segunda-feira, 27 de maio de 2013

Panoramas e escavações da Chiquitânia


Com ajuda de bom tempo (o pensamento positivo é essencial para conseguir tal privilégio), é possível curtir San José de Chiquitos muito mais. Alias, simplesmente dar uma volta por cima desta pequena e importante cidade, fazendo boa caminhada ao sul, para Parque Nacional, que reúne valores históricos e naturais.



Vamos, então para fora da cidade, é possível vê-la assim, depois de um pouco mais de uma hora de marcha.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Missão de San José de Chiquitos


Fundada em 1697. População urbana quase 10 mil habitantes, o que não é pouco nesta região, por centenas de quilômetros para qualquer lado não há cidades maiores. Recomendo a todos paradinha neste lugar, que fica bem no caminho entre fronteira Brasil - Bolívia em Corumbá - Puerto Quijarro e Santa Cruz de la Sierra. Muitos e muito passam por aqui de noite, cochilando em lentos trens, mas hoje em dia há estrada bem pavimentada, por onde passam ônibus mais rápidos e confortáveis, com horários mais convenientes. De preferência, dedique, como eu, dia inteiro para conhecer esta cidade e suas proximidades, vale a pena. No meu caso foi um dia bem completo, nada de chegadas e partidas, já que desembarquei de ônibus local, vindo de San Rafael, por volta das 23:30, e dormi 2 noites aqui.



Logo começo com destaque principal, herança jesuítica, que fica em frente ao meu hotel. Este complexo faz parte do mesmo objeto da Lista UNESCO, que duas igrejas visitadas no dia anterior, San Miguel de Velasco e San Rafael de Velasco. Mas o conjunto arquitetônico aqui é maior e com fachadas de pedra. No caso da igreja central, apenas fachada, mas três outras construções têm estrutura de pedra também. Esta memorável linha de frente foi desenhada pelo padre Bartolomé de Mora e inclui (da esquerda a direita):
capela (1750)
fachada da igreja (1747)
campanário (1748)
casa dos padres (1754).

sábado, 18 de maio de 2013

San Rafael, onde tudo começou


Mais um trecho de 40 km pela estrada de terra, e já estamos em San Rafael.



Hoje em dia é uma pequena cidade, ca. 2 mil habitantes. Há poucas soluções logísticas, basicamente 2 linhas de ônibus de empresas diferentes (UNIVERSAL e BARUC), que diariamente circulam de San Ignácio a San José e vice-versa.

terça-feira, 7 de maio de 2013

San Miguel de Velasco, nem mais, nem menos


Esta missão foi fundada em 1722, a partir da vizinha San Rafael (segunda mais antiga da região), e a própria igreja construída sob comando do padre Martin Schmidt em 1766, com base em experiência obtida em obras anteriores.



Atualmente representa a melhor amostra do gênero, e a sua restauração foi perfeita, sem reclamações por parte do Comitê UNESCO. Embora, algumas bases das colunas, historicamente inteiriças, foram recuperadas usando quatro troncos devidamente cortados.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Missões jesuíticas da Chiquitania, BOLÍVIA

San José de Chiquitos, San Rafael, San Miguel, Santa Ana, Concepción, San Javier e outras cidades - Dep-to. Santa Cruz

As missões de evangelização na Bolívia foram criadas pelas Ordens de São Francisco e de Jesus, com divisão não muito clara das áreas de responsabilidade. Mas justamente a segunda deixou uma herança mais rica, que foi reconhecida até como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Vários fatores conspiraram para isto, inclusive um relativo atraso na exploração das regiões planas no oeste, conhecidas com nome geral de Gran Chiquitania. As igrejas construídas nas últimas décadas antes de expulsão dos jesuítas das colônias logo passaram para outra forma de administração religiosa de forma pacífica, não houve guerras semelhantes às guaraníticas. Portanto, o gênero único das construções e a capacidade dessas de resistir ao tempo ficaram conhecidos mundialmente.

A específica desta região, coberta de forte vegetação e sem fontes de pedra para construção, definiu uma solução diferente: as estruturas foram feitas de madeira. Principais ideias de projeto e técnicas de obra trazidas da Europa passaram por necessária adaptação às condições locais, e aqui surgiu um novo estilo de templos católicos, normalmente credenciado ao padre suisso Martin Schmidt, principal arquiteto e mestre da obra desta época.



Os templos da Chiquitania caracterizados por linhas externas retas e claras (telhado de duas águas simétrico), com pintura colorida das paredes, de fundo claro, são inconfundíveis com outros e têm muita semelhança entre si. As diferenças são pouco relevantes, como uso de vigas retas, ou de arcos compostos, e o acabamento interno também abusa de madeira talhada, com porções consideráveis de banho de ouro.

