Mostrando postagens com marcador Eurásia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eurásia. Mostrar todas as postagens

domingo, 7 de março de 2021

Vistas de Londres com distanciamento (anti-)social

A nossa maior viagem de 2020 foi adiada de maio para setembro e só foi realizada graças a uma janela de oportunidade para voos entre Brasil e Rússia - com conexões em Londres LHR que funcionaram bem por 3-4 meses. Embora as restrições sob bandeira COVID-19 tornaram inviável um "stopover" ou pelo menos "layover" para passeios pela cidade, não passamos completamente em branco. Acabamos conhecendo um pouco a capital britânica - olhando pela janela de avião, tirando fotos dos marcos que chamaram atenção e analisando depois com ajuda de mapas o que foi registrado nessas imagens. E ocorreu que boa parte das maiores atrações de Londres foi vista, sim:  

Agora, o que foi isso exatamente e em qual parte da cidade fica - isso veremos por partes e em detalhes. 


13.09.2020. Voo São Paulo GRU - Londres LHR da British Airways com B-787-9 

Ainda na penumbra de manhã, com iluminação bastante precária, mas já na primeira imagem podemos ver alguns objetos de destaque:

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Uma viagem social-romântica pela Alemanha

A dois e mais pela Alemanha, 22 dias em agosto de 2019 

As três semanas que contam neste relatório foi apenas a parte conjunta e ativa desta viagem, a partir de 11 de agosto. já que a Ekaterina chegou à Alemanha ainda no último dia de julho para no início descansar na casa da irmã, sem esticadas consideráveis. E somente a partir do nosso encontro nas margens do Reno começou a programação principal, que combinou harmoniosamente visitas a parentes e amigos com visitação passageira ou não muito, de vários lugares interessantes. Como resultado, juntamos 9 diferentes locais de pernoites e três dezenas de cidades que mereceram álbuns de fotos. Descobrimos mais oito monumentos da UNESCO na Alemanha e um no Portugal entre os voos de volta, mas neste parou só um de nós. Além disso, também curtimos muitas outras antiguidades, belas paisagens, detalhes informativos ... E, o mais importante, ocorreu uma imersão de qualidade nessa atraente sociedade, facilitada pela comunicação com os nossos residentes e passeios junto com eles, além dos importantes segmentos do roteiro percorrido só a dois. 

Devido à impossibilidade de refletir toda a gama de nossas impressões em uma única ilustração, para a primeira colagem, cercaremos a nossa imagem apenas de algumas paisagens panorâmicas e fluviais.



Os rios Reno (com o inseparável Meno), o Weser e alguns de seus afluentes se tornaram um motivo condutor muito vívido dessa grande jornada na Alemanha dos viajantes naturais do rio Volga. Como você pode ver na foto central, caminhamos por estas terras de bom grado. Mas, ainda assim, uma cobertura territorial tão grande só foi possível graças às soluções de transporte multimodais, cujas amostras (mas nem todas as unidades do equipamento envolvido) são apresentadas abaixo:



Os carros pessoais dos nossos parentes e amigos ocuparam a linha de fundo dessa formação de batalha, embora desempenharam papel muito importante principalmente aquele branco que levou nós quatro para a Baviera. O principal modal de deslocamentos a dois foi ferroviário, mais exatamente os trens regionais e suburbanos apresentados no miolo do conjunto. Até aprendemos a usar o smartphone para procurar bons descontos e comprar bilhetes eletrônicos, que às vezes tinham que ser apresentados eletronicamente. Representantes do transporte urbanos sobre trilhos da cidade de Munique os complementam à esquerda e dois delegados do sistema de ônibus suburbano da Baixa Saxônia à direita. Na parte alta apresentamos não apenas um teleférico, mas também o transporte fluvial e nossas queridas bicicletas.


******
Nossa rota pode ser dividida condicionalmente em quatro etapas principais, e mais uma grande esticada de carro embutida na terceira delas:

1. "Hesse e Renânia-Palatinado": de Frankfurt a Neuwied, de 11 a 14 de agosto.
Talvez a parte mais romântica: éramos apenas nós dois e sem pressa exploramos o cinematográfico objeto UNESCO nº 1066 "desfiladeiro do Reno Médio", com 60 quilômetros de extensão - de Bingen a Koblenz. Três noites em hotéis em diferentes cidades deste segmento (entre as duas indicadas acima foi também o ponto intermediário de St. Goarhausen).

