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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Motivação para viagens: Patrimônio de Humanidade UNESCO na América do Sul

Viktor Pastoukhov, estratégia pessoal de exploração da América do Sul




A lista dos Monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO inclui mais de mil elementos, por hoje o número exato é 1121 (sempre sujeito à atualização). A contribuição sul-americana ainda é desproporcionalmente modesta: apenas 75 registros, embora alguns são compostos por séries de objetos locais. E até existem dois monumentos, um deles simplesmente gigante:

Qhapaq Ñan, Andean Road System - sistema viário dos incas em Andes (No.1459). É uma grande rede com mais de 6 mil km de estradas e 273 locais espalhados pelo território de 6 países - ARGENTINA, BOLÍVIA, COLÔMBIA, PERU, CHILE e EQUADOR

O segundo monumento transfronteiriço é mais compacto e envolve apenas ARGENTINA e BRASIL. Será que são as famosas Cataratas de Iguaçu / Iguazú no rio com mesmo nome que marca parte norte da fronteira entre dois países? Não! Esta maravilha mereceu dois registros "nacionalizados" (respectivamente No.303 e No.355) devido às grandes áreas de proteção ambiental em dois parques nacionais. Mas quase na mesma região há um monumento histórico registrado ainda antes, sob No.275: Missões jesuíticas nas terras dos índios guarani: San Ignacio Miní, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto, Santa María la Mayor (Argentina), São Miguel das Missões (Brasil). Este monumento inclui 5 objetos com distâncias de dezenas e até centenas de quilômetros entre si. Nota-se que a herança da Companhia de Jesus compõe também no mínimo 3 outros monumentos de Patrimônio Histórico de Humanidade na América do Sul e todos incluem vários objetos, embora não são transfronteiriços:  No.529 na Bolívia (6 objetos), No.648 no Paraguai (2 objetos - único registro paraguaio na lista UNESCO) e No.995 na Argentina (6 objetos).

Nos últimos anos surgiu também um monumento intercontinental, em homenagem do arquiteto Le Corbusier (No.1321), mas a contribuição da América do Sul neste é limitada pela Argentina, portanto aqui estará na conta deste país.

A distribuição do monumentos UNESCO pelos países da América do Sul agora é assim (contando os transfronteiriços para cada país e em parênteses sem os mesmos): Brasil - 23 (22); Peru - 12 (11); Argentina - 11 (9); Colômbia - 9 (8); Bolívia - 7 (6); Chile - 6 (5); Equador - 5 (4); Venezuela - 3; Suriname - 2; Uruguai - 2; Paraguai - 1.

Ideia principal deste plano: uma série de viagens com foco principal ou secundário em visitação destes monumentos UNESCO na América do Sul e compartilhamento dessas experiências com todos adeptos de mochiladas. Não só na forma de relatos de viagens, mas também por meio de novos cartões de visita das localidades em questão e das dicas de logística. Nada de extremismo: outros destinos interessantes  serão agregados no máximo aos roteiros motivados pela estratégia apresentada, enquanto os monumentos UNESCO jamais serão ignorados se estiver por perto. 

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Duas lendas do Maranhão

Mochilada a dois pelo norte do MA, 6 dias em fevereiro de 2018

Foi uma viagem bastante curta e sem percorrer grandes distâncias por terra, mas ficou gravada na memórias pelas impressões intensas e muito especiais, simplesmente incomparáveis. Dos nossos seis dias na faixa litorânea do estado de Maranhão  um e meio dedicamos ao Centro Histórico de São Luís, tombado pela UNESCO como monumento de Patrimônio de Humanidade, e mais quatro no Parque Nacional Lençóis Maranhenses e na sua vizinhança - com aquelas paisagens incríveis e com uma combinação improvável de ecossistemas milagrosamente misturados nesta região. O nosso plano inicial, que surgiu em torno das passagens aéreas promocionais (só R$ 800 por dois de ida e volta GRU-SLZ-GRU!) compradas com certa antecedência, funcionou muito bem, e na realidade tudo foi até mais fácil e acessível. As famosas atrações do Maranhão valeram a pena mesmo, e a região como um todo agradou e intrigou: surpreendentemente autêntica e receptiva. Portanto já temos planos de explorar mais as belezas do Maranhão, inclusive longe da Costa Atlântica, e também de conhecer o Litoral de Piaui, vizinho de Lençóis Maranhenses.



