segunda-feira, 11 de maio de 2020

Rússia-2020, viagem virtual: 5 dias em Moscou

Chegamos à Moscou de trem no dia 6, na hora de almoço, e na mesma hora do dia 11 embarcamos no outro trem: portanto além de 5 pernoites no hotel tivemos 5 dias completos, praticamente um a mais do que em São Petersburgo. O tempo foi um pouco melhor, e o nosso aproveitamento também.



Visitamos a maioria das principais atrações desta grande cidade, mas de novo vários outros pontos interessantes escaparam. De novo houve apenas um dia de esticada(s) para fora da cidade, e o mínimo ideal seria três. Portanto o nosso roteiro virtual pode ser não apenas aproveitado, mas também ampliado por vários dias. Segue a crônica diária.


6-o dia (06.05.2020, quarta-feira) - parte 2

...Em Moscou desembarcamos às 13:08 em um terminal idêntico ao de São Petersburgo (início deste dia em Rússia-2020, viagem virtual: 4 dias em São Petersburgo), mas com nome "Leningradskiy" - este par é o mais antigo no país, e sempre foi reformado do mesmo jeito.



Os translados em Moscou foram contratados independente do hotel - junto à uma empresa de táxi especializado. Configuração para 8 passageiros com bagagens exigiu que uma das pessoas mais experientes faça percurso de metrô, e aproveitamos isso para compra dos bilhetes de transporte público para todos: 3 dias sem limite de viagens (metrô, VLT, ônibus e trólebus) por 438 rublos cada. E mais 50 rublos de fiança por cada cartão, que ainda pode ser recarregado usando outros planos e devolvido no final da viagem. 

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Rússia-2020, viagem virtual: 4 dias em São Petersburgo

Esta viagem virtual baseada na programação preparada por um grupo de amigos para referidos dias аoi registrada em tempo real. E a sua contraparte real continua adiada por causa das restrições com bandeira Covid-19. Algumas adaptações do plano ideal foram feitas de acordo com condições de tempo ocorridas nestes dias. No total, tivemos 4 dias completos para São Petersburgo e região: chegamos de avião no fim de tarde do dia 1 de maio e seguimos para Moscou de trem no dia 6 de manhã. Primeiro e quarto foram de sol, e aproveitamos quase 100% para passeios ao ar livre. No segundo e no terceiro dia choveu de manhã: mas melhorava no fim de tarde, portanto começamos estes dias em grandes museus, que emendamos depois com passeios cabíveis.

De modo geral, conseguimos conhecer esta grande e impressionante cidade apenas superficialmente, mas marcamos presença na maioria dos seus pontos turísticos mais famosos:



A nossa base foi bem escolhida: um moderno hotel na zona sul da cidade, com estação de metrô e Shopping Center bem em frente (fotos em baixo à direita), o que ajudou na logística de passeios. 

Mesmo assim, ao fechar as contas destes 4 dias observamos que muita coisa interessante ficou de fora: tanto museus e ruas aconchegantes do centro, quanto parques e palácios de Pushkin e Pavlovsk. Sem falar em Isla Kotlin, Gatchina e demais subúrbios históricos que ganharam projeção nos últimos anos. Ou em um pouco mais distantes cidades históricas Novgorod, Pskov e Vyborg que merecem pelo menos um dia cada;   Portanto para uma viagem real recomenda-se não apenas aumentar o tempo em São Petersburgo, mas investir neste pedaço o máximo possível.  

Confiram mais detalhes no nosso registro diário das atividades em São Petersburgo:


1-o dia (01.05.2020, sexta-feira e feriado)

