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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Cuiabá - MT

A capital do Mato Grosso foi fundada em 1719 por bandeirantes de Sorocaba e viveu intensamente o seu ciclo de ouro, seguido pela estagnação. O crescimento econômico e demográfico ocorreu só no século XX, devido aos avanços da agricultura na região. Atualmente há cerca de 1 milhão de habitantes na região metropolitana, sendo mais de 600 mil no próprio município de Cuiabá e mais quase 300 no município de Várzea Grande separado apenas pelo rio. A altitude é abaixo dos 150 m, e o clima é quente e húmido na maior parte do ano, com estação mais amena e seca no meio do ano. A cidade tem bons índices de renda e de desenvolvimento humano, e além das suas funções administrativas concentra grande parte de serviços e comércio do estado de Mato Grosso - um dos maiores em extensão e maios dinâmicos do Brasil. O setor industrial continua focado basicamente no processamento de alimentos produzidos na região. A infraestrutura urbana se desenvolve bem, sustentando o seu crescimento. 

Cuiabá se tornou um dos mais importantes nó rodoviários e aeroviários do país, e a sua principal atratividade turística é logística - acesso a Pantanal e à Chapada dos Guimarães. Estas duas amplas e impactantes áreas de ecoturismo começam a algumas dezenas de quilômetros da cidade, portanto a sua localização é muito privilegiada. Na nossa lista 100 destaques do "Guia 4 Rodas" montada com base em atrações de 4-5 estrelas Cuiabá entrou com um ponto e exatamente deste gênero.

Destaques do "Guia 4 Rodas 2012":
1 de 4**** - PASSEIO DE HELICÓPTERO PANTANAL E CHAPADA DOS GUIMARÃES

De fato, a maioria dos turistas usa outros meios de transporte para estes destino, mas isso já não conta pontos para Cuiabá. 

Então, a própria cidade só deve ser visitada de passagem e não oferece mais nada de interessante? Não é bem assim: o Centro Histórico de Cuiabá tem alguns setores bem conservados, e esta área em 1993 foi tombada pelo IPHAN como patrimônio arquitetônico, urbanístico e paisagístico. Embora a vista aérea da zona central da cidade não parece muito condizente com este status:


Mas a cidade é bem grande, e o núcleo em questão se esconde bem nesta sua parte. Citando a referida entidade:
"...A área tombada data do final do período colonial e atualmente é uma parte do centro de Cuiabá (cerca de 10% do centro urbano). Os edifícios do núcleo tombado representam a origem e ocupação da cidade desde o século XVII até meados do século XX. Nessa área estão as ruas mais antigas de Cuiabá e equipamentos que documentam momentos marcantes da história da cidade, tanto no que se refere aos materiais e técnicas de construção quanto aos estilos. As antigas ruas de Baixo, do Meio e de Cima (atualmente, as ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino) e suas travessas ainda mantêm bem preservadas as características arquitetônicas das casas e sobrados..." (IPHAN)

Por muito tempo estas ruas foram tomados pelo comércio e em parte continuam do mesmo jeito. Mas o tombamento impediu reconstruções inadequadas e foi seguido pela restauração pontual. Finalmente, em 2019-2021 na ponta norte da referida ilha que representa 10% da área do Centro, foi concluído um oásis relevante composto por Beco do Candeeiro e duas praças adjacentes:


É simplesmente exemplar, e este padrão deve aos poucos se expandir ao redor. Enquanto isso, nas quadras adjacentes alguns prédios restaurados convivem com obras em andamento, excesso de fiação e trânsito de veículos.  

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

A arquitetura religiosa de Cuiabá

Cuiabá - MT

A cidade de Cuiabá já tem um pouquinho mais de três séculos, e a sua igreja mais antiga também já está chegando aos 300 anos de idade também. 


A Igreja do Rosário e São Benedito foi construída em 1722 em estilo barroco e guarda muitas das suas características originais, apesar das várias reformas que passou. Aliás, em parte graças às últimas reformas focadas na recuperação da sua fachada original, além dos reparos periódicos que todas estruturas de taipa de pilão necessitam.  

A sua colina ficou separada das ruas históricas por um cruzamento de vias expressas, talvez o mais importante na zona central de Cuiabá, e serve também como mirante.  

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Paranapiacaba - SP

Esta incrível cidadezinha está meio escondida no anel verde da gigantesca metrópole São Paulo - SP apenas a cinco dezenas de quilômetros do seu centro. Foi fundada em 1860 durante a construção da ferrovia São Paulo - Santos, e desde então permanece a serviço desse modal, mantendo não apenas seu projeto urbanístico e quase todas as construções originais, mas em alguns aspectos até o modo de vida da segunda metade do século XIX. A vila ferroviária de Paranapiacaba está localizada nas montanhas enevoadas entre o planalto da capital paulista e o Litoral, a uma altitude de 800 a 840 m acima do nível do mar, e atualmente tem cerca de 3 mil habitantes. Isso não é suficiente para emancipação, portanto continua sendo um "distrito remoto" do município de Santo André, um dos mais prósperos na Grande São Paulo. A distância do centro é quase 30 km que podem ser vencidos com auxílio de transporte público sem dificuldades.

