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sábado, 22 de maio de 2021

Projeto de fretamento rateado na rota entre Brasil e Rússia

Inspirado tanto pela experiência de "voos de repatriação" que ocorreram na fase mais crítica desta interminável crise (abril-maio-junho de 2020) e estão novamente na pauta agora (especificamente para Rússia da Turquia e da Tanzânia), quanto pelo sucesso de fretamento rateado de ônibus intermunicipal ("Buser" e similares). 

As condições iniciais no nosso caso resumem-se ao seguinte: há muito tempo não há voos diretos entre os dois países e o sistema de voos com conexão em países terceiros está quase totalmente destruído desde março de 2020, sem perspectiva de sua restauração a um estado mais ou menos aceitável. Ao mesmo tempo, o número de pessoas que querem (e / ou precisam) se deslocar periodicamente da Rússia para o Brasil e de volta, ou vice-versa, aumentou nas últimas décadas. São famílias mistas (cujos parentes moram lá e cá), pessoas que residentes em outro país por muitos anos e, finalmente, os viajantes livres, que uma vez descobriram outro grande país e querem o explorar ainda mais. 

E eles podem estar interessados ​​em organizar inicialmente pelo menos uma rodada de intercâmbio humanitário e turístico de acordo com a seguinte fórmula:

- uma sequência de dois voos fretados com um intervalo de algumas semanas (de duas a quatro seria mais viável);

- no primeiro, o avião transporta residentes da Rússia para o Brasil e vice-versa;

- na segunda, os devolve, novamente com boa lotação em ambas as direções.

Gostaria de deixar claro que, embora os adeptos de "pacotes turísticos" não sejam considerados como público prioritário deste projeto, a sua participação nele também seria bem vinda.

Período sugerido: julho de 2022, a ser definido com precisão com base em consultas aos interessados. O número mínimo de participantes será determinado com base nas características da aeronave que podem estar envolvidas, e para isso consideramos primeiro

Possíveis rotas 

entre principais cidades e mais movimentados aeroportos destes dois países. A mais curta das quais é São Petersburgo LED - Fortaleza FOR: 9.203 km, com duração mínima de voo 11h19m.


A substituição de Fortaleza pela Recife, cujo aeroporto REC atualmente é terceiro ou quarto mais movimentado do Brasil e possui melhores conexões com demais capitais, haverá aumento até 9.442 km e 11h36m, e pela  capital federal Brasília BSB até 10.871 km e 13h17m. Em caso de Moscou (DME, SVO, VKO ou ZIA) em vez de São Petersburgo, mais um acréscimo moderado: cerca de 300 km e 20 minutos para cada uma das opções. Por exemplo, na rota entre Recife REC e  Moscou Domodedovo DME teremos 9.653 km e 11h53m no mínimo. E até mesmo a rota Moscou DME - Rio de Janeiro GIG, que já foi operada pela finada "Transaero" (11.528 km e 14h03m), também é mais curta do que o trecho principal do atual caminho com conexão na capital do Catar: apenas Doha DOH - São Paulo GRU tem no mínimo 11.858 km e 14h27m, e ainda precisaremos adicionar 8-9 horas no total para parada e  segundo trecho.

Aeronaves e sua capacidade

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Redescobrindo a nossa "Terrinha" no miolo da Eurásia

Viagem a dois em setembro-outubro de 2020 - a parte terrestre

A parte aérea desta viagem e a sua programação inicial (rodada em maio de 2020 apenas na forma virtual) foram apresentadas na saga Uma jornada intercontinental entre ondas do infodemônio "COVID-19", e agora contaremos as impressões daquelas quatro semanas que passamos, depois de tanto tempo, na nossa região natal. 

"Tudo tem seu lado verso", inclusive aqueles desastres inimagináveis, como a ocorrência que excluiu da nossa programação presencial "Rússia-2020" não só a participação dos sete amigos brasileiros, mas também 3 principais dos 4 destinos turísticos que planejamos percorrer juntos em 18 dias. Só sobrou o ponto final, a nossa querida cidade de Samara, mas agora não no formato de "3 dias de turismo em grupo na cidade mais 10 dias de assuntos burocráticos além da parte social e do turismo livre na cidade e região" e, sim, "até 28 dias de assuntos burocráticos em paralelo à parte social e ao turismo livre na cidade e região". De fato, nos tempos de "COVID-19" a parte burocrática realmente ficou mais lenta (ainda bem que não travou de vez) e esta flexibilização de prazo ajudou mesmo no cumprimento de tal item. A parte social também agradece: embora alguns (poucos) dos amigos e parentes se fecharam mesmo, outros (também poucos) precisaram de mais tempo para agendamento dos encontros, os firmes e fortes conseguimos encontrar mais vezes neste prazo alongado, e isso é o que realmente vale a pena. 