Maior parte do dia voando sobre Europa: chegada em Amsterdam, conexão rápida (1h20), e mais um voo até São Petersburgo - tudo conforme às passagens compradas e no horário quase exato. Chegada no aeroporto de destino LED por volta das 17 h no horário local. Aproximadamente meia hora para trâmites de fronteira e alfândega, e já estamos na porta de terminal, portanto na Rússia mesmo(!) O nosso translado para hotel foi programado para 18 h, mas o motorista já está esperando. E logo partimos para cidade. Largas estradas de acesso andaram bem - nem sombra de congestionamentos, e em 10 minutos entramos na área urbana. E mais 20 minutos demoramos para chegar no nosso hotel estrategicamente escolhido na mesma zona sul de  São Petersburgo. Check-in rápido, hotel novinho e bem confortável, mas em meia hora já saímos para explorar a área. O tempo bastante frio (por volta das +9 C), embora sem chuva, e o cansaço da jornada aérea desencorajaram uma investida para Centro Histórico já nas primeiras horas.

domingo, 19 de abril de 2020

Pelo Litoral Catarinense

Mochilada solo pelo leste do SC, 5 dias em fevereiro de 2020

Uma viagem inspirada por  uma quantia de 3 mil pontos TudoAzul a expirar em janeiro. No total tinha um pouco mais de 4 mil, e pesquisei ofertas nesta faixa e de preferência saindo de São Paulo GRU. Como tinha boa flexibilidade com relação às datas, acabei resolvendo esta tarefa, e nem precisei de gastar mais de 3 mil, ao escolher um voo diurno de GRU para Florianópolis FLN no dia 11.02.2020 (terça-feira). Esta "operação paraquedas" tinha programação bastante flexível e foi focada na grande fatia catarinense dos destinos incluídos na nossa lista 100 destaques do "Guia 4 Rodas" e ainda não apresentados em cartões de visita deste blog. Além da capital Floripa, que visitei pela primeira vez desde 1994, mais 7 cidades e localidades do Litoral SC estavam na mira, mas por diversas razões 3 dessas deixei para outra vez. E nesta viagem entre meus troféus complementares constaram 3 famosas praias do Litoral Sul SC visitadas durante uma excursão de dia inteiro de Florianópolis, e a surpreendente cidade Balneário Camboriú   - "Dubai sul-americana", que explorei já na volta, entre um ônibus e outro.   



11.02.2020, terça-feira

Primeiro dia da viagem foi marcado pelas ótimas vistas do alto dividias em duas porções. E a porção aérea foi viabilizada pela escolha consciente da poltrona: ao lado de uma janela pelo lado esquerdo e com bom afastamento da asa. Ainda bem que a marcação de assentos em passagens compradas por pontos continua livre daquelas taxas absurdas cobradas em cima das tarifas "econômicas". E que o E-195 tem exatamente metade dos seus lugares na janela e seu comprimento permite bom afastamento das asas. Embora as nuvens ocultaram maior parte do trajeto, inclusive a cidades de Balneário Camboriú que já estava decidido a visitar desde as vistas aéreas apreciadas em um voo de 2018, logo depois se apresentaram dois alvos complementares: Porto Belo SC e Bombinhas SC  (parte superior da colagem).

terça-feira, 31 de março de 2020

Era uma vez na África...

Longa conexão em Casablanca CMN - 07.05.2017 

Algumas seções de 1-2 horas na zona internacional de um aeroporto nas ilhas de Cabo Verde (o código IATA dele é SID) não contam, portanto a nossa primeira invasão do solo africano ocorreu exatamente nesta vez. Embora antes de comprar passagens com conexão em Casablanca já cruzamos o espaço aéreo de duas dezenas de países desse continente - graças aos frequentes deslocamentos entre América do Sul e Eurásia. Aquela viagem urgente de 2017 poderia rolar como outras, mas entrou no jogo a promoção da Royal Air Maroc que acabou de expandir a sua malha aérea para América do Sul, começando com São Paulo GRU. O lado verso do preço atraente foi o tempo de espera entre voos: 13 h na ida e 3,5 h na volta. Mas observando que foram 13 h na ida (contra Sol) e de dia isso se tornou uma vantagem também. e outro aspecto importante também pesava a favor: com mesma soma de tempo de voos, o balanceamento com conexão em Casablanca é melhor entre todas as opções existentes: 9+6 h. E com dois voos noturnos chegaremos em Moscou no bom horário de manhã. Então, decidimos testar este caminho. Já durante as preparações de viagem o grupo aumento até 4 pessoas, incluindo 3 mulheres, portanto o passeio africano entre dois voos exigia certos cuidados.

