Mostrando postagens com marcador missões jesuíticas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador missões jesuíticas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Missões de Chiquitânia

Mochilada solo pela Bolívia em abril de 2013 - 6 dias

Roteiro: Cuiabá MT - Cáceres MT - San Matias (BOL) - San Ignácio de Velasco - San Miguel de Velasco - San Rafael de Velasco - San José de Chiquitos - Roboré - Pto. Quijarro (BOL) - Corumbá MS - Campo Grande MS


Seis de uma dezena das fantásticas igrejas de madeira que sobreviveram na região de Chiquitânia desde os tempos da Companhia de Jesus atualmente compõem um dos monumentos de Patrimônio de humanidade UNESCO (Lista UNESCO: Missões jesuíticas de Chiquitos, Bolívia) - segundo dos sete monumentos bolivianos. E metade desta meia-dúzia eu consegui visitar nesta curta viagem cheia de improvisos. Praticamente sem informações prévias sobre transportes me aventurei nestas terras de população rarefeita, e isso foi muito bom para curtir intensamente os dias da escapada. Tinha compromissos firmes todo sábado de manhã naquele mês, mas consegui limpar uma semana de todas outras coisas de rotina, e ganhei 6,5 dias para este roteiro. A parte aérea coube toda no território do Brasil, e foi paga com "milhas" que juntei nas viagens anteriores.  De propósito atravessei a fronteira Brasil  - Bolívia na ida e na volta em pontos diferentes, e acumulei experiências importantes nesta modalidade.

domingo, 4 de outubro de 2015

Triângulo de Paraguai

Mochilada solo no Paraguai, em setembro de 2010 - 5 dias 

Foi uma viagem breve e intensa, mas muito positiva. Sem problemas, tudo correu bem. Com certeza, ajudou o planejamento prévio, com base nas informações obtidas no site http://www.mochileiros.com e de outras fontes.



Roteiro (pernoites): 
S.P. - (ônibus noturno) - Asunción (1 noite) - Encarnación (2 noites, com saída para Trinidad e Jesús)  – Ciudad-del-Este – (ônibus noturno) - S.P.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Santo Ângelo - RS

População 76 mil, altitude 286 m, 460 km de Porto Alegre, capital de uma das 11 meso-regiões do Estado de Rio Grande do Sul. Nome histórico completo: Santo Ângelo Custódio, foi fundada como uma redução jesuítica em 1706. Embora geralmente não é considerada como um destino turístico, de fato é a principal chave do noroeste gaúcho, conhecido como região das Missões. Portanto, o título "A capital das Missões" procede, em particular, a missão de São Miguel, tombada como Patrimônio de Humanidade pela UNESCO ainda em 1983, é difícil de ser visitada sem passar em Santo Ângelo antes. A própria missão de Santo Ângelo foi a última fundação deste gênero e foi destruída quase completamente durante guerras guaraníticas. Mas no lugar do seu antigo templo com capacidade de 5 mil pessoas, agora há a magnífica Catedral Angelopolitana, construída em 1929 - 1971. Em conjunto com o Museu ao Céu Aberto, que guarda restos das dos dois templos mais antigos, e com demais memórias arqueológicos e monumentais da Missão, isto é a mais importante atração turística a cidade, e ainda é uma grande e bem arborizada praça central - Praça Pinheiro Machado, lugar preferido de descanso dos moradores. E ainda existem outros pontos da cidade que merecem atenção. Em particular, as memórias da "Coluna Prestes", que começou a sua marcha em 1922 justamente daqui. Há também herança cultural dos imigrantes de vários países e grandes eventos ligados à moderna e eficiente agricultura, como Festa Nacional de Milho.


sábado, 15 de junho de 2013

ARGENTINA: Cataratas, Buenos Aires, Córdoba, Rosário...



Na Argentina há 8 dos Monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO, inclusive três objetos múltiplos, que incluem elementos espalhadas geograficamente. E ainda vários outros lugares muito interessantes, via de regra bastante acessíveis. Nem todos são tão populares entre brasileiros como Buenos Aires e Bariloche, embora merecem atenção também. Como, por exemplo, Córdoba e suas vizinhanças, ou Rosário com seu Monumento da Bandeira, e algumas outras cidades do Rio Paraná.