Já a parte turística nem falar: com tempo maior e com espalhamento geográfico menor fizemos a "malha fina", e o grande destaque regional merecidamente ficou em foco: o Rio Volga, pela primeira vez nos últimos 28 anos em cores de outono:    


E como pode ser visto na colagem acima, andamos pelas margens do maior curso de água da Europa não só na cidade de Samara, mas também em dois pedaços do Parque Nacional na margem oposta. Além disso visitamos a 2-a, a 3-a e a 4-a maiores cidades da mesma unidade federal, também bem perto deste rio: a no.2 contribuiu para a colagem fluvial com foto superior direita - vista quase infinita da represa, e na no.3 paramos pela primeira vez depois de dezenas de travessias de trem. 

Não podia faltar também uma esticada no sentido leste, para região de Oremburgo, a origem das nossas famílias, e até visitamos, também pela primeira vez, o seu centro administrativo (Oremburgo mesmo, o que significa justamente "a cidade oriental" em alemão) que antes costumamos passar de trem com paradas relativamente curtas. O pedaço que exploramos naquelas 4 semanas ficou assim posicionado no mapa da Rússia europeia e dos seus vizinhos imediatos - a Europa Ocidental e a Rússia asiática (que não coube por inteira aqui) com Cazaquistão ao seu lado:

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Volgogrado, RÚSSIA

Esta cidade na margem esquerda do Rio Volga fica a mil quilômetros de Moscou, no sentido sudeste. Existe desde o ano 1589 e até o ano 1925 foi conhecida como Tsaritsyn (Царицин), este seu nome original foi escolhido por motivos geográficos: no local há um pequeno afluente do Volga chamado Rio Tsaritsa. Mas no século XX a cidade mudou de nome duas vezes: a acensão ao poder na URSS do Josef Stalin em breve resultou na primeira mudança - ele achou que nome Tsaritsyn chama à restauração da monarquia e acabou com ele, emprestando o seu próprio sobrenome. E justamente Stalingrado (Сталинград) virou uma referência na história da 2-a Guerra Mundial, cuja batalha decisiva ocorreu nas suas ruas e nas estepes por volta. Passando menos de duas décadas, o "culto de Stalin" foi revogado, e o nome dele passou a ser considerado impróprio para cidade. Mas excepcionalmente neste caso não houve retorno à original, pois a "propaganda da monarquia" ainda desagradava os governantes comunistas. Portanto resolveram em vez do pequeno Rio Tsaritsa tomar como marco registrado logo o principal curso de água desta região, bem como da Europa toda - Rio Volga, e desde 1961 esta cidade se chama assim - Volgogrado (Волгоград).

Atualmente já tem um pouco mais de 1 milhão de habitantes, e faz parte do celebre grupo das altamente industrializadas capitais provinciais da Região Volga. Nos tempos modernos uma parte
significativa das suas fábricas perdeu importância e aos poucos está sendo desativada (como, por exemplo, de tratores industriais), enquanto outros setores se desenvolvem, com destaques para material de construção e para equipamentos da indústria de extração de petróleo. A importância
logística continua grande, devido ao canal Volga-Don (principal nó hidroviário do país) e ao cruzamento de ferrovias e rodovias que conectam parte central da Rússia e Regiões Urais e Sibéria com Região Sul.

As principais atrações de Volgogrado são relacionadas com memórias da Batalha de Stalingrado (07.1942- 02.1943), com destaque ao Mamayev Kurgan - complexo memorial mais extenso e mais impactante, localizado sobre uma colina dominante e visto de longe.



Esta colina que foi chave para controle sobre cidade e se tornou palco de lutas mais sangrentas entre setembro de 1942 e janeiro de 1943. O conjunto dos monumentos em torno dos túmulos comuns de 35 mil defensores de Stalingrado foi construído em 1959 - 1967, e a sua escultura central é simplesmente gigantesca:  uma estrutura oca de concreto armado estabilizada por dentro por cabos de aço, com altura total de 85 metros. As escadarias que levam da entrada à escultura somam exatos 200 degraus - número de dias da batalha.

Na zona central da cidade, que concentra os principais hotéis turísticos bem como terminais de transporte, também há vários museus temáticos e outras marcas de guerra nas ruas.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Rússia-2020, viagem virtual: 3 dias em Samara

15-o dia (15.05.2020, sexta-feira)

Tomamos café a manhã a bordo, arrumamos tudo, e logo chegamos em Samara - por volta das 8 horas de manhã. Desde Volgogrado estamos adiantados em uma hora com relação às capitais da Rússia, portanto +7 h com relação a hora de Brasília. Aqui usamos o mesmo esquema como na chegada a Volgorgado: um longo City-tour que serve também como translado lento ao hotel. E nesta vez conseguimos contratar um pacote com roteiro personalizado e incluindo ingressos em dois museus, sendo um de visitação limitada.

Desembarcamos no moderno terminal ferroviário, o mais alto da Europa, e a sua forma lembrou de vez um dos nossos principais objetivos nesta cidade.