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Tutorial: entendendo placas e letreiros em Russo

"Sem medo de ser feliz", mesmo no ambiente onde tudo ou quase tudo está escrito em alfabeto cirílico, que é o caso da Rússia. Na verdade ler em russo é bastante fácil, e, lendo, não é difícil entender alguma parte. Pela minha experiência, tem que começar com o alfabeto mesmo, assim ganha chaves para primeiras portas. O cirílico NÃO é radicalmente diferente do latino, são duas derivações da mesma base – grego clássico. Portanto têm estruturas semelhantes e vários símbolos também. Alias o cirílico surgiu na Bulgária e é usado também  em alguns outros países, inclusive na parte da ex-Jugoslávia.

É necessário vencer a modesta barreira alfabética para logo desfrutar das seguintes vantagens:
- em russo o som da letra não depende de posição e vizinhança, aprendendo apenas o alfabeto consegue ler e pronunciar qq. palavra quase perfeitamente;
- essa leitura permite entender várias palavras importantes para viajante sem olhar no dicionário. O idioma russo inclui certa quantidade de latinismos, principalmente nas áreas de saúde, economia e serviços.

Ao dominar alfabeto, já começa entender algumas coisas escritas, o que faz a viagem pelo país em questão bem menos estressante. Na nossa jornada Trans-Siberiana 2011: leste - oeste tirei várias fotos com objetivo de demonstrar isso, e aproveitarei a minha coleção neste tutorial.
Mas antes de olhar ilustrações peço anotar que há 3 grupos de letras russas
1) Iguais às brasileiras pela grafia, com praticamente mesmo som (“apoio” – use diretamente)
2) Iguais às brasileiras pela grafia, mas com som “trocado” (“alerta” – use com alteração necessária)
3) De grafia diferente (“curiosidade” – descubra o som e use)

Apenas com dois primeiros passos (validar 7 letras e alterar fonética de mais 4) já consegue muitas coisas importantes, inclusive se salva da fome. A mais popular prova desta magia é a palavra PECTOPAH que pode ser vista em todas fotos desta colagem:



Para sua interpretação correta e segura, basta saber aqueles 2 Grupos de letras com grafia conhecida (nem todas, só destacadas em negrito logo abaixo).

Grupo 1:
A,   E,   K,   M,   O,   C,   T
Conforme dito acima, a vizinhança não importa, portanto C é sempre C como em “Cem” e nunca faz função de “K” que é uma outra letra. Alias, incluí K nesta lista, apesar da sua ausência no alfabeto oficial de português, por ter um som fixo e bem conhecido para brasileiros.

Grupo 2:
B – troque por V
P - troque por R
H - troque por N
X - troque por KH

Assim,
PECTOPAH -> RESTORAN 
e descobre na hora que na verdade há onde almoçar nesse pedaço.

Espero que com esta motivação já temos como encarar o alfabeto completo, completando o Grupo 3:

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Istambul quase de graça - conexão longa entre voos da "Turkish Airlines"

Istambul  merece visita de várias dias: é uma das mais importantes cidades históricas do planeta, grande metrópole, bonita e multicultural. Concentra vestígios de tantas épocas e tantos impérios que nesta parte nem tem concorrentes. Creio que se consigo passar aqui semana inteira ou férias por completo não serei decepcionado. Mas a vida é curta e tais oportunidades ainda não parecem reais, portanto não quis desperdiçar uma porção de tempo menor. Ainda levando em consideração que um dia de conexão entre voos da "Turkish Airlines" nem sempre encarece passagens por causa de pernoite incluído, mas dá oportunidade de conhecer os lugares lendários: Estreito de Bósforo com suas pontes que ligam Europa e Ásia, o incomparável templo Hagia Sophia e de quebra algumas outras maravilhas do Centro Histórico. 



Para ganhar este dia contamos com sorte: cancelamento de horário de verão na Rússia reduziu muito corrida conexão de 50 minutos na rota UFA - IST - GRU (que já testamos 3 anos antes) em conexão sem chances de voar no mesmo dia: 50 - 60 = -10. Portanto ficou em 23h50m, e ganhamos pernoite em Istambul com transfers por conta da cia. aérea.  Para usufruir esta cortesia da TURKISH AIRLINES em caso de conexão com espera de mais de 10h, além de passaporte válido existe também a exigência de embarque no primeiro dos possíveis voo para destino final, e este foi o nosso caso. Em quesito de preço também foi a mais atraente opção para dias da nossa viagem, portanto entramos neste jogo com muita disposição. 

