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sábado, 5 de setembro de 2020

Pirenópolis - GO

Pirenópolis (apelido "Piri") é uma das mais valiosas joias do Planalto Central que combina valores histórico-culturais com atrações naturais impactantes e com boa infraestrutura de hospedagem e transportes. A sua localização entre duas metrópoles é muito vantajosa: apenas 125 km de Goiânia - GO 180 km de Brasília - DF e boas estradas significa facilidades de acesso muito além do padrão médio goiano. Esta cidade foi fundada em 1727 e cresceu rapidamente, mas depois do período de "febre de ouro" estagnou e ficou bastante conservada. A população atual é cerca de 25 mil habitantes distribuídos entre casco urbano (altitude 770 m) e ampla zona rural - mais de 2,2 mil  em altitudes entre 700 e 1200 m. Este monumento histórico, embora ainda não foi reconhecido pela UNESCO, é quase tão autêntico quanto o seu colega Goiás - GO (Goiás Velho).



E ainda conta com raras belezas fora do casco urbano:

Parque Estadual dos Pireneus - área de 2833 ha ao nordeste da cidade (20 km até o acesso), compartilhada com vizinhas Corumbá de Goiás e Cocalzinho de Goiás, visitação gratuita.

- Cachoeiras Bom Sucesso, Cachoeira das Araras, Cachoeira do Coqueiro, Cachoeira Garganta, Cachoeira Paraíso, Cachoeira Lobo, Cachoeira do Abade, Cachoeira Santa Maria, Cachoeira Lázaro, Cachoeira do Rosário, Cachoeira dos Dragões, Cachoeira da Meia Lua, Cachoeira Usina Velha e outras - localizadas em propriedades particulares, quase todas com acesso controlado e pago.


Principais atrações dentro da cidade:

1) Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário 

O maior dos antigos templos do sertão brasileiro e o mais antigo no estado de Goiás foi construído nos anos 1728-1732, com alicerces de pedra e as paredes feitas de taipa de pilão (barro socado). Foi tombado pelo IPHAN em 1941, mas o seu reforço foi realizado somente em 1997. Três anos depois houve um incêndio que implicou em restauração mais profunda. 

2) Igreja do Carmo e Museu de Arte Sacra

quinta-feira, 18 de abril de 2019

São Luís - MA

Apelidos e títulos informais: "Jamaica Brasileira", "Ilha do Amor", "Atenas Brasileira", "Cidade dos Azulejos", "Capital Brasileira do Reggae", "Ilha Magnética", "Capital da França Equinocial", "Ilha Bela", “Ilha Rebelde".

Quase metade destas etiquetas começam com palavra "Ilha": e a capital do Maranhão realmente fica numa grande ilha conhecida como Upaon-Açu, embora no cotidiano isso é pouco perceptível. A impressão é de uma ampla península entre duas proeminentes baías do Oceano Atlântico: o canal transversal é estreito, e não faltam amplas pontes que conectam seus dois lados. Então, a maior ilha urbanizada do Nordeste está associada ao Amor, ao Magnetismo, à Beleza e à Rebeldia - uma combinação muito inspiradora para viajantes românticos.

A palavra "Capital" também foi reincidente: tanto do reggae (mas brasileiro), quanto da França (mas equatorial), e também por merecer. O primeiro destes dois títulos capitais combina muito bem com o apelido No.1 da lista toda, e a São Luís realmente esbanja um colorido pseudo-jamaicano. E o segundo evoca a especialíssima história de fundação desta cidade.

Antes de mergulhar nestes registros, cabe vistoriar os apelidos restantes. A analogia de Atenas parece pretensiosa demais, deixaremos do lado. Agora, os Azulejos é algo muito relevante: o Centro Histórico  (tombado pela UNESCO em 1997 sob No.821), é recheado com estes materiais de acabamento  desde a época colonial - na maior parte de origem portuguesa, mas não exclusivamente.



O forte Saint-Louis foi fundado no ano 1612 por uma expedição francesa sob comando do Daniel de La Touche, conhecido também como Senhor de La Ravardière, e o seu nome, que homenageia o famoso Louis IX (1214-1270), evocava também o então rei da França - Louis XIII.  