A operação de transporte regular de passageiros nesta estação ferroviária foi desativada em 1977, e o antigo relógio que funciona desde 1901 logo foi reposicionado do alto do velho terminal de madeira para nova torre de alvenaria construída para esse fim. No lugar da antiga construção de grandes proporções apareceu esta típica estação para trens suburbanos.


Uma linha de CPTM foi esticada até aqui, mas não por muito tempo. Mas os trens de carga circulam cada vez mais, e por motivos de segurança em Paranapiacaba não é possível atravessar os trilhos em nível. Há apenas tanto uma via pedestre - pela passarela construída ainda em 1899.

sábado, 7 de agosto de 2021

Petrópolis - RJ

A Petrópolis foi fundada em 1843 nas montanhas ao norte da então capital Rio de Janeiro (distância rodoviária atual 70 km do centro ao centro), para servir como refúgio do imperador na estação mais quente do ano. Altitudes de 840 a 900 metros acimo de nível do oceano e altas montanhas ao redor cobertas de vegetação exuberante realmente proporcional clima agradável e paisagens inspiradoras, dignas à "Cidade Imperial". As tarefas de construção do palácio e da urbanização dos seus arredores foram realizadas por um grupo de imigrantes alemães sob comando do engenheiro-major Júlio Frederico Koeler, antes da naturalização conhecido como Julius Friedrich Koeler (1804-1847), e a obra deles continua sendo um ótimo exemplo de cidade planejada concebida em harmonia com a natureza. Embora isso não se aplica a todos os bairros da Petrópolis que cresceram depois: a cidade já tem mais de 300 mil habitantes e diversas padrões de ocupação. Mas continua guardando estes ares da "capital escondida" e mantém tradições das primeiras cervejarias do Brasil:


O palácio imperial (atualmente "Museu Imperial") que aparece na parte inferior desta colagem (no centro) merece uma apresentação especial por ser uma das 32 atrações da categoria superior 5 estrelas de acordo com a classificação do respeitado "Guia Brasil" da Editora 4 Rodas (a edição de 2012 foi a mais completa do gênero impresso, já extinto hoje em dia). É único representante do estado RJ entre 8 museus do país contemplados com 5*****.  

Na sua vizinhança imediata posteriormente foi erguido o impressionante templo no estilo gótico - Catedral São Pedro de Alcântara (construção de 1884-1969, imagens â direita): 

sábado, 17 de julho de 2021

Bananal - SP

Uma pequena e pacata cidade desde início do século passado vive quase congelada no tempo: fundada em 1783 atingiu suas glórias 100-150 anos depois, e desde então praticamente não cresceu mais - a sua população atual é cerca de 11 mil habitantes. Embora o seu nome indica criação de frutas "banais" como principal razão de ser, a prosperidade foi conquistada graças às plantações de café, e chegou a tal nível, que no século XIX o município emitia moeda própria e concedia empréstimos ao governo do Brasil. Mas depois ficou fora dos processos de industrialização e de modernização por motivos basicamente logísticos: as novas vias de conexão entre duas maiores cidades do país passaram um pouco distante da sua sede. Embora a ferrovia chegou à Bananal de Rio de Janeiro (180 km) ainda em 1888 e contribuiu muito para escoamento da sua produção agrícola, a sua extensão para São Paulo daqui mesmo não foi factível por causa das montanhas, portanto este ramal permaneceu como secundário. Desta forma, as vias de conexão com a capital do estado sempre foram mais difíceis, e a distância viária também é maior - 320 km hoje em dia. E isso determina um característica peculiar do município mais oriental do estado de São Paulo, cercado dos vizinhos fluminenses (3 dos 5 municípios limítrofes pertencem ao estado de Rio de Janeiro). 

Bananal representa uma síntese destas duas culturas regionais muito próximas geograficamente, mas bastante diferentes em muitos aspectos. E isso serve como tempero especial aos seus atrativos principais representados pelo patrimônio arquitetônico e natural. Autênticas edificações da época cafeteira não só tomam conta da sua parte central, como também podem ser encontradas nas fazendas ao redor, que atraem cada vez mais turistas interessados nas suas tradições. E magníficas montanhas cobertas de densa vegetação, que ocupam a parte sul da área deste extenso município (612 km2), por si só justificam uma visita à Bananal. Neste pedaço se encontram as cadeias da Serra da Bocaina e da  Serra do Mar - uma grande ilha da Mata Atlântica bem preservada e recheada de cachoeiras. A mais famosa dessas quedas de água é a enigmática Cachoeira do Bracuí, embora geograficamente localizada já no outro lado da divisa estadual, e também mais visível do lado do Litoral, e do lado de Bananal só é possível alcançar a sua margem superior. A sinuosa estrada SP-247 que leva da cidade até este local é asfaltada e tem uns 30 km de extensão, com desnível de mais de 900 m e muitas vistas impactantes: 


