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domingo, 21 de fevereiro de 2021

Brasil visto de altitude 12-13 km: voando sobre SP-MG-BA-PE de Boeing-787

Em setembro do pior até agora ano da aviação civil (2020 d.c., ou ano 0 da era COVID) finalmente temos mais uma decolagem do Aeroporto Internacional de São Paulo GRU. Apenas segunda do ano e depois do intervalo de mais de 7 meses, ou seja, terminando um jejum inédito para últimos 16 anos. Para contrariar ainda mais ao bom senso, fomos lançados na direção oeste, o que é bastante raro neste aeroporto, mas o nosso destino está no sentido norte-nordeste, portanto segue uma manobra. E não para direita, como manda a lógica comum, mas para esquerda, conforme manda a torre de controle nesses casos - seguindo a lógica superior da aviação na zona de quatro grandes aeroportos do setor São Paulo - Campinas. Em compensação até tinha vista para próprio aeroporto bem acima da asa, mas nem tirei foto - foi contra sol, sem chances de superar a versão do ano passado.  

Depois deste gancho seguimos na direção da nossa querida RM Metropolitana Vale do Paraíba:



E logo curtimos vistas do seu maior núcleo - São José dos Campos SP (promessa No.1 - cartão de visitas São José dos Campos SP), onde também há uma grande pista de pousos e decolagens. Lamentavelmente, o aeroporto estadual (SJK) no momento não opera nenhum voo regular, embora aqui já houve operações relevantes da TRIP - AZUL, principalmente para Rio de Janeiro SDU, e até da TAM para Brasília BSB). Mas a sua vizinha EMBRAER S.A., que se tornou terceiro maior fabricante de aviões de passageiros mo mundo, bem como o CTA da FAB, que originou o tudo resto aqui, continuam bem ativos nesta pista.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Europa extremamente Oriental

Oral (ou Uralsk, mais exatamente Ural'sk), Cazaquistão - 1 dia em julho de 2015

Esta cidade no rio do mesmo nome Ural (Oral) que delimita Europa e Ásia foi bastante visível na história do Império Russo, mais em contexto da rebelião dos cossacos sob comando de Emelian Pugachov na região dos Urais e do Volga em 1773-1774. Os cossacos (agricultores armados) começaram a explorar esta região no final de século XVI, e no ano 1584 (dois anos antes de fundação da fortaleza imperial de Samara no rio Volga) já fixaram um povoado nas margens do rio Ural. Em 1591 elem juraram fidelidade ao império, e receberam autonomia total para proteger esta região fronteiriça, que perdurou até os tempos do Pedro Grande. Em 1613 o primeiro povoado foi destruído durante um ataque dos nômades, e logo os cossacos construíram uma fortificação mais consistente 50 km rio abaixo, e assim começou a cidade atual. Cuja população cresceu moderadamente - até 230 mil habitantes, aproximadamente um milhão a menos do que em Samara.

Mais um aspecto particular: a árvore genealógica do primeiro autor acende aos cossacos do rio Ural, e este local está apenas a 260 km da sua cidade natal - Samara, RÚSSIA. Efetivamente, nos tempos da URSS foi uma das duas capitais provinciais mais próximas à Samara, junto com a Ulianovsk, mas deixou de ser visitada por uma combinação de fatores. Esta falha foi corrigida só em 2015, devido ao interesse de um grupo de amigos aos marcos geográficos de "limite entre Europa e Ásia" e já valeu uma viagem internacional. Depois de desintegração da URSS a cidade com maioria de população russa ficou no novo e interessante país chamado Cazaquistão - muito extenso, e na parte étnico-cultural claramente transitório entre a própria Rússia e a Ásia Central. 

Foi uma expedição bate-volta de domingo, no carro dos nossos amigos, e muito bem sucedida - sem dificuldades encontramos todos 4 alvos principais: rio, marco Europa-Ásia, Catedral de Cristo Salvador, e o mercado centrаl com sua abundância de frutas, batata e peixe.



De fato, o rio que aparece nesta colagem não é Ural, e a sua afluente europeia Tchagan,  mas paramos nas margens do Ural também, e avistamos оs estepes asiáticas. Mas não pisamos lá nesta vez^a cidade toda fica na Europa, menos aeroporto que foi desnecessário na nossa viagem. 