As malas foram despachadas até São Paulo, e depois de 3 h de voo Ufa - Istambul de manhã cedo, passamos a fronteira no aeroporto de Istambul, e logo encontramos no saguão principal um guichê que atende passageiros nesta condição. Pertinho deste guichê trocamos 50 euros por Liras turcas: recebemos um mapa turístico da cidade, e 20 minutos depois já entramos no van com destino a um dos hotéis conveniados com a cia. aérea.  

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Europa extremamente Oriental

Oral (ou Uralsk, mais exatamente Ural'sk), Cazaquistão - 1 dia em julho de 2015

Esta cidade no rio do mesmo nome Ural (Oral) que delimita Europa e Ásia foi bastante visível na história do Império Russo, mais em contexto da rebelião dos cossacos sob comando de Emelian Pugachov na região dos Urais e do Volga em 1773-1774. Os cossacos (agricultores armados) começaram a explorar esta região no final de século XVI, e no ano 1584 (dois anos antes de fundação da fortaleza imperial de Samara no rio Volga) já fixaram um povoado nas margens do rio Ural. Em 1591 elem juraram fidelidade ao império, e receberam autonomia total para proteger esta região fronteiriça, que perdurou até os tempos do Pedro Grande. Em 1613 o primeiro povoado foi destruído durante um ataque dos nômades, e logo os cossacos construíram uma fortificação mais consistente 50 km rio abaixo, e assim começou a cidade atual. Cuja população cresceu moderadamente - até 230 mil habitantes, aproximadamente um milhão a menos do que em Samara.

Mais um aspecto particular: a árvore genealógica do primeiro autor acende aos cossacos do rio Ural, e este local está apenas a 260 km da sua cidade natal - Samara, RÚSSIA. Efetivamente, nos tempos da URSS foi uma das duas capitais provinciais mais próximas à Samara, junto com a Ulianovsk, mas deixou de ser visitada por uma combinação de fatores. Esta falha foi corrigida só em 2015, devido ao interesse de um grupo de amigos aos marcos geográficos de "limite entre Europa e Ásia" e já valeu uma viagem internacional. Depois de desintegração da URSS a cidade com maioria de população russa ficou no novo e interessante país chamado Cazaquistão - muito extenso, e na parte étnico-cultural claramente transitório entre a própria Rússia e a Ásia Central. 

Foi uma expedição bate-volta de domingo, no carro dos nossos amigos, e muito bem sucedida - sem dificuldades encontramos todos 4 alvos principais: rio, marco Europa-Ásia, Catedral de Cristo Salvador, e o mercado centrаl com sua abundância de frutas, batata e peixe.



De fato, o rio que aparece nesta colagem não é Ural, e a sua afluente europeia Tchagan,  mas paramos nas margens do Ural também, e avistamos оs estepes asiáticas. Mas não pisamos lá nesta vez^a cidade toda fica na Europa, menos aeroporto que foi desnecessário na nossa viagem. 

Alem desta programação básica realizamos uma série de opcionais, e deixamos boa porção de tempo para improvisos, portanto retornamos bem tarde, levando melancias, melões, e muitas boas impressões. Vale a pena relembrar alguns passos por lá... 

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Lisboa entre um voo e outro

Longa conexão em Lisboa LIS - 01.09.2019 

No final de fevereiro, de repente nos deparamos com passagens muito baratas para a Alemanha via Lisboa, e ainda com datas de julho e agosto, via de regra caras demais. Embora não foram para aeroportos mais próximos aos nossos destinos, apenas para dois um tanto distantes - Munique MUC e Frankfurt FRA: resolvemos aproveitar assim mesmo, inclusive para esticar as nossas rotas por lá. E considerando que a cidade de Munique já estava nos planos de roteiro terrestre pelo país junto com nossa família anfitriã, bem no miolo da viagem, escolhemos a Frankfurt como porta de chegada e partida. De quebra aproveitamos a sua localização para elaborar mais duas fases de roteiro interessantes: para dias iniciais e para dias finais de permanência na Alemanha.