Nos próximos 40 minutos atravessamos a cidade quase toda, observando suas avenidas e seus prédios de estilos variados pela janela. Já na periferia norte passamos ao lado do novo estádio de futebol construído especialmente para copa do Mundo 2018 (Brasil 2 : 0 México foi aqui), depois atravessamos um grande parque florestal e mais um bairro industrial. No final deste paramos pela primeira vez - para apreciar o melhor dos mirantes nesta margem alta do rio Volga.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Rússia-2020, viagem virtual: 2,5 dias em Volgogrado

12-o dia (12.05.2020, terça-feira) 

Depois de 18 horas de viagem com uma noite bem dormida no trem, chegamos ao nosso destino às 8:15 de manhã, rodando 1068 km. Embora este horário de Moscou vale para ferrovias e estações em toda a Rússia, ao sair para cidade observamos que hora local já andou mais: 9:15. O terminal "Volgograd-1" está no centro da cidade, e o nosso hotel também: só caminhar algumas quadras e chegaremos lá. Mas respeitando o horário de check-in programamos um City-tour de 5 horas antes disso, e às 9:30 já estamos no van.

O roteiro foi combinado de tal forma que primeiras horas passamos no complexo memorial mais extenso e mais impactante - Mamayev Kurgan



Esta colina que foi chave para controle sobre cidade e se tornou palco de lutas mais sangrentas entre setembro de 1942 e janeiro de 1943. O conjunto dos monumentos em torno dos túmulos comuns de 35 mil defensores de Stalingrado foi construído em 1959 - 1967, e a sua escultura central é simplesmente gigantesca, portanto vista de qualquer parte. É uma estrutura oca de concreto armado estabilizada por dentro por cabos de aço, altura total de 85 metros. As escadarias que levam da entrada à escultura somam exatos 200 degraus - número de dias da batalha.

Na segunda parte da excursão rodamos pela cidade e visitamos várias marcas de guerra nas suas ruas.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Rússia-2020, viagem virtual: 5 dias em Moscou

Chegamos à Moscou de trem no dia 6, na hora de almoço, e na mesma hora do dia 11 embarcamos no outro trem: portanto além de 5 pernoites no hotel tivemos 5 dias completos, praticamente um a mais do que em São Petersburgo. O tempo foi um pouco melhor, e o nosso aproveitamento também.



Visitamos a maioria das principais atrações desta grande cidade, mas de novo vários outros pontos interessantes escaparam. De novo houve apenas um dia de esticada(s) para fora da cidade, e o mínimo ideal seria três. Portanto o nosso roteiro virtual pode ser não apenas aproveitado, mas também ampliado por vários dias. Segue a crônica diária.


6-o dia (06.05.2020, quarta-feira) - parte 2

...Em Moscou desembarcamos às 13:08 em um terminal idêntico ao de São Petersburgo (início deste dia em Rússia-2020, viagem virtual: 4 dias em São Petersburgo), mas com nome "Leningradskiy" - este par é o mais antigo no país, e sempre foi reformado do mesmo jeito.



Os translados em Moscou foram contratados independente do hotel - junto à uma empresa de táxi especializado. Configuração para 8 passageiros com bagagens exigiu que uma das pessoas mais experientes faça percurso de metrô, e aproveitamos isso para compra dos bilhetes de transporte público para todos: 3 dias sem limite de viagens (metrô, VLT, ônibus e trólebus) por 438 rublos cada. E mais 50 rublos de fiança por cada cartão, que ainda pode ser recarregado usando outros planos e devolvido no final da viagem. 

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Rússia-2020, viagem virtual: 4 dias em São Petersburgo

Esta viagem virtual baseada na programação preparada por um grupo de amigos para referidos dias аoi registrada em tempo real. E a sua contraparte real continua adiada por causa das restrições com bandeira Covid-19. Algumas adaptações do plano ideal foram feitas de acordo com condições de tempo ocorridas nestes dias. No total, tivemos 4 dias completos para São Petersburgo e região: chegamos de avião no fim de tarde do dia 1 de maio e seguimos para Moscou de trem no dia 6 de manhã. Primeiro e quarto foram de sol, e aproveitamos quase 100% para passeios ao ar livre. No segundo e no terceiro dia choveu de manhã: mas melhorava no fim de tarde, portanto começamos estes dias em grandes museus, que emendamos depois com passeios cabíveis.

De modo geral, conseguimos conhecer esta grande e impressionante cidade apenas superficialmente, mas marcamos presença na maioria dos seus pontos turísticos mais famosos:



A nossa base foi bem escolhida: um moderno hotel na zona sul da cidade, com estação de metrô e Shopping Center bem em frente (fotos em baixo à direita), o que ajudou na logística de passeios. 

Mesmo assim, ao fechar as contas destes 4 dias observamos que muita coisa interessante ficou de fora: tanto museus e ruas aconchegantes do centro, quanto parques e palácios de Pushkin e Pavlovsk. Sem falar em Isla Kotlin, Gatchina e demais subúrbios históricos que ganharam projeção nos últimos anos. Ou em um pouco mais distantes cidades históricas Novgorod, Pskov e Vyborg que merecem pelo menos um dia cada;   Portanto para uma viagem real recomenda-se não apenas aumentar o tempo em São Petersburgo, mas investir neste pedaço o máximo possível.  

