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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O miolo da Bolívia: Samaipata, Potosí, Sucre e outras maravilhas

Mochilada solo pela Bolívia em setembro-outubro de 2013 - 11 dias



Coloquei no título apenas aqueles 3 monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO que serviram como motivação maior para minha 3-a viagem à Bolívia. 

A 1-a (La Paz - Tiwanaku - Copacabana - Isla del Sol) ocorreu em 2004, viajamos com a minha esposa, e até agora estamos devendo este relato - Primeira aventura nas alturas (em construção)

A 2-a em abril do mesmo ano 2013, foi apresentada em Missões de Chiquitânia, com relatos e álbuns fotográficos em anexos.

Esclareço desde já, que Salar de Uyuni ficará para só 4-a, junto com Tarija, de novo em dois.

Nesta vez fui sozinho e visitei 10 outros locais interessantes, com pernoite em 8 desses. Cheguei a Santa Cruz de avião, fiz uma rota terrestre até Sucre e de lá retornei de avião via Santa Cruz. Evitei ônibus noturnos, fiz todos trechos de dia e tirei muitas fotos nestes quase 1300 km.

Roteiro:
Santa Cruz (A) - Samaipata (B) - Mairana (C) - Punata (D) - Cliza - Tarata - Cochabamba (E) - Oruro (F) - Potosí (G) - Sucre (H)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Todos caminhos levam a Oruro

Oruro, cidade fundada em 1601, 270 mil habitantes, altitude 3735 m.

5-a maior área metropolitana e o mais completo nó rodoviário da Bolívia. Como esta cidade é geralmente ignorada por quase todos os visitantes, inicialmente nem pensei em parar lá, mas a ideia de viajar só de dia definiu pelo menos uma pernoite por lá. É uma boa oportunidade para conhecer algo a mais. E como local de conexão, a cidade é perfeita: ligada pelas boas estradas a todas outras partes do país, há linhas de ônibus eficientes e baratas, o terminal de ônibus é bastante confortável e há muitos hotéis de todas as categorias por perto, bem como serviços de alimentação. E caso haja alguma sobra de tempo, é fácil ir do terminal até o centro e voltar. 

Apenas consultei o Google Maps antes de sair da Cochabamba, na chegada conferi pela vista panorâmica do meu hotel, e já sabia exatamente por onde ir, mesmo sem um mapinha na mão. Falando em hotel, li sobre o hotel Terminal (2**), o maior do pedaço, mas não enxerguei o mesmo ao sair do próprio terminal à praça, já que este fica exatamente em cima, e na frente houve tantos outros, inclusive o xará, Residencial Terminal, que custava B$ 80 por noite no apto. individual com banheiro, mas estava lotado.

Mesma situação no hotel vizinho... Para não gastar muito tempo com busca do lugar, estava a escurecer logo, apelei e me mandei para hotel que parecia mais caro, pensando que não deve exceder muito o orçamento em Cochabamba, até BOL$ 150 eu pagaria nesta vez, pelo conforto e pelo serviço completo (wi-fi, café de manhã). No dia seguinte precisava partir logo, há ônibus para Potosí às 8:30 e às 8:45, bem como serviços de lotação.



Foi este hotel "Oporto" justamente por BOL$ 150 com tudo que procurava (foto já de manhã seguinte).

quarta-feira, 25 de março de 2015

De Cochabamba para Oruro

02.10.2013. Como já consegui conhecer a Cochabamba bastante para primeira visita, e acreditando que terei outras oportunidades para aprofundar o meu domínio neste pedaço, achei dispensável andança pela cidade mais nesta tarde, até o ônibus noturno para Potosí. Considerando também que chegaria à altitude de 4 mil metros em condição física muito dependente de como será o meu cochilo na poltrona, resolvi quebrar este trecho em Oruro, e dormir lá em algum hotel próximo ao terminal rodoviário. Assim, viajando só de dia, ganhei mais vistas pelas janelas de ônibus, já gostei bastante desta diversão e quis mais. 

Em poucos minutos depois de sair do hotel já cheguei ao terminal:



Logo comprei passagem, lanche e água, e embarquei no ônibus com partida de 12:30. Isso mesmo. Há muitas frequências de diversas empresas entre duas cidades, deu tempo para escolher bem.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Oruro, BOLÍVIA

Cidade fundada em 1606, altitude 3735 m, população 265 mil habitantes - 4-a maior cidade da Bolívia e segundo mais importante polo urbano de Altiplano (considerando La Paz - El Alto como uma só área metropolitana). É o principal centro de mineração na Bolívia, grande centro de logística, cultura e educação. Oruro encontra-se praticamente no foco da malha viária da Bolívia e possui boas conexões com principais cidades e regiões do país. Fica próximo ao trevo das duas mais importantes rodovias: Ruta 1, La Paz - Oruro - Potosí - Tarija - Bermejo (fronteira com Argentina), passa pelo contorno da cidade; Ruta 4, deriva da Ruta 1 só 40 km ao norte de Oruro e segue para Cochabamba - Santa Cruz - Puerto Quijarro (fronteira com Brasil); Ruta 12 faz ligação direta de Oruro com Ruta 4 no sentido de Cochabamba; Ruta 6 para Sucre, deriva da Ruta 1 a 20 km de Oruro (ao sul); Ruta 30 para Uyuni, deriva da Ruta 1 mais ao sul de Oruro, em Challapata (120 km). Assim, o "Terminal de buses de Oruro" oferece linhas diretas pelo teritório nacional quase todo e atende não só moradores e visitantes de Oruro mas também passageiros em tránsito que aproveitam conexões. Por sinal, é muito bem localizado, entre o centro da cidade e a sua periferia norte, e cercado de muitos hoteis de várias categorias.



Embora a cidade de Oruro não é considerada como um destino turístico, possui atrações próprias de grande importância. A mais tradicional é o local onde nasceu a atual bandeira da Bolívia (em 1851) - El Faro de Conchupata. Dos velhos tempos chegou também a Festa de Virgem de Socavón, mas esta se tornou mundialmente conhecida como "Carnaval de Oruro" só nas últimas décadas, quando tomou formas de festival de danças folclóricas. Já no início de 2013 foi inaugurada a estátua da Virgem Maria, localizada na colina quase 100 m acima da cidade, de valor artístico indiscutível e de tamanho muito expressivo. Com seus com 45 m de altura supera tanto as do Cristo de Corcovado, Rio de Janeiro (38 m) e da Concôrdia, Cochabamba (40 m), e até chegou a ser declarada como a maior estátua da Virgem Maria no mundo e o maior monumento religioso da América do Sul, embora estes dois títulos são bastante discutíveis.