Mostrando postagens com marcador montanhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador montanhas. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de julho de 2021

Bananal - SP

Uma pequena e pacata cidade desde início do século passado vive quase congelada no tempo: fundada em 1783 atingiu suas glórias 100-150 anos depois, e desde então praticamente não cresceu mais - a sua população atual é cerca de 11 mil habitantes. Embora o seu nome indica criação de frutas "banais" como principal razão de ser, a prosperidade foi conquistada graças às plantações de café, e chegou a tal nível, que no século XIX o município emitia moeda própria e concedia empréstimos ao governo do Brasil. Mas depois ficou fora dos processos de industrialização e de modernização por motivos basicamente logísticos: as novas vias de conexão entre duas maiores cidades do país passaram um pouco distante da sua sede. Embora a ferrovia chegou à Bananal de Rio de Janeiro (180 km) ainda em 1888 e contribuiu muito para escoamento da sua produção agrícola, a sua extensão para São Paulo daqui mesmo não foi factível por causa das montanhas, portanto este ramal permaneceu como secundário. Desta forma, as vias de conexão com a capital do estado sempre foram mais difíceis, e a distância viária também é maior - 320 km hoje em dia. E isso determina um característica peculiar do município mais oriental do estado de São Paulo, cercado dos vizinhos fluminenses (3 dos 5 municípios limítrofes pertencem ao estado de Rio de Janeiro). 

Bananal representa uma síntese destas duas culturas regionais muito próximas geograficamente, mas bastante diferentes em muitos aspectos. E isso serve como tempero especial aos seus atrativos principais representados pelo patrimônio arquitetônico e natural. Autênticas edificações da época cafeteira não só tomam conta da sua parte central, como também podem ser encontradas nas fazendas ao redor, que atraem cada vez mais turistas interessados nas suas tradições. E magníficas montanhas cobertas de densa vegetação, que ocupam a parte sul da área deste extenso município (612 km2), por si só justificam uma visita à Bananal. Neste pedaço se encontram as cadeias da Serra da Bocaina e da  Serra do Mar - uma grande ilha da Mata Atlântica bem preservada e recheada de cachoeiras. A mais famosa dessas quedas de água é a enigmática Cachoeira do Bracuí, embora geograficamente localizada já no outro lado da divisa estadual, e também mais visível do lado do Litoral, e do lado de Bananal só é possível alcançar a sua margem superior. A sinuosa estrada SP-247 que leva da cidade até este local é asfaltada e tem uns 30 km de extensão, com desnível de mais de 900 m e muitas vistas impactantes: 


Realmente, há tantas cachoeiras por volta, que pode esquecer da principal delas. Mas, se tiver sorte, ela também será encontrada sem cobertura de nuvens e neblinas:

domingo, 31 de janeiro de 2021

De carro pela Serra Fluminense

 Viagem a dois em agosto de 2020 - 3 dias de carro (2 diárias em hotéis)

Em junho - agosto aos poucos reconquistamos o nosso direito de viajar tão brutalmente atacado pelo infodemônio COVID-19. Pelo menos no raio de algumas centenas de quilômetros - com muitas das atrações mais populares fechadas, encontramos outras, menos divulgadas e como que especialmente reservadas para esta época estranha. Mas tudo aquilo foi de modo bate-volta, e já sentimos necessidade de subir um patamar e realizar viagens com pernoites em localidades de nosso interesse. O que foi relativamente fácil no litoral - com auxílio de "Airbnb" já no final de julho passamos em boa companhia alguns dias numa das mais sossegadas praias de Ubatuba. Mas no sentido interior as coisas andaram mais devagar. Houve até tentativas de roteiros flexíveis, sempre de carro e com pernoite em caso de disponibilidade de algum local apropriado, mas com possibilidade de voltar para casa em caso contrário, mesmo se for bem tarde. E cada vez acabamos voltando, mesmo encontrando alguma pousada aparentemente operante, como foi em Joanópolis - SP. 