Alem desta programação básica realizamos uma série de opcionais, e deixamos boa porção de tempo para improvisos, portanto retornamos bem tarde, levando melancias, melões, e muitas boas impressões. Vale a pena relembrar alguns passos por lá... 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Todos caminhos levam a Oruro

Oruro, cidade fundada em 1601, 270 mil habitantes, altitude 3735 m.

5-a maior área metropolitana e o mais completo nó rodoviário da Bolívia. Como esta cidade é geralmente ignorada por quase todos os visitantes, inicialmente nem pensei em parar lá, mas a ideia de viajar só de dia definiu pelo menos uma pernoite por lá. É uma boa oportunidade para conhecer algo a mais. E como local de conexão, a cidade é perfeita: ligada pelas boas estradas a todas outras partes do país, há linhas de ônibus eficientes e baratas, o terminal de ônibus é bastante confortável e há muitos hotéis de todas as categorias por perto, bem como serviços de alimentação. E caso haja alguma sobra de tempo, é fácil ir do terminal até o centro e voltar. 

Apenas consultei o Google Maps antes de sair da Cochabamba, na chegada conferi pela vista panorâmica do meu hotel, e já sabia exatamente por onde ir, mesmo sem um mapinha na mão. Falando em hotel, li sobre o hotel Terminal (2**), o maior do pedaço, mas não enxerguei o mesmo ao sair do próprio terminal à praça, já que este fica exatamente em cima, e na frente houve tantos outros, inclusive o xará, Residencial Terminal, que custava B$ 80 por noite no apto. individual com banheiro, mas estava lotado.

Mesma situação no hotel vizinho... Para não gastar muito tempo com busca do lugar, estava a escurecer logo, apelei e me mandei para hotel que parecia mais caro, pensando que não deve exceder muito o orçamento em Cochabamba, até BOL$ 150 eu pagaria nesta vez, pelo conforto e pelo serviço completo (wi-fi, café de manhã). No dia seguinte precisava partir logo, há ônibus para Potosí às 8:30 e às 8:45, bem como serviços de lotação.



Foi este hotel "Oporto" justamente por BOL$ 150 com tudo que procurava (foto já de manhã seguinte).

terça-feira, 29 de julho de 2014

Santa Cruz de la Sierra, BOLÍVIA

Cidade fundada em 1561, altitude média 416 m, a maior metrópole da Bolívia com população mais de dois milhões de habitantes (mais de um e meio só no próprio município). Principal centro industrial, financeiro e logístico do país, destino quase obrigatório para quem o visita por via aérea. Uma cidade surpreendente, pela primeira vista tem mais semelhança com capitais brasileiras do que com cidades bolivianas. Em termos de preços de hospedagem também está um tanto no meio. Mas de fato é um fenômeno sem igual, que reúne traços de metrópole planejada, com seus múltiplos anéis viários, e de pacatas cidades de interior, com ruas verdes e calmas e poucos prédios acima de 2-3 andares. Hoje em dia também é um grande centro universitário, que atrai inúmeros estudantes estrangeiros, na maioria brasileiros.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Oruro, BOLÍVIA

Cidade fundada em 1606, altitude 3735 m, população 265 mil habitantes - 4-a maior cidade da Bolívia e segundo mais importante polo urbano de Altiplano (considerando La Paz - El Alto como uma só área metropolitana). É o principal centro de mineração na Bolívia, grande centro de logística, cultura e educação. Oruro encontra-se praticamente no foco da malha viária da Bolívia e possui boas conexões com principais cidades e regiões do país. Fica próximo ao trevo das duas mais importantes rodovias: Ruta 1, La Paz - Oruro - Potosí - Tarija - Bermejo (fronteira com Argentina), passa pelo contorno da cidade; Ruta 4, deriva da Ruta 1 só 40 km ao norte de Oruro e segue para Cochabamba - Santa Cruz - Puerto Quijarro (fronteira com Brasil); Ruta 12 faz ligação direta de Oruro com Ruta 4 no sentido de Cochabamba; Ruta 6 para Sucre, deriva da Ruta 1 a 20 km de Oruro (ao sul); Ruta 30 para Uyuni, deriva da Ruta 1 mais ao sul de Oruro, em Challapata (120 km). Assim, o "Terminal de buses de Oruro" oferece linhas diretas pelo teritório nacional quase todo e atende não só moradores e visitantes de Oruro mas também passageiros em tránsito que aproveitam conexões. Por sinal, é muito bem localizado, entre o centro da cidade e a sua periferia norte, e cercado de muitos hoteis de várias categorias.



