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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Missões jesuíticas da Chiquitania, BOLÍVIA

San José de Chiquitos, San Rafael, San Miguel, Santa Ana, Concepción, San Javier e outras cidades - Dep-to. Santa Cruz

As missões de evangelização na Bolívia foram criadas pelas Ordens de São Francisco e de Jesus, com divisão não muito clara das áreas de responsabilidade. Mas justamente a segunda deixou uma herança mais rica, que foi reconhecida até como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Vários fatores conspiraram para isto, inclusive um relativo atraso na exploração das regiões planas no oeste, conhecidas com nome geral de Gran Chiquitania. As igrejas construídas nas últimas décadas antes de expulsão dos jesuítas das colônias logo passaram para outra forma de administração religiosa de forma pacífica, não houve guerras semelhantes às guaraníticas. Portanto, o gênero único das construções e a capacidade dessas de resistir ao tempo ficaram conhecidos mundialmente.

A específica desta região, coberta de forte vegetação e sem fontes de pedra para construção, definiu uma solução diferente: as estruturas foram feitas de madeira. Principais ideias de projeto e técnicas de obra trazidas da Europa passaram por necessária adaptação às condições locais, e aqui surgiu um novo estilo de templos católicos, normalmente credenciado ao padre suisso Martin Schmidt, principal arquiteto e mestre da obra desta época.



Os templos da Chiquitania caracterizados por linhas externas retas e claras (telhado de duas águas simétrico), com pintura colorida das paredes, de fundo claro, são inconfundíveis com outros e têm muita semelhança entre si. As diferenças são pouco relevantes, como uso de vigas retas, ou de arcos compostos, e o acabamento interno também abusa de madeira talhada, com porções consideráveis de banho de ouro.

(original: Wikipedia)

sábado, 20 de abril de 2013

Encantos de San Ignácio boliviana


Entre atuais cidades históricas, fundadas na América do Sul pela Companhia de Jesus nos séculos XVII e XVIII, há pelo menos três que levam nome do fundador desta Ordem. A mais visitada por turistas estrangeiros está na Argentina, e suas ruínas da missão San Ignácio Mini, com mais três vizinhas, fazem parte do mesmo objeto UNESCO No. 275 que já apresentada São Miguel das Missões - RS. Confesso, que já passei pela San Ignácio Argentina de ônibus, mas ainda não parei. É fácil demais, terei outras oportunidades. Não parei também em San Ignácio Major, paraguaia. Da missão maior as ruínas quase não sobraram, e segui direto para patrimônio histórico do Paraguai mais bem conservado, em Dep. Itapuá. Mas a San Ignácio boliviana é imperdível, embora não faz parte da lista mundial. A sua joia principal já foi visitada, mas ainda há outras coisas para curtir.

Começando com aquela maravilha de calçadas cobertas, elas se estendem muito além do perímetro da praça principal.



Principalmente pelas ruas comerciais da cidade, no sentido sul da praça. Aqui encontramos colunas talhadas e outros enfeites de madeira.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

No coração da capital de Velasco


Foi meu primeiro prêmio pela longa e intensa viagem.

Por motivos de um anexo mais recente, a igreja construída em San Ignácio de Velasco no ano 1761 não faz parte da lista UNESCO, mas nem por isso é menos cuidada pelas autoridades bolivianas e locais. Alias é a maior e mais bem restaurada entre construções jesuíticas nas quatro cidades da Chiquitânia que visitei nesta vez, e continua como sede da Diocese. Mas a diferencial da San Ignácio está também em outras coisas. Começando com a praça principal, em estado impecável e com arte monumental muito mais elaborada em comparação com similares.





Portanto, como primeira imagem das reportagens de San Ignácio, preferi este símbolo da vida social, econômica e cultural das missões.