Nos nossos tempos este caminho está bastante visível, graças às placas instaladas ao longo do percurso: com destaque para reta final:
Reforçando o poder alquímico de pensamento positivo pela prática de viagens semi-improvisadas
sábado, 7 de setembro de 2019
Rota pedestre "Os Passos de Anchieta"
Considerado como primeiro roteiro cristão das Américas, "Os Passos de Anchieta" segue o habitual caminho do famoso padre, explorador e escritor São José de Anchieta no período de 1587 a 1595. Nesta fase da sua vida ele já ficou livre das funções administrativas de envergadura nacional, e estava dirigindo o colégio dos jesuítas em Vitória. Mas cada duas semanas visitava o seu local preferido, na atual cidade de Anchieta, aonde acabou se retirando nos dois últimos anos de vida (1595-1597).
Nos nossos tempos este caminho está bastante visível, graças às placas instaladas ao longo do percurso: com destaque para reta final:
Desde 1998 uma organização não governamental promove caminhadas religiosas de 4 dias, reunindo até 4 mil pessoas no feriado de Corpus Cristi. ABAPA - Associação Brasileira dos Amigos dos Passos de Anchieta conta com apoio das prefeituras, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do estado de Espírito Santo, e o evento ocorre em clima muito positivo, sem incidentes consideráveis.
Nos nossos tempos este caminho está bastante visível, graças às placas instaladas ao longo do percurso: com destaque para reta final:
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
Enigmas de San-Agustín e Tierradentro
Mochilada solo na Colômbia, em julho-agosto de 2017 - 12 dias
O principal objetivo desta viagem foi visitar as reservas arqueológicas de San Agustín e Tierradentro, Patrimônio Mundial da UNESCO. Eles estão localizados nas terras altas pitorescas, mas pouco povoadas no sul da Colômbia, nas províncias vizinhas de Cauca e Huila, a 470-570 km da capital colombiana, e 230-270 km de outra grande cidade, Cali, que usei como o principal nó da minha logístico multimodal nesta rota.
Resumo da aventura: lugares muito interessantes, pessoas amigáveis, ótima relação custo-benefício, etc. Na realidade tudo rolou ainda melhor do que foi esperado. Ambos os sítios arqueológicos mereciam uma visita detalhada, não foi à toa que reservei dois dias inteiros com três pernoites locais para cada um deles. A muito interessante por si cidade histórica de Popayán funcionou também como bom ponto de apoio para visitar ambos, a partir do qual eles estão dentro de um raio de 120-140 km.
O Esboço de roteiro pelo sul da Colômbia funcionou mais que 100%, até rendeu uma folga bem aproveitada no local. Como foi visualizado antes, e o caminho mais curto de San Agustín até Tierradentro foi encontrado pela rota das cidades de Pitalito e La Plata, fazendo conexões nestas e percorrendo 170-180 km em um dia. Na saída de Tierradentro ainda parei por algumas horas para visitar a antiga pirâmide de Inza, por sorte tomei conhecimento sobre existência desta atração só no dia anterior. No final da viagem, o dia de reserva foi aplicado na visitação da Silvia, muito interessante cidade na serra entre Popayán e Cali.
Roteiro: Cali - Popayán (2 noites) - Isnos - San Agustin (3) - Pitalito - La Plata - Tierradentro (3) - Insa - Popayán (1) - Silvia (1) - Piendamó - Cali (1)
O principal objetivo desta viagem foi visitar as reservas arqueológicas de San Agustín e Tierradentro, Patrimônio Mundial da UNESCO. Eles estão localizados nas terras altas pitorescas, mas pouco povoadas no sul da Colômbia, nas províncias vizinhas de Cauca e Huila, a 470-570 km da capital colombiana, e 230-270 km de outra grande cidade, Cali, que usei como o principal nó da minha logístico multimodal nesta rota.