As nossas datas de ida foram diferentes, mas planejamos voos conjuntos de volta, com uma longa conexão diurna em Lisboa - no primeiro domingo de setembro. Mas este último plano foi destruído pela inconsistência da companhia aérea portuguesa: o processo de compra e recebimento de bilhetes se transformou em um verdadeiro pesadelo, e no final recebemos apenas um bilhete  - meu (sem contar que acabou sendo pago duas vezes, e a restituição ainda não rolou). Já a minha esposa teve que comprar uma nova passagem, já com outra companhia aérea, o que tornou a chegada dela mais confortável (em Hanôver HAJ). Mas o voo de volta também arranjamos pela Frankfurt, com partida mais tarde e chegada ao destino final mais ou menos na mesma hora comigo. Foi uma grande baixa: o passeio de domingo em Lisboa agora ficou reprogramado para formato solitário.

E esta perda não foi última: a terrível TAP também atrasou o voo de Frankfurt para Lisboa tanto que das minhas seis horas efetivamente livres só sobraram quatro. Portanto, não houve tempo para muitos alvos, escolhi o objetivo principal - um objeto UNESCO e outros monumentos no distrito de Belém, às margens do rio Tejo, e me mandei para lá usando transporte público expresso. Para variar, nesta fase dos nossos contatos o Portugal deu certo.



E só depois de desbravar razoavelmente bem este teatro de operações, já no caminho de volta ao aeroporto me permiti algumas andanças pela zona central da Lisboa.

A logística desta escapada foi resolvida sem uso de metrô, embora esta modalidade também existe no aeroporto LIS: esta linha é tão torta que perde aos "AEROBUS" até em tempo de viagem, sem falar em conforto e em vistas pela janela. Já entre centro e bairro de Belém andei de trem suburbano que circula cada 20 minutos e corre mesmo.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A melhor fachada urbana no Rio Volga


Essa, é claro, é a minha opinião subjetiva, mas uma análise objetiva da questão mostrará que, de todas as cidades da região do Volga, é Samara que tem a orla mais bem arrumada, com avenidas beira-rio mais extensas e mais atraentes.  Esta cadeia de passeios públicos recheados de praias não para de crescer,  e seus novos elos são mais largos - verdadeiros parques costeiros. Convido para uma caminhada pela margem do Rio Volga, tomando como ponto de referência a Praça de Revolução (Alekseevskaya) no Centro Histórico, donde desceremos para Volga pela Rua Ventsek.

Em Samara da minha infância (então Kuibychev), houve apenas uma alameda beira-rio, atualmente chamade de "Velha", que se estendia ao longo da Rua Maxim Gorkiy entre Ruas Nekrasovskaya e Vilonovskaya, apenas quatro quarteirões que pareciam tão compridos (na verdade, é pouco mais de um quilômetro). Duas quadras de Nekrasovskaya a Ventsek foram ocupados pelos atracadouros e pavilhões do porto de passageiros, e o porto de carga se estendia da Rua Ventsek até a foz do rio Samara ("Samarka"). Naquela época uma parte dos terminais de carga foram transferidos para margens do Rio Samara e no segmento de 600 metros de Ventsek a Komsomolskaya surgiu o complexo do novo terminal fluvial de passageiros - com construções  modernas e com muros de atracação adaptáveis para vários níveis entre cheia e vazante do rio.



Na temporada de navegação esta área é de agito permanente, e movimentação de belas embarcações impressiona.

sábado, 30 de março de 2019

Andaluzia imperdível

Mochilada a dois pelo sul da Espanha, 12 dias em março de 2018

Nesta viagem pelas riquezas históricas e naturais da Andaluzia visitamos nove cidades e um parque nacional - inclusive 5 objetos de Patrimônio da Humanidade UNESCO. Houve seis locais de pernoites (11 no total). Andamos quase mil km de trens de diversas categorias, de ônibus, e até de barco - tudo de dia e com ótimas vistas: muitas paisagens marcantes ficaram gravadas na nossa memória. Os voos entre Madrid e Sevilha também foram interessantes, e a Espanha foi nono país onde utilizamos transporte aéreo doméstico.

Roteiro: (Madrid - Sevilha -) Córdoba (2 noites) - Granada (3) - Antequera (1) - Ronda (1) - Cádis - Jerez de la Frontera (2) - Sanlúcar de Barrameda - PN Doñana - Jerez de la Frontera - Sevilha  (2) - Madrid



Giramos esta volta no sentido horário. Todos nove alvos que aparecem neste mapa valeram a pena, bem como a capital da Espanha que ficou fora do quadro. 


Estamos felizes por aproveitar tão bem todos esses dias, e temos intensão de continuar conhecer a Espanha num futuro próximo, em porções regionais mais ou menos de mesmo tamanho como nesta vez.