Embora a cidade de Oruro não é considerada como um destino turístico, possui atrações próprias de grande importância. A mais tradicional é o local onde nasceu a atual bandeira da Bolívia (em 1851) - El Faro de Conchupata. Dos velhos tempos chegou também a Festa de Virgem de Socavón, mas esta se tornou mundialmente conhecida como "Carnaval de Oruro" só nas últimas décadas, quando tomou formas de festival de danças folclóricas. Já no início de 2013 foi inaugurada a estátua da Virgem Maria, localizada na colina quase 100 m acima da cidade, de valor artístico indiscutível e de tamanho muito expressivo. Com seus com 45 m de altura supera tanto as do Cristo de Corcovado, Rio de Janeiro (38 m) e da Concôrdia, Cochabamba (40 m), e até chegou a ser declarada como a maior estátua da Virgem Maria no mundo e o maior monumento religioso da América do Sul, embora estes dois títulos são bastante discutíveis.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

ALEMANHA: Berlim, Bremen e outras maravilhas da parte norte




A Alemanha é o maior país da Europa Ocidental e possui muitas atrações culturais, inclusive 38 Monumentos de Patrimônio de Humanidade reconhecidos pela UNESCO. São distribuídos por todo o território, mas só na capital Berlim podem ser encontrados três, entre estes a incomparável Ilha dos Museus.

terça-feira, 2 de julho de 2013

RÚSSIA: Lago Baikal, ferrovia Trans-Siberiana, capitais e outras cidades



Na Rússia atualmente há 25 Monumentos de Patrimônio de Humanidade reconhecidos pela UNESCO, e três desses se encontram dentro da própria capital Moscou: Krémlin e Praça Vermelha, Igreja de Assunção em Kolomenskoe, Mosteiro Novodevitchiy. Mais um, conjunto arquitetônico religioso em Sergiev Possad, também fica próximo, em uma hora de viagem com trem suburbano expresso. E mais algumas cidades históricas podem ser visitadas a partir de Moscou em excursões de um dia, em particular: Vladimir e Suzdal ao leste e Yaroslavl ao norte. E a outra capital constitui junto com palácios ao seu redor o mais esplendido dos monumentos culturais de Patrimônio de Humanidade na Rússia: Centro Histórico de São Petersburgo e Conjuntos Monumentais Relacionados (o maior conjunto arquitetônico do século XVIII na Europa).

Mas há o que visitar nesse imenso país fora das capitais também. Entre monumentos culturais de Patrimônio de Humanidade o destaque é Lago Baikal que pode ser visitado inclusive por via da famosa Trans-Siberiana. E há ainda grandes rios asiáticos (Lena, Enissei, Amur, Ob´ e Irtysh) e o maior rio da Europa, Volga. Nas beiras do Rio Volga se encontram várias cidades importantes, bem como algumas das históricas, que podem ser visitadas por via aérea, férrea, ou em cruzeiros fluviais.

Temporada recomendada: abril-junho e agosto-setembro

Experiências:
Trans-Siberiana 2011: leste - oeste (mochilada a dois)
Rússia-2020, viagem virtual: 4 dias em São Petersburgo
Rússia-2020, viagem virtual: 5 dias em Moscou
Rússia-2020, viagem virtual: 2,5 dias em Volgogrado
Rússia-2020, viagem virtual: 3 dias em Samara 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

ITÁLIA: Roma com Vaticano, Veneto (Veneza - Pádua - Vicenza - Verona) e Milão



A Itália é um país com riquíssima história e guarda muitas memórias materiais das épocas passada, começando com a Antiguidade. Seus 49 Monumentos de Patrimônio de Humanidade reconhecidos pela UNESCO (o maior número no mundo) ficam em todas as partes da península e nas ilhas também. O grandioso centro histórico de Roma com Vaticano representa apenas uma das posições nesta lista, mas nos subúrbios da capital há mais um objeto - Villa Adriana em Tivoli. Outro grande concentrador de pontos de interesse é a região de Veneto, ou seja, trecho de 120 km entre Veneza e Verona, que incluí também cidades históricas de Vicenza e Pádua e vários outros locais em volta.