Confiram mais detalhes no nosso registro diário das atividades em São Petersburgo:


1-o dia (01.05.2020, sexta-feira e feriado)

Maior parte do dia voando sobre Europa: chegada em Amsterdam, conexão rápida (1h20), e mais um voo até São Petersburgo - tudo conforme às passagens compradas e no horário quase exato. Chegada no aeroporto de destino LED por volta das 17 h no horário local. Aproximadamente meia hora para trâmites de fronteira e alfândega, e já estamos na porta de terminal, portanto na Rússia mesmo(!) O nosso translado para hotel foi programado para 18 h, mas o motorista já está esperando. E logo partimos para cidade. Largas estradas de acesso andaram bem - nem sombra de congestionamentos, e em 10 minutos entramos na área urbana. E mais 20 minutos demoramos para chegar no nosso hotel estrategicamente escolhido na mesma zona sul de  São Petersburgo. Check-in rápido, hotel novinho e bem confortável, mas em meia hora já saímos para explorar a área. O tempo bastante frio (por volta das +9 C), embora sem chuva, e o cansaço da jornada aérea desencorajaram uma investida para Centro Histórico já nas primeiras horas.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Tutorial: entendendo placas e letreiros em Russo

"Sem medo de ser feliz", mesmo no ambiente onde tudo ou quase tudo está escrito em alfabeto cirílico, que é o caso da Rússia. Na verdade ler em russo é bastante fácil, e, lendo, não é difícil entender alguma parte. Pela minha experiência, tem que começar com o alfabeto mesmo, assim ganha chaves para primeiras portas. O cirílico NÃO é radicalmente diferente do latino, são duas derivações da mesma base – grego clássico. Portanto têm estruturas semelhantes e vários símbolos também. Alias o cirílico surgiu na Bulgária e é usado também  em alguns outros países, inclusive na parte da ex-Jugoslávia.

É necessário vencer a modesta barreira alfabética para logo desfrutar das seguintes vantagens:
- em russo o som da letra não depende de posição e vizinhança, aprendendo apenas o alfabeto consegue ler e pronunciar qq. palavra quase perfeitamente;
- essa leitura permite entender várias palavras importantes para viajante sem olhar no dicionário. O idioma russo inclui certa quantidade de latinismos, principalmente nas áreas de saúde, economia e serviços.

Ao dominar alfabeto, já começa entender algumas coisas escritas, o que faz a viagem pelo país em questão bem menos estressante. Na nossa jornada Trans-Siberiana 2011: leste - oeste tirei várias fotos com objetivo de demonstrar isso, e aproveitarei a minha coleção neste tutorial.
Mas antes de olhar ilustrações peço anotar que há 3 grupos de letras russas
1) Iguais às brasileiras pela grafia, com praticamente mesmo som (“apoio” – use diretamente)
2) Iguais às brasileiras pela grafia, mas com som “trocado” (“alerta” – use com alteração necessária)
3) De grafia diferente (“curiosidade” – descubra o som e use)

Apenas com dois primeiros passos (validar 7 letras e alterar fonética de mais 4) já consegue muitas coisas importantes, inclusive se salva da fome. A mais popular prova desta magia é a palavra PECTOPAH que pode ser vista em todas fotos desta colagem:



Para sua interpretação correta e segura, basta saber aqueles 2 Grupos de letras com grafia conhecida (nem todas, só destacadas em negrito logo abaixo).

Grupo 1:
A,   E,   K,   M,   O,   C,   T
Conforme dito acima, a vizinhança não importa, portanto C é sempre C como em “Cem” e nunca faz função de “K” que é uma outra letra. Alias, incluí K nesta lista, apesar da sua ausência no alfabeto oficial de português, por ter um som fixo e bem conhecido para brasileiros.

Grupo 2:
B – troque por V
P - troque por R
H - troque por N
X - troque por KH

Assim,
PECTOPAH -> RESTORAN 
e descobre na hora que na verdade há onde almoçar nesse pedaço.

Espero que com esta motivação já temos como encarar o alfabeto completo, completando o Grupo 3:

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Europa extremamente Oriental

Oral (ou Uralsk, mais exatamente Ural'sk), Cazaquistão - 1 dia em julho de 2015

Esta cidade no rio do mesmo nome Ural (Oral) que delimita Europa e Ásia foi bastante visível na história do Império Russo, mais em contexto da rebelião dos cossacos sob comando de Emelian Pugachov na região dos Urais e do Volga em 1773-1774. Os cossacos (agricultores armados) começaram a explorar esta região no final de século XVI, e no ano 1584 (dois anos antes de fundação da fortaleza imperial de Samara no rio Volga) já fixaram um povoado nas margens do rio Ural. Em 1591 elem juraram fidelidade ao império, e receberam autonomia total para proteger esta região fronteiriça, que perdurou até os tempos do Pedro Grande. Em 1613 o primeiro povoado foi destruído durante um ataque dos nômades, e logo os cossacos construíram uma fortificação mais consistente 50 km rio abaixo, e assim começou a cidade atual. Cuja população cresceu moderadamente - até 230 mil habitantes, aproximadamente um milhão a menos do que em Samara.

