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domingo, 9 de janeiro de 2022

Palmas - TO

O estado Tocantins foi criado pela Constituição de 1988, e logo em 1989 e foi fundada a sua capital, cujo projeto arquitetônico e urbanístico foi inspirado pelo sucesso de Brasília - DF. Mas, obviamente, já foi desenvolvido com devidas adaptações geográficas e temporais, e na sua implementação foi possível manter um ritmo de crescimento sustentável. Hoje em dia, a mais nova e a menor das capitais brasileiras ainda tem um pouco mais de 300 mil habitantes e continua na liderança no quesito de taxa de crescimento. Mas o seu Plano Diretor é compatível com projeções muito maiores, portanto entre apelidos oficiais da cidade - "Terra das Oportunidades", "A mais Brasileira das Capitais" e "A Caçula das Capitais" - o primeiro é nada menos verdadeiro do que dois outros.

O lugar para construção deste novo centro urbano foi muito bem escolhido: aproximadamente no centro geodésico do território brasileiro todo, 800 km ao norte de Brasília e Goiânia e próximo à margem direita do grande Rio Tocantins. Seu terreno é praticamente plano, com altitude média de 280 m. Nos anos 1998-2002 aproximadamente 50 km ao norte foi construída a barragem da UHE de Lajeado, com 74 m de altura. Em consequência o rio alargou várias vezes e na periferia oeste da Palmas surgiram várias praias fluviais, inclusive ilhadas. A conexão da Palmas om margem esquerda do Rio Tocantins pela rodovia TO-080 foi viabilizada pela "Ponte da Amizade e da Integração" implementada na altura do centro da cidade em 2002. Esta obra com extensão de 8 km inclui 4 aterros e 3 pontes propriamente ditas: de 1 km próximo à margem direita, de 0,1 km na parte central e de 0,1 km próximo à cidade.

Para quem chega de avião e conta com sorte (aproximação do lado oeste e janela pelo bordo esquerdo) a cidade se apresenta desta forma:   

É isso mesmo: parece um grande parque beira-rio, com alguns prédios altos no meio de muito verde. A largura da faixa urbanizada não supera dimensões da represa, e nos seus fundos aparecem elevações cobertas de densa floresta. No mapa essas proporções são ainda mais aparentes: 


Os símbolos vermelhos que representam atrações estão concentrados na intersecção dos principais eixos viários Norte-Sul e Leste-Oeste, onde se encontra a Praça dos Girassóis, uma das maiores praças urbanas do mundo e a maior nas duas Américas. No centro deste retângulo com dimensões de aproximadamente 800 por 700 metros está o Palácio Araguaia, sede do governo estadual. Nos cantos nordeste e noroeste há prédios dos poderes Legislativo e Judiciário, também bonitos, mas de altura ainda menor e meio escondidos entre grandes árvores. Estas construções junto com alguns prédios administrativos construídos no lado sudoeste da praça ocupam relativamente pequena parte dos 570 mil metros quadrados da sua área total, bem arborizada e com amplos espaços para passeios e eventos. Vale a pena dar uma volta por lá e apreciar diversos monumentos espalhados ao redor, inclusive o próprio Centro Geodésico do Brasil: 

domingo, 2 de janeiro de 2022

Descobrindo o Tocantins: Jalapão e Palmas

Viagem em novembro de 2021: mais de 900 km no grupo de 11 turistas com 2 guias e 2 veículos 4x4  

A nossa turma de 4 amigos (2 casais) serviu como núcleo deste grupo e garantiu a saída no dia sugerido pela operadora "Cerrado Rupestre". Com mais 7 interessados e 2 guias formamos equipagens de dois carros Toyota SW4 TD3.0 que cabem até 7 pessoas cada (em 3 fileiras de bancos). Apenas um assento ficou vago e foi utilizado como primeira extensão de porta-malas, mas ainda precisamos da segunda - sobre teto. Não foi por nossa culpa - levamos apenas aquela bagagem de mão com limite de 10 kg por passageiro que foi permitida em nossas passagens aéreas e combinada com a agência. Foi nossa primeira experiência nesta modalidade de viagem e curtimos isso do início até o fim. 