Para vencer esta inércia resolvemos selecionar destinos um pouco mais distantes, e com oferta de hospedagem no "Booking.com" no "modo de segurança", ou seja sem pagamento prévio e com cancelamento grátis a qualquer hora. E as três cidades da Serra Fluminense atenderam todos requisitos: 1) são atraentes, apenas Petrópolis já conhecemos em 2003, e estava na hora de renovar impressões e agregar também suas vizinhas Teresópolis e Nova Friburgo, bem como as paisagens de montanha neste pedaço; 2) distância de 320-420 km só de ida; 3) identificamos 3 hotéis na primeira, 2 na segunda e 1 na terceira nas condições perfeitamente apropriadas. Portanto reservamos um desses, em Petrópolis, e partimos preparados agir de acordo com circunstâncias e aproveitar no mínimo 2 dias e no máximo 4 nesta pequena aventura. Valeu a pena mesmo, apesar dos museus e mais alguns pontos turísticos fechados - passeios ao ar livre, igrejas, fontes de água mineral e mirantes bem acessíveis asseguraram o sucesso em geral:       


Completamos este roteiro em três dias: ao chegar em Petrópolis logo reservamos próximo hotel em Teresópolis, mas na etapa seguinte resolvemos partir para Nova Friburgo mais cedo e no fim de tarde iniciar jornada de retorno:

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

São Bento do Sapucaí - SP

Este município foi fundado em 1832, sua área é de 252 km², população atual quase 11 mil habitantes. Faz parte das 12 Estâncias Climáticas do Estado de São Paulo, e é única cidade deste estado localizada ao Oeste da Serra da Mantiqueira. Portanto, das suas seis vizinhas imediatas a maioria (4) é mineira, e apenas duas paulistas: Campos do Jordão - SP e Santo Antônio do Pinhal - SP. E o principal rodovia de acesso à São Bento do Sapucaí cruza divisa dos estados quatro vezes e possui dupla identificação SP-042/MG-173. Do lado sul ela entra à São Bento pela Sapucaí-Mirim - MG, e do lado norte pela Gonçalves - MG. 

Entre trevo do portal principal trevo norte no acostamento desta estrada foi construído um belvedere com vistas para cidade e para maiores atações naturais da região:


O núcleo urbano de São Bento do Sapucaí esta na altitude em torno de 900 m acima do nível do oceano, e as montanhas mais impactantes ao leste da cidade chegam a 1900 m. 

O bem humorado mapa turístico oficial de São Bento apresenta suas belezas quase sob mesmo ângulo de visão:

domingo, 16 de agosto de 2020

Campos do Jordão - SP

Cidade fundada em 1874, população permanente cerca de 50 mil habitantes, altitude 1600-1900 m. O seu nome que parece uma referência à região bíblica não reflete as realidades: a natureza e o clima da Serra a Mantiqueira são muito mais amigáveis, embora não há por aqui nem rio Jordão nem tantos campos de plantio. De fato, por aqui há "campos de altitude", e inicialmente eram da propriedade do Brigadeiro Jordão. Portanto, o apelo visual que atrai tantos visitantes evoca outras regiões da Eurásia - exatamente alpinas: bem vindos à "Suíça brasileira"!  Sim as altitudes não são exatamente da mesma faixa dos Alpes, mas a faixa de mil e quinhentos até dois mil metros para Brasil é quase extremo. Assim, a CdJ naturalmente ostenta também um padrão de arquitetura com toque germânico, folhas amarelas dos plátanos de outono, uma infinidade de pequenas fábricas de chocolate, enfeites natalinos de escala impressionante, e o mais importante: grande festival anual de música clássica em julho...



A avalanche de julho aumenta população da cidade em algumas vezes, o tráfego na cidade complica de vez, faltam vagas na rede hoteleira da cidade, e uma parte dos participantes e dos visitantes do "Festival do Inverno" tinha que se alojar nas cidades vizinhas do Vale do Paraíba - Taubaté, Tremembé e Pindamonhangaba.  Muitos moradores desta s cidades localizadas no raio de 50 km gostam de visitar e "Suíça Brasileira" nos finais de semana fora e julho, via de regra sem pernoites - apenas por algumas horas.    

