Esta cidade no rio do mesmo nome Ural (Oral) que delimita Europa e Ásia foi bastante visível na história do Império Russo, mais em contexto da rebelião dos cossacos sob comando de Emelian Pugachov na região dos Urais e do Volga em 1773-1774. Os cossacos (agricultores armados) começaram a explorar esta região no final de século XVI, e no ano 1584 (dois anos antes de fundação da fortaleza imperial de Samara no rio Volga) já fixaram um povoado nas margens do rio Ural. Em 1591 elem juraram fidelidade ao império, e receberam autonomia total para proteger esta região fronteiriça, que perdurou até os tempos do Pedro Grande. Em 1613 o primeiro povoado foi destruído durante um ataque dos nômades, e logo os cossacos construíram uma fortificação mais consistente 50 km rio abaixo, e assim começou a cidade atual. Cuja população cresceu moderadamente - até 230 mil habitantes, aproximadamente um milhão a menos do que em Samara.
Mais um aspecto particular: a árvore genealógica do primeiro autor acende aos cossacos do rio Ural, e este local está apenas a 260 km da sua cidade natal - Samara, RÚSSIA. Efetivamente, nos tempos da URSS foi uma das duas capitais provinciais mais próximas à Samara, junto com a Ulianovsk, mas deixou de ser visitada por uma combinação de fatores. Esta falha foi corrigida só em 2015, devido ao interesse de um grupo de amigos aos marcos geográficos de "limite entre Europa e Ásia" e já valeu uma viagem internacional. Depois de desintegração da URSS a cidade com maioria de população russa ficou no novo e interessante país chamado Cazaquistão - muito extenso, e na parte étnico-cultural claramente transitório entre a própria Rússia e a Ásia Central.
Foi uma expedição bate-volta de domingo, no carro dos nossos amigos, e muito bem sucedida - sem dificuldades encontramos todos 4 alvos principais: rio, marco Europa-Ásia, Catedral de Cristo Salvador, e o mercado centrаl com sua abundância de frutas, batata e peixe.

De fato, o rio que aparece nesta colagem não é Ural, e a sua afluente europeia Tchagan, mas paramos nas margens do Ural também, e avistamos оs estepes asiáticas. Mas não pisamos lá nesta vez^a cidade toda fica na Europa, menos aeroporto que foi desnecessário na nossa viagem.
Alem desta programação básica realizamos uma série de opcionais, e deixamos boa porção de tempo para improvisos, portanto retornamos bem tarde, levando melancias, melões, e muitas boas impressões. Vale a pena relembrar alguns passos por lá...











