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sábado, 20 de março de 2021

Empresa aérea "GOL"

A primeira transportadora aérea do gênero de "baixo custo" (inlg."lowcost") foi fundada em 2000, começou operações no início de 2001, e estreou em voos internacionais em 2004 (Gol Linhas Aéreas Inteligentes - Wikipedia). Cresceu de forma sustentável, mas bastante rápido, e ainda deu dois saltos importantes: em 2007 adquiriu os restos da outrora maior empresa aérea brasileira "VARIG" (Wikipedia), e incorporou o seu programa de fidelidade "Smiles", e em 2011 engoliu a  "WEBJET" (Wikipedia) - mais jovem empresa "lowcost" - junto com alguns elementos do seu modelo de negócios. Antes de completar 20 anos de vida a "GOL" já tomou a liderança no mercado aéreo doméstico do Brasil com 35-40% do seu volume total (34,2 milhões de passageiros e 36,4 bi RPK em 2019). Embora não supera os concorrentes nem pela cobertura da sua malha nem pelo tamanho da frota. E muito menos pela diversidade de aviões em operação, pelo contrário - aposta pesado no espaçoso e eficiente "Boeing 737-800NG".


Atualmente opera 91 aviões deste modelo, mais 24 do "Boeing В737-700NG" - um pouco mais curto. Há também 7 aviões do ainda mais moderno e econômico modelo "Boeing 737 MAX", cuja operação ficou suspensa mundialmente por 20 meses por motivos técnicos. Esta perda temporária inicialmente causou à "GOL" algumas dificuldades, mas não muito grandes, e com início da crise "COVID-19" foi absorvida. Entretanto, a "GOL" continua apostando neste modelo no médio prazo e foi pioneira mundial na retomada da sua operação comercial (em dezembro de 2020). E até utiliza a imagem deste famigerado "MAX" no seu website - para enfeitar o mapa que lembra como estava a malha aérea da "GOL" antes das mudanças provocadas pela crise sanitária mundial desde março de 2020: 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Bolívia de avião

O alto custo de passagens de ônibus entre as principais cidades do Brasil e a fronteira com Bolívia, associado a longo tempo de tal viagem torna a via aérea mais atraente. Apesar de todos os contra: passagens internacionais tendem a ser mais caras do que dentro de um país para mesma distância, compra de ida e volta quase obrigatória, taxas de embarque 3 - 8 vezes mais altas, oferta de voos limitada por acordos bilaterais, princípio de reciprocidade aliado às frequentes crises na aviação civil boliviana... Nos anos 90 a transportadora autorizada era LAB, com sua falência a acendente AEROSUR, fundada em 1992 em Santa Cruz de la Sierra, ganhou o posto. Mas no ano passado esta seguiu o mesmo caminho, a tentativa de operar também voos intercontinentais foi fatal. Agora é a vez da BoA - Boliviana de Aviación que nasceu em Cochabamba, mas já voa para São Paulo de Santa Cruz.

Atualmente o seu voo diário OB-736 sai de Santa Cruz Internacional VVI às 9:25 e chega a São Paulo Internacional GRU 3 horas depois (conte ainda a diferença de fuso-horário em 1 hora). De fato, este voo começa em La Paz às 6:50, mas o controle migratório ocorre em VVI, portanto esta parada é longa. De volta BoA decola em GRU às 15:30, e o destino depende do dia de semana. Terças, quintas e sábados: Cochabamba (OB-737), outros 4 dias: Santa Cruz (OB-739, este não estica até La Paz, não).

Do lado brasileiro a GOL opera o voo G3-7600, São Paulo Internacional GRU - VVI Santa Cruz Internacional com partida às 11:05, em pleno dia. Retorno como G3-7601 às 12:50 (no horário de verão, que não é praticado na Bolívia).

Entretanto, a TAM também está presente neste mercado, por meio da sua subsidiária paraguaia TAM Mercosur. A sua desvantagem é a conexão obrigatória em Assunção, que aumenta o tempo de viagem para 5,5 ou 6 horas. Partidas de São Paulo Internacional GRU diariamente às 9:10 (PZ-0713), de volta de Santa Cruz Internacional VVI às 13:40 (PZ-0701).