Os portugueses, que já tentaram se fixar neste pedaço uns cinquenta anos antes, partiram para contraofensiva, em em três anos expulsaram franceses da toda zona equatorial da América do Sul. Logo eles começaram expandir e intensificar o seu controle sore estes territórios, usando o forte de São Luís e a cidade formada em torno dele como sua base principal.  Mas em 1641-1644 houve outra invasão, nesta vez holandesa, cuja ocupação terminou em uma batalha destruidora. 

A cidade foi reerguida de novo, e por muito tempo se tornou capital da parte norte das colônias portuguesas na América (a parte sul estava sendo administrada via Salvador). Já nos tempos do império e da república a sua importância se tornou mais local, e o seu desenvolvimento andou em marcha lenta. Portanto acabou não atingindo tamanho de algumas outras capitais de Nordeste, e a sua componente histórica é relativamente mais pesada. Entretanto, a São Luís de hoje é uma grande cidade (1,1 milhão de habitantes), e em termos de qualidade de vida é considerada como terceira ou quarta em todo Nordeste do Brasil. A sua herança histórica está atraindo interesse cada vez maior, e as belezas da região maior ainda, portanto vale a pena visitá-la.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Convento de Santa Catalina em Arequipa

Estes dois quarteirões de Arequipa - não apenas uma das suas principais atrações, também é uma "cidade dentro da cidade", o miolo do centro histórico da segunda metrópole do Peru. Na lista do Patrimônio de Humanidade da UNESCO ele entrou pela inicialmente com um objeto separada, e mais tarde, depois que outras joias antigas da Arequipa foi incluídas como mais um objeto, os dois foram reunidos sob o título "centro histórico de Arequipa." E conhecê-lo por completo significa entar também nesta cidadela.

O mosteiro (convento) foi fundado em 1579, o ano, mas das suas construções iniciais sobrou pouco, por causa  dos terremotos devastadores dos anos 1660 e 1687. A maior parto do que vemos lá hoje surgiu após estas catástrofes, entretanto o complexo como um todo combina os estilos de arquitetura dos séculos XV-XIX, muito naturalmente, já que se desenvolveu de forma contínua. O único campanário desta cidadela religiosa foi construído em 1748.



Ao lado do campanário fica aquele portão por onde deste 1970 pode entrar qualquer um - chegando no o horário de expediente do museu e pagando o ingresso. Mas nem todo convento se transformou em museu - no setor norte ainda há uma parte em atividade, bem escondida e com entrada da outra rua.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

São Sebastião - SP

Cidade fundada em 1636, população (permanente) 74 mil. Muito frequentada pelos moradores de Grande São Paulo parte do Litoral Norte, com dezenas de praias na centena de km da linha costeira bastante próxima à capital. 5 das praias deste município constam na lista de atrações nacionais 4-5***** do "Guia 4 Rodas"). Há também construções antigas preservadas no centro histórico e atrações de esportes aquáticos (kite-surf, vela) e gastronômicas. Vistas da Ilha de São Sebastião e balsa para cidade Ilhabela que fica nesta ilha também atraem muitos turistas.

Acessos rodoviários pela BR-101 Rio - Santos de dois lados. Do sul (sudeste) a partir de Santos, ou de Bertioga, caso a descida da serra for pela SP-098 via Mogi das Cruzes. De outro lado o caminho passa via Caraguatatuba aonde do Vale do Paraíba leva a SP-099 Tamoios (atualmente em obras de duplicação). Serviços de ônibus: PÁSSARO MARRÓN / LITORÂNEA - várias frequências diárias de-para São Paulo e São José dos Campos (inclusive conexões para Aeroporto Internacional de São Paulo - Guarulhos); ÚTIL - Rio de Janeiro pela BR-101, saídas noturnas e de manhã.

Principais atrações:
Dezenas de boas praias, inclusive com infraestrutura de lazer completa;
Esportes aquaticos: kite-surf, vela...; Vistas da ilha de São Sebastião e balsa a Ilhabela
Construções históricas do centro, cozinha regional - frutos do mar.