Breve diário 

19.03.18. De manhã conexão rápida no aeroporto de Madrid MAD e voo curto até Sevilha SVQ. Ônibus "shuttle" até o terminal ferroviário, e trem expresso até Córdova. Check-in no hotel para 2 pernoites e início dos passeios pelo centro histórico da cidade - um importante monumento de Patrimônio de Humanidade UNESCO.  

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Moscou para iniciantes: mini-guia das 11 maravilhas

Moscou, RÚSSIA

Comecei selecionando 10 lugares mais recomendáveis para primeira visita a Moscou, mas logo lembrei que o seu sistema de metrô também é uma grande atração turística. E a mais prática de todas, já que facilita acesso às demais, portanto constará em primeiro lugar nesta listinha. A numeração dos outros objetos será quase aleatória, mas penso que ajudará a localizá-los nos mapas. Já na parte de apresentações ilustradas colocarei na frente os 3 sítios de Patrimônio de Humanidade UNESCO:  Kolomenskoye (8), Novodevichiy (9), Kremlin e Praça Vermelha (3 e 4).

Eis a minha seleção, com indicação das estações de metrô mais próximas:

1. Metrô de Moscou - como meio de transporte e pela arquitetura de várias estações

2. Teatro Bolshoi e seus arredores (Teatral´naya)

3. Praça Vermelha ao lado Leste do Kremlin, com Catedral São Basílio, Museu Histórico e Galerias GUM (Okhotnyi Ryad)

4. Parques ao lado Oeste do Kremlin e acesso ao seu interior, parte interna do Kremlin, com seus museus e suas igrejas (Aleksandrovskiy Sad)

5. Catedral do Cristo Salvador e Museu de Artes Pushkin (Kropotkinskaya)

6. Calçadão Arbat (Smolenskaya, Arbatskaya)

7. Praça Pushkin e Rua Tverskaya até o Kremlin (Pushkinskaya, Tverskaya, Chekhovskaya) 

8. Igrejas de Ascensão e outras no Parque Kolomenskoye (Kolomenskaya)

9. Convento e Cemitério Novodevichiy (Sportivnaya)

10. Mirante Vorobyovy Gory e Cidade Universitária MGU (Vorobyovy Gory, Universitet)

11. Parque da Vitória, com Arco Triunfal e Panorama Borodinô (Park Pobedy)

sábado, 12 de março de 2016

Torre de Gálata com panorama de Istambul

Coordenadas Wikimapia - visitação das 9 às 20 todos os dias - ingresso 25 Liras 

Localizada ao norte do Centro Histórico, no outro lado do estuário Corno de Ouro. Este lugar elevado, mais 52 metros da própria torre (nível de mirante, a altura total é de 67 m) proporcionam ótimas vistas desta incomparável cidade. O acesso é fácil, seja caminhando, ou de metrô (estação "Şişhane" fica a uns 350 m);

A atual torre foi construída pela colônia genovesa de Constantinopla em 1348, no lugar da antiga torre bizantina que foi destruída em 1204 pelos bárbaros católicos durante a 4-a Cruzada. 



Já a data na placa dourada em turco de refere à tomada da cidade pelos otomanos. 

A torre de Gálata é quase imperdível, é único mirante panorâmico com vistas da zona histórica acessível ao público em geral. Para nós foi muito bom começar a conhecer  parte central de Istambul justamente daqui, chegando de metrô logo depois de acomodação no hotel oferecido pela "Turkish Airlines". Algumas coisas já deu para identificar. 

domingo, 10 de janeiro de 2016

O mais valioso monumento de arquitetura no Mundo


O ponto alto do nosso passeio de um dia em Istambul graças à longa conexão entre voos da "Turkish Airlines" foi visita ao museu do templo Santa Sofia (ou Hagia Sophia):


O  nome Hagia Sophia (Άγια Σοφία) em grego significa "Sagrada Sabedoria", em turco  escreve-se como Ayasofya.

Atualmente (deste 1935, então nos últimos 80 anos) este edifício funciona como museu dele próprio, e se tornou um dos mais visitados museus desta histórica metrópole. A entrada custa 30 Liras (menos de 10 Euro), infinitamente pouco comparando com mistérios preservados nesta monstruosa construção. 