Crônicas diárias (de 1 a 6 de Fevereiro de 2018):

Dia 1-o: Chegada em São Luís, Centro Histórico.

Dia 2-o: Centro Histórico и прибрежные бульвары São Luís.

Dia 3-o: Viagem de van de São Luís para Barreirinhas de manhã, à tarde excursão para Lagoa do Peixe.

sábado, 30 de março de 2019

Andaluzia imperdível

Mochilada a dois pelo sul da Espanha, 12 dias em março de 2018

Nesta viagem pelas riquezas históricas e naturais da Andaluzia visitamos nove cidades e um parque nacional - inclusive 5 objetos de Patrimônio da Humanidade UNESCO. Houve seis locais de pernoites (11 no total). Andamos quase mil km de trens de diversas categorias, de ônibus, e até de barco - tudo de dia e com ótimas vistas: muitas paisagens marcantes ficaram gravadas na nossa memória. Os voos entre Madrid e Sevilha também foram interessantes, e a Espanha foi nono país onde utilizamos transporte aéreo doméstico.

Roteiro: (Madrid - Sevilha -) Córdoba (2 noites) - Granada (3) - Antequera (1) - Ronda (1) - Cádis - Jerez de la Frontera (2) - Sanlúcar de Barrameda - PN Doñana - Jerez de la Frontera - Sevilha  (2) - Madrid



Giramos esta volta no sentido horário. Todos nove alvos que aparecem neste mapa valeram a pena, bem como a capital da Espanha que ficou fora do quadro. 


Estamos felizes por aproveitar tão bem todos esses dias, e temos intensão de continuar conhecer a Espanha num futuro próximo, em porções regionais mais ou menos de mesmo tamanho como nesta vez.


Breve diário 

19.03.18. De manhã conexão rápida no aeroporto de Madrid MAD e voo curto até Sevilha SVQ. Ônibus "shuttle" até o terminal ferroviário, e trem expresso até Córdova. Check-in no hotel para 2 pernoites e início dos passeios pelo centro histórico da cidade - um importante monumento de Patrimônio de Humanidade UNESCO.  

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Fim de semana em Santiago e Valparaíso

Passeio a dois no Chile, 4 dias em maio de 2012

Foi uma viagem curta e bastante espontânea, mas acabou valendo mesmo, até diria que foi eficiente ao extremo. Não apenas conseguimos aplicar muitíssimo bem as milhas TAM que ameaçaram caducar, mas de quebra iniciamos a exploração de mais um país interessante, aonde voltaremos com certeza. Já nesta primeira investida conhecemos a sua capital Santiago e mais um par de cidades muito especiais do litoral: o balneário de Viña del Mar e o nosso alvo principal - porto histórico de Valparaíso:


(monumento de Patrimônio da Humanidade UNESCO - whc.unesco.org/en/list/959)

Os cartões de visita elaborados após esta viagem: Valparaíso - Santiago - Viña del Mar

Um prêmio extra - desfrutamos dois fantásticos voos diurnos entre São Paulo e Santiago (ida e volta): com widebody В777, na janela do lado de sombra, sem interferência de asas (especialmente para isso escolhemos lugares na cauda). Conseguimos não só reconhecer de cima algumas cidades memoráveis, como também apreciar as maravilhas dos picos nevados da Cordilheira de Andes e a grandeza do Rio Paraná. Entre estas duas marcas imponentes curtimos tantas atrações do Cento-Oeste argentino, que um dos dois no mesmo inverno foi até lá por terra (Córdoba e região, Rosário, Buenos Aires), e dois anos depois ampliou a sua zona de exploração nesta região.  