Mais um aspecto particular: a árvore genealógica do primeiro autor acende aos cossacos do rio Ural, e este local está apenas a 260 km da sua cidade natal - Samara, RÚSSIA. Efetivamente, nos tempos da URSS foi uma das duas capitais provinciais mais próximas à Samara, junto com a Ulianovsk, mas deixou de ser visitada por uma combinação de fatores. Esta falha foi corrigida só em 2015, devido ao interesse de um grupo de amigos aos marcos geográficos de "limite entre Europa e Ásia" e já valeu uma viagem internacional. Depois de desintegração da URSS a cidade com maioria de população russa ficou no novo e interessante país chamado Cazaquistão - muito extenso, e na parte étnico-cultural claramente transitório entre a própria Rússia e a Ásia Central. 

Foi uma expedição bate-volta de domingo, no carro dos nossos amigos, e muito bem sucedida - sem dificuldades encontramos todos 4 alvos principais: rio, marco Europa-Ásia, Catedral de Cristo Salvador, e o mercado centrаl com sua abundância de frutas, batata e peixe.



De fato, o rio que aparece nesta colagem não é Ural, e a sua afluente europeia Tchagan,  mas paramos nas margens do Ural também, e avistamos оs estepes asiáticas. Mas não pisamos lá nesta vez^a cidade toda fica na Europa, menos aeroporto que foi desnecessário na nossa viagem. 

Alem desta programação básica realizamos uma série de opcionais, e deixamos boa porção de tempo para improvisos, portanto retornamos bem tarde, levando melancias, melões, e muitas boas impressões. Vale a pena relembrar alguns passos por lá... 

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Kazã (Kazan), Rússia

Desde o século XIX considerada por muitos como a mais interessante e mais representativa das grandes cidades da Rússia fora das duas capitais. E nos últimos anos não apenas reconfirma esta posição, mas também atrai cada vez atenção dos turistas internacionais (3-o destino que mais cresce na Europa e 8-o no Mundo no ranking TripAdvisor-2014, por exemplo). Ganhou projeção adicional ao sediar grandes eventos esportivos com Universiada-2013, Mundial de natação em 2015 e Mundial de futebol em 2018 que levaram o número anual de turistas para novo patamar - acima de 3 milhões.

Localizada junto ao foz do rio Kazanka ou Qazansu, afluente da margem esquerda do Rio Volga, 820 km a leste de Moscou, altitude do centro 60 m. É uma cidade milenar (fundada no ano 1005), multicultural e multi-confessional, exemplo de convivência enriquecedora de vários povos e dos adeptos do islã e do cristianismo.



População da cidade 1,25 milhão de habitantes (6-a do país), e 1,56 milhão dentro da área metropolitana. É um importante centro cultural, industrial (de perfil diversificado), de construção civil e do setor financeiro (3-o em giro de capital no país). Possui rico patrimônio arquitetônico, inclusive grandes objetos tombados pela UNESCO: um na área central - Kremlin (Cidadela) de Kazã - e dois nos arredores: Sviyazhsk e Bolgar.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A melhor fachada urbana no Rio Volga


Essa, é claro, é a minha opinião subjetiva, mas uma análise objetiva da questão mostrará que, de todas as cidades da região do Volga, é Samara que tem a orla mais bem arrumada, com avenidas beira-rio mais extensas e mais atraentes.  Esta cadeia de passeios públicos recheados de praias não para de crescer,  e seus novos elos são mais largos - verdadeiros parques costeiros. Convido para uma caminhada pela margem do Rio Volga, tomando como ponto de referência a Praça de Revolução (Alekseevskaya) no Centro Histórico, donde desceremos para Volga pela Rua Ventsek.

Em Samara da minha infância (então Kuibychev), houve apenas uma alameda beira-rio, atualmente chamade de "Velha", que se estendia ao longo da Rua Maxim Gorkiy entre Ruas Nekrasovskaya e Vilonovskaya, apenas quatro quarteirões que pareciam tão compridos (na verdade, é pouco mais de um quilômetro). Duas quadras de Nekrasovskaya a Ventsek foram ocupados pelos atracadouros e pavilhões do porto de passageiros, e o porto de carga se estendia da Rua Ventsek até a foz do rio Samara ("Samarka"). Naquela época uma parte dos terminais de carga foram transferidos para margens do Rio Samara e no segmento de 600 metros de Ventsek a Komsomolskaya surgiu o complexo do novo terminal fluvial de passageiros - com construções  modernas e com muros de atracação adaptáveis para vários níveis entre cheia e vazante do rio.



Na temporada de navegação esta área é de agito permanente, e movimentação de belas embarcações impressiona.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Moscou para iniciantes: mini-guia das 11 maravilhas

Moscou, RÚSSIA

Comecei selecionando 10 lugares mais recomendáveis para primeira visita a Moscou, mas logo lembrei que o seu sistema de metrô também é uma grande atração turística. E a mais prática de todas, já que facilita acesso às demais, portanto constará em primeiro lugar nesta listinha. A numeração dos outros objetos será quase aleatória, mas penso que ajudará a localizá-los nos mapas. Já na parte de apresentações ilustradas colocarei na frente os 3 sítios de Patrimônio de Humanidade UNESCO:  Kolomenskoye (8), Novodevichiy (9), Kremlin e Praça Vermelha (3 e 4).