O roteiro de 5 dias foi ótimo, com várias atrações de diversos gêneros e com 4 pernoites em locais diferentes. Além disso, para evitar os incômodos de voos noturnos dormimos 2 noites em Palmas: antes do início da "expedição" e depois do retorno. Os voos de ida e de volta foram na parte da manhã, e assim tivemos uma tarde e duas noites para conhecer as principais atrações da surpreendente capital tocantinense. 

Mas as impressões mais marcantes desta semana foram das belezas naturais que conhecemos, e a grande novidade foi esta:

domingo, 14 de novembro de 2021

Expedição "Vivências Jalapão 2021-5d", dia 2

A programação do segundo dia foi bem objetiva: seguimos de Ponte Alta do Tocantins para Mateiros TO pelo caminho mais curto (162 km), mas com longas paradas para visitação das três atrações principais: cânion, rio e dunas (agregando mais uma dúzia de km em dois pequenos desvios e mais alguns quilômetros de caminhadas). Assim, este percurso pela estrada de terra com código TO-255 levou o dia inteiro: partimos às 7:30 e chagamos depois das 18 h. Aproximadamente metade dessas 10,5 horas passamos em trânsito, curtindo belas paisagens pela janela do carro: e outra metade do tempo foi bem distribuída entre referidas atrações, almoço que precedeu a segunda e mais duas paradinhas na estrada mesmo - para tirar fotos das montanhas que cercaram a estrada no trecho antes das dunas, já dentro do Parque Estadual do Jalapão.


Nesta vez a chuva começou bem mais tarde, quase às 5 horas de tarde, e não impediu nenhum passeio ao ar livre, mas ela de novo roubou a cerejinha do nosso bolo: não foi possível contemplar mais um pôr-do-sol muito esperado - agora do alto das dunas de onde nós retiramos correndo.  

domingo, 20 de junho de 2021

A Amazônia básica

Viagem a dois em outubro de 2007 - 6 dias 

Em outubro, como foi de costume naqueles anos mansos, descolamos alguns dias livres graças aos feriados antes e depois do meu aniversário. E ainda tivemos "milhas" da VARIG com data de expiração próxima, o que motivou para alguma investida diferente. Foi suficiente para emissão de uma passagem São Paulo  - Manaus - São Paulo, mas preferimos emitir duas só de ida e completamos a rota com passagens de duas outras empresas aéreas: Manaus - Santarém - Belém (GOL) e Belém - Rio de Janeiro - São Paulo (BRA). Ambos trechos com paradas intermediárias, mas com preço total menos do que retorno direto de Manaus para São Paulo. Sim, o ideal seria fazer a parte Manaus - Belém por via fluvial, mas o nossa folga só cabia tal modalidade se dispensar paradas nas duas grandes capitais da Amazônia. Ponderamos bem, e preferimos opção aérea, exatamente com uma escala no meio, que acabou sendo um grande achado. Que aproveitamos mais de 100%: calculamos qual lado teria vistas melhores e reservamos dois lugares na janela - um atrás do outro e bem na frente da asa, com visibilidade perfeita. Assim tivemos também alguns dias para duas metrópoles amazônicas, com seus impactantes teatros, mercados, parque e passeios beira-rio. E não ficamos sem passeio fluvial: excursão de Manaus para Encontro das Águas e por igarapés da região foi ótima.  

Roteiro: Taubaté - GRU - (aéreo) - MAO - Манаус (3 noites, com excursões urbanas e fluvial) - MAO - (aéreo com vistas da Amazônia e parada em Santarém STM) - BEL - Belém (2 noites) - (aéreo via GIG) - GRU - Taubaté.

E a mais importante das suas partes aéreas:




Diário ilustrado da viagem:

domingo, 26 de julho de 2020

Guarda do Embaú - SC

Guarda do Embaú é um pequeno bairro ao lado de grande praia do mesmo nome que fica na divisa dos municípios Palhoça e Paulo Lopes que fazem parte da Região Metropolitana de Grande Florianópolis. Distância rodoviária das pontes que conectam Ilha se Santa Catarina com parte continental de Florianópolis - SC cerca de 50 km em si não pode justificar o status de destino independente que esta vila com apenas mil habitantes permanentes ganhou em vários guias de turismo. Mas aqui ajuda um delicado aspecto geo-administrativo: o limite dos referidos municípios é definido pelo rio da Madre e as habitações do local ficam na sua margem esquerda (em Palhoça), enquanto a própria praia na margem direita (em Paulo Lopes). Portanto o seu conjunto não cabe em nenhuma das duas formações territoriais e assim ficou mais conhecido com o nome próprio.