Resumo da aventura: lugares muito interessantes, pessoas amigáveis, ótima relação custo-benefício, etc. Na realidade tudo rolou ainda melhor do que foi esperado. Ambos os sítios arqueológicos mereciam uma visita detalhada, não foi à toa que reservei dois dias inteiros com três pernoites locais para cada um deles. A muito interessante por si cidade histórica de Popayán funcionou também como bom ponto de apoio para visitar ambos, a partir do qual eles estão dentro de um raio de 120-140 km.
O Esboço de roteiro pelo sul da Colômbia funcionou mais que 100%, até rendeu uma folga bem aproveitada no local. Como foi visualizado antes, e o caminho mais curto de San Agustín até Tierradentro foi encontrado pela rota das cidades de Pitalito e La Plata, fazendo conexões nestas e percorrendo 170-180 km em um dia. Na saída de Tierradentro ainda parei por algumas horas para visitar a antiga pirâmide de Inza, por sorte tomei conhecimento sobre existência desta atração só no dia anterior. No final da viagem, o dia de reserva foi aplicado na visitação da Silvia, muito interessante cidade na serra entre Popayán e Cali.
Em Cali, passei apenas as últimas 24 h antes do voo de volta, e essa metrópole também surpreendeu positivamente: a sua parte central, recentemente revitalizada, agora é muito aconchegante. E ainda deu tempo para subir até mirante do Cristo - um dos pontos panorâmicos nas montanhas ao redor da cidade, já indo de táxi do hotel para aeroporto.
Roteiro: Cali - Popayán (2 noites) - Isnos - San Agustin (3) - Pitalito - La Plata - Tierradentro (3) - Insa - Popayán (1) - Silvia (1) - Piendamó - Cali (1)
terça-feira, 16 de julho de 2019
Arquipélago de Chiloé e Lagos Chilenos
Mochilada solo no Chile, em fevereiro de 2017 - 11 dias
O motivo inspirador para esta viagem solitária foi o mais disperso dos monumentos da UNESCO no Chile - as igrejas de madeira nas ilhas Chiloé. A caminho para este arquipélago visitei a parte continental da “Região dos Lagos” e na volta não apenas ampliei a exploração do mesmo, mas também desbravei a “Região dos Rios” mais ao norte. Cada um dos quatro alvos que mirei: igrejas, ilhas, lagos, rios e cidades, merecia tal viagem, e seu efeito cumulativo foi simplesmente magnífico. E tudo isso em condições de tempo muito agradáveis: temperaturas amenas, sol brilhante (mas não abrasador!). O verão de 2017 no Trópico Sul foi monótono, e as frentes frias da Antártida não penetravam por meses, portanto este refresco nas férias foi providencial.
Roteiro:
Santiago - Puerto Montt - Puerto Varas - Petroue - Puerto Varas - Puerto Montt - Ancud - Castro - Achao - Quinchao - Castro - Dalcahue - Tenaún - Colo - Quemchi - Castro - Chonchi - Puqueldon - Castro - Osorno - Puerto Oktay - Osorno - Valdívia - Corral - Valdívia - Santiago
O mapa abaixo à esquerda apresenta a rota terrestre em toda a sua extensão, embora trechos de ônibus noturno no início (Santiago - Puerto Montt) e no final (Valdívia - Santiago) eram partes da logística global - poderia ir também de avião, ou pelo menos em um dos sentidos, mas em ambos os casos, os horários e as tarifas estavam a favor de ônibus.