Mochiladas:
A nossa expedição pela Patagônia argentina (16 dias a dois, em janeiro-fevereiro de 2016)
Córdoba e região, Rosário, Buenos Aires (10 dias solo, em julho de 2012)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

BOLÍVIA: cidades, sítios históricos, Lago Titikaka



Dos 7 Monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO no território boliviano, um é composto por seis igrejas em cidades diferentes, e outro por vários vestígios dos "caminhos inca", portanto há muitos locais contemplados pela respeitada lista. E fora desses a Bolívia oferece ainda muitas coisas fascinantes, como Lago Titikaka, Salar de Uyuni e floresta amazônica. Viajar pelas terras altas e baixas desse país é uma experiência muito especial. Costuma ser barato e demorado, os meios de transporte funcionam bem devagar. As dificuldades físicas no Altiplano também podem ser consideráveis, mas simpatia e receptividade do povo ficará como marca mais forte depois de qualquer aventura por lá.

Mochiladas:
O miolo da Bolívia: Samaipata, Potosí, Sucre e outras maravilhas (11 dias, em setembro-outubro de 2013)
Missões de Chiquitânia (6 dias, em abril de 2013)
Primeira aventura nas alturas: La Paz e Titikaka (7 dias, em outubro de 2004)

domingo, 9 de junho de 2013

PARAGUAI: Asunción, Encarnación, missões Trinidad e Jesús



No Paraguai é registrado apenas um dos Monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO, embora composto por duas ruínas de missões jesuíticas, em Trinidad e em Jesús de Tavarangue. Mas há outros sítios históricos na região, até o bilhete comprado em qualquer destas duas inclui também a visitação da terceira - em San Cosme y Damian. As maiores cidades do Paraguai também merecem nossas visitas, bem como parques nacionais e outras atrações, e tudo está bastante perto do Brasil. Boa logística, relativa segurança e preços convidativos são outros argumentos a favor.

Mochiladas:
Triângulo de Paraguai
(5 dias solo, em setembro de 2010)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Encarnación, PARAGUAI

Cidade no Rio Paraná fundada em 1615, 120 mil habitantes (terceira maior área metropolitana depois de Grande Asunción e Ciudad del Este), altitude 91 m. 365 km de Asunción (Ruta 1) e 280 km de Ciudad del Este (Ruta 6), várias frequências de ônibus de diversas empresas (consulte Paraguai de ônibus). Ligada pela ponte com vizinha argentina Posadas, capital da Prov. Misiónes. Principal ponto de apoio na exploração da região sudoeste, inclusive na visitação das missões jesuíticas do Paraguai, maior patrimônio histórico do país.

Principais atrações:
Orla do Rio Paraná, Plaza de Armas, igrejas, museus, comércio fronteiriço;
Carnaval de Encarnación, o mais importante no país;
Excursões pela região - sítios históricos e naturais.

Relatos:
Memórias e promessas de Encarnación
No trevo de Jesús em Trinidad
Trinidad, a maior das quase sobreviventes
Memorial da última obra jesuítica no Paraguai




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Missão de San José de Chiquitos


Fundada em 1697. População urbana quase 10 mil habitantes, o que não é pouco nesta região, por centenas de quilômetros para qualquer lado não há cidades maiores. Recomendo a todos paradinha neste lugar, que fica bem no caminho entre fronteira Brasil - Bolívia em Corumbá - Puerto Quijarro e Santa Cruz de la Sierra. Muitos e muito passam por aqui de noite, cochilando em lentos trens, mas hoje em dia há estrada bem pavimentada, por onde passam ônibus mais rápidos e confortáveis, com horários mais convenientes. De preferência, dedique, como eu, dia inteiro para conhecer esta cidade e suas proximidades, vale a pena. No meu caso foi um dia bem completo, nada de chegadas e partidas, já que desembarquei de ônibus local, vindo de San Rafael, por volta das 23:30, e dormi 2 noites aqui.



