no caminho de volta ao aeroporto me permiti algumas andanças pela zona central da Lisboa.

A logística desta escapada foi resolvida sem uso de metrô, embora esta modalidade também existe no aeroporto LIS: esta linha é tão torta que perde aos "AEROBUS" até em tempo de viagem, sem falar em conforto e em vistas pela janela. Já entre centro e bairro de Belém andei de trem suburbano que circula cada 20 minutos e corre mesmo.

domingo, 10 de março de 2013

Belém – PA

A área metropolitana de Belém, com população de 2 milhões de habitantes (13-a do Brasil) inclui o próprio município de Belém (1,4 mi), Ananindeua (0,5 mi) e mais 4 municípios. Belém é conhecida como uma das duas grandes capitais da Amazônia e como a principal porta de entrada nesta região, uma das "Sete maravilhas naturais do mundo". Há várias rotas fluviais que começam aqui, tanto pela delta do Amazonas e pela região próxima, quanto mais distantes, para Santarém, Parintins e Manaus . A cidade foi fundada em 1616 por espanhóis, seus títulos informais nos dias de hoje: "Metrópole da Amazônia"; "Cidade das Mangueiras"; "Cidade Morena"; "Belém do Pará"; "Terra do Carimbó".


A (maior) Belém sulamericana


Estamos descendo para aeroporto Belém sobre a borda do delta do Rio Amazonas. Aqui já não fica claro onde estão braços do rio e onde baías oceânicas. Mas os afluentes que se juntam a este bolo do sul podem ser classificados com facilidade. Nas ilhas começam aparecer povoados e indústrias. Chuvas locais fortes andam pela área para lá e para cá. Antes de pouso ganhamos uma bela vista da cidade que surgiu de repente.


À direita da cidade – o Rio Guama, e a parte central olha para meio baía meio braço do delta, com largura de até 30 km, mas está protegida por uma cadeia de pequenas ilhas.