A maior metrópole brasileira SÃO PAULO SP responde pela grande parte dos visitantes deste charmoso destino de montanha. Distância por volta de 180 km e boas estradas de acesso estimulam cada vez mais a mesma modalidade de "bate-volta", principalmente por parte dos adeptos de turismo 

A zona urbana de Campos do Jordão é bastante extensa, mas a densidade de construções é relativamente baixa, devido à específica do relevo e à vocação ecológica. Os três núcleos mais consistentes estão alinhados no alto do rio Sapucaí: 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

"Caminho da Fé": de Cantagalo até Luminosa

Mais um sábado de quarentena aproveitamos para isolamento social à nossa moda: no dia 18.07.2020 exploramos o trecho Cantagalo - Luminosa da popular rota pedestre "Caminho da Fé". O bairro rural Cantagalo fica no norte do município São Bento do Sapucaí SP, é o seu vizinho Luminosa já no estado de Minas Gerais e faz parte do município de Brasópolis. A distância entre estes pontos de apoio é de 7,5 km, portanto no formato de ida e volta, e considerando as diferenças de altitude, este roteiro é de bom tamanho. E os seus trunfos principais são ar puro de montanha e inesquecíveis paisagens da Serra de Mantiqueira:     


O nosso reposicionamento de Taubaté - SP para local do início desta caminhada foi de carro, pela bem conhecida estrada SP-042/MG-173 que atravessa divisa entre dois estados três vezes: Santo Antônio do Pinhal SP - Sapucaí-Mirim MG - São Bento do Sapucaí SP - Gonçalves MG. Depois viramos para direita e por 12 km seguimos pela Estrada do Cantagalo, sem pavimentação rígida, mas perfeitamente transitável apesar das subidas bastante íngremes. 

segunda-feira, 23 de março de 2020

Plano da expedição "Médio São Francisco e Chapada Diamantina"

Modalidade: viagem cooperativa de carro (até 4 pessoas por veículo), pernoites em quartos duplos de pousadas.
Duração e datas: aproximadamente 3 semanas (de 2 a 4), no período junho - outubro de 2020.
Objetivo principal: Parque Nacional da Chapada Diamantina - cachoeiras, grutas, mirantes etc.

(fonte: Google Fotos)

Motivação adicional: Rio São Francisco e suas cidades históricas; cavernas de Minas Gerais em Sete-Lagoas, Cordisburgo, PN Cavernas do  Peruaçu; belezas da faixa leste de Minas Gerais.

Roteiro circular: Taubaté - Rio São Francisco (até Ibotirama BA) - Chapada Diamantina - Leste de Minas Gerais - Taubaté

Esboço de mapa (link):

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Rota pedestre "Caminho da Luz"

Não confundir com a "Rota da Luz", também de aproximadamente 200 km, recentemente criada para romeiros que seguem de Grande São Paulo para Santuário se Aparecida.


(Fonte do mapa: http://www.caminhodesantiago.com.br/...)

O Caminho da Luz é uma peregrinação mais "puxada" e mais focada em contato com a natureza: este roteiro de  pelo Leste de Minas Gerais começa ao lado da Cachoeira de Tombos e termina no Pico da Bandeira que por muito tempo foi considerado como ponto mais alto do Brasil.

Oficializado em 2001 (ano de registro da ABRALUZ - Associação Brasileira dos Amigos do Caminho da Luz), o percurso mineiro logo ganhou a fama de “Santiago de Compostela brasileiro”, e em 2006 esta entidade foi reconhecida como de utilidade pública em níveis municipal e estadual.

O ingrediente espiritual não é ostensivo, mas continua como objetivo principal de qualquer peregrinação que sempre leva-nos à reflexão, ao encontro com o nosso eu verdadeiro (aqui e adiante citando a ABRALUZ, com maiores detalhes acessíveis pelo link).  Portanto, o nome desta rota tem duplo sentido, e a Luz Interior com certeza será fortalecida pela caminhada entre tantas luzes naturais, proporcionadas pelos fragmentos de mica e cristais emergem do solo.

Como diz a apresentação da ABRALUZ, esta região é carregada de um magnetismo que fascina a todos aqueles que têm uma sensibilidade aguçada, pois sua força telúrica abre inúmeros portais energéticos, os quais atiram os caminhantes numa viagem que ultrapassa a barreira do tempo.

O ponto final em si, ou melhor dizer o trecho final do percurso que leva ao topo, é um dos mais excitantes lugares para quem gosta de caminhar apreciando vistas panorâmicas. O pico da Bandeira com 2890 m de altitude pode ser alcançado por uma caminhada mesmo, sem elementos de escalada. Mas isso tem custo: ele é meio escondido, e não pode ser visto dos vales próximos, bem como vice-versa.