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

O Uruguai turístico: Montevidéu, Colônia e Punta

Passeio a dois pelo sul do Uruguai, 5 dias em outubro de 2010 

Foi uma viagem romântica, para comemorar aniversário de 50 anos de um os participantes. De jeito “mochileiro plus”, quero dizer, com pouca bagagem (mochila leve mais uma bolsa de mão, menor ainda), mas com hotel reservado antecipadamente, netbook a disposição e mais algumas mordomias. 
Formalmente deveria escrever “4,5 dias”, já que voltamos com voo de tarde. Mas gostamos tanto de aeroporto MVD Carrasco e das vistas de janela, que curtimos o Uruguai até o último instante, e as paisagens da Serra Gaúcha na sobremesa. Nesta vez resolvemos ficar com base na capital, reservando 4 noites no bem recomendado hotel Palacio, http://www.hotelpalacio.com.uy/por/hotel-palacio-uruguay-index.php , 35 dólares por noite, sem café d.m., ap-to matrimonial com amplo banheiro (até houve banheira grande) etc.

Objetivos principais: visitar a cidade histórica Colônia del Sacramento, naquela época o único monumento de Patrimônio de Humanidade no Uruguay (whc.unesco.org/en/list/747) e dois outros centros turísticos desse país.  
Roteiro: aeroporto - Punta del Este - Montevidéu - Colônia del Sacramento - Montevidéu - aeroporto
Extensão: uns 660 km, sem contar andanças dentro as cidades.
Meio de transporte principal: ônibus interurbano, suburbano e urbano.



Dia 1º (quinta-feira 14.10.2010)

Voo noturno com pouso às 02:30, desembarque e formalidades sem demora. Trocamos só R$ 150 para começar as atividades. Na verdade, R$ 100 já seria suficiente, o câmbio de aeroporto estava abaixo de expectativa (9,35 peso por real). Conferimos local e horário de ônibus e descansamos um pouco. Às 5:05 embarcamos para Punta no 1-o ônibus do dia, Montevidéu - Punta via aeroporto, Cia. COT http://www.cot.com.uy/ . A rota é servida também pela Cia. COPSA http://www.copsa.com.uy/home.shtml Passagem 149 peso, tanto do terminal Tres Cruces, como do aeroporto, todos ônibus têm wi-fi a bordo.

Chegamos em Punta às 6:45, assistindo o sol nascer entre dedos da escultura na Playa Blava.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Primeira aventura nas alturas: La Paz e Titikaka

Mochilada a dois pelo norte da Bolívia, 7 dias em outubro de 2004

De grosso modo, esta viagem de uma semana em outubro de 2004 foi a nossa primeira incursão séria para fora do eixo Brasil + Rússia.  As dicas de um amigo brasileiro bem experiente no Altiplano Boliviano foram inspiradoras e de grande ajuda, tiramos proveito também de algumas materiais de uma revista para turistas independentes. Essa também foi nossa primeira experiência na utilização das milhas acumuladas em voos entre Brasil e Rússia: uns 20 mil milhas no programa da VARIG - Star Alliance foi suficiente apenas para uma viagem continental dentro da América do Sul. Entre vários destinos disponíveis e interessantes exatamente a La Paz aparentava o mínimo de custos  adicionais com hotéis e excursões. Por exemplo, em Santiago de Chile tais custos matariam uma das duas passagens grátis, porque somando preço da outra passagem eram comparáveis ​​ao preço de dois  pacotes turísticos completos, com passagens aéreas incluídas.

Além das passagens aéreas de ida e volta e de uma lista das principais atrações do pedaço não programamos mais nada com antecedência, e não reservamos nem hotéis, nem excursões. Como resultado, todas as metas foram alcançadas, e ainda guardamos muitas impressões incomparáveis.



O cronograma ficou assim:

09.10.2004. Primeiro dia na Bolívia: aeroporto El Alto e cidade de La Paz.

10.10.2004. Viagem de ônibus até Сopacabana, encontro com o Lago Titikaka, trilhas no entorno.  


11.10.2004. De barco pelo Lago Titikaka, com várias paradas na Ilha de Sol e uma na Ilha de Lua.
Copacabana, Isla del Sol e Isla de la Luna, Lago Titikaka

12.10.2004. Passeios em Copacabana e retorno para La Paz.

13.10.2004. Excursão de meio-dia no sítio arqueológico de Tiwanaku, tombado pela UNESCO.  À tarde mais uma rodada de museus em La Paz.
   