Realmente, há tantas cachoeiras por volta, que pode esquecer da principal delas. Mas, se tiver sorte, ela também será encontrada sem cobertura de nuvens e neblinas:

sábado, 5 de setembro de 2020

Pirenópolis - GO

Pirenópolis (apelido "Piri") é uma das mais valiosas joias do Planalto Central que combina valores histórico-culturais com atrações naturais impactantes e com boa infraestrutura de hospedagem e transportes. A sua localização entre duas metrópoles é muito vantajosa: apenas 125 km de Goiânia - GO 180 km de Brasília - DF e boas estradas significa facilidades de acesso muito além do padrão médio goiano. Esta cidade foi fundada em 1727 e cresceu rapidamente, mas depois do período de "febre de ouro" estagnou e ficou bastante conservada. A população atual é cerca de 25 mil habitantes distribuídos entre casco urbano (altitude 770 m) e ampla zona rural - mais de 2,2 mil  em altitudes entre 700 e 1200 m. Este monumento histórico, embora ainda não foi reconhecido pela UNESCO, é quase tão autêntico quanto o seu colega Goiás - GO (Goiás Velho).



E ainda conta com raras belezas fora do casco urbano:

- Parque Estadual dos Pireneus - área de 2833 ha ao nordeste da cidade (20 km até o acesso), compartilhada com vizinhas Corumbá de Goiás e Cocalzinho de Goiás, visitação gratuita.

- Cachoeiras Bom Sucesso, Cachoeira das Araras, Cachoeira do Coqueiro, Cachoeira Garganta, Cachoeira Paraíso, Cachoeira Lobo, Cachoeira do Abade, Cachoeira Santa Maria, Cachoeira Lázaro, Cachoeira do Rosário, Cachoeira dos Dragões, Cachoeira da Meia Lua, Cachoeira Usina Velha e outras - localizadas em propriedades particulares, quase todas com acesso controlado e pago.


Principais atrações dentro da cidade:

1) Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário 

O maior dos antigos templos do sertão brasileiro e o mais antigo no estado de Goiás foi construído nos anos 1728-1732, com alicerces de pedra e as paredes feitas de taipa de pilão (barro socado). Foi tombado pelo IPHAN em 1941, mas o seu reforço foi realizado somente em 1997. Três anos depois houve um incêndio que implicou em restauração mais profunda. 

2) Igreja do Carmo e Museu de Arte Sacra

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Uma viagem social-romântica pela Alemanha

A dois e mais pela Alemanha, 22 dias em agosto de 2019 

As três semanas que contam neste relatório foi apenas a parte conjunta e ativa desta viagem, a partir de 11 de agosto. já que a Ekaterina chegou à Alemanha ainda no último dia de julho para no início descansar na casa da irmã, sem esticadas consideráveis. E somente a partir do nosso encontro nas margens do Reno começou a programação principal, que combinou harmoniosamente visitas a parentes e amigos com visitação passageira ou não muito, de vários lugares interessantes. Como resultado, juntamos 9 diferentes locais de pernoites e três dezenas de cidades que mereceram álbuns de fotos. Descobrimos mais oito monumentos da UNESCO na Alemanha e um no Portugal entre os voos de volta, mas neste parou só um de nós. Além disso, também curtimos muitas outras antiguidades, belas paisagens, detalhes informativos ... E, o mais importante, ocorreu uma imersão de qualidade nessa atraente sociedade, facilitada pela comunicação com os nossos residentes e passeios junto com eles, além dos importantes segmentos do roteiro percorrido só a dois. 

Devido à impossibilidade de refletir toda a gama de nossas impressões em uma única ilustração, para a primeira colagem, cercaremos a nossa imagem apenas de algumas paisagens panorâmicas e fluviais.



Os rios Reno (com o inseparável Meno), o Weser e alguns de seus afluentes se tornaram um motivo condutor muito vívido dessa grande jornada na Alemanha dos viajantes naturais do rio Volga. Como você pode ver na foto central, caminhamos por estas terras de bom grado. Mas, ainda assim, uma cobertura territorial tão grande só foi possível graças às soluções de transporte multimodais, cujas amostras (mas nem todas as unidades do equipamento envolvido) são apresentadas abaixo:



Os carros pessoais dos nossos parentes e amigos ocuparam a linha de fundo dessa formação de batalha, embora desempenharam papel muito importante principalmente aquele branco que levou nós quatro para a Baviera. O principal modal de deslocamentos a dois foi ferroviário, mais exatamente os trens regionais e suburbanos apresentados no miolo do conjunto. Até aprendemos a usar o smartphone para procurar bons descontos e comprar bilhetes eletrônicos, que às vezes tinham que ser apresentados eletronicamente. Representantes do transporte urbanos sobre trilhos da cidade de Munique os complementam à esquerda e dois delegados do sistema de ônibus suburbano da Baixa Saxônia à direita. Na parte alta apresentamos não apenas um teleférico, mas também o transporte fluvial e nossas queridas bicicletas.