As paisagens de Alto Caparaó e arredores com inúmeros cafezais podem ser apreciadas na parte inicial da subida, e o topo mesmo oferece perspectivas mais distantes, simplesmente magníficas nas horas de sol nascente ou poente (se levar sorte com o tempo, é claro).

sábado, 5 de janeiro de 2019

A nossa expedição pela Patagônia argentina

Mochilada a dois pelo sul da Argentina, 16 dias em janeiro-fevereiro de 2016

Finalmente conseguimos realizar este plano: o roteiro básico foi detalhado ainda no fim de 2010, mas houve um contratempo na  hora de comprar passagens, seguido por outros motivos de adiamentos.  E nossa paciência valeu a pena, quando este plano amadureceu o suficiente deu tudo certo. Foi muito bom sem pressa atravessar estas regiões incríveis, andar por aquelas trilhas... Gostamos tanto dos três destinos-alvos (tombados pela UNESCO), quanto dos lugares que serviram de conexão entre estes.



O roteiro terrestre foi formatado de acordo com passagens aéreas espertas: não apenas ida e volta entre São Paulo e Buenos Aires (GRU-AEP-GRU), mas com acréscimo de mais um voo interno El Calafate  - Buenos Aires (FTE-AEP) no penúltimo dia, este último saiu quase de graça - por volta de R$ 100 por pessoa. Assim reservamos 15 dias para ir por terra da capital argentina ao sul, tentando conhecer tudo do mais interessante que estiver pelo caminho, incluindo obrigatoriamente os três monumentos de Patrimônio da Humanidade nesta parte da Argentina. E a nossa  trajetória real foi de modo geral conforme previsto (Plano de aventura na Patagônia: 2 semanas a partir de 20.01.2016), mas a rodagem total ficou maior - quase 5 mil km. Isso foi devido basicamente às longas esticadas bate-volta entre cidades de apoio e atrações principais, com contribuições de uma interferência climática e de algumas particularidades das linhas de ônibus na Patagônia.   

Rota (pernoites): 
Buenos Aires - (ônibus noturno) - Puerto Madryn (2 noites) - Península Valdés - Trelew (1) - Gaiman - Comodoro Rivadavia (1) - Las Heras (1) - Perito Moreno (1) - Cueva de las Manos, Rio Pinturas - (ônibus noturno) - El Chaltén (1) - El Calafate (5 noites, com excursões pelas geleiras) - voo interno - Buenos Aires (1)


Conexões de ônibus entre Buenos Aires e El Calafate

Fotos da Província Chubut:
Puerto Madryn - Península Valdés - Punta Tombo - Trelew - Gaiman - Comodoro Rivadavia

Fotos da Província Santa Cruz:
Las Heras - Perito Moreno (cidade) - Cueva de las Manos, Rio Pinturas - El Chaltén e suas trilhas - Geleira Perito Moreno, parte terrestre - Geleira Perito Moreno, parte aquática - Estancia Cristina - Lago Argentino, Braço Norte - El Calafate

Fotos aéreas:

FTE-AEP A320 LAN - AEP-GRU A320 TAM


Breve diário anotado no caminho:


20.01.2016.  NEGÓCIOS EM BUENOS AIRES

A capital da Argentina já desbravamos razoavelmente bem em 2012-2013, e nesta vez o principal negócio foi a conexão intermodal: de avião para ônibus com 5 horas entre a chegada para o Aeroparque AEP e a partida do principal terminal de ônibus Retiro. Desembarcamos na hora programada, rapidamente passamos pela fronteira e pela alfândega, já que carregamos apenas a bagagem de mão - uma modesta mochila e uma pequena bolsa.  Meia hora depois, já estávamos na rodoviária, chegando em um ônibus urbano comum. Confirmamos na bilheteria da empresa DON OTTO a validade das passagens compradas pela Internet, recebemos números das possíveis plataformas de embarque, e deixamos a bagagem no guarda-volumes automático.

Então sobrou um tempinho para negócio número dois: andamos pelas praças e ruas do centro, almoçamos, compramos provisões para a viagem e, o mais importante, visitamos uma das agências de viagens. Lá apreciamos os preços argentinos de excursões em El Calafate, o último e principal destino do nosso roteiro, e entendemos que desistimos das compras antecipadas pela Internet com toda razão. No fim das conversas compramos em Buenos Aires apenas 2 tours diários: o básico e o um dos três que foram visados além dele - aquele que registrou a maior quada de preço. Mais uma excursão foi simplesmente excluída, já que, em muitos aspectos, ela repetia partes dessas duas, e um dia livre seria bem vindo. Já a decisão sobre mais uma opcional, como, por exemplo, de invadir o Chile (PN Torres del Paine próximo à fronteira), foi adiada até os últimos dias da viagem.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Esboço de roteiro pelo sul da Colômbia

Restando 3 dias até início desta pequena aventura, e só agora o roteiro parece mais ou menos definido, até com certa maturação. 

