sábado, 5 de janeiro de 2019

A nossa expedição pela Patagônia argentina

Mochilada a dois pelo sul da Argentina, 16 dias em janeiro-fevereiro de 2016

Finalmente conseguimos realizar este plano: o roteiro básico foi detalhado ainda no fim de 2010, mas houve um contratempo na  hora de comprar passagens, seguido por outros motivos de adiamentos.  E nossa paciência valeu a pena, quando este plano amadureceu o suficiente deu tudo certo. Foi muito bom sem pressa atravessar estas regiões incríveis, andar por aquelas trilhas... Gostamos tanto dos três destinos-alvos (tombados pela UNESCO), quanto dos lugares que serviram de conexão entre estes.



O roteiro terrestre foi formatado de acordo com passagens aéreas espertas: não apenas ida e volta entre São Paulo e Buenos Aires (GRU-AEP-GRU), mas com acréscimo de mais um voo interno El Calafate  - Buenos Aires (FTE-AEP) no penúltimo dia, este último saiu quase de graça - por volta de R$ 100 por pessoa. Assim reservamos 15 dias para ir por terra da capital argentina ao sul, tentando conhecer tudo do mais interessante que estiver pelo caminho, incluindo obrigatoriamente os três monumentos de Patrimônio da Humanidade nesta parte da Argentina. E a nossa  trajetória real foi de modo geral conforme previsto (Plano de aventura na Patagônia: 2 semanas a partir de 20.01.2016), mas a rodagem total ficou maior - quase 5 mil km. Isso foi devido basicamente às longas esticadas bate-volta entre cidades de apoio e atrações principais, com contribuições de uma interferência climática e de algumas particularidades das linhas de ônibus na Patagônia.   

Rota (pernoites): 
Buenos Aires - (ônibus noturno) - Puerto Madryn (2 noites) - Península Valdés - Trelew (1) - Gaiman - Comodoro Rivadavia (1) - Las Heras (1) - Perito Moreno (1) - Cueva de las Manos, Rio Pinturas - (ônibus noturno) - El Chaltén (1) - El Calafate (5 noites, com excursões pelas geleiras) - voo interno - Buenos Aires (1)


Conexões de ônibus entre Buenos Aires e El Calafate

Fotos da Província Chubut:
Puerto Madryn - Península Valdés - Punta Tombo - Trelew - Gaiman - Comodoro Rivadavia

Fotos da Província Santa Cruz:
Las Heras - Perito Moreno (cidade) - Cueva de las Manos, Rio Pinturas - El Chaltén e suas trilhas - Geleira Perito Moreno, parte terrestre - Geleira Perito Moreno, parte aquática - Estancia Cristina - Lago Argentino, Braço Norte - El Calafate

Fotos aéreas:

FTE-AEP A320 LAN - AEP-GRU A320 TAM


Breve diário anotado no caminho:


20.01.2016.  NEGÓCIOS EM BUENOS AIRES

A capital da Argentina já desbravamos razoavelmente bem em 2012-2013, e nesta vez o principal negócio foi a conexão intermodal: de avião para ônibus com 5 horas entre a chegada para o Aeroparque AEP e a partida do principal terminal de ônibus Retiro. Desembarcamos na hora programada, rapidamente passamos pela fronteira e pela alfândega, já que carregamos apenas a bagagem de mão - uma modesta mochila e uma pequena bolsa.  Meia hora depois, já estávamos na rodoviária, chegando em um ônibus urbano comum. Confirmamos na bilheteria da empresa DON OTTO a validade das passagens compradas pela Internet, recebemos números das possíveis plataformas de embarque, e deixamos a bagagem no guarda-volumes automático.