14.10.2004. Meu aniversário nas alturas: excursão para Pico de Chacaltaya (5400 m), via "Valle da la Luna"

15.10.2004.  De manhã passeios em La Paz: à tarde voo para São Paulo. 

sábado, 5 de janeiro de 2019

A nossa expedição pela Patagônia argentina

Mochilada a dois pelo sul da Argentina, 16 dias em janeiro-fevereiro de 2016

Finalmente conseguimos realizar este plano: o roteiro básico foi detalhado ainda no fim de 2010, mas houve um contratempo na  hora de comprar passagens, seguido por outros motivos de adiamentos.  E nossa paciência valeu a pena, quando este plano amadureceu o suficiente deu tudo certo. Foi muito bom sem pressa atravessar estas regiões incríveis, andar por aquelas trilhas... Gostamos tanto dos três destinos-alvos (tombados pela UNESCO), quanto dos lugares que serviram de conexão entre estes.



O roteiro terrestre foi formatado de acordo com passagens aéreas espertas: não apenas ida e volta entre São Paulo e Buenos Aires (GRU-AEP-GRU), mas com acréscimo de mais um voo interno El Calafate  - Buenos Aires (FTE-AEP) no penúltimo dia, este último saiu quase de graça - por volta de R$ 100 por pessoa. Assim reservamos 15 dias para ir por terra da capital argentina ao sul, tentando conhecer tudo do mais interessante que estiver pelo caminho, incluindo obrigatoriamente os três monumentos de Patrimônio da Humanidade nesta parte da Argentina. E a nossa  trajetória real foi de modo geral conforme previsto (Plano de aventura na Patagônia: 2 semanas a partir de 20.01.2016), mas a rodagem total ficou maior - quase 5 mil km. Isso foi devido basicamente às longas esticadas bate-volta entre cidades de apoio e atrações principais, com contribuições de uma interferência climática e de algumas particularidades das linhas de ônibus na Patagônia.   

Rota (pernoites): 
Buenos Aires - (ônibus noturno) - Puerto Madryn (2 noites) - Península Valdés - Trelew (1) - Gaiman - Comodoro Rivadavia (1) - Las Heras (1) - Perito Moreno (1) - Cueva de las Manos, Rio Pinturas - (ônibus noturno) - El Chaltén (1) - El Calafate (5 noites, com excursões pelas geleiras) - voo interno - Buenos Aires (1)


Conexões de ônibus entre Buenos Aires e El Calafate

Fotos da Província Chubut:
Puerto Madryn - Península Valdés - Punta Tombo - Trelew - Gaiman - Comodoro Rivadavia

Fotos da Província Santa Cruz:
Las Heras - Perito Moreno (cidade) - Cueva de las Manos, Rio Pinturas - El Chaltén e suas trilhas - Geleira Perito Moreno, parte terrestre - Geleira Perito Moreno, parte aquática - Estancia Cristina - Lago Argentino, Braço Norte - El Calafate

Fotos aéreas:

FTE-AEP A320 LAN - AEP-GRU A320 TAM


Breve diário anotado no caminho:


20.01.2016.  NEGÓCIOS EM BUENOS AIRES

A capital da Argentina já desbravamos razoavelmente bem em 2012-2013, e nesta vez o principal negócio foi a conexão intermodal: de avião para ônibus com 5 horas entre a chegada para o Aeroparque AEP e a partida do principal terminal de ônibus Retiro. Desembarcamos na hora programada, rapidamente passamos pela fronteira e pela alfândega, já que carregamos apenas a bagagem de mão - uma modesta mochila e uma pequena bolsa.  Meia hora depois, já estávamos na rodoviária, chegando em um ônibus urbano comum. Confirmamos na bilheteria da empresa DON OTTO a validade das passagens compradas pela Internet, recebemos números das possíveis plataformas de embarque, e deixamos a bagagem no guarda-volumes automático.