A exposição começa ainda na parte externa do templo, com planta baixa e detalhes de projeto. E também com vestígios dos templos mais antigos que ocupavam outrora este local.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Pela divisória do Centro Histórico

Samara, RÚSSIA 

A Rua Krasnoarmeiskaya (Красноармейская - "de Exército Vermelho") inicialmente foi chamada Peschannaya (Песчаная - "de Areia"), e entre ano 1870 e período soviético Alexeevskaya (Алексеевская). Se estica do Rio Volga na direção do terminal ferroviário, praticamente oeste-leste, e no final do século XIX dividia a cidade em duas partes equivalentes em área, mas de sorte bem diferente - "centro" e "periferia".  Nas últimas décadas esta margem ganha outro sentido: o triângulo sul, entre Rua Krasnoarmeiskaya, Rio Volga e Rio Samara representa a mais antiga parte da cidade, saturada de joias arquitetônicas dos séculos passados, e a reposição das construções condenadas à demolição ocorre por lá com maior delicadeza, em busca de conservação de ambiente tradicional.  Ao norte desta rua e até a Rua Polevaya (Полевая  - "de Campo") a herança era menos valiosa, com predomínio de construções de madeira, de 1-2 andares, que não resistem tanto ao tempo. Ainda no final  do século XIX começou a transformação gradual quadra por quadra, deste setor, resultando em harmonioso crescimento vertical e em formação de novos espaços verdes de grande extensão. Alias, a Rua Polevaya ("de Campo") ganhou este nome justamente porque a cidade acabava por aí: houve casas apenas de um lado, e no outro começavam as plantações da zona rural.

Mas esse setor estará em foco de outro roteiro, agora vamos apreciar apenas esta nítida "margem dos tempos" passeando pela Rua Krasnoarmeiskaya que divide a Cidade Velha em duas partes: uma cuidadosamente conservada e outra radicalmente reformada. Começando com a praça do Terminal Ferroviário, Praça Komsomolskaya (Комсомольская площадь), localizada entre ruas Krasnoarmeiskaya (Красноармейская), L´va Tolstogo (Л. Толстого - "do Leon Tolstoi"), M. Aguibalova (М. Агибалова) e Sportivnaya (Спортивная - "Esportiva"), bem na ponta leste do triângulo histórico, a mais distante do Rio Volga.

Uma das exceções aqui é o próprio Terminal. O prédio antigo foi considerado um monumento arquitetônico intocável por várias décadas, mas já não comportava o fluxo de passageiros e nem era passível a uma reconstrução que conservaria a sua aparência. No início dos anos 2000 foi construído completamente novo, bem diferente, mas também muito atraente.



Não apenas brilhante por fora, por dentro bem espaçoso e confortável, de configuração moderna: as principais salas de espera ficam diretamente sobre plataformas de embarque. E bem visível de longe, principalmente dos trens que chegam à cidade tanto do Leste quanto do Oeste (localmente do lado Sul) - com seus mais de 100 metros de altura é o mais alto terminal ferroviário da Europa. Já o prédio antigo era contemporâneo desta locomotiva à vapor que agora virou monumento, e também tinha aparência muito harmoniosa.

O  conjunto da Praça Komsomolskaya complementam três prédios construídos na primeira metade do século XX, que agora já fazem parte de patrimônio arquitetônico, com destaque para Administração Regional do antigo Ministério de Transporte Ferroviário da URSS, atualmente uma das subsidiárias da  RZhD (Empresa Estatal Ferroviária da Rússia), responsável por 11,5 mil km da sua malha (confira no Wikipedia em espanhol):

domingo, 8 de novembro de 2015

Itália para dois: Roma, Verona, Vicenza, Pádua, Veneza

Mochilada pela região Veneto, Itália, 10 dias em março-abril de 2012


Roteiro (pernoites):  Roma e Vaticano - Verona (2) - Vicenza (1) - Pádua (1) - Veneza (3) - Verona (2) -  Roma


Compramos passagens aéreas São - Paulo - Verona - São Paulo com conexões de dia inteiro na Roma (ida e volta), e a parte terrestre ficou limitada em 300 km somando da e volta: 



Optamos pelos trens regionais econômicos nos curtos trechos de ida: Verona - Vicenza, Vicenza - Pádua, Pádua Veneza, e retornamos de Veneza à Verona de trem expresso.

Álbuns fotográficos: Roma - Vaticano - Verona - Vicenza - Pádua - Veneza


Diário:

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Roma, ITÁLIA

Uma das mais importantes cidades históricas do mundo, capital e a maior cidade da Itália, com 2,7 milhões de habitantes no município (comuna) e quase 4 milhões na área metropolitana. "A Cidade Eterna"fundada em 753 A.C. é considerada um dos berços da civilização ocidental e já foi a capital do Reino de Roma, da República Romana e do Império Romano no Antiguidade. Desde o século I, a cidade é a sede do papado, a partir do século VIII e até 1870 foi capital dos Estados Pontifícios, em 1871 se tornou a capital do Reino da Itália e em 1946 da República Italiana.