Esta aventura contava com apoio de inteligência local: um dos meus colegas daqueles tempos era não apenas natural de Casablanca mas também frequentador assíduo desta cidade. O importantíssimo parâmetro de quantia de dinheiro a trocar na chegada ele calculou para nós com alta precisão. Vetou com autoridade o uso de táxi entre cidade e aeroporto: longe, caro, trânsito complicado: então contar só com trem. Já dentro do centro os baratos táxis vermelhos foram recomendados para trajetos locais. Com base em informações obtidas desta e das outras fontes confiáveis definimos a nossa estratégia para Casablanca - um roteiro circular a partir do terminal ferroviário Casa Port: Medina (Cidade Velha) - mesquita principal - bairros novos - terminal.

Deu tudo certo e foi bastante exótico e muito divertido, mas usei a câmara fotográfica apenas em alguns pontos estratégicos. No resto tentamos uma imersão discreta no ambiente local, para sentir e memorizar melhor esta experiência única, mas algumas paisagens urbanas marcantes foram registradas:



O início desta investida a partir do Aeroporto Internacional Muhammad V (CMN) foi um pouco frustrante. Começando com longas e lentas filas no controle de passaporte e no controle de mais alguma coisa. Depois o processo de compra de passagem de trem, um tanto confuso. O horário é simples: partidas a cada hora redonda, tempo de viagem 45 minutos. Assim dois trens circulam na contra-mão e têm 15 minutos para operações de desembarque e embarque antes de retorno, já as paradas intermediárias cabem dentro daqueles 45 minutos.

Chegamos à plataforma uns 25 minutos antes de partida, mas o trem que deveria chegar em 10 minutos já espera, que surpresa! Chegou da cidade para aeroporto em meia hora? Entramos rapidinho para não perder a viagem em caso de antecipação da partida. Mas meia hora depois ficou claro que não houve nem aceleração da chegada nem antecipação da partida: o trem estava parado do mesmo jeito depois das 13:00. Passando mais 5 minutos, 10, 15 minutos... De repente, quando ninguém já esperava, as portas fecharam e o trem começou a andar - por volta das 13:35. Em 50 minutos chegamos até a estação final, portanto 35+5 = 40 minutos de perda adicional no início do nosso passeio, alem do tempo normal de espera.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Plano da expedição "Médio São Francisco e Chapada Diamantina"

Modalidade: viagem cooperativa de carro (até 4 pessoas por veículo), pernoites em quartos duplos de pousadas.
Duração e datas: aproximadamente 3 semanas (de 2 a 4), no período junho - outubro de 2020.
Objetivo principal: Parque Nacional da Chapada Diamantina - cachoeiras, grutas, mirantes etc.

(fonte: Google Fotos)

Motivação adicional: Rio São Francisco e suas cidades históricas; cavernas de Minas Gerais em Sete-Lagoas, Cordisburgo, PN Cavernas do  Peruaçu; belezas da faixa leste de Minas Gerais.

Roteiro circular: Taubaté - Rio São Francisco (até Ibotirama BA) - Chapada Diamantina - Leste de Minas Gerais - Taubaté

Esboço de mapa (link):

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Vitória - ES

O município Vitória é apenas o quarto em termos de população (360 mil pessoas) dos sete que formam a aglomeração de “Grande Vitória”, com quase 2 milhões de habitantes. Esta é uma das cidades mais antigas do país (fundada em 1551) e uma das três capitais estaduais localizadas nas ilhas, neste caso, na ilha de Vitória. Mas o estreito que o separa do continente não é amplo, existem pontes suficientes e esse termo geográfico raramente é lembrado agora. Em um sentido amplo, a palavra "Vitória" pode ser usada em relação a toda a aglomeração, que também é composta pelos municípios de Serra (510 mil), Vila Velha (490 mil) e Cariacica (380 mil), adjacentes à própria Vitória. Todos quatro estão bem integrados e vivem a vida de uma única cidade com devidos atributos. O Terminal Rodoviário Intermunicipal e Interestadual, e o Aeroporto Internacional estão localizados na ilha de Vitória, bem como a catedral católica. Já o porto marítimo e a estação ferroviária (uma dos poucas sobreviventes no Brasil) ficam no município de Cariasica, no lado oeste da metrópole. O município Serra fica ao lado norte da capital, e Vila Velha ao sul  - os portugueses começaram a explorar a região exatamente a partir desses 32 km da costa atlântica: o primeiro assentamento ali foi fundado em 1535.