Eis a minha seleção, com indicação das estações de metrô mais próximas:

1. Metrô de Moscou - como meio de transporte e pela arquitetura de várias estações

2. Teatro Bolshoi e seus arredores (Teatral´naya)

3. Praça Vermelha ao lado Leste do Kremlin, com Catedral São Basílio, Museu Histórico e Galerias GUM (Okhotnyi Ryad)

4. Parques ao lado Oeste do Kremlin e acesso ao seu interior, parte interna do Kremlin, com seus museus e suas igrejas (Aleksandrovskiy Sad)

5. Catedral do Cristo Salvador e Museu de Artes Pushkin (Kropotkinskaya)

6. Calçadão Arbat (Smolenskaya, Arbatskaya)

7. Praça Pushkin e Rua Tverskaya até o Kremlin (Pushkinskaya, Tverskaya, Chekhovskaya) 

8. Igrejas de Ascensão e outras no Parque Kolomenskoye (Kolomenskaya)

9. Convento e Cemitério Novodevichiy (Sportivnaya)

10. Mirante Vorobyovy Gory e Cidade Universitária MGU (Vorobyovy Gory, Universitet)

11. Parque da Vitória, com Arco Triunfal e Panorama Borodinô (Park Pobedy)

sábado, 2 de janeiro de 2016

Pela divisória do Centro Histórico

Samara, RÚSSIA 

A Rua Krasnoarmeiskaya (Красноармейская - "de Exército Vermelho") inicialmente foi chamada Peschannaya (Песчаная - "de Areia"), e entre ano 1870 e período soviético Alexeevskaya (Алексеевская). Se estica do Rio Volga na direção do terminal ferroviário, praticamente oeste-leste, e no final do século XIX dividia a cidade em duas partes equivalentes em área, mas de sorte bem diferente - "centro" e "periferia".  Nas últimas décadas esta margem ganha outro sentido: o triângulo sul, entre Rua Krasnoarmeiskaya, Rio Volga e Rio Samara representa a mais antiga parte da cidade, saturada de joias arquitetônicas dos séculos passados, e a reposição das construções condenadas à demolição ocorre por lá com maior delicadeza, em busca de conservação de ambiente tradicional.  Ao norte desta rua e até a Rua Polevaya (Полевая  - "de Campo") a herança era menos valiosa, com predomínio de construções de madeira, de 1-2 andares, que não resistem tanto ao tempo. Ainda no final  do século XIX começou a transformação gradual quadra por quadra, deste setor, resultando em harmonioso crescimento vertical e em formação de novos espaços verdes de grande extensão. Alias, a Rua Polevaya ("de Campo") ganhou este nome justamente porque a cidade acabava por aí: houve casas apenas de um lado, e no outro começavam as plantações da zona rural.

Mas esse setor estará em foco de outro roteiro, agora vamos apreciar apenas esta nítida "margem dos tempos" passeando pela Rua Krasnoarmeiskaya que divide a Cidade Velha em duas partes: uma cuidadosamente conservada e outra radicalmente reformada. Começando com a praça do Terminal Ferroviário, Praça Komsomolskaya (Комсомольская площадь), localizada entre ruas Krasnoarmeiskaya (Красноармейская), L´va Tolstogo (Л. Толстого - "do Leon Tolstoi"), M. Aguibalova (М. Агибалова) e Sportivnaya (Спортивная - "Esportiva"), bem na ponta leste do triângulo histórico, a mais distante do Rio Volga.

Uma das exceções aqui é o próprio Terminal. O prédio antigo foi considerado um monumento arquitetônico intocável por várias décadas, mas já não comportava o fluxo de passageiros e nem era passível a uma reconstrução que conservaria a sua aparência. No início dos anos 2000 foi construído completamente novo, bem diferente, mas também muito atraente.



Não apenas brilhante por fora, por dentro bem espaçoso e confortável, de configuração moderna: as principais salas de espera ficam diretamente sobre plataformas de embarque. E bem visível de longe, principalmente dos trens que chegam à cidade tanto do Leste quanto do Oeste (localmente do lado Sul) - com seus mais de 100 metros de altura é o mais alto terminal ferroviário da Europa. Já o prédio antigo era contemporâneo desta locomotiva à vapor que agora virou monumento, e também tinha aparência muito harmoniosa.

O  conjunto da Praça Komsomolskaya complementam três prédios construídos na primeira metade do século XX, que agora já fazem parte de patrimônio arquitetônico, com destaque para Administração Regional do antigo Ministério de Transporte Ferroviário da URSS, atualmente uma das subsidiárias da  RZhD (Empresa Estatal Ferroviária da Rússia), responsável por 11,5 mil km da sua malha (confira no Wikipedia em espanhol):

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Trans-siberiana, 7-o dia: Olá, Baikal!