Localizada no centro geográfico do país, possui ótimas ligações rodoviárias e ferroviárias com todas regiões da Itália e com países vizinhos da Europa. Já o seu aeroporto internacional é um dos mais importantes do continente e recebe também vários voos intercontinentais. É ligado ao centro da Roma e à sua rede de metrô por linhas de trens suburbanos expressos e semi-expressos e por linhas de ônibus direto.  O transporte público urbano inclui duas linhas de metrô, várias linhas de trens suburbanos e linhas de ônibus, por preços acessíveis. Mas, mesmo assim, vale a pena andar muito a pé pela sua gigantesca parte histórica, sempre acompanhado de outras turistas - a cidade é uma das mais visitadas no mundo e vários alguns pontos turísticos vivem superlotados.

Principais atrações:

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pádua, ITÁLIA

Importante cidade no norte da Itália, região Veneto. População mais de 210 mil habitantes (a sua área metropolitana soma mais que dobro disso), altitude 12 m. A lenda da sua fundação se refere ao ano 1132 a.C., desde então passaram várias fases relevantes da sua história: cultura paleo-veneziana, romana, invasão de bárbaros, Idade Média, República da Veneza (1405-1797)... A cidade ficou famosa por vários motivos, entre eles - uma da mais antigas universidades do Mundo, fundada em 1222. Em consequência disso ganhou também o mais antigo jardim botânico universitário (1545), tombado pela UNESCO como monumento de Patrimônio de Humanidade em 1997. No início do século XIII em Pádua passou seus últimos anos e faleceu o famoso franciscano português Santo Antonio, cujos restos mortais estão na basílica de nome dele. Os seus devotos vindos de todas parte do Mundo visitam este local durante o ano todo e em especial nas datas mais memoráveis. Já o século XIV deixou a herança de obras de Giotto expostas na Cappella degli Scrovegni. No centro histórico de Pádua há várias outras construções relevantes e até impressionantes, e deve ser mencionada também a maior praça urbana da Europa Ocidental - antiga e bonita Prato della Valle (88620 m²)


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vicenza, ITÁLIA

Uma relevante cidade no norte da Itália, região Veneto, no eixo de Verona (40 km ao oeste) a Veneza (80 km ao leste). População de 114 mil habitantes, altitude 40 m. Neste local, permanentemente habitado desde século II a.C., em 49 a.C. foi construída uma fortaleza romana. O mais esplêndido período da sua história, conhecido como Renascença Vicentina (1404-1797), ocorreu sob domínio veneziano e deixou uma vasta herança. A cidade foi tombada pela UNESCO como monumento de Patrimônio de Humanidade em 1994, nona na Itália, entre cinquenta que constam nesta lista atualmente. Em 1996 foram adicionadas algumas construções ao seu redor, e o registro foi reformulado como "Cidade de Vicenza e vilas de Paládio em Veneto".


domingo, 31 de agosto de 2014

Veneza, ITÁLIA

A Veneza é incomparável. Não só porque ocupa um arquipélago dentro de calma lagoa e usa rios e canais coma ruas, nesta parte há alguns análogos, embora poucos e incompletos. Talvez em consequência disso, a Veneza representa um estado-civilização que prosperou de forma contínua e ascendente, por mais de um milênio - a Sereníssima República de Veneza. Na história de humanidade conhecemos pouquíssimos casos como este, e outras civilizações milenares existiram nos tempos bem mais antigos, deixando herança material muito limitada e fragmentada. Já a Veneza, cuja república independente perdurou até o ano 1797, nunca sofreu alguma destruição, evoluiu nos últimos séculos de forma sustentável, e entrou na época de modernidade praticamente na íntegra, como era já há muito tempo. Atualmente é uma importante cidade no norte da Itália com população de quase 300 mil habitantes, capital da região Veneto. A Veneza e a sua lagoa foram declaradas pela UNESCO como monumento de Patrimônio de Humanidade em 1989 (6-o elemento italiano desta lista)