A zona dos meus interesses nesta viagem lá é delineada com moldura roxa, e a zona de atenção especial (no arquipélago de Chiloé - parte 2 do roteiro) com moldura vermelha dentro dela. E essa parte do mapa é representada no esquema central em uma escala mais adequada. A complementação à direita apresenta a zona continental que explorei indo para ilhas (parte 1) e na volta de lá (parte 3)
Começarei o resumo visual não com o objetivo principal e não com as belas paisagens esperadas: como sempre, vamos procurar atrações, mas encontramos muito mais - também encontros com pessoas interessantes e com um novo ambiente social. As minhas lembranças deste gênero ficaram gravadas mais ou menos assim:

No tocante das 16 igrejas de madeira que compõem o objeto UNESCO No.971, nesta vez visitei 10 dessas, inclusive sete também por dentro e mais três só na parte externa :
O motivo inspirador para esta viagem solitária foi o mais disperso dos monumentos da UNESCO no Chile - as igrejas de madeira nas ilhas Chiloé. A caminho para este arquipélago visitei a parte continental da “Região dos Lagos” e na volta não apenas ampliei a exploração do mesmo, mas também desbravei a “Região dos Rios” mais ao norte. Cada um dos quatro alvos que mirei: igrejas, ilhas, lagos, rios e cidades, merecia tal viagem, e seu efeito cumulativo foi simplesmente magnífico. E tudo isso em condições de tempo muito agradáveis: temperaturas amenas, sol brilhante (mas não abrasador!). O verão de 2017 no Trópico Sul foi monótono, e as frentes frias da Antártida não penetravam por meses, portanto este refresco nas férias foi providencial.
Roteiro:
Santiago - Puerto Montt - Puerto Varas - Petroue - Puerto Varas - Puerto Montt - Ancud - Castro - Achao - Quinchao - Castro - Dalcahue - Tenaún - Colo - Quemchi - Castro - Chonchi - Puqueldon - Castro - Osorno - Puerto Oktay - Osorno - Valdívia - Corral - Valdívia - Santiago
O mapa abaixo à esquerda apresenta a rota terrestre em toda a sua extensão, embora trechos de ônibus noturno no início (Santiago - Puerto Montt) e no final (Valdívia - Santiago) eram partes da logística global - poderia ir também de avião, ou pelo menos em um dos sentidos, mas em ambos os casos, os horários e as tarifas estavam a favor de ônibus.
A zona dos meus interesses nesta viagem lá é delineada com moldura roxa, e a zona de atenção especial (no arquipélago de Chiloé - parte 2 do roteiro) com moldura vermelha dentro dela. E essa parte do mapa é representada no esquema central em uma escala mais adequada. A complementação à direita apresenta a zona continental que explorei indo para ilhas (parte 1) e na volta de lá (parte 3)
Começarei o resumo visual não com o objetivo principal e não com as belas paisagens esperadas: como sempre, vamos procurar atrações, mas encontramos muito mais - também encontros com pessoas interessantes e com um novo ambiente social. As minhas lembranças deste gênero ficaram gravadas mais ou menos assim:

No tocante das 16 igrejas de madeira que compõem o objeto UNESCO No.971, nesta vez visitei 10 dessas, inclusive sete também por dentro e mais três só na parte externa :
quarta-feira, 3 de julho de 2019
A melhor fachada urbana no Rio Volga
Essa, é claro, é a minha opinião subjetiva, mas uma análise objetiva da questão mostrará que, de todas as cidades da região do Volga, é Samara que tem a orla mais bem arrumada, com avenidas beira-rio mais extensas e mais atraentes. Esta cadeia de passeios públicos recheados de praias não para de crescer, e seus novos elos são mais largos - verdadeiros parques costeiros. Convido para uma caminhada pela margem do Rio Volga, tomando como ponto de referência a Praça de Revolução (Alekseevskaya) no Centro Histórico, donde desceremos para Volga pela Rua Ventsek.
Em Samara da minha infância (então Kuibychev), houve apenas uma alameda beira-rio, atualmente chamade de "Velha", que se estendia ao longo da Rua Maxim Gorkiy entre Ruas Nekrasovskaya e Vilonovskaya, apenas quatro quarteirões que pareciam tão compridos (na verdade, é pouco mais de um quilômetro). Duas quadras de Nekrasovskaya a Ventsek foram ocupados pelos atracadouros e pavilhões do porto de passageiros, e o porto de carga se estendia da Rua Ventsek até a foz do rio Samara ("Samarka"). Naquela época uma parte dos terminais de carga foram transferidos para margens do Rio Samara e no segmento de 600 metros de Ventsek a Komsomolskaya surgiu o complexo do novo terminal fluvial de passageiros - com construções modernas e com muros de atracação adaptáveis para vários níveis entre cheia e vazante do rio.