Ref.: Irkutsk - Listvyanka - Baikal 

...O dia começou quase como todos os outros dessa viagem - no trem. Trecho Tchita - Irkutsk, nossa quarta pernoite nos vagões da Trans-Siberina, e última na 3-a classe. Ainda faltam outras quaro noites, mas na segunda metade queremos subir um grau de conforto e depois do Lago Baikal seguiremos na 2-a classe. Sim, hoje teremos prazer em conhecer este lago gigante e transparente, Patrimônio de Humanidade (um dos 25 objetos tombados pela UNESCO na Rússia, a parte brasileira dessa lista conta 19). Foi excitante, esta maravilha cumpriu todas as promessas, naquele dia e no dia seguinte curtimos o Baikal em todo seu esplendor.



Mas cores como essas - só depois do meio-dia, quando chegamos à origem do rio Angara, próximo à Listvyanka. Mas agora ainda acordamos de ansiedade: não podemos perder a aurora deste dia. O horário do trem foi cuidadosamente escolhido assim que primeiros raios do sol devem aparecer no início do longo trecho onde trilhos seguem pela margem do lado.

...Então, já clareou? Ou apenas imaginamos? Clareou mesmo, mas sem firmeza. O dia começou com nuvens densas e chuva fina. Mas o Lago já está aqui, ao nosso lado. quer dizer, sempre estava aqui, mas nós finalmente chegamos até este lugar, e estamos do lado certo do vagão.

sábado, 24 de maio de 2014

Irkutsk e Lago Baikal, RÚSSIA

Fundada em 1661, altitude 440 m. A sexta maior cidade da Sibéria, com população mais de 600 mil habitantes no município e quase 1 milhão na área metropolitana, fica nas margens do Rio Angara, único que nasce no Lago Baikal. Distância do próprio Baikal é apenas 60 km, o acesso é fácil, portanto Irkutsk serve como principal base de apoio na visitação desse fenômeno natural. O orgulhoso apelido da cidade, às vezes chamada "o centro da Terra" procede, pelo menos parcialmente: o seu terminal ferroviário marca mais ou menos metade da famosa rota Trans-Siberiana. E mais, representa uma divisa natural entre duas partes da Rússia: ao oeste da Irkutsk é um país bastante populoso e com sólida infraestrutura, e ao leste ainda muito pouco povoado e explorado. A Irkutsk é considerada uma cidade histórica, o seu centro é candidato à Lista UNESCO de Patrimônio de Humanidade. Surgiu como um centro logístico e militar, se desenvolveu com comércio de fronteira, passou por uma época de febre de ouro, mas hoje em dia é basicamente um centro industrial, com destaques para setores energético e aeronáutico. Também é uma importante cidade universitária e capital cultural de vasta região siberiana.

Já o Lago Baikal, tombado como Patrimônio de Humanidade pela UNESCO em 1966, é algo simplesmente inacreditável. A sua água pura, transparente e fria tem poucos análogos neste planeta, são basicamente as águas dos lagos andinos, como, por exemplo, o Titicaca. Mas o Baikal fica nas altitudes moderadas (altitude de espelho de água 457 m), e as suas dimensões são de outro mundo: área 31,7 mil km2, volume 23,6 mil km3 - esta quantidade corresponde a um quinto de toda água doce do mundo (descongelada). Pensando bem, se multiplicarmos a área pela altitude, não se chega a esse volume. Portanto, a profundidade média (744 m) é tal que o leito do lago está bem abaixo do nível dos oceanos. A a profundidade máxima de 1642 m é simplesmente assustadora, é um das mais profundas depressões terrestres fora dos oceanos. A fauna do Lago Baikal é muito variada: 2600 espécies, sendo mas de metade endêmicas. Inclusive 27 variedades únicas de peixes. Esta riqueza se deve ao alto teor de oxigênio em todas as profundidades. A bacia hidrográfica do Lago Baikal tem área de 570 mil km2 e inclui centenas de rios, inclusive 3 grandes. E apenas um rio Angara leva as águas do Lago adiante, até o Rio Enisei que deságua no Oceano Norte.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

São Petersburgo, RÚSSIA

A segunda maior metrópole da Rússia e uma das maiores da Europa (5 milhões de habitantes), foi fundada em 1703 como nova capital do país, e cumpriu essa função de 1712 a 1917. Seu planejamento urbano visionário ainda é bastante atual nos tempos modernos, e seu conjunto arquitetônico do século XVIII é o mais rico no planeta, o que tornou toda a sua parte central 1-o monumento de Patrimônio de Humanidades na Rússia (incluído na lista UNESCO já em 1990). Continua compartilhando a missão da capital cultural e impressionando com seus museus, teatros, monumentos... É um importante porto marítimo e fluvial, a principal "janela" da Rússia à Europa Ocidental. Fica na latitude de quase 60-o Norte, no delta do Rio Neva, dominado por meio de uma rede de canais artificiais. Conta com mais de 400 pontes, inclusive algumas basculantes, que abrem para passagens de navios nas horas de madrugada. Por vezes foi chamada "Veneza do Norte", ou "Amsterdã russa", mas hoje em dia já se tornou uma referência à parte. A sua visitação é mais interessante no período de maio - agosto, por motivos de condições climáticas e de chamadas "noites brancas", período de claridade contínua durante várias semanas. Alias um dos seus apelidos é justamente "A Cidade Boreal", terceiro mais popular depois do familiar "Peter" e do saudoso "Capital do Norte". Em alguns períodos históricos mudava nome para "Petrogrado" e para "Leningrado", e responde também pela abreviação "SPb".