Destaques do "Guia 4 Rodas 2012":
5 praias de 4****: DA BARRA DO SAÍ; CAMBURI; CAMBURIZINHO; MARESIAS; DAS CALHETAS


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Recife - PE

A maior metrópole do nordeste brasileiro foi fundada em 1537 e inicialmente ficou na sombra da vizinha Olinda. A Recife foi a capital da Nova Holanda ("Brasil Holandês") no período de ocupação em 1630-1654. Entre 1637 e 1642 foram construídas primeiras pontes, diques e canais que permitiram rápido desenvolvimento urbano nas condições de delta dos rios. Atualmente, a Grande Recife é a 5-a maior área metropolitana do país, com 3,7 milhões de habitantes (1,6 milhão no próprio município). Considerada 2-o polo médico do Brasil, depois de São Paulo, e também 3-a maior concentração de prédios altos, depois de São Paulo e Rio de Janeiro. Os seus autoproclamados títulos são variados e representativos: "Veneza Brasileira", "Mauritsstad" ("Cidade Maurícia"), "Manguetown", "Capital do Nordeste". Realmente, a cidade cresceu a partir das ilhas bastante parecidas com as da Veneza, segundo plano iniciado pelo governador alemão a serviço dos holandeses Maurício de Nassau, possui grande manguezal dentro da área urbana, e é a maior do Nordeste.

Alias é relativamente bem estruturada. Tem ótimo aeroporto internacional, recentemente reformado e bem localizado, sistema viário adequado, duas linhas de metrô de superfície e eficientes terminais de ônibus. Foi a segunda cidade brasileira depois de Porto Alegre que ligou aeroporto e rodoviária com sistema de metrô.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Olinda - PE

Segundo maior patrimônio histórico do Brasil, ingressou na Lista UNESCO de Patrimônio da Humanidade em 1982, logo depois de Ouro Preto. Mas representa uma camada histórica mais antiga, do que a famosa cidade mineira, e guarda vários monumentos da arquitetura colonial dos séculos 16 e 17, além dos mais recentes. A Olinda foi fundada em 1535, dois anos depois o povoado foi emancipado a Villa, e foi capital da então Província Pernambuco até 1837. Naquela época a região liderava produção mundial de açúcar, o que explica a riqueza das igrejas e das algumas residências. Apesar da ocupação holandesa em 1630 - 1654 e das guerras daquele período, o centro histórico conserva bem memórias de quase meio-milênio. As colinas da Olinda serviram como base para ocupação do atual território dos estados Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão.

A área tombada é de 120 ha, e mais 920 ha consideradas zona de proteção. Tudo isso fica na maior região metropolitana do Nordeste e 5-a maior do país, a Grande Recife soma atualmente 3,7 milhões de habitantes, sendo quase 400 mil no próprio município de Olinda. Apenas alguns km a norte do centro e Recife, do seu aeroporto internacional e da rodoviária interestadual, o centro histórico de Olinda é bem servido pelo transporte metropolitano, e recebe muitas excursões com partida em hotéis da Zona Sul de Recife.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Paraty - RJ

Paraty (ou Parati) fica no extremo sul do Litoral Fluminense. Ano de fundação 1667, 33 mil habitantes. Cidade famosa como principal porto exportador de ouro do Brasil no período colonial. Atualmente este porto serve como base para pescadores e para diversas embarcações turísticas que oferecem grande variedade de passeios pelas ilhas paradisíacas e pelas penínsulas pouco acessíveis da região, ricas em ótimas prais. Melhores das praias mais abertas ficam no distrito de Trindade, quase na divisa dos estados RJ - SP. Turismo ecológico combina muito bem com visitação do Centro Histórico de Paraty e com outras atrações culturais. O estado de conservação das quadras antigas é exemplar e há muitas joias de arquitetura colonial: igrejas, casarões e outras construções. Aquelas ruas guardam muito bem a atmosfera dos tempos de porto de ouro.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ouro Preto, lado direito


...Continuando nossas caminhadas pelas ladeiras de Ouro Preto. Depois de curtir o circuíto básico (Praça Tiradentes e panoramas de Ouro Preto), vale a pena descer ainda para parte leste da cidade, que surpreende com suas igrejas bem conservadas e inacreditável labirinto de estreitas ruas em 3D.