(original: Wikipedia)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Memorial da última obra jesuítica no Paraguai


O sítio arqueológico de Jesús (Dep. Itapuá, Paraguai), de fato, não faz parte das “ruínas jesuíticas”. Aqui não há restos de destruição durante a guerra, como em vários outros locais, esta obra nem terminou antes da expulsão da Ordem dos Jesuítas e ficou simplesmente inacabada, abandonada como estava, e ignorada por muito tempo.



Embora a Missão de Jesús de Tavarangue é uma das mais antigas, foi fundada em 1685, inicialmente possuía apenas construções de madeira, e só algumas décadas mais tarde começou a tentativa de transferência para novo local, com estruturas mais sólidas.

sábado, 27 de abril de 2013

Trinidad, a maior das quase sobreviventes


A missão de Trinidad (1706) era uma das mais importantes, entre 30 fundadas pela Companhia de Jesus nas terras dos índios Guarani (antiga Província de Paraguai). As suas ruínas, provavelmente, representam a melhor amostra daquelas cidades planejadas, em função do seu tamanho e da sua conservação como todo. Embora a igreja principal não é das mais inteiras, comparando com outros objetos do gênero, o complexo como um todo sim, sofreu destruição menor e as ruínas resistiram bem aos tempos de abandono. E este possui área maior e inclui mais elementos do que sítios arqueológicos mais visitados na região.



É impossível visualizar tudo de vez, de algum ponto terrestre, precisaria de vista aérea para isso.

sábado, 20 de abril de 2013

Encantos de San Ignácio boliviana


Entre atuais cidades históricas, fundadas na América do Sul pela Companhia de Jesus nos séculos XVII e XVIII, há pelo menos três que levam nome do fundador desta Ordem. A mais visitada por turistas estrangeiros está na Argentina, e suas ruínas da missão San Ignácio Mini, com mais três vizinhas, fazem parte do mesmo objeto UNESCO No. 275 que já apresentada São Miguel das Missões - RS. Confesso, que já passei pela San Ignácio Argentina de ônibus, mas ainda não parei. É fácil demais, terei outras oportunidades. Não parei também em San Ignácio Major, paraguaia. Da missão maior as ruínas quase não sobraram, e segui direto para patrimônio histórico do Paraguai mais bem conservado, em Dep. Itapuá. Mas a San Ignácio boliviana é imperdível, embora não faz parte da lista mundial. A sua joia principal já foi visitada, mas ainda há outras coisas para curtir.

Começando com aquela maravilha de calçadas cobertas, elas se estendem muito além do perímetro da praça principal.



Principalmente pelas ruas comerciais da cidade, no sentido sul da praça. Aqui encontramos colunas talhadas e outros enfeites de madeira.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

No coração da capital de Velasco


Foi meu primeiro prêmio pela longa e intensa viagem.

Por motivos de um anexo mais recente, a igreja construída em San Ignácio de Velasco no ano 1761 não faz parte da lista UNESCO, mas nem por isso é menos cuidada pelas autoridades bolivianas e locais. Alias é a maior e mais bem restaurada entre construções jesuíticas nas quatro cidades da Chiquitânia que visitei nesta vez, e continua como sede da Diocese. Mas a diferencial da San Ignácio está também em outras coisas. Começando com a praça principal, em estado impecável e com arte monumental muito mais elaborada em comparação com similares.





Portanto, como primeira imagem das reportagens de San Ignácio, preferi este símbolo da vida social, econômica e cultural das missões.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

No caminho para San Ignácio de Velasco, Bolívia


Cuiabá – Cáceres – San Matias - San Ignácio de Velasco

San Ignácio de Velasco foi meu primeiro alvo nesta viagem. Embora a sua igreja não consta na lista UNESCO, por causa de campanário construído nos tempos modernos, a herança jesuítica nesta cidade é grande e bem cuidada. Além disso, ela é maior que todas as vizinhas, e serve como base para explorar a Chiquitânia. Com sua localização estratégica, possui linhas de ônibus para todas 6 cidades deste objeto de Patrimônio Cultural da Humanidade, bem como para Santa Cruz de La Sierra e para ponto de fronteira Bolívia – Brasil em San Matias. Assim, com apenas 6 dias livres, e com milhas suficientes para comprar apenas passagens aéreas nacionais, resolvi ir para San Ignácio o mais rápido possível, desembarcando no aeroporto de Cuiabá no sábado a noite e atravessando a fronteira no domingo de manha. Deixando San Xavier e Concepcion, que ficam no caminho entre San Ignácio e Santa Cruz, bem como a própria Santa Cruz, para outras ocasiões, de San Ignácio seguir para outras cidades históricas, terminando pela San José de Chiquitos, de onde é fácil voltar ao Brasil pela Corumbá. A passagem de retorno para São Paulo, então, foi de Campo Grande, na sexta a noite.