E mais que isso: tudo isso agora faz parte do gigantesco Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Como diz o seu nome, a sua principal é a conservação das verdes montanhas próximas ao litoral, e as terras baias e praias foram agregadas como área de proteção complementar, portanto o regime de visitação aqui ainda é livre (observando as restrições do seu uso). Mas a urbanização da vila foi congelada completamente, e não haverá novos empreendimentos imobiliários nem consideráveis investimentos em infraestrutura. Entretanto, nas suas ruas estreitas e verdes já há uma boa quantidade de pousadas, campings, estacionamentos particulares, lojinhas, lanchonetes e até restaurantes.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Joanópolis - SP

Este lugar foi povoado já entre anos 1730 e 1740, mas só recebeu o estatuto de Vila em 1895. Que em 1906 foi emancipado e se tornou um município com área de 374 km². O atual seu nome em homenagem do São João Batista foi adotado em 1917, e atual população é cerca de 13 mil habitantes. Sede do município fica na altitude de 900-950 metros, entre pitorescos braços da Sera de Mantiqueira esticados pela fronteira dos estados de São Paulo e Minas Gerais.  E apenas em 120 km da capital São Paulo - SP, portanto para população da maior metrópole do país esta micro-região é um verdadeiro portal ao paraíso verde, rico em águas cristalinas, ares puros e aquelas coisas da fazenda que fazem tanta falta na correria cotidiana.  Bem vindos à "A Joia da Mantiqueira":


Nesta foto estamos observando o casco urbano de Joanópolis de um lugar bem mais alto - "rampa de asa delta" (1640 m) que fica em cima da Serra do Lopo que separa este município do seu vizinho Extema MG. Alias por perto existe mais uma rampa de voo livre - voltada ao norte, e a cidade de Extrema, que é umas três vezes maior, fica bem em baixo da mesma. 

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Balneário Camboriú - SC

Balneário-Camboriú (responde também como simplesmente “Balneário”, ou pela sigla BC) é uma nova estrela turística no Brasil, especialmente para visitantes do Mercosul, muito diferente de outros destinos populares e cheia de contradições. Formalmente, é apenas uma pequena cidade que se estende ao longo da praia com o mesmo nome - nem tanto esmeralda como deveria ser para explicar o aumento fantástico dos preços imobiliários neste local. E, de fato, agora impressiona pelas altas torres residenciais alinhadas ao longo desta costa muito mais do que pelas paisagens marítimas e costeiras. Essa auto-proclamada "capital turística do estado de Santa Catarina" entrou na lista de endereços dos edifícios mais altos do Brasil em 2014, e já tomou primeiro lugar. Seis anos depois ocupa 5 das 5 e 8 das 10 primeiras linhas desta lista.

Esta cidade turística foi fundada em 1849, a população atual do próprio  município é de 140 mil habitantes, mas junto com seus cinco vizinhos, forma o núcleo denso da aglomeração do estuário do rio Itajaí (0,55 milhão de pessoas). Mas, ao mesmo tempo, destaca-se pelo nível médio de renda e outros indicadores de qualidade de vida, e não apenas entre vizinhos: segundo o "índice de desenvolvimento humano" (0,845) ocupa o quarto lugar no país e o terceiro entre as cidades com população superior a 100 mil habitantes.



O título absoluto agora é disputado pelas torres gêmeas com o nome importado "Yachthouse Residence Club" (no lado esquerdo da imagem) e a única "One Tower" (um pouco à direita das duas). Estas construções já estão na fase de acabamento, mas alguns elementos externos, como cumes ou coroas, ainda devem ser adicionados aos atuais 280 metros de estruturas de concreto armado. Em toda a América do Sul, existe apenas um edifício acima desta trindade - Gran Torre Santiago (300 m, inaugurada em 2013).