Mochilada: Itália para dois: Roma, Verona, Vicenza, Pádua, Veneza

sábado, 15 de junho de 2013

ARGENTINA: Cataratas, Buenos Aires, Córdoba, Rosário...



Na Argentina há 8 dos Monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO, inclusive três objetos múltiplos, que incluem elementos espalhadas geograficamente. E ainda vários outros lugares muito interessantes, via de regra bastante acessíveis. Nem todos são tão populares entre brasileiros como Buenos Aires e Bariloche, embora merecem atenção também. Como, por exemplo, Córdoba e suas vizinhanças, ou Rosário com seu Monumento da Bandeira, e algumas outras cidades do Rio Paraná.

Mochiladas:
A nossa expedição pela Patagônia argentina (16 dias a dois, em janeiro-fevereiro de 2016)
Córdoba e região, Rosário, Buenos Aires (10 dias solo, em julho de 2012)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

BOLÍVIA: cidades, sítios históricos, Lago Titikaka



Dos 7 Monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO no território boliviano, um é composto por seis igrejas em cidades diferentes, e outro por vários vestígios dos "caminhos inca", portanto há muitos locais contemplados pela respeitada lista. E fora desses a Bolívia oferece ainda muitas coisas fascinantes, como Lago Titikaka, Salar de Uyuni e floresta amazônica. Viajar pelas terras altas e baixas desse país é uma experiência muito especial. Costuma ser barato e demorado, os meios de transporte funcionam bem devagar. As dificuldades físicas no Altiplano também podem ser consideráveis, mas simpatia e receptividade do povo ficará como marca mais forte depois de qualquer aventura por lá.

Mochiladas:
O miolo da Bolívia: Samaipata, Potosí, Sucre e outras maravilhas (11 dias, em setembro-outubro de 2013)
Missões de Chiquitânia (6 dias, em abril de 2013)
Primeira aventura nas alturas: La Paz e Titikaka (7 dias, em outubro de 2004)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

"Asunción plus": pequenas descobertas

Asunción, Paraguai

Depois daquele roteiro turístico quase que obrigatório, já podemos curtir esta cidade mais à vontade, afinal, o primeiro gelo foi quebrado e tudo está conforme às expectativas, ou melhor.



Quem diria, já encontramos até isso, em plena rua principal do centro comercial. E o que mais há aqui de especial, que pode ser encontrado só no lugar mesmo e não por meio dos guias virtuais?. Cada um terá sua próprias respostas. Conto apenas algumas impressões minhas.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Sete maravilhas e outros destaques de Asunción

Asunción, Paraguai

Para quem visita a capital paraguaia pela primeira vez e nem sabe por onde começar, há uma boa sugestão dos donos da casas: a lista das suas "Siete Tesoros del Patrimonio Cultural Material de Asunción" foi definida pela Organización Capital Americana de la Cultura em 2009, confira no  portal "Capital Americana de Cultura". Seis destes locais estão bem agrupados no centro e servem gomo guia de um passeio básico, que convém começar na Plaza de Armas.



No lado leste fica a imponente (1) Catedral Metropolitana de Asunción (construído em 1842-1860).

terça-feira, 4 de junho de 2013

Memórias e promessas de Encarnación


Parei na terceira maior cidade paraguaia em setembro de 2010, no caminho para missões jesuíticas. E aproveitei não apenas como um importante ponto de apoio, mas para bons passeios na própria cidade, que deixou memórias positivos e vontade a retornar daqui alguns anos. Começando uma breve apresentação com a Cidade Alta.



No coração desta parte está a tradicional e aconchegante Plaza de Armas.