Deixando a Praça Tiradentes pela famosa Rua Direita, com mercado de artesanatos que nos espera na próxima esquina:



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Praça Tiradentes e panoramas de Ouro Preto


A cidade de Ouro Preto começa na Praça Tiradentes, quase todos os visitantes descobrem deste lugar por primeiro. Não só por motivos dos cartões postais mais lembrados, o acesso rodoviário a cidade manda assim também. É muito bom isso, logo estamos no epicentro do ambiente colonial, e entre duas das mais importantes atrações.




No lado sul fica o Museu de Inconfidência http://www.museudainconfidencia.gov.br/, no prédio histórico que já serviu como Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica.

BOLÍVIA: cidades, sítios históricos, Lago Titikaka



Dos 7 Monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO no território boliviano, um é composto por seis igrejas em cidades diferentes, e outro por vários vestígios dos "caminhos inca", portanto há muitos locais contemplados pela respeitada lista. E fora desses a Bolívia oferece ainda muitas coisas fascinantes, como Lago Titikaka, Salar de Uyuni e floresta amazônica. Viajar pelas terras altas e baixas desse país é uma experiência muito especial. Costuma ser barato e demorado, os meios de transporte funcionam bem devagar. As dificuldades físicas no Altiplano também podem ser consideráveis, mas simpatia e receptividade do povo ficará como marca mais forte depois de qualquer aventura por lá.

Mochiladas:
O miolo da Bolívia: Samaipata, Potosí, Sucre e outras maravilhas (11 dias, em setembro-outubro de 2013)
Missões de Chiquitânia (6 dias, em abril de 2013)
Primeira aventura nas alturas: La Paz e Titikaka (7 dias, em outubro de 2004)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sete maravilhas e outros destaques de Asunción

Asunción, Paraguai

Para quem visita a capital paraguaia pela primeira vez e nem sabe por onde começar, há uma boa sugestão dos donos da casas: a lista das suas "Siete Tesoros del Patrimonio Cultural Material de Asunción" foi definida pela Organización Capital Americana de la Cultura em 2009, confira no  portal "Capital Americana de Cultura". Seis destes locais estão bem agrupados no centro e servem gomo guia de um passeio básico, que convém começar na Plaza de Armas.



No lado leste fica a imponente (1) Catedral Metropolitana de Asunción (construído em 1842-1860).

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Goiás da Cora Coralina


...continuamos passeio pela cidade, voltando para margem direita do Rio Vermelho, onde fica a parte mais nova do Centro Histórico. Mas a primeira construção que encontramos, conhecida como casa da Cora Coralina (1889-1985), de fato é uma das mais antigas na cidade, é datada de 1770. Com quase 2 séculos e meio de idade, já foi feita de mesmo jeito como a maioria das casas vizinhas. E nunca sofreu reformas ou reconstruções, apenas passou pelas reparações cosméticas.


A sua última proprietária nasceu nesta casa, e faleceu também aqui. E viveu quase 100 anos... Mas a maior parte desta vida passou nas grandes cidades, o que resultou em uma biografia rica e turbulenta. Entretanto, a Cora ficou famosa só depois que voltou a cidade de Goiás, arrumou a velha casa e começou refletir sobre experiências da vida, na forma poética. O seu primeiro livro de poemas publicou já na idade de 75 anos... Assim, a vida da cora Coralina é mais uma ponte que liga épocas tão diferentes, que parecem ser muito distantes. Mas esta distância é uma ilusão, tudo existe aqui e agora, para sentir isso apenas precisamos pensar um pouco. E para pensar precisamos parar, há lugarem mais próprias para isso. Assim são os monumentos históricos, onde a memória do passado continua viva...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A velha e boa cidade de Goiás


A cidade Goiás é conhecida também Goiás Velho, ou pelo nome mais antigo, Vila Boa de Goiás. Para não confundir com a nova capital deste estado, grande e moderna cidade Goiânia. É justo, já que por muito tempo esta antiga cidade, pelos padrões da história do Brasil é claro, era capital do estado com mesmo nome.