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Moscou, RÚSSIA

A maior metrópole a Rússia e da Europa toda, uma cidade que reúne história e modernidade e oferece atrações de vários gêneros. Foi fundada antes de 1147 (quando foi pela primeira vez mencionada em fontes escritas que sobreviveram até agora), e alguns séculos mais tarde se tornou a capital da Rússia. Perdeu este estatuto para recém-fundada São-Petersburgo em 1712, e recuperou depois de Revolução de 1917. Atualmente tem 12 milhões de habitantes no município e 17 na área metropolitana. Esta inclui 70 municípios vizinhos e forma uma "cristal de neve" em torno de núcleo central, com base em vários raios rodo-ferroviários centrados na capital. Localizada praticamente no centro da parte europeia da Rússia, altitudes 118 - 255. O perfil do terreno rendeu um dos mais conhecidos apelidos: "Cidade sobre 7 colinas". Os outros são também reveladores: "Cidade de pedra branca", "Cidade de telhados dourados", "Porto de cinco mares", "A terceira Roma". Como sugerem estes nomes, há muita história e muitas joias da arquitetura antiga nas suas ruas e praças. O reconhecimento disso podemos encontrar na própria Lista UNESCO de Patrimônio da Humanidade: 3 dos seus objetos se encontram dentro da cidade e mais 2 na distância de uma excursão curta, tipo bate-volta no mesmo dia. É um dos casos raríssimos em todo o planeta.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Trans-Siberiana básica - até Baikal, ida e volta

Este roteiro não chega ao ponto final nem da famosa ferrovia, nem de um dos ramais, e nem entra na zona de ramificações. Mas, em compensação, compreende ida e volta pela mesma região, mais povoada, otimiza paradas, e dispensa parte aérea. E o mais importante, tem como alvo principal o Lago Baikal, a maior joia de todos esses percursos. O segmento de ida, Moscou - Irkutsk (Baikal) é baseado na parte inicial do roteiro econômico oeste-leste, e o segmento de retorno na parte final do roteiro econômico leste-oeste, com devidas adaptações para evitar duas paradas no mesmo lugar e para alcançar maior abrangência. O ponto da ferrovia mais afastado de Moscou será terminal ferroviário de Irkutsk (ИРКУТСК), a 5193 km contados pelo trajeto norte.

Portanto, a quilometragem total da jornada sera de 5 dígitos, acima de 10 mil km. Horários e preços vigentes em outubro de 2013 (iniciando a jornada em 01.10). Nas outras temporadas boas haverá nada menos opções de trens, mas tarifas podem subir um pouco.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Trans-Siberiana - roteiro leste-oeste


Este variante pode ser considerado como inversão de roteiro econômico e indicado para temporada de abril-maio-junho. As tarifas aéreas neste período convidam voar de Moscou para Costa Pacífica, já que no começo de férias o povo de lá segue aos destinos de lazer e há muitos lugares vazios na contra-mão do fluxo principal. Alias, experimentamos esse jeito em 2011 (relato: Crônicas de uma viagem Trans-Siberiana), portanto usaremos nosso "know-how" no desenvolvimento de um roteiro mais genérico. As principais metas: custo-benefício, paradas mais de dia e noites mais em trens do que em hotéis. Então, estamos começando em Vladivostok (ВЛАДИВОСТОК), no km 9288 da Ferrovia Trans-Siberiana (foto ao lado).

Tomaremos como base horários vigentes em outubro, com data fictícia de início da jornada ferroviária (dia 3 deste roteiro) na terça-feira 01.10.2013. Em abril-junho haverá nada menos opções, e tarifas não devem variar consideravelmente também, salvo em alguns feriados.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Trans-Siberiana - roteiro econômico tranquilo


Continuando ensaio para temporada de agosto-setembro de 2013, que comecei com um roteiro expresso. Por motivos de tarifas aéreas, neste período é mais indicado viajar de trem na direção oeste - leste, de Moscou a Vladivostok, e retornar de avião. Nesta vez não teremos objetivo de encaixar a viagem toda em 2 semanas e reduzir custos logísticos ao limite. Mas evitaremos outros extremos também, tanto em duração (a permanência na Rússia sem visto pode ser até 90 dias diretos para brasileiros), quanto em gastos. Buscaremos um roteiro equilibrado, com melhor custo-benefício, para aproveitar bem alguns lugares interessantes no caminho, parando preferencialmente de dia e passando noites sobre trilhos.