O principal objetivo desta viagem é duplo: parques arqueológicos San Agustín e Tierradentro, monimentos de Patrimônio de Humanidade. Aqui estão as suas cartões de visita oficiais, no site da UNESCO: 

A localização dos dois é muito agradável - nas verdes montanhas do sul colombiano, com altitudes entre 1550 e 2000 m (o que corresponde aos miolos da Serra da Mantiqueira). Mais exatamente - nas províncias vizinhas de Cauca e Huila respectivamente, distâncias de Bogotá 470-570 km e de Cali 230-270 km. Da cidade histórica Popayan  (http://www.colombia.travel/pt/a-donde-ir/pacifica/popayan),  que parece ser o melhor ponto de apoio para visitação dos parques arqueológicos, apenas 120-140 km, e o caminho mais curto entre ambos, via Pitalito e La Plata, soma uns 170-180 km. 

quarta-feira, 23 de março de 2016

O incrível cânion Itaimbezinho

Fotos desta maravilha natural, amplamente acessíveis hoje em dia na Internet, observamos já por muitos anos, pensando um dia visitar este lugar. E em outubro de 2010 não só sobrevoamos esta região, mas avistamos o cânion pela janela de avião, tiramos fotos (visite álbum deste voo aqui), e conferimos comparando com mapas: é isso mesmo! Demorou mais cinco anos até que conseguimos chegar lá por terra, com tempo suficiente para visitação deste PN Aparados da Serra com seu magnífico cânion Itaimbezinho, mas, finalmente, apreciamos tudo de perto. Pelo menos aquilo que é possível ver da parte aberta para visitação.



Ou seja, o "Vértice", o "Cotovelo" (início e virada brusca do cânion), algumas cachoeiras que caem para dentro, nuvens que crescem do seu fundo...

domingo, 27 de setembro de 2015

Para Huayna Picchu de manhã cedo

Terça-feira, 3 de fevereiro. Chegou o ponto culminante da nossa aventura: visita a Machu Picchu, e até com direito de subir o pico de Huayna Picchu (há outras grafias deste nome) que literalmente paira sobre este monumento arqueológico.


Deu tudo certo, e este dia poderia valer a viagem toda,  mesmo fosse única conquista relevante nesta vez. Mas foi melhor ainda, não perdemos nenhum dia sem agregar novas  impressões inesquecíveis, e esta escalaminhada ficou marcada como a mais brilhante das páginas desta aventura pelo Sul de Peru.

Tudo começou antes do amanhecer: às 6 da manhã micro café da manhã no hotel, e antes dass 6:30 já compramos passagens e embarcamos no "ônibus urbano Machu Picchu" que circula entre centro da cidadezinha Áquas Calientes e entrada de uma das "Novas Sete Maravilhas do Mundo." Vamos! Foi possível ir a pé também, faz bem para saúde e para bolso (a passagem de ida e volta custa 24 dólares), mas os nossos ingressos para acesso a Huayna valem apenas para período das 7 a 8 de manhã, a este acesso fica a uns 10 km de Áquas Calientes, e ainda 400 m acima.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Vale e Cânion de Colca, com condors e outras maravilhas

31.01.2015, sábado: na parte de manhã conhecemos boa parte do vale do rio Colca e início do cânion, um dos mais profundos do mundo.


Café de manhã foi servido ainda nantes de amanhecer, planejamento perfeito para chegar ao cânion antes das nuvens, e com condors ainda em plenas condições de voo. Deixanmos o hotel, entramos no nosso ônibus vermelho, e começasmos esta exitante jornada. A cidade de Chivay fica na altitude de 3635, é a maior no vale (7 mil habitantes),  e parece que só aqui há uma ponte rodoviária sobre o rio Colca. Outras cidades são menores ainda, e se enontram pelos dois lados do rio. Estamos seguindo pelo mesmo lado esquerdo e a dez quilômentos de Chivay entramos à sua vizinha Yanque (3417 m, 2,5 mil hab.) - lá também há hotéis, até mais chique, como aquele onde embarcaram duas turistas francesas que se separaram do grupo na tarde anterior. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Joias de Peru: Reserva Nacional Salinas - Aguadas Blancas