Então sobrou um tempinho para negócio número dois: andamos pelas praças e ruas do centro, almoçamos, compramos provisões para a viagem e, o mais importante, visitamos uma das agências de viagens. Lá apreciamos os preços argentinos de excursões em El Calafate, o último e principal destino do nosso roteiro, e entendemos que desistimos das compras antecipadas pela Internet com toda razão. No fim das conversas compramos em Buenos Aires apenas 2 tours diários: o básico e o um dos três que foram visados além dele - aquele que registrou a maior quada de preço. Mais uma excursão foi simplesmente excluída, já que, em muitos aspectos, ela repetia partes dessas duas, e um dia livre seria bem vindo. Já a decisão sobre mais uma opcional, como, por exemplo, de invadir o Chile (PN Torres del Paine próximo à fronteira), foi adiada até os últimos dias da viagem.

sábado, 15 de setembro de 2018

Pela parte ocidental da República Oriental do Uruguai

Mochilada solo no Uruguai, em setembro de 2018 - 7 dias 

Esta viagem foi focada no mais novo objeto de Patrimônio de Humanidade tombado pela UNESCO em 2015 um frigorífico gigante nas margens do rio Uruguai, que por mais de um século exportava monstruosas quantidades de carne congelada ou enlatada e outros produtos de pecuária. O próprio rio e as cidades do "Litoral Uruguaio" também atraíram muito, bem como pontos de fronteira  entre o Brasil e o Uruguai. Portanto, a viagem foi planejada com base em passagens aéreas para voos dentro do Brasil: ida para Porto Alegre por "milhas" e retorno de Uruguaiana com conexão em Porto Alegre por preço camarada. O esboço do roteiro foi apresentado aqui: Embarcando para oeste do Uruguai e, em geral, tudo rolou de acordo com mais otimistas previsões sobre logística. E o conteúdo foi ainda melhor, já que no percurso descobri mas um objeto interessante na margem leste do rio Uruguai, e conseguiu improvisar uma esticada até lá.



O número de cidades e cidadezinhas uruguaias visitadas foi registrado com fotos dos monumentos  do general Artigas (1764 - 1850), onipresentes no Uruguai.

Mas nem tudo foi perfeito: acabei desistindo de passar pela outra margem do rio e gastar a minha sobra dos pesos argentinos guardados e desvalorizados desde viagens de 2016, e o tempo fechado não ajudou apreciar as belezas do rio Uruguai.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Córdoba e região, Rosário, Buenos Aires

Mochilada solo pela Argentina em julho de 2012 - 10 dias 

Foi uma viagem bastante improvisada e quase espontânea, inspirada por vistas aéreas da Córdoba e região que curti dois meses antes, ao voltar de Santiago para São Paulo. Esta cidade e serras ao redor conquistaram o meu coração de primeira vista, da altitude de 10 ou 11 mil metros:


(álbum completo aqui)


E depois de marcar direitinho todas as fotos de voo no Google Maps conheci muitas coisas interessantes, entre elas que nestas "Sierras Grandes de Córdoba" há um parque nacional onde é possível observar condors até melhor do que no famoso Cânion del Colca (Peru). E que há vasta herança jesuítica na cidade e na província de Córdoba, tombada pela UNESCO como parte de Patrimônio de Humanidade, bem como várias outras atrações na cidade e ao seu redor. 


As preparações foram curtas: consegui trocar minhas "milhas" pela passagem aérea só de volta, e só de Buenos-Aires, que nem pensava visitar nesta vez, mas não tinha nada contra um breve conhecimento com a principal metrópole da Argentina de quebra. E logo me mandei para Córdoba de ônibus, pensando em chegar a Buenos-Aires só na véspera de voo de retorno. terminando em retorno rápido por via aérea. Os ônibus da empresa CRUCERO DEL NORTE anotei ainda nas minhas viagens de 2010 para Iguaçu e para Assunção, e  nesta vez  viajei com ele para valer, duas noites seguidas.  Pela primeira vez na categoria "cama", uma poltrona confortável entre corredor e janela do lado direito. Passagem reservei por telefone, recebi dados bancários e endereço e-mail, paguei, enviei o comprovante e recebi a confirmação. Retirada de passagens na rodoviária Tietê, 1 hora antes de embarque, tudo tranquilo. Recebi 2 bilhetes grampeados, São Paulo - Garupá e Garupá - Córdoba, pelo preço de 255 reais, era mesma tarifa de Buenos-Aires, aonde seguiu o primeiro ônibus.