A "Praia Central de Balneário Camboriú" em si é bastante comum e em tamanho corresponde ao nome: um arco de areia com 5,5 km de comprimento, com uma boa avenida munida de calçada estilosa e quiosques de um lado e edifícios densos do outro:  

segunda-feira, 23 de março de 2020

Plano da expedição "Médio São Francisco e Chapada Diamantina"

Modalidade: viagem cooperativa de carro (até 4 pessoas por veículo), pernoites em quartos duplos de pousadas.
Duração e datas: aproximadamente 3 semanas (de 2 a 4), no período junho - outubro de 2020.
Objetivo principal: Parque Nacional da Chapada Diamantina - cachoeiras, grutas, mirantes etc.

(fonte: Google Fotos)

Motivação adicional: Rio São Francisco e suas cidades históricas; cavernas de Minas Gerais em Sete-Lagoas, Cordisburgo, PN Cavernas do  Peruaçu; belezas da faixa leste de Minas Gerais.

Roteiro circular: Taubaté - Rio São Francisco (até Ibotirama BA) - Chapada Diamantina - Leste de Minas Gerais - Taubaté

Esboço de mapa (link):

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Uma viagem social-romântica pela Alemanha

A dois e mais pela Alemanha, 22 dias em agosto de 2019 

As três semanas que contam neste relatório foi apenas a parte conjunta e ativa desta viagem, a partir de 11 de agosto. já que a Ekaterina chegou à Alemanha ainda no último dia de julho para no início descansar na casa da irmã, sem esticadas consideráveis. E somente a partir do nosso encontro nas margens do Reno começou a programação principal, que combinou harmoniosamente visitas a parentes e amigos com visitação passageira ou não muito, de vários lugares interessantes. Como resultado, juntamos 9 diferentes locais de pernoites e três dezenas de cidades que mereceram álbuns de fotos. Descobrimos mais oito monumentos da UNESCO na Alemanha e um no Portugal entre os voos de volta, mas neste parou só um de nós. Além disso, também curtimos muitas outras antiguidades, belas paisagens, detalhes informativos ... E, o mais importante, ocorreu uma imersão de qualidade nessa atraente sociedade, facilitada pela comunicação com os nossos residentes e passeios junto com eles, além dos importantes segmentos do roteiro percorrido só a dois. 

Devido à impossibilidade de refletir toda a gama de nossas impressões em uma única ilustração, para a primeira colagem, cercaremos a nossa imagem apenas de algumas paisagens panorâmicas e fluviais.



Os rios Reno (com o inseparável Meno), o Weser e alguns de seus afluentes se tornaram um motivo condutor muito vívido dessa grande jornada na Alemanha dos viajantes naturais do rio Volga. Como você pode ver na foto central, caminhamos por estas terras de bom grado. Mas, ainda assim, uma cobertura territorial tão grande só foi possível graças às soluções de transporte multimodais, cujas amostras (mas nem todas as unidades do equipamento envolvido) são apresentadas abaixo:



Os carros pessoais dos nossos parentes e amigos ocuparam a linha de fundo dessa formação de batalha, embora desempenharam papel muito importante principalmente aquele branco que levou nós quatro para a Baviera. O principal modal de deslocamentos a dois foi ferroviário, mais exatamente os trens regionais e suburbanos apresentados no miolo do conjunto. Até aprendemos a usar o smartphone para procurar bons descontos e comprar bilhetes eletrônicos, que às vezes tinham que ser apresentados eletronicamente. Representantes do transporte urbanos sobre trilhos da cidade de Munique os complementam à esquerda e dois delegados do sistema de ônibus suburbano da Baixa Saxônia à direita. Na parte alta apresentamos não apenas um teleférico, mas também o transporte fluvial e nossas queridas bicicletas.


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Nossa rota pode ser dividida condicionalmente em quatro etapas principais, e mais uma grande esticada de carro embutida na terceira delas:

1. "Hesse e Renânia-Palatinado": de Frankfurt a Neuwied, de 11 a 14 de agosto.
Talvez a parte mais romântica: éramos apenas nós dois e sem pressa exploramos o cinematográfico objeto UNESCO nº 1066 "desfiladeiro do Reno Médio", com 60 quilômetros de extensão - de Bingen a Koblenz. Três noites em hotéis em diferentes cidades deste segmento (entre as duas indicadas acima foi também o ponto intermediário de St. Goarhausen).