No dia 30 de janeiro de 2015, a caminho de Arequipa a Chivay (no Vale do Rio Colca) atravessamos um dos parques nacionais peruanos, Reserva Nacional Salinas - Aguadas Blancas. Foi de ônibus turístico, portanto, com várias paradas em lugares interessantes. A maior promessa do dia, vista para vários vulcões desta região, acabou falhando nesta vez por causa das nuvens densas, mas outra foi cumprida: observamos vários representantes da exótica fauna local, na maioria da família dos "Camelitos andinos".


Entre quais houve uns carneiros infiltrados.

Mas antes de encontro com esses bichos simpáticos foi necessário deixar a cidade de Arequipa, cujos bairros periféricos se esticaram por vários quilômetros da estrada.

quarta-feira, 25 de março de 2015

De Cochabamba para Oruro

02.10.2013. Como já consegui conhecer a Cochabamba bastante para primeira visita, e acreditando que terei outras oportunidades para aprofundar o meu domínio neste pedaço, achei dispensável andança pela cidade mais nesta tarde, até o ônibus noturno para Potosí. Considerando também que chegaria à altitude de 4 mil metros em condição física muito dependente de como será o meu cochilo na poltrona, resolvi quebrar este trecho em Oruro, e dormir lá em algum hotel próximo ao terminal rodoviário. Assim, viajando só de dia, ganhei mais vistas pelas janelas de ônibus, já gostei bastante desta diversão e quis mais. 

Em poucos minutos depois de sair do hotel já cheguei ao terminal:



Logo comprei passagem, lanche e água, e embarquei no ônibus com partida de 12:30. Isso mesmo. Há muitas frequências de diversas empresas entre duas cidades, deu tempo para escolher bem.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pela "Estrada Velha" Santa-Cruz - Cocha


30.09.2013. ... De manhã em Mairana tomei o meu café e embarquei naquele ônibus amarelo (Logística em Samaipata: nó de Mairana) com destino a Cochabamba. Como uma hora antes de chegada deveria passar em Punata, que pretendia visitar no dia seguinte, resolvi encurtar o trajeto e descer lá mesmo. Apesar disso, acabou sendo a mais longa viagem do roteiro, de 9 horas, embora em distância não era a maior, uns 320 km. 

O ônibus não foi nem muito velho, nem muito apertado, consegui guardar mochila entre as pernas, mas com dificuldades. Partimos quase na hora certa, 8:36, e em puco menos de 2 horas vencemos 110 km até Comarapa pela estrada asfaltada. Muitas curvas, quase sempre subindo aos poucos, mas tudo tranquilo. Muitos sítios, roças, pequenas fazendas nos vales dos rios que estrada acompanhava. Alguns povoados, com igrejas e escolinhas. Reparei Los Negros no km 172, cujo transporte me ajudou no dia anterior. 

Comarapa, fundada em 1615, altitude 1800 m, 4-5 mil habitantes

Parada para comer e descansar, 30 min. Esta cidadezinha é bastante importante, fica no meio de caminho entre Santa Cruz e Cochabamba (mais ou menos 250 e 260 km respetivamente). Por perto há construções incaicas, locais de combates entre incas e guaranis. E espanhóis, vindos de Lima, há 4 séculos que montaram aqui um entreposto de estrada. Hoje em dia é um tronco de vias locais, que liga várias "valles crucenõs", e nada menos que capital de uma província.

Imagem 
Chegamos deste lado, e reparei que houve vários ônibus prestes a partir para cidades maiores, e não só para Santa Cruz e Cochabamba: aquele vermelho ia para Sucre. Quem precisar, procure aqui: http://wikimapia.org/#lang=pt&lat=-17.916788&lon=-64.531127&z=17&m=b

Imagem

E o nosso amarelo parou aqui, ao lado de um refeitório. A seguir, nós espera aquela estrada de terra e cascalho que sobe acima de teto do ônibus de direita para esquerda, e não encontraremos outro lugar para almoço por muito tempo. Próximos 130 km sem asfalto andamos mais devagar, gastamos 4,5 horas neste trecho montanhoso. E depois mais 1,5 h de asfalto até Punata (quase 80 km). Esta parte foi muito bonita, exceto um pedaço que se escondeu em nuvens densas.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Cochabamba, BOLÍVIA