Nos 3 dias depois de chegar ao destino principal, rodei bastante pela regão em ônibus locais interurbanos e suburbanos. Ao terminar esta programação segui para Rosário em ônibus diurno, e 2 dias depois de lá para Buenos-Aires, também de dia. Apenas retorno para São Paulo foi por via aérea, de madrugada e com conexão em ASU.

Tudo correu muito bem, sem problemas ou dificuldades, consegui visitar tudo que queria e um pouco mais. Guardei ótimas impressões, depois voltei para Argentina em várias outras oportunidades, e voltarei ainda mais vezes.


Pontos altos da viagem - condores na Sierra de Córdoba e parques beira-rio em Rosário. 
Mas valeu também por tudo resto e pelo conjunto.

sábado, 14 de novembro de 2015

Sergipe em 4 dias: São Cristóvão, Aracaju, Xingó

Mochilada solo em outubro de 2012 

O menor estado do Brasil visitei aproveitando as milhas da GOL, com objetivos principais de conhecer São Cristóvão (uma das mais antigas cidades do Brasil recentemente tombada também pela UNESCO como Patrimônio de Humanidade), cânions e hidrelétrica Xingó no Rio São Francisco. Bem como a capital Aracaju, onde fiquei hospedado: 3 noites no hotel próximo ao aeroporto e 1 quadra da praia Atalaia - http://www.hotellitoral.com.br/
Foi bastante improvisado, mas deu certo: gostei muito desta pequena aventura e tirei centenas de fotos.

Diário:
03.10.2012. cheguei às 15 h, táxi, check-in no hotel, passeios na Atalaia.
04.10.2012. Tomei banho do mar logo cedo, e logo fui a São Cristóvão de ônibus, com conexão no centro de Aracaju. Voltei para Aracaju no meio de tarde, andei pelo centro... Já a noite cheguei no Shopping. Depois voltei para Atalaia de ônibus.
05.10.2012. Só Atalaia, com banho e caminhadas.
06.10.2012. Café de manhã e check-out cedo, excursão de dia inteiro para Xingó. Retorno às 20 h, curti um pouco mais os passeios de Atalaia, por volta de meia-noite peguei táxi para aeroporto.




Relatos:

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O miolo da Bolívia: Samaipata, Potosí, Sucre e outras maravilhas

Mochilada solo pela Bolívia em setembro-outubro de 2013 - 11 dias



Coloquei no título apenas aqueles 3 monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO que serviram como motivação maior para minha 3-a viagem à Bolívia. 

A 1-a (La Paz - Tiwanaku - Copacabana - Isla del Sol) ocorreu em 2004, viajamos com a minha esposa, e até agora estamos devendo este relato - Primeira aventura nas alturas (em construção)

A 2-a em abril do mesmo ano 2013, foi apresentada em Missões de Chiquitânia, com relatos e álbuns fotográficos em anexos.

Esclareço desde já, que Salar de Uyuni ficará para só 4-a, junto com Tarija, de novo em dois.

Nesta vez fui sozinho e visitei 10 outros locais interessantes, com pernoite em 8 desses. Cheguei a Santa Cruz de avião, fiz uma rota terrestre até Sucre e de lá retornei de avião via Santa Cruz. Evitei ônibus noturnos, fiz todos trechos de dia e tirei muitas fotos nestes quase 1300 km.