Logo começo com destaque principal, herança jesuítica, que fica em frente ao meu hotel. Este complexo faz parte do mesmo objeto da Lista UNESCO, que duas igrejas visitadas no dia anterior, San Miguel de Velasco e San Rafael de Velasco. Mas o conjunto arquitetônico aqui é maior e com fachadas de pedra. No caso da igreja central, apenas fachada, mas três outras construções têm estrutura de pedra também. Esta memorável linha de frente foi desenhada pelo padre Bartolomé de Mora e inclui (da esquerda a direita):
capela (1750)
fachada da igreja (1747)
campanário (1748)
casa dos padres (1754).

sábado, 18 de maio de 2013

San Rafael, onde tudo começou


Mais um trecho de 40 km pela estrada de terra, e já estamos em San Rafael.



Hoje em dia é uma pequena cidade, ca. 2 mil habitantes. Há poucas soluções logísticas, basicamente 2 linhas de ônibus de empresas diferentes (UNIVERSAL e BARUC), que diariamente circulam de San Ignácio a San José e vice-versa.

terça-feira, 7 de maio de 2013

San Miguel de Velasco, nem mais, nem menos


Esta missão foi fundada em 1722, a partir da vizinha San Rafael (segunda mais antiga da região), e a própria igreja construída sob comando do padre Martin Schmidt em 1766, com base em experiência obtida em obras anteriores.



Atualmente representa a melhor amostra do gênero, e a sua restauração foi perfeita, sem reclamações por parte do Comitê UNESCO. Embora, algumas bases das colunas, historicamente inteiriças, foram recuperadas usando quatro troncos devidamente cortados.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Missões jesuíticas da Chiquitania, BOLÍVIA

San José de Chiquitos, San Rafael, San Miguel, Santa Ana, Concepción, San Javier e outras cidades - Dep-to. Santa Cruz

As missões de evangelização na Bolívia foram criadas pelas Ordens de São Francisco e de Jesus, com divisão não muito clara das áreas de responsabilidade. Mas justamente a segunda deixou uma herança mais rica, que foi reconhecida até como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Vários fatores conspiraram para isto, inclusive um relativo atraso na exploração das regiões planas no oeste, conhecidas com nome geral de Gran Chiquitania. As igrejas construídas nas últimas décadas antes de expulsão dos jesuítas das colônias logo passaram para outra forma de administração religiosa de forma pacífica, não houve guerras semelhantes às guaraníticas. Portanto, o gênero único das construções e a capacidade dessas de resistir ao tempo ficaram conhecidos mundialmente.

A específica desta região, coberta de forte vegetação e sem fontes de pedra para construção, definiu uma solução diferente: as estruturas foram feitas de madeira. Principais ideias de projeto e técnicas de obra trazidas da Europa passaram por necessária adaptação às condições locais, e aqui surgiu um novo estilo de templos católicos, normalmente credenciado ao padre suisso Martin Schmidt, principal arquiteto e mestre da obra desta época.



Os templos da Chiquitania caracterizados por linhas externas retas e claras (telhado de duas águas simétrico), com pintura colorida das paredes, de fundo claro, são inconfundíveis com outros e têm muita semelhança entre si. As diferenças são pouco relevantes, como uso de vigas retas, ou de arcos compostos, e o acabamento interno também abusa de madeira talhada, com porções consideráveis de banho de ouro.

(original: Wikipedia)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Memorial da última obra jesuítica no Paraguai


O sítio arqueológico de Jesús (Dep. Itapuá, Paraguai), de fato, não faz parte das “ruínas jesuíticas”. Aqui não há restos de destruição durante a guerra, como em vários outros locais, esta obra nem terminou antes da expulsão da Ordem dos Jesuítas e ficou simplesmente inacabada, abandonada como estava, e ignorada por muito tempo.