Cidade fundada em 1571, altitude 2570 m, 3-a maior metrópole da Bolívia com população mais de um milhão de habitantes (e superando 1,7 mi na área metropolitana). Destino obrigatório para quem queira conhecer o miolo da Bolívia, a parte central do país composta por vales férteis e bonitas montanhas, com ótimo clima e sustentabilidade da tradicional economia baseada na agricultura. A mais importante cidade desta "Bolívia do meio" é justamente a Cochabamba, enquanto a Santa Cruz faz este papel para planícies do leste e a conurbação La Paz - El Alto para altiplanos do oeste. Assim, os títulos da "Cocha" não devem surpreender: "El Granero de Bolivia", "Ciudad jardín de Bolivia", "Capital Gastronómica de Bolivia", "Corazón de Bolivia" e "Corazón de la Madre Tierra", nada menos que isso. E ainda conhecida como "Ciudad de la Eterna Primavera", o que deixa ainda claro seu privilégio climático. A Cochabamba é muito mais interessante do que possa pensar um viajante desavisado. E mesmo para quem se contenta com olhar superficial e com corrida atrás dos "must see" impostos pela mídia, uma paradinha aqui é obrigatória - pelo menos para conhecer a maior estátua do Cristo no mundo.



Mas a grande cidade aos pés do Cristo de la Concórdia é surpreendentemente agradável e merece de ser visitada com calma. Não é nada difícil explorar o centro de Cochabamba e suas proximidades. A planta das ruas é retangular, 100 por 100 m, e eixos principais no centro são Av. Ayacucho (norte-sul) e Av. Heroínas (leste-oeste). O terminal rodoviário fica na Av. Ayacucho, 1,1 km ao sul do cruzamento das mesmas. Quase toda parte central cabe no quadrante ao sul e ao leste deste cruzamento, e o convento Santa Teresa é uma das exceções, está um pouco mais ao norte. O teleférico de Concórdia fica a menos de 2 km ao leste do tal cruzamento, apenas 20-30 min de passeio (depende de ritmo de cada um) pela Av. Heroínas ou em paralelo.

sábado, 14 de setembro de 2013

PN Serra da Canastra - MG

Parque Nacional Serra da Canastra fica no centro-oeste de Minas Gerais, a 310 km de Belo horizonte e 530 km de São Paulo. A área é de 72 mil ha (dos 200 previstos pelo projeto inicial). Altitudes da maior parte em torno de 1200 m, descendo nas bordas para 900 m. Portanto, a vegetação predominante é de Campos de Altitude na transição entre "borda da Mata Atlântica" e "início do Cerrado", e a fauna é mais de Cerrado mesmo. A serra é bastante plana, com bordas extremamente íngremes, o que inspirou o nome "Canastra" (um tipo de baú). Há várias portarias do Parque Nacional, algumas com acesso para veículos, e até a possibilidade de travessia (pela MG-341, sem pavimentação neste trecho), outras só para pedestre. As mais populares ficam do lado leste, próximo às cidades São Roque de Minas - MG (acesso para nascente do Rio São Francisco e mirante acima da Cachoeira Casca d'Anta) e Vargem Bonita - MG (acesso para Cachoeira Casca d'Anta - parte baixa).


sábado, 13 de julho de 2013

PN Itatiaia, Itatiaia - RJ

O mais antigo Parque Nacional do Brasil, criado em 1937, é muito interessante e bastante acessível, fica praticamente no meio caminho entre duas maiores metrópoles do país - São Paulo e Rio de Janeiro. Ocupa parte da Serra de Mantiqueira na divisa entre estados Rio de Janeiro e Minas Gerais, área total 30 mil hectares. Há duas separadas áreas abertas para visitação: na região dos maiores picos, altitudes 2500 - 2900 m; e nas florestas úmidas ao pé da Serra, altitudes 600 - 1100 m.

Segunda é mais próxima à rodovia Presidente Dutra BR-116, apenas alguns quilômetros com saída pela cidade Itatiaia. Há hotéis e pousadas tanto na cidade quanto dentro do Parque. O centro de apoio aos visitantes é bem estruturado e inclui museu muito interessante. Nesta parte "baixa" há vários mirantes, rios rápidos e transparentes, com cachoeiras e piscinas naturais.