******
Nossa rota pode ser dividida condicionalmente em quatro etapas principais, e mais uma grande esticada de carro embutida na terceira delas:

1. "Hesse e Renânia-Palatinado": de Frankfurt a Neuwied, de 11 a 14 de agosto.
Talvez a parte mais romântica: éramos apenas nós dois e sem pressa exploramos o cinematográfico objeto UNESCO nº 1066 "desfiladeiro do Reno Médio", com 60 quilômetros de extensão - de Bingen a Koblenz. Três noites em hotéis em diferentes cidades deste segmento (entre as duas indicadas acima foi também o ponto intermediário de St. Goarhausen).

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Istambul quase de graça - conexão longa entre voos da "Turkish Airlines"

Istambul  merece visita de várias dias: é uma das mais importantes cidades históricas do planeta, grande metrópole, bonita e multicultural. Concentra vestígios de tantas épocas e tantos impérios que nesta parte nem tem concorrentes. Creio que se consigo passar aqui semana inteira ou férias por completo não serei decepcionado. Mas a vida é curta e tais oportunidades ainda não parecem reais, portanto não quis desperdiçar uma porção de tempo menor. Ainda levando em consideração que um dia de conexão entre voos da "Turkish Airlines" nem sempre encarece passagens por causa de pernoite incluído, mas dá oportunidade de conhecer os lugares lendários: Estreito de Bósforo com suas pontes que ligam Europa e Ásia, o incomparável templo Hagia Sophia e de quebra algumas outras maravilhas do Centro Histórico. 



Para ganhar este dia contamos com sorte: cancelamento de horário de verão na Rússia reduziu muito corrida conexão de 50 minutos na rota UFA - IST - GRU (que já testamos 3 anos antes) em conexão sem chances de voar no mesmo dia: 50 - 60 = -10. Portanto ficou em 23h50m, e ganhamos pernoite em Istambul com transfers por conta da cia. aérea.  Para usufruir esta cortesia da TURKISH AIRLINES em caso de conexão com espera de mais de 10h, além de passaporte válido existe também a exigência de embarque no primeiro dos possíveis voo para destino final, e este foi o nosso caso. Em quesito de preço também foi a mais atraente opção para dias da nossa viagem, portanto entramos neste jogo com muita disposição. 

As malas foram despachadas até São Paulo, e depois de 3 h de voo Ufa - Istambul de manhã cedo, passamos a fronteira no aeroporto de Istambul, e logo encontramos no saguão principal um guichê que atende passageiros nesta condição. Pertinho deste guichê trocamos 50 euros por Liras turcas: recebemos um mapa turístico da cidade, e 20 minutos depois já entramos no van com destino a um dos hotéis conveniados com a cia. aérea.  

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Motivação para viagens: Patrimônio de Humanidade UNESCO na América do Sul

Viktor Pastoukhov, estratégia pessoal de exploração da América do Sul




A lista dos Monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO inclui mais de mil elementos, por hoje o número exato é 1121 (sempre sujeito à atualização). A contribuição sul-americana ainda é desproporcionalmente modesta: apenas 75 registros, embora alguns são compostos por séries de objetos locais. E até existem dois monumentos, um deles simplesmente gigante:

Qhapaq Ñan, Andean Road System - sistema viário dos incas em Andes (No.1459). É uma grande rede com mais de 6 mil km de estradas e 273 locais espalhados pelo território de 6 países - ARGENTINA, BOLÍVIA, COLÔMBIA, PERU, CHILE e EQUADOR

O segundo monumento transfronteiriço é mais compacto e envolve apenas ARGENTINA e BRASIL. Será que são as famosas Cataratas de Iguaçu / Iguazú no rio com mesmo nome que marca parte norte da fronteira entre dois países? Não! Esta maravilha mereceu dois registros "nacionalizados" (respectivamente No.303 e No.355) devido às grandes áreas de proteção ambiental em dois parques nacionais. Mas quase na mesma região há um monumento histórico registrado ainda antes, sob No.275: Missões jesuíticas nas terras dos índios guarani: San Ignacio Miní, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto, Santa María la Mayor (Argentina), São Miguel das Missões (Brasil). Este monumento inclui 5 objetos com distâncias de dezenas e até centenas de quilômetros entre si. Nota-se que a herança da Companhia de Jesus compõe também no mínimo 3 outros monumentos de Patrimônio Histórico de Humanidade na América do Sul e todos incluem vários objetos, embora não são transfronteiriços:  No.529 na Bolívia (6 objetos), No.648 no Paraguai (2 objetos - único registro paraguaio na lista UNESCO) e No.995 na Argentina (6 objetos).