As funções de capital foram transferidas nos anos 1930-1940 para um novo centro, estrategicamente construído na região mais plana, foi uma época de rápidas mudanças sócio-econômicas. E a cidade Goiás um tanto parou no tempo, aos poucos se tornando um modesto centro regional, que claramente demonstra as tradições do estado de Goiás. Seu centro ficou grande demais para nova função, portanto não sofreu nenhuma reforma, apenas se adaptava aos poucos às novas realidades. Com passar dos anos isto resultou em um patrimônio inestimável, a cidade foi reconhecida como monumento histórico de importância nacional e mundial. Começou a restauração cuidados dos seus conjuntos arquitetônicos, mas a sua popularidade como destino de turismo cultural ainda está muito abaixo da merecida.

Um dia dedicado à visita a velha capital de Goiás deixou impressões muito ricas e profundas. Admiramos a naturalidade de coexistência das várias camadas da história, nem tanto na forma dos museus, quanto no dia-a-dia do atual século 21.

Então, como as cidades se tornam "cidades históricas"? É claro que a idade é uma das condições necessárias, mas não é suficiente. Senão, a lista das cidades históricas seria quase infinita, mas de fato ela é bem limitada, a ponto que precisamos viajar muito para conhecê-las. Acho que a biorgrafia da cidade Goiás é bastante típica para tal categoria, e não só no Brasil.

Um aspecto brasileiro mais específico é a idade absoluta menos impressionante, nem chega a três séculos. Com apenas cinco séculos de descobrimento pelos portugueses, as cidades mais antigas da Costa Atlântica já têm quase tudo isso, pelo menos quatro. Mas a penetração aos fundos do continente demorou bem mais. A Vila Boa de Goiás foi fundada em 1727 (oficialmente em 1732) pelos Bandeirantes de São Paulo, como uma base de mineração na região aurífera recém descoberta. Logo recebeu de São Paulo as funções administrativas e se tornou centro de um grande território com população muito rarefeita. Basta dizer que depois esta territória passou a ser chamada Estado de Goiás, e atualmente este estado tem área equivalente à da Alemanha, mas com população 12-15 vezes menor. E isto depois da reforma do século 20 que resultou na separação em dois estados, o atual Tocantins era parte norte do Goiás dos velhos tempos. Portanto, a cidadezinha comandava área de duas Alemanhas por um bom tempo.

O ouro, extraído nas montanhas ao lado, foi fundido na cidade e começava o seu caminho para o Velho Continente. Alguma parte das riquezas serviu para melhorias da infraestrutura local, portanto já no final do século 18 foram construídos os prédios mais importantes e consolidou-se a atual aparência das quadras centrais. Entretanto, o ciclo de ouro não foi muito longo, a produção caiu, mas a importância da cidade como centro administrativo, e até um ar de capital, permaneceram. A vida cultural da Goiás seguiu as padrões de Rio de Janeiro, na época capital da colônia e depois do Império independente.

Passaram mais algumas décadas. No século 20 o vetor de desenvolvimento econômico do Planalto Central mudou completamente, a pecuária e o processamento dos seus produtos se tornaram dominantes. E este negócio cresceu mais na região mais plana, onde logo ocorreu aumento populacional e surgiram novas cidades. A assunto de transferência da capital estadual entrou na pauta e a cidade Goiás passou a ser capital em exercício temporário. Não houve mais recursos para seu desenvolvimento, tudo foi poupado para financiar o projeto de transferência. Nos anos 1930 começou a construção da Goiânia, que aos poucos assumiu todas as funções administrativas, e em 1942 se tornou capital única do Estado de Goiás.