Embora a Missão de Jesús de Tavarangue é uma das mais antigas, foi fundada em 1685, inicialmente possuía apenas construções de madeira, e só algumas décadas mais tarde começou a tentativa de transferência para novo local, com estruturas mais sólidas.

sábado, 27 de abril de 2013

Trinidad, a maior das quase sobreviventes


A missão de Trinidad (1706) era uma das mais importantes, entre 30 fundadas pela Companhia de Jesus nas terras dos índios Guarani (antiga Província de Paraguai). As suas ruínas, provavelmente, representam a melhor amostra daquelas cidades planejadas, em função do seu tamanho e da sua conservação como todo. Embora a igreja principal não é das mais inteiras, comparando com outros objetos do gênero, o complexo como um todo sim, sofreu destruição menor e as ruínas resistiram bem aos tempos de abandono. E este possui área maior e inclui mais elementos do que sítios arqueológicos mais visitados na região.



É impossível visualizar tudo de vez, de algum ponto terrestre, precisaria de vista aérea para isso.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

No coração da capital de Velasco


Foi meu primeiro prêmio pela longa e intensa viagem.

Por motivos de um anexo mais recente, a igreja construída em San Ignácio de Velasco no ano 1761 não faz parte da lista UNESCO, mas nem por isso é menos cuidada pelas autoridades bolivianas e locais. Alias é a maior e mais bem restaurada entre construções jesuíticas nas quatro cidades da Chiquitânia que visitei nesta vez, e continua como sede da Diocese. Mas a diferencial da San Ignácio está também em outras coisas. Começando com a praça principal, em estado impecável e com arte monumental muito mais elaborada em comparação com similares.





Portanto, como primeira imagem das reportagens de San Ignácio, preferi este símbolo da vida social, econômica e cultural das missões.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

No caminho para San Ignácio de Velasco, Bolívia


Cuiabá – Cáceres – San Matias - San Ignácio de Velasco

San Ignácio de Velasco foi meu primeiro alvo nesta viagem. Embora a sua igreja não consta na lista UNESCO, por causa de campanário construído nos tempos modernos, a herança jesuítica nesta cidade é grande e bem cuidada. Além disso, ela é maior que todas as vizinhas, e serve como base para explorar a Chiquitânia. Com sua localização estratégica, possui linhas de ônibus para todas 6 cidades deste objeto de Patrimônio Cultural da Humanidade, bem como para Santa Cruz de La Sierra e para ponto de fronteira Bolívia – Brasil em San Matias. Assim, com apenas 6 dias livres, e com milhas suficientes para comprar apenas passagens aéreas nacionais, resolvi ir para San Ignácio o mais rápido possível, desembarcando no aeroporto de Cuiabá no sábado a noite e atravessando a fronteira no domingo de manha. Deixando San Xavier e Concepcion, que ficam no caminho entre San Ignácio e Santa Cruz, bem como a própria Santa Cruz, para outras ocasiões, de San Ignácio seguir para outras cidades históricas, terminando pela San José de Chiquitos, de onde é fácil voltar ao Brasil pela Corumbá. A passagem de retorno para São Paulo, então, foi de Campo Grande, na sexta a noite.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Missões jesuíticas de la Santísima Trinidad de Paraná e Jesús de Tavarangue, PARAGUAI

Das dezenas de missões da Ordem de Jesus no atual Sudeste do Paraguai, apenas algumas sobreviveram (na forma de ruínas) até hoje. Duas foram reconhecidas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, esta dupla forma único objeto da Lista UNESCO na Paraguai, "Missões jesuíticas de la Santísima Trinidad de Paraná e Jesús de Tavarangue", No. 648. Ficam a menos de 14 km uma da outra, 30 e 40 e pouco km a nordeste da Encarnación, terceira maior cidade do país. Deve ser lembrado que o Governo de Paraguai recuperou mais uma das Missões, de San Cosme y San Damián (antigo observatório astronômico jesuítico), esta fica mais distante, ao oeste de Encarnación. O bilhete de visitação, comprado em qualquer uma das três, dá direito à visitação das duas outras também, dentro de 3 dias.

No trevo de Jesús, Trinidad, PARAGUAI


O principal nó logístico para visitação do maior patrimônio histórico do Paraguai, Missões jesuíticas de la Santísima Trinidad de Paraná e de Jesús de Tavarangue (No. 648 na Lista UNESCO de Patrimônio Universal da Humanidade) é um trevo na Ruta Nacional 6 Ciudad del Este - Encarnacíone. Exatos 250 km do primeiro e apenas 30 do segundo, é aqui que fica a parada de ônibus interurbano da pequena cidade de Trinidad (que não possui um terminal) e começa a estrada transversal até a cidade de Jesús, menor ainda.