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Europa extremamente Oriental

Oral (ou Uralsk, mais exatamente Ural'sk), Cazaquistão - 1 dia em julho de 2015

Esta cidade no rio do mesmo nome Ural (Oral) que delimita Europa e Ásia foi bastante visível na história do Império Russo, mais em contexto da rebelião dos cossacos sob comando de Emelian Pugachov na região dos Urais e do Volga em 1773-1774. Os cossacos (agricultores armados) começaram a explorar esta região no final de século XVI, e no ano 1584 (dois anos antes de fundação da fortaleza imperial de Samara no rio Volga) já fixaram um povoado nas margens do rio Ural. Em 1591 elem juraram fidelidade ao império, e receberam autonomia total para proteger esta região fronteiriça, que perdurou até os tempos do Pedro Grande. Em 1613 o primeiro povoado foi destruído durante um ataque dos nômades, e logo os cossacos construíram uma fortificação mais consistente 50 km rio abaixo, e assim começou a cidade atual. Cuja população cresceu moderadamente - até 230 mil habitantes, aproximadamente um milhão a menos do que em Samara.

Mais um aspecto particular: a árvore genealógica do primeiro autor acende aos cossacos do rio Ural, e este local está apenas a 260 km da sua cidade natal - Samara, RÚSSIA. Efetivamente, nos tempos da URSS foi uma das duas capitais provinciais mais próximas à Samara, junto com a Ulianovsk, mas deixou de ser visitada por uma combinação de fatores. Esta falha foi corrigida só em 2015, devido ao interesse de um grupo de amigos aos marcos geográficos de "limite entre Europa e Ásia" e já valeu uma viagem internacional. Depois de desintegração da URSS a cidade com maioria de população russa ficou no novo e interessante país chamado Cazaquistão - muito extenso, e na parte étnico-cultural claramente transitório entre a própria Rússia e a Ásia Central. 

Foi uma expedição bate-volta de domingo, no carro dos nossos amigos, e muito bem sucedida - sem dificuldades encontramos todos 4 alvos principais: rio, marco Europa-Ásia, Catedral de Cristo Salvador, e o mercado centrаl com sua abundância de frutas, batata e peixe.



De fato, o rio que aparece nesta colagem não é Ural, e a sua afluente europeia Tchagan,  mas paramos nas margens do Ural também, e avistamos оs estepes asiáticas. Mas não pisamos lá nesta vez^a cidade toda fica na Europa, menos aeroporto que foi desnecessário na nossa viagem. 

Alem desta programação básica realizamos uma série de opcionais, e deixamos boa porção de tempo para improvisos, portanto retornamos bem tarde, levando melancias, melões, e muitas boas impressões. Vale a pena relembrar alguns passos por lá... 

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A melhor fachada urbana no Rio Volga


Essa, é claro, é a minha opinião subjetiva, mas uma análise objetiva da questão mostrará que, de todas as cidades da região do Volga, é Samara que tem a orla mais bem arrumada, com avenidas beira-rio mais extensas e mais atraentes.  Esta cadeia de passeios públicos recheados de praias não para de crescer,  e seus novos elos são mais largos - verdadeiros parques costeiros. Convido para uma caminhada pela margem do Rio Volga, tomando como ponto de referência a Praça de Revolução (Alekseevskaya) no Centro Histórico, donde desceremos para Volga pela Rua Ventsek.

Em Samara da minha infância (então Kuibychev), houve apenas uma alameda beira-rio, atualmente chamade de "Velha", que se estendia ao longo da Rua Maxim Gorkiy entre Ruas Nekrasovskaya e Vilonovskaya, apenas quatro quarteirões que pareciam tão compridos (na verdade, é pouco mais de um quilômetro). Duas quadras de Nekrasovskaya a Ventsek foram ocupados pelos atracadouros e pavilhões do porto de passageiros, e o porto de carga se estendia da Rua Ventsek até a foz do rio Samara ("Samarka"). Naquela época uma parte dos terminais de carga foram transferidos para margens do Rio Samara e no segmento de 600 metros de Ventsek a Komsomolskaya surgiu o complexo do novo terminal fluvial de passageiros - com construções  modernas e com muros de atracação adaptáveis para vários níveis entre cheia e vazante do rio.