Então sobrou um tempinho para negócio número dois: andamos pelas praças e ruas do centro, almoçamos, compramos provisões para a viagem e, o mais importante, visitamos uma das agências de viagens. Lá apreciamos os preços argentinos de excursões em El Calafate, o último e principal destino do nosso roteiro, e entendemos que desistimos das compras antecipadas pela Internet com toda razão. No fim das conversas compramos em Buenos Aires apenas 2 tours diários: o básico e o um dos três que foram visados além dele - aquele que registrou a maior quada de preço. Mais uma excursão foi simplesmente excluída, já que, em muitos aspectos, ela repetia partes dessas duas, e um dia livre seria bem vindo. Já a decisão sobre mais uma opcional, como, por exemplo, de invadir o Chile (PN Torres del Paine próximo à fronteira), foi adiada até os últimos dias da viagem.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Barra do Quaraí RS - Bella Unión: ponto de fronteira e ponte no rio Quaraí

Anexo 2 ao resumo sobre pontos de fronteira Brasil–Uruguai

Dos seis pontos de fronteira entre os dois países abertos para travessia de veículos e pessoas, este é o mais distante de Montevidéu e das megalópoles brasileiras: fica perto da tríplice fronteira Brasil - Uruguai - Argentina, na cidade de apenas 6 mil habitantes. Mas em popularidade só perde com certeza aos dois principais, por onde passam linhas de ônibus  internacionais de longa distância (as linhas internacionais urbanas existem  também neste e nos outros). Isso se deve às peculiaridades dos sistemas rodoviários do Uruguai e do Brasil, onde onde há bons corredores rodoviários ao longo da margem esquerda do rio Uruguai (limítrofe para os dois países com a Argentina). E a ponte internacional próximo ao foz do rio Quaraí conecta a  Ruta Nacional 3 do Uruguai, que começa em Montevidéu (650 km) e passa por várias cidades importantes deste país e, com a rodovia federal BR-472, que segue ao longo deste rio por outros 650 km ao norte. Além disso, já a algumas dezenas de quilômetros daqui, na cidade de Uruguaia, a BR-472 cruza com uma das principais rotas de transporte Argentina - Brasil.

A ponte ferroviária sobre este rio funcionava desde 1915, mas só em 1976 ao seu lado foi construída uma moderna ponte rodoviária, com comprimento de aproximadamente 670 metros e largura de 8,5 metros.



O posto de controle no lado brasileiro atualmente só cumpre as funções aduaneiras, focando em carga dos caminhões, enquanto a maioria dos carros de passeio passa sem parar. Os procedimentos de migração de ambos os países são realizados no escritório-contêiner que funciona 24 horas por dia no lado uruguaio da ponte,

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Quaraí RS - Artigas: ponto de fronteira e ponte no rio Quaraí

Anexo 1 ao resumo sobre pontos de fronteira Brasil–Uruguai

É um dos mais confortáveis entre seis pontos se fronteira entre estes dois países: pela larga mas não muito longa ponte sobre o rio Quaraí. As duas cidades fronteiriças formam uma conurbação com população total quase 70 mil habitantes, dois terços dos quais estão no lado uruguaio. Apenas o rio as separa, e suas praças centrais ficam a apenas um quilômetro e meio uma da outra (menos de 20 min. de caminhada). Distâncias até as metrópoles Porto Alegre e Montevidéu são aproximadamente 600 km, portanto este ponto de fronteira não é tão popular como os mais próximos às grandes capitais.



Passei por ali no caminho do aeroporto de Porto Alegre para Oeste do Uruguai (confira o relato Pela parte ocidental da República Oriental do Uruguai). Para rotas deste tipo, sim, é um dos três pontos mais bem localizados, e o meu roteiro funcionou perfeitamente.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Porto Mauá - Alba Posse: ponto de fronteira e balsa no rio Uruguai

Anexo 1 ao resumo sobre pontos de fronteira Brasil–Argentina

Porto Mauá, RS - Alba Posse, Misiónes é um dos dez pontos de fronteira com controle de migração que existem ao longo dos 1250 km da linha compartilhada entre dois principais parceiros do bloco Mercosul. Provavelmente, o mais popular entre quatro pontos deste tipo - com balsa (há pontes em 5 ouro pontos e apenas um é completamente seco). 