A parada de ônibus na RN-6 no sentido Encarnación - CDE:



Como referência visual melhor serve o posto de combustível, em frente a esta parada e bem no trevo (do lado direito para quem vem de CDE):

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

São Miguel das Missões - RS

Este pequeno município brasileiro foi criado só em 1988 e abriga as ruínas da redução de São Miguel Arcanjo
A população atual apenas 7-8 mil habitantes (há três séculos que a redução jesuítica atingia o mesmo tamanho).
500 km a oeste de Porto Alegre, altitude 300 m.
Serviços de ônibus: 4 horários diários (nos finais de semana só 2-3) de-para Santo Ângelo, empresa ANTONELLO.

Principal atração: ruínas da redução de São Miguel Arcanjo, que forma com 4 sítios semelhantes da Argentina um Objeto de Patrimônio da Humanidade - UNESCO (No. 275, incluído em 1983 - monumentos de Patrimônio da Humanidade UNESCO no Brasil).


Relato:
Ruínas de uma cidade do futuro


Mais fotos:
São Miguel das Missões RS - Google Fotos
São Miguel das Missões RS - Facebook

Links externos recomendados:
Descrição na Lista UNESCO
Coordenadas - Wikimapia
Dados gerais - Wikipedia
Portal turístico oficial

Fotos do autor
Atualizado 14.12.2018


...lista 100 destaques do Guia 4 Rodas
...lista Cidades históricas

Ruínas de uma cidade do futuro


As missões, ou "reduções" foram construídas pela Ordem de Jesus nas terras dos índios Guarani a partir do ano 1609, conforme aos modelos de cidades ideias vigentes na época. Basta dizer que a moderna palavra "utopia" é nada mais nada menos que título de um dos livros que apresentaram tais modelos e inspiraram a sua implementação na prática. É claro que os jesuítas perseguiram outros objetivos também, declarados, como a conversão dos índios à fá crista, e nem tanto, como a participação ativa no processo de partilha dos terras de Novo Mundo houve outro года entre as monarquias ibéricas. O modelo da cidade “Utopia” se deu bem e a palavra não merece sentido que ganhou posteriormente. Basta dizer que dezenas de pequenas cidades-estados fundadas pelos jesuítas na região funcionaram bem por mais de um século e meio e entraram em declínio só depois de 1768, por razões puramente externas. Antes disso, não pararam de enriquecer, exportando mate, carne seca e couros. Criaram uma eficiente rede viária e fundaram novas reduções dividindo as que cresceram demais, atingindo mais de 7 mil habitantes.

Houve por volta de 50 objetos desse gênero, mas só 33 alcançaram reconhecimento oficial, e frequentemente são lembrados como “Trienta Pueblos”. As ruínas desses cidades podem ser encontradas no Paraguai, no norte da Argentina e no sul do Brasil. Sete dos mais conservados foram reconhecidos como parte do Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, agrupados em dois elementos da famosa Lista. Um inclui duas ruínas que estão no Paraguai, e outro quatro da Argentina (na província Missiónes, é claro) e um no Brasil (que estamos visitando agora).

Todas as construções seguiram um plano parecido, com grande igreja no meio e ampla praça na sua frente. As oficinas e as residências contornaram a praça, e por volta deste núcleo houve pomares, hortas cemitérios etc. A escala urbanística pode ser reconstruída pelas proporções da igreja principal e da grande praça em São Miguel.



Esta redução foi fundada em 1687 e existiu como cidade-estado até 1828. Nunca era a maior de todas, tinha 3-4 mil habitantes durante bom tempo. Depois houve aumento considerável, chegando a quase 7 mil em 1750, o que resultou em divisão e fundação de uma nova redução vizinha. Entretanto, as dimensões da igreja maior e a conservação das suas paredes destacam a São Miguel dentro das demais "ruínas jesuíticas" conhecidas hoje.