Nos últimos anos surgiu também um monumento intercontinental, em homenagem do arquiteto Le Corbusier (No.1321), mas a contribuição da América do Sul neste é limitada pela Argentina, portanto aqui estará na conta deste país.

A distribuição do monumentos UNESCO pelos países da América do Sul agora é assim (contando os transfronteiriços para cada país e em parênteses sem os mesmos): Brasil - 23 (22); Peru - 12 (11); Argentina - 11 (9); Colômbia - 9 (8); Bolívia - 7 (6); Chile - 6 (5); Equador - 5 (4); Venezuela - 3; Suriname - 2; Uruguai - 2; Paraguai - 1.

Ideia principal deste plano: uma série de viagens com foco principal ou secundário em visitação destes monumentos UNESCO na América do Sul e compartilhamento dessas experiências com todos adeptos de mochiladas. Não só na forma de relatos de viagens, mas também por meio de novos cartões de visita das localidades em questão e das dicas de logística. Nada de extremismo: outros destinos interessantes  serão agregados no máximo aos roteiros motivados pela estratégia apresentada, enquanto os monumentos UNESCO jamais serão ignorados se estiver por perto. 

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Duas lendas do Maranhão

Mochilada a dois pelo norte do MA, 6 dias em fevereiro de 2018

Foi uma viagem bastante curta e sem percorrer grandes distâncias por terra, mas ficou gravada na memórias pelas impressões intensas e muito especiais, simplesmente incomparáveis. Dos nossos seis dias na faixa litorânea do estado de Maranhão  um e meio dedicamos ao Centro Histórico de São Luís, tombado pela UNESCO como monumento de Patrimônio de Humanidade, e mais quatro no Parque Nacional Lençóis Maranhenses e na sua vizinhança - com aquelas paisagens incríveis e com uma combinação improvável de ecossistemas milagrosamente misturados nesta região. O nosso plano inicial, que surgiu em torno das passagens aéreas promocionais (só R$ 800 por dois de ida e volta GRU-SLZ-GRU!) compradas com certa antecedência, funcionou muito bem, e na realidade tudo foi até mais fácil e acessível. As famosas atrações do Maranhão valeram a pena mesmo, e a região como um todo agradou e intrigou: surpreendentemente autêntica e receptiva. Portanto já temos planos de explorar mais as belezas do Maranhão, inclusive longe da Costa Atlântica, e também de conhecer o Litoral de Piaui, vizinho de Lençóis Maranhenses.



Crônicas diárias (de 1 a 6 de Fevereiro de 2018):

Dia 1-o: Chegada em São Luís, Centro Histórico.

Dia 2-o: Centro Histórico и прибрежные бульвары São Luís.

Dia 3-o: Viagem de van de São Luís para Barreirinhas de manhã, à tarde excursão para Lagoa do Peixe.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

São Luís - MA

Apelidos e títulos informais: "Jamaica Brasileira", "Ilha do Amor", "Atenas Brasileira", "Cidade dos Azulejos", "Capital Brasileira do Reggae", "Ilha Magnética", "Capital da França Equinocial", "Ilha Bela", “Ilha Rebelde".

Quase metade destas etiquetas começam com palavra "Ilha": e a capital do Maranhão realmente fica numa grande ilha conhecida como Upaon-Açu, embora no cotidiano isso é pouco perceptível. A impressão é de uma ampla península entre duas proeminentes baías do Oceano Atlântico: o canal transversal é estreito, e não faltam amplas pontes que conectam seus dois lados. Então, a maior ilha urbanizada do Nordeste está associada ao Amor, ao Magnetismo, à Beleza e à Rebeldia - uma combinação muito inspiradora para viajantes românticos.

A palavra "Capital" também foi reincidente: tanto do reggae (mas brasileiro), quanto da França (mas equatorial), e também por merecer. O primeiro destes dois títulos capitais combina muito bem com o apelido No.1 da lista toda, e a São Luís realmente esbanja um colorido pseudo-jamaicano. E o segundo evoca a especialíssima história de fundação desta cidade.

Antes de mergulhar nestes registros, cabe vistoriar os apelidos restantes. A analogia de Atenas parece pretensiosa demais, deixaremos do lado. Agora, os Azulejos é algo muito relevante: o Centro Histórico  (tombado pela UNESCO em 1997 sob No.821), é recheado com estes materiais de acabamento  desde a época colonial - na maior parte de origem portuguesa, mas não exclusivamente.