A mais oriental das três pontes através do estreito entre Vitória e Vila Velha é normalmente chamada assim mesmo: A Terceira Ponte (extensão de 3,35 km, vão central de 260 m a 71 m de altura. Foi construído em 1978 - 1989 e tornou-se não apenas uma importante artéria de transporte (mais de 70 mil carros e ônibus por dia), mas também uma verdadeira das maiores atrações da Grande Vitória. Na margem sul do Canal de Vitória há uma cadeia de morros de granito cobertos de vegetação e com até 200 m de altura, de um desses, Morro do Moreno (190 m), admiramos a vista noturna da "Terceira Ponte" com luzes da Vitória no fundo:



À esquerda se destacam os campanários da Catedral, um dos principais monumentos arquitetônicos de Vitória. Esta lista inclui também o Palácio Anchieta e várias outras obras de todas épocas:

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Uma viagem social-romântica pela Alemanha

A dois e mais pela Alemanha, 22 dias em agosto de 2019 

As três semanas que contam neste relatório foi apenas a parte conjunta e ativa desta viagem, a partir de 11 de agosto. já que a Ekaterina chegou à Alemanha ainda no último dia de julho para no início descansar na casa da irmã, sem esticadas consideráveis. E somente a partir do nosso encontro nas margens do Reno começou a programação principal, que combinou harmoniosamente visitas a parentes e amigos com visitação passageira ou não muito, de vários lugares interessantes. Como resultado, juntamos 9 diferentes locais de pernoites e três dezenas de cidades que mereceram álbuns de fotos. Descobrimos mais oito monumentos da UNESCO na Alemanha e um no Portugal entre os voos de volta, mas neste parou só um de nós. Além disso, também curtimos muitas outras antiguidades, belas paisagens, detalhes informativos ... E, o mais importante, ocorreu uma imersão de qualidade nessa atraente sociedade, facilitada pela comunicação com os nossos residentes e passeios junto com eles, além dos importantes segmentos do roteiro percorrido só a dois. 

Devido à impossibilidade de refletir toda a gama de nossas impressões em uma única ilustração, para a primeira colagem, cercaremos a nossa imagem apenas de algumas paisagens panorâmicas e fluviais.



Os rios Reno (com o inseparável Meno), o Weser e alguns de seus afluentes se tornaram um motivo condutor muito vívido dessa grande jornada na Alemanha dos viajantes naturais do rio Volga. Como você pode ver na foto central, caminhamos por estas terras de bom grado. Mas, ainda assim, uma cobertura territorial tão grande só foi possível graças às soluções de transporte multimodais, cujas amostras (mas nem todas as unidades do equipamento envolvido) são apresentadas abaixo:



Os carros pessoais dos nossos parentes e amigos ocuparam a linha de fundo dessa formação de batalha, embora desempenharam papel muito importante principalmente aquele branco que levou nós quatro para a Baviera. O principal modal de deslocamentos a dois foi ferroviário, mais exatamente os trens regionais e suburbanos apresentados no miolo do conjunto. Até aprendemos a usar o smartphone para procurar bons descontos e comprar bilhetes eletrônicos, que às vezes tinham que ser apresentados eletronicamente. Representantes do transporte urbanos sobre trilhos da cidade de Munique os complementam à esquerda e dois delegados do sistema de ônibus suburbano da Baixa Saxônia à direita. Na parte alta apresentamos não apenas um teleférico, mas também o transporte fluvial e nossas queridas bicicletas.