Roteiro:
Santa Cruz (A) - Samaipata (B) - Mairana (C) - Punata (D) - Cliza - Tarata - Cochabamba (E) - Oruro (F) - Potosí (G) - Sucre (H)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Missões de Chiquitânia

Mochilada solo pela Bolívia em abril de 2013 - 6 dias

Roteiro: Cuiabá MT - Cáceres MT - San Matias (BOL) - San Ignácio de Velasco - San Miguel de Velasco - San Rafael de Velasco - San José de Chiquitos - Roboré - Pto. Quijarro (BOL) - Corumbá MS - Campo Grande MS


Seis de uma dezena das fantásticas igrejas de madeira que sobreviveram na região de Chiquitânia desde os tempos da Companhia de Jesus atualmente compõem um dos monumentos de Patrimônio de humanidade UNESCO (Lista UNESCO: Missões jesuíticas de Chiquitos, Bolívia) - segundo dos sete monumentos bolivianos. E metade desta meia-dúzia eu consegui visitar nesta curta viagem cheia de improvisos. Praticamente sem informações prévias sobre transportes me aventurei nestas terras de população rarefeita, e isso foi muito bom para curtir intensamente os dias da escapada. Tinha compromissos firmes todo sábado de manhã naquele mês, mas consegui limpar uma semana de todas outras coisas de rotina, e ganhei 6,5 dias para este roteiro. A parte aérea coube toda no território do Brasil, e foi paga com "milhas" que juntei nas viagens anteriores.  De propósito atravessei a fronteira Brasil  - Bolívia na ida e na volta em pontos diferentes, e acumulei experiências importantes nesta modalidade.

domingo, 4 de outubro de 2015

Triângulo de Paraguai

Mochilada solo no Paraguai, em setembro de 2010 - 5 dias 

Foi uma viagem breve e intensa, mas muito positiva. Sem problemas, tudo correu bem. Com certeza, ajudou o planejamento prévio, com base nas informações obtidas no site http://www.mochileiros.com e de outras fontes.



Roteiro (pernoites): 
S.P. - (ônibus noturno) - Asunción (1 noite) - Encarnación (2 noites, com saída para Trinidad e Jesús)  – Ciudad-del-Este – (ônibus noturno) - S.P.

sábado, 29 de agosto de 2015

Arequipa, Colca, Machu-Pichu, Cusco e região

Mochilada a dois pelo sul de Peru, 11 dias em janeiro-fevereiro de 2015 

Considerando que visita à Machu Picchu com direito de subir ao pico Huayna-Picchu agora precisa ser reservada pelo menos um mês antes, nós providenciamos tais ingressos para dia 3 de fevereiro, e logo compramos também passagens de trem Ollantaytambo - Águas Calientes (dia 2) e de volta (dia 4).  Depois reservamos hotéis para 9 das 11 noites do roteiro, deixando mais uma para excursão de Cânion Colca e outra para ônibus Arequipa - Cusco (passagem já foi comprada pela internet). Este plano deu certo, mas houve também espaço para improvisos. O principal objetivo da viagem foi, é claro, a visitação de Machu-Picchu, com seu vizinho pico Huayna-Picchu. Completam a lista de prioridades os centros históricos de Cusco e de Arequipa, bem como as principais atrações nas suas regiões. Portanto, houve duas possibilidades, ambas com passagens aéreas disponíveis, preços e horários equivalente: começar em Cuzco e Vale Sagrado e depois seguir para região de Arequipa, ou vice-versa. Escolhemos a segunda mais em função do dia para qual conseguimos reserva de vagas para escalaminhada de Huayna-Picchu, mas a primeira seria mais coerente em razão das altitudes. Embora Arequipa fica 1 km abaixo de Cuzco (2,3 e 3,3 mil metros respectivamente), o Vale do Colca, e, principalmente, o caminho para lá representam o maior desafio (3,6 e até 4,9 mil), já a Machu-Picchu pueblo é simplesmente o mais baixo local deste roteiro (2 mil metros). sofremos um pouco por isso, mas, em compensação, levamos tremenda sorte com condições de tempo: raros dias de sol nesta temporada coincidiram com a nossa presença em cada local.

Roteiro (pernoites): 
Arequipa (2 noites) - Chivay (1) - cânion Colca - Arequipa - (ônibus noturno) - Cusco - Ollantaytambo (1) - Águas Calientes (2 noites, dia em Machu-Picchu) - Cusco (4 noites, com saídas para Pisac e outras).