O forte Saint-Louis foi fundado no ano 1612 por uma expedição francesa sob comando do Daniel de La Touche, conhecido também como Senhor de La Ravardière, e o seu nome, que homenageia o famoso Louis IX (1214-1270), evocava também o então rei da França - Louis XIII.  

Os portugueses, que já tentaram se fixar neste pedaço uns cinquenta anos antes, partiram para contraofensiva, em em três anos expulsaram franceses da toda zona equatorial da América do Sul. Logo eles começaram expandir e intensificar o seu controle sore estes territórios, usando o forte de São Luís e a cidade formada em torno dele como sua base principal.  Mas em 1641-1644 houve outra invasão, nesta vez holandesa, cuja ocupação terminou em uma batalha destruidora. 

A cidade foi reerguida de novo, e por muito tempo se tornou capital da parte norte das colônias portuguesas na América (a parte sul estava sendo administrada via Salvador). Já nos tempos do império e da república a sua importância se tornou mais local, e o seu desenvolvimento andou em marcha lenta. Portanto acabou não atingindo tamanho de algumas outras capitais de Nordeste, e a sua componente histórica é relativamente mais pesada. Entretanto, a São Luís de hoje é uma grande cidade (1,1 milhão de habitantes), e em termos de qualidade de vida é considerada como terceira ou quarta em todo Nordeste do Brasil. A sua herança histórica está atraindo interesse cada vez maior, e as belezas da região maior ainda, portanto vale a pena visitá-la.

sábado, 30 de março de 2019

Andaluzia imperdível

Mochilada a dois pelo sul da Espanha, 12 dias em março de 2018

Nesta viagem pelas riquezas históricas e naturais da Andaluzia visitamos nove cidades e um parque nacional - inclusive 5 objetos de Patrimônio da Humanidade UNESCO. Houve seis locais de pernoites (11 no total). Andamos quase mil km de trens de diversas categorias, de ônibus, e até de barco - tudo de dia e com ótimas vistas: muitas paisagens marcantes ficaram gravadas na nossa memória. Os voos entre Madrid e Sevilha também foram interessantes, e a Espanha foi nono país onde utilizamos transporte aéreo doméstico.

Roteiro: (Madrid - Sevilha -) Córdoba (2 noites) - Granada (3) - Antequera (1) - Ronda (1) - Cádis - Jerez de la Frontera (2) - Sanlúcar de Barrameda - PN Doñana - Jerez de la Frontera - Sevilha  (2) - Madrid



Giramos esta volta no sentido horário. Todos nove alvos que aparecem neste mapa valeram a pena, bem como a capital da Espanha que ficou fora do quadro. 


Estamos felizes por aproveitar tão bem todos esses dias, e temos intensão de continuar conhecer a Espanha num futuro próximo, em porções regionais mais ou menos de mesmo tamanho como nesta vez.


Breve diário 

19.03.18. De manhã conexão rápida no aeroporto de Madrid MAD e voo curto até Sevilha SVQ. Ônibus "shuttle" até o terminal ferroviário, e trem expresso até Córdova. Check-in no hotel para 2 pernoites e início dos passeios pelo centro histórico da cidade - um importante monumento de Patrimônio de Humanidade UNESCO.  

sábado, 12 de março de 2016

Torre de Gálata com panorama de Istambul

Coordenadas Wikimapia - visitação das 9 às 20 todos os dias - ingresso 25 Liras 

Localizada ao norte do Centro Histórico, no outro lado do estuário Corno de Ouro. Este lugar elevado, mais 52 metros da própria torre (nível de mirante, a altura total é de 67 m) proporcionam ótimas vistas desta incomparável cidade. O acesso é fácil, seja caminhando, ou de metrô (estação "Şişhane" fica a uns 350 m);

A atual torre foi construída pela colônia genovesa de Constantinopla em 1348, no lugar da antiga torre bizantina que foi destruída em 1204 pelos bárbaros católicos durante a 4-a Cruzada. 



Já a data na placa dourada em turco de refere à tomada da cidade pelos otomanos. 

A torre de Gálata é quase imperdível, é único mirante panorâmico com vistas da zona histórica acessível ao público em geral. Para nós foi muito bom começar a conhecer  parte central de Istambul justamente daqui, chegando de metrô logo depois de acomodação no hotel oferecido pela "Turkish Airlines". Algumas coisas já deu para identificar. 

domingo, 10 de janeiro de 2016

O mais valioso monumento de arquitetura no Mundo


O ponto alto do nosso passeio de um dia em Istambul graças à longa conexão entre voos da "Turkish Airlines" foi visita ao museu do templo Santa Sofia (ou Hagia Sophia):


O  nome Hagia Sophia (Άγια Σοφία) em grego significa "Sagrada Sabedoria", em turco  escreve-se como Ayasofya.