Na temporada de navegação esta área é de agito permanente, e movimentação de belas embarcações impressiona.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Duas lendas do Maranhão

Mochilada a dois pelo norte do MA, 6 dias em fevereiro de 2018

Foi uma viagem bastante curta e sem percorrer grandes distâncias por terra, mas ficou gravada na memórias pelas impressões intensas e muito especiais, simplesmente incomparáveis. Dos nossos seis dias na faixa litorânea do estado de Maranhão  um e meio dedicamos ao Centro Histórico de São Luís, tombado pela UNESCO como monumento de Patrimônio de Humanidade, e mais quatro no Parque Nacional Lençóis Maranhenses e na sua vizinhança - com aquelas paisagens incríveis e com uma combinação improvável de ecossistemas milagrosamente misturados nesta região. O nosso plano inicial, que surgiu em torno das passagens aéreas promocionais (só R$ 800 por dois de ida e volta GRU-SLZ-GRU!) compradas com certa antecedência, funcionou muito bem, e na realidade tudo foi até mais fácil e acessível. As famosas atrações do Maranhão valeram a pena mesmo, e a região como um todo agradou e intrigou: surpreendentemente autêntica e receptiva. Portanto já temos planos de explorar mais as belezas do Maranhão, inclusive longe da Costa Atlântica, e também de conhecer o Litoral de Piaui, vizinho de Lençóis Maranhenses.



Crônicas diárias (de 1 a 6 de Fevereiro de 2018):

Dia 1-o: Chegada em São Luís, Centro Histórico.

Dia 2-o: Centro Histórico и прибрежные бульвары São Luís.

Dia 3-o: Viagem de van de São Luís para Barreirinhas de manhã, à tarde excursão para Lagoa do Peixe.

domingo, 3 de março de 2019

Barreirinhas - MA

A cidade de Barreirinhas na atualidade é a melhor base para visitação das dunas e lagoas do incrível parque nacional Lençóis Maranhenses e das suas vizinhanças orientais. Foi fundada em 1938, nas margens do sinuoso rio Preguiças, a algumas dezenas quilômetros do seu foz. Distância rodoviária da capital do Maranhão, milionária cidade de São Luís é cerca de 250 km, tudo asfaltado. A população de Barreirinhas já supera 60 mil habitantes - a maior cidade no Nordeste do Maranhão, bem como em toda faixa litorânea desse estado fora da região metropolitana de São Luís.


Esta cidade surgiu a partir dos povoados de pescadores, e o setor pesqueiro da sua economia  continua em pleno crescimento, graças às riquezas do potente rio Preguiças e à proximidade do Oceano Atlântico. Já o setor turístico cresce mais rápido ainda, e estes dois pilares econômicos de Barreirinhas demonstram boa sinergia.

O que simboliza este passeio beira-rio construído sobre palafitas junto ao centro comercial: nos últimos anos ele se transformou em maior referência da cidade. Nos fundos pode ser vista uma duna - "versão demo" das fantásticas vizinhanças, na maior parte protegidas pelo parque nacional:



Entre a duna e o passeio beira-rio se concentra boa parte dos atracadouros para embarcações de pesca, e junto às palafitas predominam as "voadeiras" turísticas. À direita aqui se encontra uma agremiação dos restaurantes turísticos: e estes dois são bastante representativos:

domingo, 30 de dezembro de 2018

Barra do Quaraí RS - Bella Unión: ponto de fronteira e ponte no rio Quaraí

Anexo 2 ao resumo sobre pontos de fronteira Brasil–Uruguai

Dos seis pontos de fronteira entre os dois países abertos para travessia de veículos e pessoas, este é o mais distante de Montevidéu e das megalópoles brasileiras: fica perto da tríplice fronteira Brasil - Uruguai - Argentina, na cidade de apenas 6 mil habitantes. Mas em popularidade só perde com certeza aos dois principais, por onde passam linhas de ônibus  internacionais de longa distância (as linhas internacionais urbanas existem  também neste e nos outros). Isso se deve às peculiaridades dos sistemas rodoviários do Uruguai e do Brasil, onde onde há bons corredores rodoviários ao longo da margem esquerda do rio Uruguai (limítrofe para os dois países com a Argentina). E a ponte internacional próximo ao foz do rio Quaraí conecta a  Ruta Nacional 3 do Uruguai, que começa em Montevidéu (650 km) e passa por várias cidades importantes deste país e, com a rodovia federal BR-472, que segue ao longo deste rio por outros 650 km ao norte. Além disso, já a algumas dezenas de quilômetros daqui, na cidade de Uruguaia, a BR-472 cruza com uma das principais rotas de transporte Argentina - Brasil.