Diário:

28.01. quarta. Voos São Paulo - Lima - Arequipa, com vistas de Andes e do Lago Titikaka; chegada às 16:15, contatos com agências de turismo e passeios pelo centro;
29.01. quinta. Arequipa: mirantes, Catedral, convento Santa Catalina, demais igrejas e museus, passeios pelo centro histórico;
30.01. sexta.  Pela manhã excursão de ônibus: Reserva Nacional Salinas - Aguadas Blancas; à tarde chegada em Chivay (Vale do colca); águas termais; à noite show folclórico;
31.01. sábado. Excursão de ônibus: Vale e Cânion do rio Colca, retorno à Arequipa; às 20:30 saída de ônibus para Cusco;




quarta-feira, 17 de julho de 2013

Crônica de uma viagem Trans-Siberiana

Vladivostok - Moscou a dois: 9705 km com várias paradas.
(163 horas de trens = 9 noites bem dormidas + 2 dias inteiros e algumas tardes).


Tipo de roteiro: Trans-Siberiana de leste para oeste, em trens regulares, 2-a e 3-a classe. Como já conhecemos bem a rede ferroviária na parte europeia da Rússia, primeiramente focamos naqueles 7 mil km da Trans-Siberiana original ("histórica"), construída em 1891-1916, e depois completamos o circuíto sem pressa. Foi uma viagem a dois, romântica, até comemorativa (30 anos de casamento), mas nem com isso sentimos vontade de gastar muito. Justamente por motivos econômicos escolhemos a direção leste - oeste, já que conseguimos passagens aéreas de ida por preço muito atrativo naquela época (junho de 2011).

LOGÍSTICA

Obs: apesar de temporada de verão e muitos trens adicionais, contamos com perfeita pontualidade em todos os trechos, e reparamos que houve pouquíssimos atrasos de outros trens passando por mesmas estações.

Começamos com a parte aérea MOSCOU (SVO) – VLADIVOSTOK, AEROFLOT SU-719. No plano de voo seria 6,5 mil km, cortando uma parte da China, mas acabamos contornando a fronteira, quase 7 mil km em 8,5 horas. Aeronave A-330, quase 0km, com telas individuais (não existentes em similares A-340 da IBERIA, que encontramos nos trechos GRU-MAD e MAD-GRU). Custo (sempre para dois): quase 10 mil rublos de passagens aéreas, (mais 600 de trem expresso para aeroporto e 54 de metrô).

E voltamos fazendo 8 trechos terrestres avulsos:

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Igrejinhas e ruazinhas da Diamantina


As antigas igrejas da Diamantina são bem mais modestas do que famosas construções nas primeiras capitais de Minas Gerais. Mas transmitem a sensação de naturalidade e harmonia com o ambiente urbano criado na mesma época.


Capela Imperial do Amparo (1773-1818)



Igreja de São Francisco (1772)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Outros tesouros de São Cristóvão


....continuando a excursão pelo centro histórico da cidade, encontrei mais uma praça com duas igrejas.



É a Praça Senhor dos Passos ou Praça do Carmo, com seu Conjunto Carmelita.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Praça que vale uma viagem, até no tempo


A 4-a cidade mais antiga do Brasil de novo saiu da sombra. Não foi em 1967, quando foi tombada pelo IPHAN por inteiro, com título de cidade histórica, aconteceu recentemente. Em 2010 a praça São Francisco, que é uma praça mais histórica do centro histórico desta cidade histórica, foi declarada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, e o nome de São Cristóvão (Sergipe) ficou bem mais falado. Então começaremos visita a cidade deste lugar de destaque.



A praça é quase retangular, uns 100 por 50 metros, com pevimentação de pedra grande. Construções de séculos passados pelo perímetro, bem conservadas e-ou restauradas. Inclinação sensível de sul ao norte. Há uma cruz e uma árvore bonita...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A joia do barroco mineiro


A Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos fica no ponto mais alto da cidade, no topo de uma colina. E representa um dos pontos mais altos do estilo barroco colonial, na versão mineira, graças às obras do famoso escultor Aleijadinho e dos seus seguidores.



Mas o complexo da igreja e das capelas também é bonito, incrivelmente harmonioso e combina muito bem com a paisagem.