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Nossa rota pode ser dividida condicionalmente em quatro etapas principais, e mais uma grande esticada de carro embutida na terceira delas:

1. "Hesse e Renânia-Palatinado": de Frankfurt a Neuwied, de 11 a 14 de agosto.
Talvez a parte mais romântica: éramos apenas nós dois e sem pressa exploramos o cinematográfico objeto UNESCO nº 1066 "desfiladeiro do Reno Médio", com 60 quilômetros de extensão - de Bingen a Koblenz. Três noites em hotéis em diferentes cidades deste segmento (entre as duas indicadas acima foi também o ponto intermediário de St. Goarhausen).

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Tutorial: entendendo placas e letreiros em Russo

"Sem medo de ser feliz", mesmo no ambiente onde tudo ou quase tudo está escrito em alfabeto cirílico, que é o caso da Rússia. Na verdade ler em russo é bastante fácil, e, lendo, não é difícil entender alguma parte. Pela minha experiência, tem que começar com o alfabeto mesmo, assim ganha chaves para primeiras portas. O cirílico NÃO é radicalmente diferente do latino, são duas derivações da mesma base – grego clássico. Portanto têm estruturas semelhantes e vários símbolos também. Alias o cirílico surgiu na Bulgária e é usado também  em alguns outros países, inclusive na parte da ex-Jugoslávia.

É necessário vencer a modesta barreira alfabética para logo desfrutar das seguintes vantagens:
- em russo o som da letra não depende de posição e vizinhança, aprendendo apenas o alfabeto consegue ler e pronunciar qq. palavra quase perfeitamente;
- essa leitura permite entender várias palavras importantes para viajante sem olhar no dicionário. O idioma russo inclui certa quantidade de latinismos, principalmente nas áreas de saúde, economia e serviços.

Ao dominar alfabeto, já começa entender algumas coisas escritas, o que faz a viagem pelo país em questão bem menos estressante. Na nossa jornada Trans-Siberiana 2011: leste - oeste tirei várias fotos com objetivo de demonstrar isso, e aproveitarei a minha coleção neste tutorial.
Mas antes de olhar ilustrações peço anotar que há 3 grupos de letras russas
1) Iguais às brasileiras pela grafia, com praticamente mesmo som (“apoio” – use diretamente)
2) Iguais às brasileiras pela grafia, mas com som “trocado” (“alerta” – use com alteração necessária)
3) De grafia diferente (“curiosidade” – descubra o som e use)

Apenas com dois primeiros passos (validar 7 letras e alterar fonética de mais 4) já consegue muitas coisas importantes, inclusive se salva da fome. A mais popular prova desta magia é a palavra PECTOPAH que pode ser vista em todas fotos desta colagem:



Para sua interpretação correta e segura, basta saber aqueles 2 Grupos de letras com grafia conhecida (nem todas, só destacadas em negrito logo abaixo).

Grupo 1:
A,   E,   K,   M,   O,   C,   T
Conforme dito acima, a vizinhança não importa, portanto C é sempre C como em “Cem” e nunca faz função de “K” que é uma outra letra. Alias, incluí K nesta lista, apesar da sua ausência no alfabeto oficial de português, por ter um som fixo e bem conhecido para brasileiros.

Grupo 2:
B – troque por V
P - troque por R
H - troque por N
X - troque por KH

Assim,
PECTOPAH -> RESTORAN 
e descobre na hora que na verdade há onde almoçar nesse pedaço.

Espero que com esta motivação já temos como encarar o alfabeto completo, completando o Grupo 3:

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Istambul quase de graça - conexão longa entre voos da "Turkish Airlines"

Istambul  merece visita de várias dias: é uma das mais importantes cidades históricas do planeta, grande metrópole, bonita e multicultural. Concentra vestígios de tantas épocas e tantos impérios que nesta parte nem tem concorrentes. Creio que se consigo passar aqui semana inteira ou férias por completo não serei decepcionado. Mas a vida é curta e tais oportunidades ainda não parecem reais, portanto não quis desperdiçar uma porção de tempo menor. Ainda levando em consideração que um dia de conexão entre voos da "Turkish Airlines" nem sempre encarece passagens por causa de pernoite incluído, mas dá oportunidade de conhecer os lugares lendários: Estreito de Bósforo com suas pontes que ligam Europa e Ásia, o incomparável templo Hagia Sophia e de quebra algumas outras maravilhas do Centro Histórico. 