quarta-feira, 19 de junho de 2019
Região de Santa Rosa e rota pelo rio Paraná até Rosário
Mochilada multimodal a dois pelo noroeste do RS e pela sua vizinhança na Argentina (Misiónes - Entre Rios - Santa Fé),
10 dias em dezembro de 2016
10 dias em dezembro de 2016

Rota (pernoites): Taubaté - São Paulo - (ônibus noturno) - Santa Rosa (3 noites, com rodagem no raio de 60-70 km) - travessia de fronteira Porto Mauá RS - Alba Posse ARG - Oberá (1 noite) - Posadas - (ônibus noturno) - Paraná - Santa Fé (1) - Rosário (1) - (noite no aeroporto e no avião) - São Paulo - Taubaté
sexta-feira, 24 de maio de 2019
Motivação para viagens: Patrimônio de Humanidade UNESCO na América do Sul
Viktor Pastoukhov, estratégia pessoal de exploração da América do Sul


A lista dos Monumentos de Patrimônio de Humanidade UNESCO inclui mais de mil elementos, por hoje o número exato é 1121 (sempre sujeito à atualização). A contribuição sul-americana ainda é desproporcionalmente modesta: apenas 75 registros, embora alguns são compostos por séries de objetos locais. E até existem dois monumentos, um deles simplesmente gigante:
Qhapaq Ñan, Andean Road System - sistema viário dos incas em Andes (No.1459). É uma grande rede com mais de 6 mil km de estradas e 273 locais espalhados pelo território de 6 países - ARGENTINA, BOLÍVIA, COLÔMBIA, PERU, CHILE e EQUADOR
O segundo monumento transfronteiriço é mais compacto e envolve apenas ARGENTINA e BRASIL. Será que são as famosas Cataratas de Iguaçu / Iguazú no rio com mesmo nome que marca parte norte da fronteira entre dois países? Não! Esta maravilha mereceu dois registros "nacionalizados" (respectivamente No.303 e No.355) devido às grandes áreas de proteção ambiental em dois parques nacionais. Mas quase na mesma região há um monumento histórico registrado ainda antes, sob No.275: Missões jesuíticas nas terras dos índios guarani: San Ignacio Miní, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto, Santa María la Mayor (Argentina), São Miguel das Missões (Brasil). Este monumento inclui 5 objetos com distâncias de dezenas e até centenas de quilômetros entre si. Nota-se que a herança da Companhia de Jesus compõe também no mínimo 3 outros monumentos de Patrimônio Histórico de Humanidade na América do Sul e todos incluem vários objetos, embora não são transfronteiriços: No.529 na Bolívia (6 objetos), No.648 no Paraguai (2 objetos - único registro paraguaio na lista UNESCO) e No.995 na Argentina (6 objetos).
Nos últimos anos surgiu também um monumento intercontinental, em homenagem do arquiteto Le Corbusier (No.1321), mas a contribuição da América do Sul neste é limitada pela Argentina, portanto aqui estará na conta deste país.
A distribuição do monumentos UNESCO pelos países da América do Sul agora é assim (contando os transfronteiriços para cada país e em parênteses sem os mesmos): Brasil - 23 (22); Peru - 12 (11); Argentina - 11 (9); Colômbia - 9 (8); Bolívia - 7 (6); Chile - 6 (5); Equador - 5 (4); Venezuela - 3; Suriname - 2; Uruguai - 2; Paraguai - 1.
Ideia principal deste plano: uma série de viagens com foco principal ou secundário em visitação destes monumentos UNESCO na América do Sul e compartilhamento dessas experiências com todos adeptos de mochiladas. Não só na forma de relatos de viagens, mas também por meio de novos cartões de visita das localidades em questão e das dicas de logística. Nada de extremismo: outros destinos interessantes serão agregados no máximo aos roteiros motivados pela estratégia apresentada, enquanto os monumentos UNESCO jamais serão ignorados se estiver por perto.