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Verona, ITÁLIA

Importante cidade no norte da Itália, região Veneto. População mais de 260 mil habitantes, altitude 60 m, 500 km ao norte de Roma. Local habitado já há pelo menos cinco mil anos. Primeiros registros oficiais se referem aos anos 390 a.C. Seu magnífico centro histórico, tombado pela UNESCO como monumento de Patrimônio de Humanidade em 2000) reúne memórias materiais de muitas épocas: da República Romana; da Idade Média; da Renascença; Veneziana; de domínio austríaco...


sábado, 24 de maio de 2014

Irkutsk e Lago Baikal, RÚSSIA

Fundada em 1661, altitude 440 m. A sexta maior cidade da Sibéria, com população mais de 600 mil habitantes no município e quase 1 milhão na área metropolitana, fica nas margens do Rio Angara, único que nasce no Lago Baikal. Distância do próprio Baikal é apenas 60 km, o acesso é fácil, portanto Irkutsk serve como principal base de apoio na visitação desse fenômeno natural. O orgulhoso apelido da cidade, às vezes chamada "o centro da Terra" procede, pelo menos parcialmente: o seu terminal ferroviário marca mais ou menos metade da famosa rota Trans-Siberiana. E mais, representa uma divisa natural entre duas partes da Rússia: ao oeste da Irkutsk é um país bastante populoso e com sólida infraestrutura, e ao leste ainda muito pouco povoado e explorado. A Irkutsk é considerada uma cidade histórica, o seu centro é candidato à Lista UNESCO de Patrimônio de Humanidade. Surgiu como um centro logístico e militar, se desenvolveu com comércio de fronteira, passou por uma época de febre de ouro, mas hoje em dia é basicamente um centro industrial, com destaques para setores energético e aeronáutico. Também é uma importante cidade universitária e capital cultural de vasta região siberiana.

Já o Lago Baikal, tombado como Patrimônio de Humanidade pela UNESCO em 1966, é algo simplesmente inacreditável. A sua água pura, transparente e fria tem poucos análogos neste planeta, são basicamente as águas dos lagos andinos, como, por exemplo, o Titicaca. Mas o Baikal fica nas altitudes moderadas (altitude de espelho de água 457 m), e as suas dimensões são de outro mundo: área 31,7 mil km2, volume 23,6 mil km3 - esta quantidade corresponde a um quinto de toda água doce do mundo (descongelada). Pensando bem, se multiplicarmos a área pela altitude, não se chega a esse volume. Portanto, a profundidade média (744 m) é tal que o leito do lago está bem abaixo do nível dos oceanos. A a profundidade máxima de 1642 m é simplesmente assustadora, é um das mais profundas depressões terrestres fora dos oceanos. A fauna do Lago Baikal é muito variada: 2600 espécies, sendo mas de metade endêmicas. Inclusive 27 variedades únicas de peixes. Esta riqueza se deve ao alto teor de oxigênio em todas as profundidades. A bacia hidrográfica do Lago Baikal tem área de 570 mil km2 e inclui centenas de rios, inclusive 3 grandes. E apenas um rio Angara leva as águas do Lago adiante, até o Rio Enisei que deságua no Oceano Norte.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

São Petersburgo, RÚSSIA

A segunda maior metrópole da Rússia e uma das maiores da Europa (5 milhões de habitantes), foi fundada em 1703 como nova capital do país, e cumpriu essa função de 1712 a 1917. Seu planejamento urbano visionário ainda é bastante atual nos tempos modernos, e seu conjunto arquitetônico do século XVIII é o mais rico no planeta, o que tornou toda a sua parte central 1-o monumento de Patrimônio de Humanidades na Rússia (incluído na lista UNESCO já em 1990). Continua compartilhando a missão da capital cultural e impressionando com seus museus, teatros, monumentos... É um importante porto marítimo e fluvial, a principal "janela" da Rússia à Europa Ocidental. Fica na latitude de quase 60-o Norte, no delta do Rio Neva, dominado por meio de uma rede de canais artificiais. Conta com mais de 400 pontes, inclusive algumas basculantes, que abrem para passagens de navios nas horas de madrugada. Por vezes foi chamada "Veneza do Norte", ou "Amsterdã russa", mas hoje em dia já se tornou uma referência à parte. A sua visitação é mais interessante no período de maio - agosto, por motivos de condições climáticas e de chamadas "noites brancas", período de claridade contínua durante várias semanas. Alias um dos seus apelidos é justamente "A Cidade Boreal", terceiro mais popular depois do familiar "Peter" e do saudoso "Capital do Norte". Em alguns períodos históricos mudava nome para "Petrogrado" e para "Leningrado", e responde também pela abreviação "SPb".