Todas quatro travessias internacionais de balsa entre Brasil e Argentina pelo rio Uruguai operam apenas no horário diurno, e com longo intervalo de almoço. Nós chegamos em Porto Mauá por volta das 12:40 na segunda-feira 26 de dezembro de 2016, e a fronteira estava trancada com cadeado, mas o horário de balsa prometia próxima partida às 14:30.



A fila de espera foi de tamanho só de 1 carro (aquela picape vermelha), portanto fomos almoçar no lanchonete bem em frente, para manter o controle visual sobre a situação. O pessoal do lanchonete assegurou que os guichês da balsa e do controle de migração devem abrir às 14 h, e que não faz sentido ir até lá antes disso.   

domingo, 21 de outubro de 2018

PN Serra da Capivara - PI

O oitavo pela ordem de inclusão dos vinte monumentos brasileiros da UNESCO, está na lista do Patrimônio Mundial desde 1991. E, apesar das suas maravilhosas paisagens, ele conquistou seu lugar não como um monumento natural, mas sim como cultural e histórico. Já que em quesitos de antiguidade não há nada comparável em ambas as Américas: seus numerosos e variados exemplos de arte rupestre estão bem preservados em uma ampla área, e outras descobertas arqueológicas datam de uma amplitude tão ampla que inverte completamente todas as idéias estabelecidas sobre a história da penetração humana ao Hemisfério Ocidental deste planeta. Basta dizer que há imagens com idade de 2-3 mil anos e há também criadas 20-30 mil anos atrás. Amostras de produtos cerâmicos com idade de cerca de 9 mil anos são, sem dúvida, as mais antigas do Novo Mundo. E de modo geral há sinais claros de colonização desse território durante de cerca de 50 mil anos.

A reserva foi criada em 1971, durante o trabalho da expedição conjunta Brasil-França, e desde então seu território foi incrementado várias vezes. Agora chega a aproximadamente 130 mil hectares (1,3 mil km2), com perímetro de 214 km. Localizada na região sudeste do estado do Piauí, no território de quatro municípios, dos quais apenas um, o São Raimundo Nonato, possui porte e infra-estrutura notáveis, portanto deve ser tomado como o principal marco. Isso significa que aqueles que desejarem conhecer este Parque Nacional precisarão pousar por alguns dias exatamente nesta cidade, e de lá para fazer incursões diurnas para as áreas protegidas. Como chegar até lá, onde pernoitar e outras dicas consulte em São Raumundo Nonato - PI.

O nome do parque nacional inclui o termo "Serra" mais adequado para cadeias montanhosas com picos agudos, mas nesta região o relevo é diferente. Todas as três mesetas localizadas no território  do Parque Nacional (a Serra da Capivara propriamente dita, a Serra Vermelha e a Serra Branca) se assemelham aos "tepuis", tão característicos para o sul da Venezuela. Eles atingem alturas de apenas 500-600 metros acima do nível do mar, e em relação à planície circundante bem menos - até 200-300 metros.



Mas quase todas as suas paredes são  verticais, e os longos processos de erosão formaram numerosos  nichos e abrigos na parte inferior e, em alguns lugares, também em alturas intermediárias. Tais nichos foram criados principalmente por fluxos de água durante as estações chuvosas, já que no final da era glacial esta região tinha clima mais úmido e as massas de gelo também participavam desses processos. E exatamente nestes nichos é que se encontra a principal riqueza arqueológica:

sábado, 15 de setembro de 2018

Pela parte ocidental da República Oriental do Uruguai

Mochilada solo no Uruguaiem setembro de 2018 - 7 dias 

Esta viagem foi focada no mais novo objeto de Patrimônio de Humanidade tombado pela UNESCO em 2015 um frigorífico gigante nas margens do rio Uruguai, que por mais de um século exportava monstruosas quantidades de carne congelada ou enlatada e outros produtos de pecuária. O próprio rio e as cidades do "Litoral Uruguaio" também atraíram muito, bem como pontos de fronteira  entre o Brasil e o Uruguai. Portanto, a viagem foi planejada com base em passagens aéreas para voos dentro do Brasil: ida para Porto Alegre por "milhas" e retorno de Uruguaiana com conexão em Porto Alegre por preço camarada. O esboço do roteiro foi apresentado aqui: Embarcando para oeste do Uruguai e, em geral, tudo rolou de acordo com mais otimistas previsões sobre logística. E o conteúdo foi ainda melhor, já que no percurso descobri mas um objeto interessante na margem leste do rio Uruguai, e conseguiu improvisar uma esticada até lá.



O número de cidades e cidadezinhas uruguaias visitadas foi registrado com fotos dos monumentos  do general Artigas (1764 - 1850), onipresentes no Uruguai.

Mas nem tudo foi perfeito: acabei desistindo de passar pela outra margem do rio e gastar a minha sobra dos pesos argentinos guardados e desvalorizados desde viagens de 2016, e o tempo fechado não ajudou apreciar as belezas do rio Uruguai.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Embarcando para oeste do Uruguai

Mais um roteiro para já. Sei que estou devendo relatos das últimas viagens, e prometo publicar alguma parte ainda neste ano e muito mais em 2019. Mas ainda não nesta semana: amanhã, nesta terça-feira 28 de agosto, estou embarcando para mais uma pequena aventura solitária. O principal objetivo é o mais próximo dos objetos de Patrimônio da Humanidade UNESCO que não visitei ainda, localizado no lado uruguaio do rio Uruguai, na cidade de Fray Bentos: http://whc.unesco.org/en/list/1464

Entrou no cadastro da UNESCO só em 2015, portanto passamos por fora na nossa viagem pelo Uruguai de 2010, mas agora ganhei um novo incentivo para voltar a este país e conhecer mais uma região. E nesta região oeste  quero curtir também o próprio rio Uruguai, que também faz parte dos objetivos maiores desta viagem. Junto com dois dos seis pontos de fronteira Brasil–Uruguai: Quaraí – Artigas e Barra do Quaraí – Bella Union. A passagem aérea de ida comprei só até PORTO ALEGRE RS (LATAM, por milhas), mas a volta é partindo de Uruguaiana (AZUL, com conexão em Porto Alegre, tarifa muito atraente), portanto a rota terrestre mais lógica é esta:


Os objetivos complementares são Uruguaiana e seu aeroporto (26-o na minha coleção brasileira de passageiro), e as cidades uruguaias Salto (segunda maior do país), Mercedes (berço da independência) e Paysandú (exemplo de desenvolvimento).

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Esboço de roteiro pelo sul da Colômbia

Restando 3 dias até início desta pequena aventura, e só agora o roteiro parece mais ou menos definido, até com certa maturação. 

O principal objetivo desta viagem é duplo: parques arqueológicos San Agustín e Tierradentro, monimentos de Patrimônio de Humanidade. Aqui estão as suas cartões de visita oficiais, no site da UNESCO: 

A localização dos dois é muito agradável - nas verdes montanhas do sul colombiano, com altitudes entre 1550 e 2000 m (o que corresponde aos miolos da Serra da Mantiqueira). Mais exatamente - nas províncias vizinhas de Cauca e Huila respectivamente, distâncias de Bogotá 470-570 km e de Cali 230-270 km. Da cidade histórica Popayan  (http://www.colombia.travel/pt/a-donde-ir/pacifica/popayan),  que parece ser o melhor ponto de apoio para visitação dos parques arqueológicos, apenas 120-140 km, e o caminho mais curto entre ambos, via Pitalito e La Plata, soma uns 170-180 km. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

São Raumundo Nonato - PI

Cidade localizada 500 km ao sul da capital do estado, milionária Teresina PI. Foi fundada em 1912, a população atual é de 32 mil habitantes, parece pequena, mas na pouco povoada região sul de Piauí este é o principal centro urbano, comercial e cultural, bem como importante nó de transportes. São Raimundo Nonato  agora é conhecida no país todo e até mundialmente  - como ponto de apoio para visitação do Parque Nacional Serra da Capivara, patrimônio de Humanidade.



Mas o povo local não se importa muito com isso, e a cidade continua vivendo sua vida. Os mercados e as lojas de São Raimundo atraem vendedores e cliente de um vasto território, portanto no horário comercial a cidade ferve de gente.



Nos últimos tempos a cidade se tornou também um relevante centro universitário, com abertura dos campi da Universidade Estadual de Piauí e da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Pampulha - Patrimônio de Humanidade UNESCO!

Pampulha, BELO HORIZONTE MG
Descrição no site UNESCO - Coordenadas - Portal turístico

O mais novo dos 20 objetos de Patrimônio Natural e Cultural de Humanidade foi incluído na lista da UNESCO na última seção, em julho de 2016 e recebeu o número 1493. A formulação é bastante clara: "projeto urbanístico visionário de cidade-jardim...  centro de carácter cultural e recreativo em torno de um lago artificial, compreendendo  um casino, a Casa do Baile, o Iate Clube e a igreja de São Francisco de Assis".

Este lago de Pampulha e os agradáveis e verdes bairros residenciais ao seu redor foram criados na periferia da metrópole mineira nos anos 1940.



O então prefeito da cidade Juscelino Kubitschek, jovem e cheio de novas ideias, solucionou pelo menos dois problemas por meio desse ambicioso projeto. O primeiro objetivo foi utilitário - criar um bom reservatório de água potável para suprimento da metrópole BH em pleno crescimento. O outro é estratégico – implementação na periferia da cidade de uma grande área de recreação, com opções de esportes aquáticos e outros e com e vadiados estabelecimentos culturais. Para atrair neste local os moradores da cidade acostumados com correria de dia-a-dia e com cantinhos verdes de importância local, na margem do lago artificial foram construídos vários prédios destaques - sedes de entidades de cultura.  O dos projetos foi já conhecido naquela época como eminente modernista arquiteto Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares (1907-2012). ao redor dos edifícios foram criados simpáticos mini-parques, obra do famoso paisagista Roberto Burle Marx (1909 - 1994). Esta receita  dos anos 1942-44 deu tão certo, que alguns anos depois serviu como base conceitual do projeto de maior envergadura - da capital federal (BRASÍLIA DF). Desta forma, o Projeto Pampulha deu tríplice resultado.

Agora o outrora afastado bairro Pampulha já foi engolido pela expansão da metrópole ВН, está cercado por uma cadeia caótica de zonas industriais e de bairros mais simples. Na década de 1980 começou a poluição das águas do lago Pampulha, e até o fim do século XX o seu valor como zona de lazer ficou reduzido. Mas depois foram tomadas medidas eficientes para sua recuperação, resultando na melhoria da situação ecológica e na consolidação do bairro Pampulha como a mais atraente parte da cidade.



A melhor obra do Oscar Niemeyer nas margens do lago Pampulha, a igreja de São Francisco de Assis (1943) já se tornou uma das principais atrações de Belo Horizonte, objeto de peregrinação dos admiradores deste famoso arquiteto vindos do Mundo inteiro.

Este presente de um comunista-modernista não agradou às autoridades católicas que de cara declararam templo como impróprio para culto. Depois de 15 anos de serviço alternativo (principalmente como museu) e várias reformas, em 1958 este edifício se tornou uma igreja de verdade, mas opera sob tutela de poder público municipal já que representa um objeto do Patrimônio Cultural e Arquitetônico da cidade de Belo Horizonte.