A ponte ferroviária sobre este rio funcionava desde 1915, mas só em 1976 ao seu lado foi construída uma moderna ponte rodoviária, com comprimento de aproximadamente 670 metros e largura de 8,5 metros.



O posto de controle no lado brasileiro atualmente só cumpre as funções aduaneiras, focando em carga dos caminhões, enquanto a maioria dos carros de passeio passa sem parar. Os procedimentos de migração de ambos os países são realizados no escritório-contêiner que funciona 24 horas por dia no lado uruguaio da ponte,

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Quaraí RS - Artigas: ponto de fronteira e ponte no rio Quaraí

Anexo 1 ao resumo sobre pontos de fronteira Brasil–Uruguai

É um dos mais confortáveis entre seis pontos se fronteira entre estes dois países: pela larga mas não muito longa ponte sobre o rio Quaraí. As duas cidades fronteiriças formam uma conurbação com população total quase 70 mil habitantes, dois terços dos quais estão no lado uruguaio. Apenas o rio as separa, e suas praças centrais ficam a apenas um quilômetro e meio uma da outra (menos de 20 min. de caminhada). Distâncias até as metrópoles Porto Alegre e Montevidéu são aproximadamente 600 km, portanto este ponto de fronteira não é tão popular como os mais próximos às grandes capitais.



Passei por ali no caminho do aeroporto de Porto Alegre para Oeste do Uruguai (confira o relato Pela parte ocidental da República Oriental do Uruguai). Para rotas deste tipo, sim, é um dos três pontos mais bem localizados, e o meu roteiro funcionou perfeitamente.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Porto Mauá - Alba Posse: ponto de fronteira e balsa no rio Uruguai

Anexo 1 ao resumo sobre pontos de fronteira Brasil–Argentina

Porto Mauá, RS - Alba Posse, Misiónes é um dos dez pontos de fronteira com controle de migração que existem ao longo dos 1250 km da linha compartilhada entre dois principais parceiros do bloco Mercosul. Provavelmente, o mais popular entre quatro pontos deste tipo - com balsa (há pontes em 5 ouro pontos e apenas um é completamente seco). 

Todas quatro travessias internacionais de balsa entre Brasil e Argentina pelo rio Uruguai operam apenas no horário diurno, e com longo intervalo de almoço. Nós chegamos em Porto Mauá por volta das 12:40 na segunda-feira 26 de dezembro de 2016, e a fronteira estava trancada com cadeado, mas o horário de balsa prometia próxima partida às 14:30.



A fila de espera foi de tamanho só de 1 carro (aquela picape vermelha), portanto fomos almoçar no lanchonete bem em frente, para manter o controle visual sobre a situação. O pessoal do lanchonete assegurou que os guichês da balsa e do controle de migração devem abrir às 14 h, e que não faz sentido ir até lá antes disso.   

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Embarcando para oeste do Uruguai

Mais um roteiro para já. Sei que estou devendo relatos das últimas viagens, e prometo publicar alguma parte ainda neste ano e muito mais em 2019. Mas ainda não nesta semana: amanhã, nesta terça-feira 28 de agosto, estou embarcando para mais uma pequena aventura solitária. O principal objetivo é o mais próximo dos objetos de Patrimônio da Humanidade UNESCO que não visitei ainda, localizado no lado uruguaio do rio Uruguai, na cidade de Fray Bentos: http://whc.unesco.org/en/list/1464

Entrou no cadastro da UNESCO só em 2015, portanto passamos por fora na nossa viagem pelo Uruguai de 2010, mas agora ganhei um novo incentivo para voltar a este país e conhecer mais uma região. E nesta região oeste  quero curtir também o próprio rio Uruguai, que também faz parte dos objetivos maiores desta viagem. Junto com dois dos seis pontos de fronteira Brasil–Uruguai: Quaraí – Artigas e Barra do Quaraí – Bella Union. A passagem aérea de ida comprei só até PORTO ALEGRE RS (LATAM, por milhas), mas a volta é partindo de Uruguaiana (AZUL, com conexão em Porto Alegre, tarifa muito atraente), portanto a rota terrestre mais lógica é esta:


Os objetivos complementares são Uruguaiana e seu aeroporto (26-o na minha coleção brasileira de passageiro), e as cidades uruguaias Salto (segunda maior do país), Mercedes (berço da independência) e Paysandú (exemplo de desenvolvimento).

sábado, 14 de novembro de 2015

Sergipe em 4 dias: São Cristóvão, Aracaju, Xingó

Mochilada solo em outubro de 2012 

O menor estado do Brasil visitei aproveitando as milhas da GOL, com objetivos principais de conhecer São Cristóvão (uma das mais antigas cidades do Brasil recentemente tombada também pela UNESCO como Patrimônio de Humanidade), cânions e hidrelétrica Xingó no Rio São Francisco. Bem como a capital Aracaju, onde fiquei hospedado: 3 noites no hotel próximo ao aeroporto e 1 quadra da praia Atalaia - http://www.hotellitoral.com.br/
Foi bastante improvisado, mas deu certo: gostei muito desta pequena aventura e tirei centenas de fotos.

Diário:
03.10.2012. cheguei às 15 h, táxi, check-in no hotel, passeios na Atalaia.
04.10.2012. Tomei banho do mar logo cedo, e logo fui a São Cristóvão de ônibus, com conexão no centro de Aracaju. Voltei para Aracaju no meio de tarde, andei pelo centro... Já a noite cheguei no Shopping. Depois voltei para Atalaia de ônibus.
05.10.2012. Só Atalaia, com banho e caminhadas.
06.10.2012. Café de manhã e check-out cedo, excursão de dia inteiro para Xingó. Retorno às 20 h, curti um pouco mais os passeios de Atalaia, por volta de meia-noite peguei táxi para aeroporto.




Relatos:

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Trans-siberiana, 7-o dia: Olá, Baikal!

Ref.: Irkutsk - Listvyanka - Baikal 

...O dia começou quase como todos os outros dessa viagem - no trem. Trecho Tchita - Irkutsk, nossa quarta pernoite nos vagões da Trans-Siberina, e última na 3-a classe. Ainda faltam outras quaro noites, mas na segunda metade queremos subir um grau de conforto e depois do Lago Baikal seguiremos na 2-a classe. Sim, hoje teremos prazer em conhecer este lago gigante e transparente, Patrimônio de Humanidade (um dos 25 objetos tombados pela UNESCO na Rússia, a parte brasileira dessa lista conta 19). Foi excitante, esta maravilha cumpriu todas as promessas, naquele dia e no dia seguinte curtimos o Baikal em todo seu esplendor.



Mas cores como essas - só depois do meio-dia, quando chegamos à origem do rio Angara, próximo à Listvyanka. Mas agora ainda acordamos de ansiedade: não podemos perder a aurora deste dia. O horário do trem foi cuidadosamente escolhido assim que primeiros raios do sol devem aparecer no início do longo trecho onde trilhos seguem pela margem do lado.

...Então, já clareou? Ou apenas imaginamos? Clareou mesmo, mas sem firmeza. O dia começou com nuvens densas e chuva fina. Mas o Lago já está aqui, ao nosso lado. quer dizer, sempre estava aqui, mas nós finalmente chegamos até este lugar, e estamos do lado certo do vagão.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vicenza, ITÁLIA

Uma relevante cidade no norte da Itália, região Veneto, no eixo de Verona (40 km ao oeste) a Veneza (80 km ao leste). População de 114 mil habitantes, altitude 40 m. Neste local, permanentemente habitado desde século II a.C., em 49 a.C. foi construída uma fortaleza romana. O mais esplêndido período da sua história, conhecido como Renascença Vicentina (1404-1797), ocorreu sob domínio veneziano e deixou uma vasta herança. A cidade foi tombada pela UNESCO como monumento de Patrimônio de Humanidade em 1994, nona na Itália, entre cinquenta que constam nesta lista atualmente. Em 1996 foram adicionadas algumas construções ao seu redor, e o registro foi reformulado como "Cidade de Vicenza e vilas de Paládio em Veneto".