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Duas lendas do Maranhão
Mochilada a dois pelo norte do MA, 6 dias em fevereiro de 2018

Crônicas diárias (de 1 a 6 de Fevereiro de 2018):
Dia 1-o: Chegada em São Luís, Centro Histórico.
Dia 2-o: Centro Histórico и прибрежные бульвары São Luís.
Dia 3-o: Viagem de van de São Luís para Barreirinhas de manhã, à tarde excursão para Lagoa do Peixe.
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quinta-feira, 18 de abril de 2019
São Luís - MA
Apelidos e títulos informais: "Jamaica Brasileira", "Ilha do Amor", "Atenas Brasileira", "Cidade dos Azulejos", "Capital Brasileira do Reggae", "Ilha Magnética", "Capital da França Equinocial", "Ilha Bela", “Ilha Rebelde".
Quase metade destas etiquetas começam com palavra "Ilha": e a capital do Maranhão realmente fica numa grande ilha conhecida como Upaon-Açu, embora no cotidiano isso é pouco perceptível. A impressão é de uma ampla península entre duas proeminentes baías do Oceano Atlântico: o canal transversal é estreito, e não faltam amplas pontes que conectam seus dois lados. Então, a maior ilha urbanizada do Nordeste está associada ao Amor, ao Magnetismo, à Beleza e à Rebeldia - uma combinação muito inspiradora para viajantes românticos.
A palavra "Capital" também foi reincidente: tanto do reggae (mas brasileiro), quanto da França (mas equatorial), e também por merecer. O primeiro destes dois títulos capitais combina muito bem com o apelido No.1 da lista toda, e a São Luís realmente esbanja um colorido pseudo-jamaicano. E o segundo evoca a especialíssima história de fundação desta cidade.
Antes de mergulhar nestes registros, cabe vistoriar os apelidos restantes. A analogia de Atenas parece pretensiosa demais, deixaremos do lado. Agora, os Azulejos é algo muito relevante: o Centro Histórico (tombado pela UNESCO em 1997 sob No.821), é recheado com estes materiais de acabamento desde a época colonial - na maior parte de origem portuguesa, mas não exclusivamente.
Quase metade destas etiquetas começam com palavra "Ilha": e a capital do Maranhão realmente fica numa grande ilha conhecida como Upaon-Açu, embora no cotidiano isso é pouco perceptível. A impressão é de uma ampla península entre duas proeminentes baías do Oceano Atlântico: o canal transversal é estreito, e não faltam amplas pontes que conectam seus dois lados. Então, a maior ilha urbanizada do Nordeste está associada ao Amor, ao Magnetismo, à Beleza e à Rebeldia - uma combinação muito inspiradora para viajantes românticos.
A palavra "Capital" também foi reincidente: tanto do reggae (mas brasileiro), quanto da França (mas equatorial), e também por merecer. O primeiro destes dois títulos capitais combina muito bem com o apelido No.1 da lista toda, e a São Luís realmente esbanja um colorido pseudo-jamaicano. E o segundo evoca a especialíssima história de fundação desta cidade.
Antes de mergulhar nestes registros, cabe vistoriar os apelidos restantes. A analogia de Atenas parece pretensiosa demais, deixaremos do lado. Agora, os Azulejos é algo muito relevante: o Centro Histórico (tombado pela UNESCO em 1997 sob No.821), é recheado com estes materiais de acabamento desde a época colonial - na maior parte de origem portuguesa, mas não exclusivamente.

Os portugueses, que já tentaram se fixar neste pedaço uns cinquenta anos antes, partiram para contraofensiva, em em três anos expulsaram franceses da toda zona equatorial da América do Sul. Logo eles começaram expandir e intensificar o seu controle sore estes territórios, usando o forte de São Luís e a cidade formada em torno dele como sua base principal. Mas em 1641-1644 houve outra invasão, nesta vez holandesa, cuja ocupação terminou em uma batalha destruidora.
A cidade foi reerguida de novo, e por muito tempo se tornou capital da parte norte das colônias portuguesas na América (a parte sul estava sendo administrada via Salvador). Já nos tempos do império e da república a sua importância se tornou mais local, e o seu desenvolvimento andou em marcha lenta. Portanto acabou não atingindo tamanho de algumas outras capitais de Nordeste, e a sua componente histórica é relativamente mais pesada. Entretanto, a São Luís de hoje é uma grande cidade (1,1 milhão de habitantes), e em termos de qualidade de vida é considerada como terceira ou quarta em todo Nordeste do Brasil. A sua herança histórica está atraindo interesse cada vez maior, e as belezas da região maior ainda, portanto vale a pena visitá-la.
sábado, 30 de março de 2019
Andaluzia imperdível
Mochilada a dois pelo sul da Espanha, 12 dias em março de 2018
Nesta viagem pelas riquezas históricas e naturais da Andaluzia visitamos nove cidades e um parque nacional - inclusive 5 objetos de Patrimônio da Humanidade UNESCO. Houve seis locais de pernoites (11 no total). Andamos quase mil km de trens de diversas categorias, de ônibus, e até de barco - tudo de dia e com ótimas vistas: muitas paisagens marcantes ficaram gravadas na nossa memória. Os voos entre Madrid e Sevilha também foram interessantes, e a Espanha foi nono país onde utilizamos transporte aéreo doméstico.
Roteiro: (Madrid - Sevilha -) Córdoba (2 noites) - Granada (3) - Antequera (1) - Ronda (1) - Cádis - Jerez de la Frontera (2) - Sanlúcar de Barrameda - PN Doñana - Jerez de la Frontera - Sevilha (2) - Madrid
Giramos esta volta no sentido horário. Todos nove alvos que aparecem neste mapa valeram a pena, bem como a capital da Espanha que ficou fora do quadro.
Estamos felizes por aproveitar tão bem todos esses dias, e temos intensão de continuar conhecer a Espanha num futuro próximo, em porções regionais mais ou menos de mesmo tamanho como nesta vez.
Breve diário
19.03.18. De manhã conexão rápida no aeroporto de Madrid MAD e voo curto até Sevilha SVQ. Ônibus "shuttle" até o terminal ferroviário, e trem expresso até Córdova. Check-in no hotel para 2 pernoites e início dos passeios pelo centro histórico da cidade - um importante monumento de Patrimônio de Humanidade UNESCO.
domingo, 3 de março de 2019
Barreirinhas - MA
A cidade de Barreirinhas na atualidade é a melhor base para visitação das dunas e lagoas do incrível parque nacional Lençóis Maranhenses e das suas vizinhanças orientais. Foi fundada em 1938, nas margens do sinuoso rio Preguiças, a algumas dezenas quilômetros do seu foz. Distância rodoviária da capital do Maranhão, milionária cidade de São Luís é cerca de 250 km, tudo asfaltado. A população de Barreirinhas já supera 60 mil habitantes - a maior cidade no Nordeste do Maranhão, bem como em toda faixa litorânea desse estado fora da região metropolitana de São Luís.
Esta cidade surgiu a partir dos povoados de pescadores, e o setor pesqueiro da sua economia continua em pleno crescimento, graças às riquezas do potente rio Preguiças e à proximidade do Oceano Atlântico. Já o setor turístico cresce mais rápido ainda, e estes dois pilares econômicos de Barreirinhas demonstram boa sinergia.
O que simboliza este passeio beira-rio construído sobre palafitas junto ao centro comercial: nos últimos anos ele se transformou em maior referência da cidade. Nos fundos pode ser vista uma duna - "versão demo" das fantásticas vizinhanças, na maior parte protegidas pelo parque nacional:
Entre a duna e o passeio beira-rio se concentra boa parte dos atracadouros para embarcações de pesca, e junto às palafitas predominam as "voadeiras" turísticas. À direita aqui se encontra uma agremiação dos restaurantes turísticos: e estes dois são bastante representativos:
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