Para ganhar este dia contamos com sorte: cancelamento de horário de verão na Rússia reduziu muito corrida conexão de 50 minutos na rota UFA - IST - GRU (que já testamos 3 anos antes) em conexão sem chances de voar no mesmo dia: 50 - 60 = -10. Portanto ficou em 23h50m, e ganhamos pernoite em Istambul com transfers por conta da cia. aérea.  Para usufruir esta cortesia da TURKISH AIRLINES em caso de conexão com espera de mais de 10h, além de passaporte válido existe também a exigência de embarque no primeiro dos possíveis voo para destino final, e este foi o nosso caso. Em quesito de preço também foi a mais atraente opção para dias da nossa viagem, portanto entramos neste jogo com muita disposição. 

As malas foram despachadas até São Paulo, e depois de 3 h de voo Ufa - Istambul de manhã cedo, passamos a fronteira no aeroporto de Istambul, e logo encontramos no saguão principal um guichê que atende passageiros nesta condição. Pertinho deste guichê trocamos 50 euros por Liras turcas: recebemos um mapa turístico da cidade, e 20 minutos depois já entramos no van com destino a um dos hotéis conveniados com a cia. aérea.  

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Europa extremamente Oriental

Oral (ou Uralsk, mais exatamente Ural'sk), Cazaquistão - 1 dia em julho de 2015

Esta cidade no rio do mesmo nome Ural (Oral) que delimita Europa e Ásia foi bastante visível na história do Império Russo, mais em contexto da rebelião dos cossacos sob comando de Emelian Pugachov na região dos Urais e do Volga em 1773-1774. Os cossacos (agricultores armados) começaram a explorar esta região no final de século XVI, e no ano 1584 (dois anos antes de fundação da fortaleza imperial de Samara no rio Volga) já fixaram um povoado nas margens do rio Ural. Em 1591 elem juraram fidelidade ao império, e receberam autonomia total para proteger esta região fronteiriça, que perdurou até os tempos do Pedro Grande. Em 1613 o primeiro povoado foi destruído durante um ataque dos nômades, e logo os cossacos construíram uma fortificação mais consistente 50 km rio abaixo, e assim começou a cidade atual. Cuja população cresceu moderadamente - até 230 mil habitantes, aproximadamente um milhão a menos do que em Samara.

Mais um aspecto particular: a árvore genealógica do primeiro autor acende aos cossacos do rio Ural, e este local está apenas a 260 km da sua cidade natal - Samara, RÚSSIA. Efetivamente, nos tempos da URSS foi uma das duas capitais provinciais mais próximas à Samara, junto com a Ulianovsk, mas deixou de ser visitada por uma combinação de fatores. Esta falha foi corrigida só em 2015, devido ao interesse de um grupo de amigos aos marcos geográficos de "limite entre Europa e Ásia" e já valeu uma viagem internacional. Depois de desintegração da URSS a cidade com maioria de população russa ficou no novo e interessante país chamado Cazaquistão - muito extenso, e na parte étnico-cultural claramente transitório entre a própria Rússia e a Ásia Central. 

Foi uma expedição bate-volta de domingo, no carro dos nossos amigos, e muito bem sucedida - sem dificuldades encontramos todos 4 alvos principais: rio, marco Europa-Ásia, Catedral de Cristo Salvador, e o mercado centrаl com sua abundância de frutas, batata e peixe.



De fato, o rio que aparece nesta colagem não é Ural, e a sua afluente europeia Tchagan,  mas paramos nas margens do Ural também, e avistamos оs estepes asiáticas. Mas não pisamos lá nesta vez^a cidade toda fica na Europa, menos aeroporto que foi desnecessário na nossa viagem. 

Alem desta programação básica realizamos uma série de opcionais, e deixamos boa porção de tempo para improvisos, portanto retornamos bem tarde, levando melancias, melões, e muitas boas impressões. Vale a pena relembrar alguns passos por lá...