Atualmente (deste 1935, então nos últimos 80 anos) este edifício funciona como museu dele próprio, e se tornou um dos mais visitados museus desta histórica metrópole. A entrada custa 30 Liras (menos de 10 Euro), infinitamente pouco comparando com mistérios preservados nesta monstruosa construção. 

A exposição começa ainda na parte externa do templo, com planta baixa e detalhes de projeto. E também com vestígios dos templos mais antigos que ocupavam outrora este local.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Córdoba e região, Rosário, Buenos Aires

Mochilada solo pela Argentina em julho de 2012 - 10 dias 

Foi uma viagem bastante improvisada e quase espontânea, inspirada por vistas aéreas da Córdoba e região que curti dois meses antes, ao voltar de Santiago para São Paulo. Esta cidade e serras ao redor conquistaram o meu coração de primeira vista, da altitude de 10 ou 11 mil metros:


(álbum completo aqui)


E depois de marcar direitinho todas as fotos de voo no Google Maps conheci muitas coisas interessantes, entre elas que nestas "Sierras Grandes de Córdoba" há um parque nacional onde é possível observar condors até melhor do que no famoso Cânion del Colca (Peru). E que há vasta herança jesuítica na cidade e na província de Córdoba, tombada pela UNESCO como parte de Patrimônio de Humanidade, bem como várias outras atrações na cidade e ao seu redor. 


As preparações foram curtas: consegui trocar minhas "milhas" pela passagem aérea só de volta, e só de Buenos-Aires, que nem pensava visitar nesta vez, mas não tinha nada contra um breve conhecimento com a principal metrópole da Argentina de quebra. E logo me mandei para Córdoba de ônibus, pensando em chegar a Buenos-Aires só na véspera de voo de retorno. terminando em retorno rápido por via aérea. Os ônibus da empresa CRUCERO DEL NORTE anotei ainda nas minhas viagens de 2010 para Iguaçu e para Assunção, e  nesta vez  viajei com ele para valer, duas noites seguidas.  Pela primeira vez na categoria "cama", uma poltrona confortável entre corredor e janela do lado direito. Passagem reservei por telefone, recebi dados bancários e endereço e-mail, paguei, enviei o comprovante e recebi a confirmação. Retirada de passagens na rodoviária Tietê, 1 hora antes de embarque, tudo tranquilo. Recebi 2 bilhetes grampeados, São Paulo - Garupá e Garupá - Córdoba, pelo preço de 255 reais, era mesma tarifa de Buenos-Aires, aonde seguiu o primeiro ônibus.

Nos 3 dias depois de chegar ao destino principal, rodei bastante pela regão em ônibus locais interurbanos e suburbanos. Ao terminar esta programação segui para Rosário em ônibus diurno, e 2 dias depois de lá para Buenos-Aires, também de dia. Apenas retorno para São Paulo foi por via aérea, de madrugada e com conexão em ASU.

Tudo correu muito bem, sem problemas ou dificuldades, consegui visitar tudo que queria e um pouco mais. Guardei ótimas impressões, depois voltei para Argentina em várias outras oportunidades, e voltarei ainda mais vezes.


Pontos altos da viagem - condores na Sierra de Córdoba e parques beira-rio em Rosário. 
Mas valeu também por tudo resto e pelo conjunto.

sábado, 14 de novembro de 2015

Sergipe em 4 dias: São Cristóvão, Aracaju, Xingó

Mochilada solo em outubro de 2012 

O menor estado do Brasil visitei aproveitando as milhas da GOL, com objetivos principais de conhecer São Cristóvão (uma das mais antigas cidades do Brasil recentemente tombada também pela UNESCO como Patrimônio de Humanidade), cânions e hidrelétrica Xingó no Rio São Francisco. Bem como a capital Aracaju, onde fiquei hospedado: 3 noites no hotel próximo ao aeroporto e 1 quadra da praia Atalaia - http://www.hotellitoral.com.br/
Foi bastante improvisado, mas deu certo: gostei muito desta pequena aventura e tirei centenas de fotos.

Diário:
03.10.2012. cheguei às 15 h, táxi, check-in no hotel, passeios na Atalaia.
04.10.2012. Tomei banho do mar logo cedo, e logo fui a São Cristóvão de ônibus, com conexão no centro de Aracaju. Voltei para Aracaju no meio de tarde, andei pelo centro... Já a noite cheguei no Shopping. Depois voltei para Atalaia de ônibus.
05.10.2012. Só Atalaia, com banho e caminhadas.
06.10.2012. Café de manhã e check-out cedo, excursão de dia inteiro para Xingó. Retorno às 20 h, curti um pouco mais os passeios de Atalaia, por volta de meia-noite peguei táxi para aeroporto.