Resumindo, a cidade Goiás experimentou as fases de desenvolvimento acelerado no século 18, inercial no século 19 e quase nenhum no século 20. Não houve degradação considerável, apenas ocorreu que, para nova função de centro local, a estrutura urbana era suficiente por muito tempo. Bastava mantê-la em condições razoáveis, o que aconteceu naturalmente.

No mesmo período, o desenvolvimento da nossa civilização se tornou exponencial. Os atributos do século 18 continuaram valendo no século 19 também. Já no 20 as mudanças andaram mais rápido, e na sua segunda metade mais rápido ainda. Um tanto de lado de tudo isso, a Goiás conservou para nós as sensações da época não muito distante, quando comparada com a sua própria duração. A alguns traços seus agora se tornam atraentes de novo, na nova rodada de redescoberta dos "valores eternos".

É melhor ilustrar estas observações com imagens da própria cidade, pequena e encravada na Serra Dourada, que, por sinal, é muito verde no verão. Hoje em dia muitos gostariam de fugir das metrópoles para lugares como este, caso fosse possível levar junto o nível salarial e mais algumas coisas.



A vista da cidade e da serra, que abre do Morro de Santa Bárbara.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Goiás - GO

Fundada em 1727, população 25 mil, altitude 500 m. Surgiu como cidade mineira e cresceu com extração de ouro. Depois se tornou um cento administrativo, era capital do estado até os anos 1930. Atualmente o Centro histórico de Goiás é um Objeto de Patrimônio da Humanidade - UNESCO (No. 993, incluído em 2001 - monumentos de Patrimônio da Humanidade UNESCO no Brasil).


Serviços de ônibus: várias frequências diárias (a cada hora em média) de-para Goiânia, diretas ou em transito de-para outros destinos, empresa MOREIRA distância 150 km, 2-2,5 h de viagem.

Todos os ônibus chegam no novo terminal, na parte alta da cidade. A maioria, inclusive todos os diretos, segue depois para terminal velho que fica no Centro Histórico. Mas não é difícil fazer este percurso de 1 km a pé. A falta de indicação demonstra claramente que a cidade vive a vida própria e não existe só para turistas. Mas é só seguir e direção norte, descendo pelo relevo no sentido do Rio Vermelho, do lado direito da aresta. Este passeio permite sentir como vive agora este modesto centro de uma região agrícola e viver a transmutação harmônica das épocas da sua história.

Principais atrações:
Centro Histórico, com várias construções antigas;
Casa da Cora Coralina e outros museus;
Ecoturismo - várias cachoeiras e outras atrações naturais na Serra Dourada.

Relatos:
A velha e boa cidade de Goiás
Goiás da Cora Coralina





Mais fotos:
Goiás Velho GO - Google Fotos
Goiás Velho GO - Facebook

Links externos recomendados:
Descrição na Lista UNESCO
Coordenadas - Wikimapia
Dados gerais - Wikipedia
Portal turístico

Fotos do autor
Atualizado 14.12.2018


...lista 100 destaques do Guia 4 Rodas
...lista Cidades históricas

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cidades históricas e monumentos arquitetônicos no Brasil



As mais importantes das cidades do gênero que foram reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade já entraram na lista de 100 destinos mais interessantes:

Em 2017 um dos sítios históricos de 
também foi contemplado pela UNESCO e mais dois objetos desta cidade atualmente estão na lista de candidatos oficiais sugeridos pelo IPHAN

Entre outros candidatos se destacam dois teatros do século XIX nas que embelezam as grandes capitais da Amazônia:
MANAUS AM
BELÉM PA

A capital paraense concorre também com o seu mercado histórico Ver-o-Peso, também da época do "Primeiro ciclo de borracha".

Mais um candidato que representa aqueles tempos é a Vila Ferroviária de 
com o seu impressionante museu dos sistemas de funicular que operaram na Serra do Mar entre Santos e São Paulo.

E há também um candidato de porte grande que reúne 6 fortalezas e 13 fortes coloniais espelhados por nove estados de todos cinco regiões do Brasil. Uma parte desses 19 objetos se refere às duas cidades já citadas acima: SALVADOR (5) e RIO DE JANEIRO (1). Outra também está coberta pela lista de 100: