sexta-feira, 10 de abril de 2015

Todos caminhos levam a Oruro

Oruro, cidade fundada em 1601, 270 mil habitantes, altitude 3735 m.

5-a maior área metropolitana e o mais completo nó rodoviário da Bolívia. Como esta cidade é geralmente ignorada por quase todos os visitantes, inicialmente nem pensei em parar lá, mas a ideia de viajar só de dia definiu pelo menos uma pernoite por lá. É uma boa oportunidade para conhecer algo a mais. E como local de conexão, a cidade é perfeita: ligada pelas boas estradas a todas outras partes do país, há linhas de ônibus eficientes e baratas, o terminal de ônibus é bastante confortável e há muitos hotéis de todas as categorias por perto, bem como serviços de alimentação. E caso haja alguma sobra de tempo, é fácil ir do terminal até o centro e voltar. 

Apenas consultei o Google Maps antes de sair da Cochabamba, na chegada conferi pela vista panorâmica do meu hotel, e já sabia exatamente por onde ir, mesmo sem um mapinha na mão. Falando em hotel, li sobre o hotel Terminal (2**), o maior do pedaço, mas não enxerguei o mesmo ao sair do próprio terminal à praça, já que este fica exatamente em cima, e na frente houve tantos outros, inclusive o xará, Residencial Terminal, que custava B$ 80 por noite no apto. individual com banheiro, mas estava lotado.

Mesma situação no hotel vizinho... Para não gastar muito tempo com busca do lugar, estava a escurecer logo, apelei e me mandei para hotel que parecia mais caro, pensando que não deve exceder muito o orçamento em Cochabamba, até BOL$ 150 eu pagaria nesta vez, pelo conforto e pelo serviço completo (wi-fi, café de manhã). No dia seguinte precisava partir logo, há ônibus para Potosí às 8:30 e às 8:45, bem como serviços de lotação.



Foi este hotel "Oporto" justamente por BOL$ 150 com tudo que procurava (foto já de manhã seguinte).

quarta-feira, 25 de março de 2015

De Cochabamba para Oruro

02.10.2013. Como já consegui conhecer a Cochabamba bastante para primeira visita, e acreditando que terei outras oportunidades para aprofundar o meu domínio neste pedaço, achei dispensável andança pela cidade mais nesta tarde, até o ônibus noturno para Potosí. Considerando também que chegaria à altitude de 4 mil metros em condição física muito dependente de como será o meu cochilo na poltrona, resolvi quebrar este trecho em Oruro, e dormir lá em algum hotel próximo ao terminal rodoviário. Assim, viajando só de dia, ganhei mais vistas pelas janelas de ônibus, já gostei bastante desta diversão e quis mais. 

Em poucos minutos depois de sair do hotel já cheguei ao terminal:



Logo comprei passagem, lanche e água, e embarquei no ônibus com partida de 12:30. Isso mesmo. Há muitas frequências de diversas empresas entre duas cidades, deu tempo para escolher bem.

sábado, 14 de março de 2015

Tarata, a imperdível

Tarata, Dep. Cochabamba - fundada no século XVIII, 9 mil hab., altitude 2750 m, menos de 30 km de Cochabamba

...ainda 01.10.2013, terça-feira. 

Esta sim, pode ser considerada uma verdadeira cidade histórica no Valle Alto, até chamada «Villa Colonial». E ainda fica bem próximo à Cochabamba, é fácil de ser visitada. 

Os pontos de partida de vans lotação e de ônibus ficam a algumas quadras do terminal de Cochabamba, separadas pelas feiras e pelo terminal ferroviário. Mais exatamente, na Av. Barrientos, mais ou menos aqui (foto ao lado ->).

No meu caso foi só desembarque aqui depois de visitar a Tarata, aonde cheguei de outro lado, pelos fundos do Valle Alto



e logo encontrei a praça principal e até um Centro de Informações Turísticas

sexta-feira, 6 de março de 2015

A futura capital do Valle Alto

Cliza, Dep. Cochabamba - fundada em 1912, 20 mil hab., altitude 2750 m, 37 km de Cochabamba, 15 km de Punata

...ainda 01.10.2013, terça-feira. Uns 25 min. de minivan e pagando apenas BOL$ 2,5 escapei da hiper-agitação de Punata para tranquilidade da cidade vizinha. O segundo maior centro urbano da próspera região Valle Alto estava meio abandonado naquele dia, muita gente se mandou justamente na contra-mão - para feira de Punata.



A ponte rodoviária trabalhava intensamente, este ponto fica bem na esquina da praça principal, ao lado da Catedral.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

"Martes de feria" em Punata - feira gigante de produtos naturais

Punata, capital da Prov. Punata, Dep. Cochabamba - fundada em 1781, 26 mil hab., altitude 2732 m, 52 km de Cochabamba

30.09.2013, segunda-feira. Cheguei à Punata no fim de tarde, depois de longa e memorável jornada no ônibus (Pela "Estrada Velha" Santa-Cruz - Cocha)

Desembarquei aqui: http://wikimapia.org/#lang=pt&lat=-17.5 ... 2&z=17&m=b
E logo comecei as andanças pela zona central com triplo objetivo: curtir o pedaço; encontrar algum lugar para dormir e logo deixar a mochila; pesquisar soluções de logística para dia seguinte.

A Punata foi recomendada por alguns amigos como boa amostra da parte próspera do interior boliviano. Tal parte consiste em vales férteis, com produção agrícola abundante, e com pequenas cidades que servem basicamente para intensa troca de produtos. E neste caso visitei nada menos que "La Perla del Valle" - a mais importante cidade do Valle Alto, que é em sua vez um dos mais importantes vales da Bolívia, talvez o mais povoado de todos. Alias o nome Punata vem de quéchua e significa "altura / lugar alto". Por merecer: desde que parti de Mairana, cujo vale fica na altitude de 1325 m, cada próximo vale estava entre montanhas mais altos e com seu fundo mais alto também.

Voltando aos meus objetivos: só com o primeiro estava dando certo desde início. A cidade é agradável, parece bastante próspera e tranquila, com arquitetura um tanto diferente em comparação com aquilo que encontrei antes. Embora a praça central decepcionou pelo tamanho, é muito bem arrumada, nada perde para outras vistas na viagem. E era muito movimentada também, depois de por do sol mais ainda.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Uma simpática metrópole boliviana

Cochabamba, BOLÍVIA

A terceira maior cidade boliviana é o principal centro da mais bonita e mais interessante parte do país onde bonitas serras verdes escondem muitos vales férteis - redutos da tradicional economia baseada na agricultura. Esta Bolívia é pouco conhecida pelos visitantes, mas quem já possou por lá normalmente guarda boas impressões: as região ostenta uma prosperidade sem esbanjamento, com ares de quase auto-suficiência. Curtir atmosfera de uma sociedade ecologicamente correta faz bem, e ajuda nisso o principal centro urbano e logístico da "Bolívia do meio"  - Cochabamba, que guarda chaves aos seus muito autênticos arredores.



A cidade é rodeada pelas imponentes montanhas, há até alguns picos com cumes nevados, inclusive com altitude acima de 5000 m. Mas a maior parte dos bairros fica no terreno plano, em níveis por volta de 2570 m, portanto o clima é muito bom: temperatura média de +17 C,  pequenas variações sazonais, muitos dias de sol, mas sempre com umidade suficiente e sem falta de água para sues jardins.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pela "Estrada Velha" Santa-Cruz - Cocha


30.09.2013. ... De manhã em Mairana tomei o meu café e embarquei naquele ônibus amarelo (Logística em Samaipata: nó de Mairana) com destino a Cochabamba. Como uma hora antes de chegada deveria passar em Punata, que pretendia visitar no dia seguinte, resolvi encurtar o trajeto e descer lá mesmo. Apesar disso, acabou sendo a mais longa viagem do roteiro, de 9 horas, embora em distância não era a maior, uns 320 km. 

O ônibus não foi nem muito velho, nem muito apertado, consegui guardar mochila entre as pernas, mas com dificuldades. Partimos quase na hora certa, 8:36, e em puco menos de 2 horas vencemos 110 km até Comarapa pela estrada asfaltada. Muitas curvas, quase sempre subindo aos poucos, mas tudo tranquilo. Muitos sítios, roças, pequenas fazendas nos vales dos rios que estrada acompanhava. Alguns povoados, com igrejas e escolinhas. Reparei Los Negros no km 172, cujo transporte me ajudou no dia anterior. 

Comarapa, fundada em 1615, altitude 1800 m, 4-5 mil habitantes

Parada para comer e descansar, 30 min. Esta cidadezinha é bastante importante, fica no meio de caminho entre Santa Cruz e Cochabamba (mais ou menos 250 e 260 km respetivamente). Por perto há construções incaicas, locais de combates entre incas e guaranis. E espanhóis, vindos de Lima, há 4 séculos que montaram aqui um entreposto de estrada. Hoje em dia é um tronco de vias locais, que liga várias "valles crucenõs", e nada menos que capital de uma província.

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Chegamos deste lado, e reparei que houve vários ônibus prestes a partir para cidades maiores, e não só para Santa Cruz e Cochabamba: aquele vermelho ia para Sucre. Quem precisar, procure aqui: http://wikimapia.org/#lang=pt&lat=-17.916788&lon=-64.531127&z=17&m=b

Imagem

E o nosso amarelo parou aqui, ao lado de um refeitório. A seguir, nós espera aquela estrada de terra e cascalho que sobe acima de teto do ônibus de direita para esquerda, e não encontraremos outro lugar para almoço por muito tempo. Próximos 130 km sem asfalto andamos mais devagar, gastamos 4,5 horas neste trecho montanhoso. E depois mais 1,5 h de asfalto até Punata (quase 80 km). Esta parte foi muito bonita, exceto um pedaço que se escondeu em nuvens densas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Logística em Samaipata: nó de Mairana

Samaipata em si não é nenhum centro de logística, embora na cidade há várias paradas de táxi lotação, focadas em localidades próximas. Mas o relevante mesmo é o contorno da praça central, de onde há saídas para El Fuerte: 


contornando a praça, daqui para esquerda há paradas de Santa Cruz:

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Nas ruas de Samaipata

A cidade de apoio para visitação do sítio arqueológico El Fuerte é muito simpática e bastante voltada ao turismo. Há várias agências que oferecem passeios ao Parque Nacional Amboro e outros. Opções de hospedagem e de alimentação não faltam também. É considerado que faz para Santa Cruz mais ou menos papel de Campos do Jordão para São Paulo, e parece isso mesmo. Mas salvo as proporções, o visual é mais para São José do Barreiro no Vale histórico, próximo à Serra da Bocaina.


E a igreja principal é menor ainda, fica aqui: 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

El Fuerte de Samaipata

"El Fuerte" foi umas das três principais chaves deste meu roteiro, e valeu mesmo. Embora não é um objeto tão amplo como as cidades coloniais Potosí e Sucre, mas tem suas características próprias incomparáveis. Em particular, representa camadas históricas mais antigas e combina parte arqueológica com vistas panorâmicas muito bonitas. Entrou na Lista de Patrimônio de Humanidade em 1998, 4-o entre 7 monumentos bolivianos, com No. 883 na relação geral.

O sítio arqueológico é composto de duas partes: uma grande rocha esculpida com finalidades ritualísticas e restos das construções ao seu redor, um pouco abaixo. 


Este monólito vermelho com dimensões de quase 220 x 60 m possui diversas figuras na sua parte superior.