Relatos:

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Arequipa, PERU


A segunda maior сidade de Peru depois da capital (quase 1 milhão de habitantes na área metropolitana), importante centro industrial e logístico, guarda também sua valiosa herança cultural e arquitetônico. Foi fundada por espanhóis em 1540 e desde então ganhou vários outros nomes e apelidos: os mais conhecidos são: "Ciudad Blanca", "Capital Jurídica del Perú" e "Roma de América". O inconfundível estilo da sua arquitetura («Escuela arequipeña») é baseado no uso de pedra vulcânica clara, que facilita caprichos de acabamento externo. A cidade fica na altitude média de 2335 m, rodeada de vulcões e outros picos nevados. O clima é seco, esta região de fato é a margem norte do deserto de Atacama, e as chuvas (não muitas) só ocorrem de dezembro a março. A UNESCO reconheceu como Patrimônio de Humanidade inicialmente dois objetos do seu centro histórico: convento de Santa Catalina e conjunto de igrejas de pedra branca, mas os esforços de conservação e recuperação da zona central resultaram em expensão deste título para Centro Histórico como um todo (registrado desde 2000 sob No.1016). A cidade é bonita e agradável: culta, recebe bem os turistas, mas sem assédio que ocorre em algumas outras cidades peruanas. A sua ótima infraestrutura serve também como base de apoio para exploração da vasta região rica em atrações naturais.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Arequipa premium

Há muito mais Arequipa para quem gostou da sua praça principal e do famoso convento, e quer apreciar outras cantos do centro histórico. No mínimo, podemos conhecer alguns outros destaques da arquitetura religiosa.



Estes quarteirões são literalmente recheados de antigas igrejas, construídas de pedra vulcânica quase branca, ligeiramente rosada,  com impressionante acabamento externo. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Bom dia, Arequipa!

Chegamos em Arequipa até o final do dia 28 de janeiro, sob a chuva fina, e não levamos a câmera para primeiras voltas pelo centro da cidade. Em compensação, resolvemos todos os problemas organizacionais: o câmbio de valor restante (no aeroporto de Lima trocamos só o mínimo necessário), compra de excursão de dois dias para o Vale e Cânion do Rio Colca, saída no dia 30 de manhã, algumas compras (suco, água, biscoitos, aparelho de barbear). Por causa da diferença de três horas de fuso-horário e da longa viagem que começou bem cedo, fomos dormir já entre 20 e 21 h no horário local...

E no dia 29 pouco depois do amanhecer já subimos no teto panorâmico do nosso modesto hotel. Manhã ensolarada nos deu uma boa vista para vulcões próximos à Arequipa, neste pedaço se destaca o pico de Chachani, com proeminência topográfica de quase dois quilômetros e altitude total de 6075 m.



Bem mais perto, na distância de apenas uma quadra daqui podemos ver uma das igrejas do complexo São Francisco

terça-feira, 7 de outubro de 2014

As mais bucólicas ruas de Potosí

Naqueles dois dias que andei pela cidade nem pensei sobre tal eleição: qualquer cantinho do seu centro histórico faz parte de um impressionante conjunto, para que inventar competições? Entretanto, isso existe, o quarteto oficial das mais bonitas ruas de Potosí. Descobri isso já depois da viagem, organizando troféus de mapas e folhetos. Enquanto andava em Potosí nem tinha um mapa descente - o ponto de informações turísticas na rodoviária estava fechado na hora da minha chegada, e depois só ganhei uma folhinha quebra-galho da agência que organizou visita a mina. E agora apareceu um bom mapa de Potosí ...no verso do mapa de Sucre, que recebi na chegada justo de Potosí, e usei bastante, portanto o mapa sempre ficou dobrado de jeito mais próprio. Já em Potosí, de fato, nem precisava de mapa: a malha de ruas é bem clara, o Cerro Rico sempre mostra a direção certa. Mais um pouco de intuição e outras fonte de consulta podem ser dispensados. Mas agora tenho isso aqui:




A legenda apresenta longas listas: igrejas, museus, pontos panorâmicos, casario colonial... E sinto de novo que vi muitas coisas interessantes, mas faltou também um tanto, então há ainda reservas para aproveitar outra visita a Potosí, caso aconteça. Reparei que o mapa é virado em 90 graus, em cima ficou lado leste e não norte. E mais essa lista curtinha, e diferente de todas outras já que não se refere aos marcos numerados no próprio mapa. Chama-se PICTURESQUE STREETS e inclui quatro posições: "Calle Quijarro", "Calle Ayacucho", "Calle Chuquisaca", "Calle Tarija". Lembrei na hora que três destes nomes, com exceção do primeiro, vi muitas vezes, o terceiro até serviu como meu endereço na cidade. Portanto comecei as buscas fotográficas justo das imagens da rua Chuquisaca, como na minha galeria Picasa as fotos já foram fincadas aos locais exatos, dá para perceber a vizinhança do hotel foi memorável.


Apresentando a Calle Chuquisaca: