sábado, 22 de maio de 2021

Projeto de fretamento rateado na rota entre Brasil e Rússia

Inspirado tanto pela experiência de "voos de repatriação" que ocorreram na fase mais crítica desta interminável crise (abril-maio-junho de 2020) e estão novamente na pauta agora (especificamente para Rússia da Turquia e da Tanzânia), quanto pelo sucesso de fretamento rateado de ônibus intermunicipal ("Buser" e similares). 

As condições iniciais no nosso caso resumem-se ao seguinte: há muito tempo não há voos diretos entre os dois países e o sistema de voos com conexão em países terceiros está quase totalmente destruído desde março de 2020, sem perspectiva de sua restauração a um estado mais ou menos aceitável. Ao mesmo tempo, o número de pessoas que querem (e / ou precisam) se deslocar periodicamente da Rússia para o Brasil e de volta, ou vice-versa, aumentou nas últimas décadas. São famílias mistas (cujos parentes moram lá e cá), pessoas que residentes em outro país por muitos anos e, finalmente, os viajantes livres, que uma vez descobriram outro grande país e querem o explorar ainda mais. 

E eles podem estar interessados ​​em organizar inicialmente pelo menos uma rodada de intercâmbio humanitário e turístico de acordo com a seguinte fórmula:

- uma sequência de dois voos fretados com um intervalo de algumas semanas (de duas a quatro seria mais viável);

- no primeiro, o avião transporta residentes da Rússia para o Brasil e vice-versa;

- na segunda, os devolve, novamente com boa lotação em ambas as direções.

Gostaria de deixar claro que, embora os adeptos de "pacotes turísticos" não sejam considerados como público prioritário deste projeto, a sua participação nele também seria bem vinda.

Período sugerido: julho de 2022, a ser definido com precisão com base em consultas aos interessados. O número mínimo de participantes será determinado com base nas características da aeronave que podem estar envolvidas, e para isso consideramos primeiro

Possíveis rotas 

entre principais cidades e mais movimentados aeroportos destes dois países. A mais curta das quais é São Petersburgo LED - Fortaleza FOR: 9.203 km, com duração mínima de voo 11h19m.


A substituição de Fortaleza pela Recife, cujo aeroporto REC atualmente é terceiro ou quarto mais movimentado do Brasil e possui melhores conexões com demais capitais, haverá aumento até 9.442 km e 11h36m, e pela  capital federal Brasília BSB até 10.871 km e 13h17m. Em caso de Moscou (DME, SVO, VKO ou ZIA) em vez de São Petersburgo, mais um acréscimo moderado: cerca de 300 km e 20 minutos para cada uma das opções. Por exemplo, na rota entre Recife REC e  Moscou Domodedovo DME teremos 9.653 km e 11h53m no mínimo. E até mesmo a rota Moscou DME - Rio de Janeiro GIG, que já foi operada pela finada "Transaero" (11.528 km e 14h03m), também é mais curta do que o trecho principal do atual caminho com conexão na capital do Catar: apenas Doha DOH - São Paulo GRU tem no mínimo 11.858 km e 14h27m, e ainda precisaremos adicionar 8-9 horas no total para parada e  segundo trecho.

Aeronaves e sua capacidade

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Redescobrindo a nossa "Terrinha" no miolo da Eurásia

Viagem a dois em setembro-outubro de 2020 - a parte terrestre

A parte aérea desta viagem e a sua programação inicial (rodada em maio de 2020 apenas na forma virtual) foram apresentadas na saga Uma jornada intercontinental entre ondas do infodemônio "COVID-19", e agora contaremos as impressões daquelas quatro semanas que passamos, depois de tanto tempo, na nossa região natal. 

"Tudo tem seu lado verso", inclusive aqueles desastres inimagináveis, como a ocorrência que excluiu da nossa programação presencial "Rússia-2020" não só a participação dos sete amigos brasileiros, mas também 3 principais dos 4 destinos turísticos que planejamos percorrer juntos em 18 dias. Só sobrou o ponto final, a nossa querida cidade de Samara, mas agora não no formato de "3 dias de turismo em grupo na cidade mais 10 dias de assuntos burocráticos além da parte social e do turismo livre na cidade e região" e, sim, "até 28 dias de assuntos burocráticos em paralelo à parte social e ao turismo livre na cidade e região". De fato, nos tempos de "COVID-19" a parte burocrática realmente ficou mais lenta (ainda bem que não travou de vez) e esta flexibilização de prazo ajudou mesmo no cumprimento de tal item. A parte social também agradece: embora alguns (poucos) dos amigos e parentes se fecharam mesmo, outros (também poucos) precisaram de mais tempo para agendamento dos encontros, os firmes e fortes conseguimos encontrar mais vezes neste prazo alongado, e isso é o que realmente vale a pena. 

Já a parte turística nem falar: com tempo maior e com espalhamento geográfico menor fizemos a "malha fina", e o grande destaque regional merecidamente ficou em foco: o Rio Volga, pela primeira vez nos últimos 28 anos em cores de outono:    


E como pode ser visto na colagem acima, andamos pelas margens do maior curso de água da Europa não só na cidade de Samara, mas também em dois pedaços do Parque Nacional na margem oposta. Além disso visitamos a 2-a, a 3-a e a 4-a maiores cidades da mesma unidade federal, também bem perto deste rio: a no.2 contribuiu para a colagem fluvial com foto superior direita - vista quase infinita da represa, e na no.3 paramos pela primeira vez depois de dezenas de travessias de trem. 

Não podia faltar também uma esticada no sentido leste, para região de Oremburgo, a origem das nossas famílias, e até visitamos, também pela primeira vez, o seu centro administrativo (Oremburgo mesmo, o que significa justamente "a cidade oriental" em alemão) que antes costumamos passar de trem com paradas relativamente curtas. O pedaço que exploramos naquelas 4 semanas ficou assim posicionado no mapa da Rússia europeia e dos seus vizinhos imediatos - a Europa Ocidental e a Rússia asiática (que não coube por inteira aqui) com Cazaquistão ao seu lado:

sábado, 3 de abril de 2021

Companhias aéreas do Brasil

O mercado de transporte aéreo no Brasil sofreu grandes transformações na últimas décadas e a sua expansão foi tão forte que o número de passageiros em voos domésticos por ano já é comparável com metade da população do país. Este setor da economia é sujeito à uma regulação por parte do governo federal, bastante cuidadosa, e conta com algumas medidas de apoio em tempos de crises, porém isso não assegura a sobrevivência incondicional de todos seus participantes. Portanto o nível de rotatividade continua razoável: as companhias aéreas nascem, crescem, vivem-trabalham, e morrem -  como seres humanos. O ciclo de vida das empresas de escala nacional, que raramente são mais que 3-4-5 simultaneamente, normalmente é de dezenas de anos, já das pequenas regionais tente a ser mais curto.

Na atualidade quase 100% de fluxo de passageiros em voos domésticos é dividido em partes aproximadamente iguais entre três transportadoras que possuem malhas aéreas de abrangência nacional e estão apresentadas nestas postagens recentes:

A frota da "GOL" é composta pelos Boeing-737-800(700)NG com configuração de 3+3 assentos (já em processo de atualização para NNG, ou seja 737MAX), e a sua modesta participação no setor internacional ocorre dentro do respectivo alcance. Já a "LATAM" aposta na família Airbus-320 (incluindo o modelo 319 e ainda mais o 321), também 3+3, tanto nas linhas domésticas quanto nas continentais, e opera também uma variedade de modelos maiores de dois corredores (widebody) e alcance "global". Estes últimos são utilizados basicamente em rotas internacionais mais extensas, mas também ajudam em voos continentais ou até domésticas com picos de demanda.  A "AZUL" criou a mais completa malha aérea doméstica operando aviões menores (2+2), mas também bastante econômicos: Еmbraer-195(0) e ATR-72, mas já começou a mudança para padrão 3+3 com Airbus-320neo, e também abriu algumas linhas intercontinentais com widebody Аirbus-330. 

sábado, 27 de março de 2021

Empresa aérea "AZUL"

Esta empresa aérea foi fundada em 2008 pelo Sr. David Neeleman (Wikipedia), mundialmente conhecido como dono de uma das mais bem-sucedidas companhias "lowcost" do Mundo - norte-americana "JetBlue" (Wikipedia), na onda de sucesso dos aviões Embraer-190(5) recentemente adquiridos pela matriz na expressiva quantidade 100 pedidos firmes + 100 opções (em breve concretizadas). Ele driblou as limitações para participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras usando os privilégios de dupla cidadania adquiridos em função do local de nascimento (ocorre que na época o seu pai estava a trabalho em São Paulo como jornalista em missões de longo prazo), e criou uma empresa como que fosse independente da "JetBlue", se apresentando como que fosse outra pessoa com mesmo nome e com passaporte brasileiro. O modelo de negócios inicial apostava pesado na eficiência operacional do referido modelo E190(5) com até 122 lugares e alcance de 4 mil km  (foi primeiro operador destes jatos no Brasil), mas a empresa não ficou só nisso.

Depois de adicionar uma dúzia de turbo-hélices ATR72, em 2012 a "AZUL" se juntou à maior empresa aérea regional do Brasil e da toda a América do Sul TRIP (Wikipedia) que também começava a operar os jatos do mesmo modelo E190, mas tinha como base da frota exatamente ATR72 e possuiu muito ampla malha de rotas. Esta última característica, bem como o padrão da frota, foram mantidos por alguns anos e reforçados a seguir. 

A primeira expansão para escala maior foi com adição dos "widebody" A330 (atualmente são 12) e início de operações intercontinentais para sul dos EUA e para Portugal em 2014. E este espectro de aeronaves ficou mais sólido com chegada dos primeiros A320neo a partir do final de 2016. Depois da falência da "Avianca Brasil" (Wikipedia) em 2019 que resultou em incorporação dos seus aviões deste modelo e dos outros pedidos diretos ficou claro que a "AZUL" seguirá o exemplo da "JetBlue" apostano mais neste modelo e deixando menores como coadjuvantes.

Mas os E195(0) continuam sendo muito importantes na frota da "AZUL":          


São 50 em operação no início deste ano, sendo apenas 3 da versão original e mais curta (E190). 

Embora já começou a era dos A320neo e A321neo,  são 42+3=45 no total neste dia, com mais 70 pedidos firmes. 

Os 33 ATR-72-600 de 70 lugares sustentam ampla cobertura da malha aérea nacional e os A320(1)-Neo a capacidade de atender demandas mais intensas, bem como ajudar na expansão futura. 

Assim, a empresa atualmente opera cerca de 140 aeronaves de 4 categorias com capacidade de 70 até 300 passageiros. Além disso desde o ano 2020 agregou a "Azul Conecta" - antiga "TwoFlex Taxi Aéreo" com aeronaves monomotores de 9 lugares ("Cessna C208B Grand Caravan") que servem alguns destinos sazonais e de menor demanda. Mesmo sem considerar esses últimos, a malha aérea da "AZUL" no Brasil é de longe a mais completa nos últimos anos: 

domingo, 21 de março de 2021

Empresa aérea "LATAM Airlines Brasil"

A atual "LATAM Airlines Brasil" é a cara nova da brasileira "TAM Linhas Aéreas" que desde meados do ano 2012 faz parte da holding "LATAM Airlines Group". Nos primeiros anos depois desta fusão a parte chilena (com suas subsidiárias na Argentina, no Peru, no Equador e na Colômbia) e a parte brasileira (com subsidiária no Paraguai) usaram suas marcas comerciais e identidades visuais tradicionais, e só a partir do ano 2016 começaram a implementação da nova imagem desta grande empresa aérea: 


LAN+TAM=LATAM    

Embora as datas de concepção e de nascimento desta marca são recentes (2012 e 2016 respectivamente), a sua origem é muito mais remota e a história do seu desenvolvimento é fascinante. 

sábado, 20 de março de 2021

Empresa aérea "GOL"

A primeira transportadora aérea do gênero de "baixo custo" (inlg."lowcost") foi fundada em 2000, começou operações no início de 2001, e estreou em voos internacionais em 2004 (Gol Linhas Aéreas Inteligentes - Wikipedia). Cresceu de forma sustentável, mas bastante rápido, e ainda deu dois saltos importantes: em 2007 adquiriu os restos da outrora maior empresa aérea brasileira "VARIG" (Wikipedia), e incorporou o seu programa de fidelidade "Smiles", e em 2011 engoliu a  "WEBJET" (Wikipedia) - mais jovem empresa "lowcost" - junto com alguns elementos do seu modelo de negócios. Antes de completar 20 anos de vida a "GOL" já tomou a liderança no mercado aéreo doméstico do Brasil com 35-40% do seu volume total (34,2 milhões de passageiros e 36,4 bi RPK em 2019). Embora não supera os concorrentes nem pela cobertura da sua malha nem pelo tamanho da frota. E muito menos pela diversidade de aviões em operação, pelo contrário - aposta pesado no espaçoso e eficiente "Boeing 737-800NG".


Atualmente opera 91 aviões deste modelo, mais 24 do "Boeing В737-700NG" - um pouco mais curto. Há também 7 aviões do ainda mais moderno e econômico modelo "Boeing 737 MAX", cuja operação ficou suspensa mundialmente por 20 meses por motivos técnicos. Esta perda temporária inicialmente causou à "GOL" algumas dificuldades, mas não muito grandes, e com início da crise "COVID-19" foi absorvida. Entretanto, a "GOL" continua apostando neste modelo no médio prazo e foi pioneira mundial na retomada da sua operação comercial (em dezembro de 2020). E até utiliza a imagem deste famigerado "MAX" no seu website - para enfeitar o mapa que lembra como estava a malha aérea da "GOL" antes das mudanças provocadas pela crise sanitária mundial desde março de 2020: 

sábado, 13 de março de 2021

Uma jornada intercontinental entre ondas do infodemônio "COVID-19"

Viagem a dois em setembro-outubro de 2020 - detalhes da parte aérea


Resumidamente, pretendemos chegar à Rússia (São Petersburgo) no dia 1 de maio pela rota GRU-AMS-LED da "KLM", e retornar 30 dias depois de Moscou com "Air France": SVO-CDG-GRU, de acordo com passagens que compramos desta última. E conseguimos mesmo passar 4 semanas no nosso país de origem, mas com adiamento por quase quatro meses e meio e voando com "British Airways" via LHR, eliminando São Petersburgo LED do roteiro e trocando o aeroporto em Moscou de SVO para DME: 


Tamanho de modificações na nossa ponte aérea acusa certo dramatismo, e, realmente, a experiência desta jornada merece ser compartilhada com alguns pormenores.  


1. Planos iniciais e correções forçadas

Viagem pela Rússia em maio de 2020 com nossos amigos brasileiros foi planejada desde início de 2019, e depois dos 18 dias de passeios em grupo pretendemos ficar lá por mais 12 - para visitas familiares, encontros com velhos amigos e resolução das pendências burocráticas acumuladas nos últimos anos. Por causa dos bloqueios aéreos, quarentenas e "lockdowns" que desabaram sobre este planeta desde o fim de março, em abril tivemos que cancelar todas reservas em hotéis (sem custo) e devolver passagens de trens (com pagamento de pequena tarifa e algumas perdas cambiais). Enquanto o maior investimento - passagens aéreas internacionais - ficou congelado na forma dos "vouchers", valendo por um ano apenas para compra de novas passagens da "Air France - KLM" e, se não forem usados, reembolsáveis só em maio de 2021.   

Nestas circunstâncias tivemos que aderir à nova moda e rodamos a nossa programação turística em maio de 2020 na forma de "trabalho à distância": 
Rússia-2020, viagem virtual: 4 dias em São Petersburgo
Rússia-2020, viagem virtual: 5 dias em Moscou
Rússia-2020, viagem virtual: 2,5 dias em Volgogrado
Rússia-2020, viagem virtual: 3 dias em Samara

Espero que não seja em definitivo, pelo menos para alguns integrantes do grupo, mas o retorno ao modo presencial nesta parte ainda não está em pauta, pelo menos antes do ano 2022. Mas a parte mais particular deveria ser resolvida o mais breve possível, portanto ficamos à espreita do reinício de voos com passageiros entre dois países. 


2. Aguardando a nossa vez

Tecnicamente, a impossibilidade de viagens aéreas entre Brasil e Rússia durou de 27 de março até 31 de julho de 2020, de acordo com um decreto de governo da Rússia que proibiu o transporte aéreo internacional inicialmente até 30 de abril, e depois tinha três prorrogações mensais. Embora as medidas do governo do Brasil no mesmo período não chegaram a ser simétricas, e de fato, além dos voos entre São Paulo e vários "hubs" do Velho Mundo em fequência reduzida, até houve voos regulares entre Moscou e algumas capitais europeias, mas de frequência menor ainda e com venda de passagens muito restrita (viagens governamentais, repatriação etc.), portanto sem conexões. Além disso, alguns voos diretos das empresas aéreas "charter" foram organizados para retorno dos turistas que ficaram "ilhados" por causa dessa repentina destruição do sistema de transporte aéreo internacional, mas para nós esta solução não foi aplicável. Portanto esperamos até agosto, quando o tal decreto do governo da Rússia finalmente caducou e as companhias aéreas ficaram livres para reiniciar operações regulares com passageiros, e  redobramos a atenção no monitoramento das rotas do nosso interesse.  

           

3. Blefe da "Air France" e compra de novas passagens aéreas

O website da "Air France" ainda em maio - julho estava vendendo passagens de São Paulo GRU até Moscou SVO com conexão em Paris CDG, ou mesmo até o nosso destino final Samara KUF com conexões em CDG e SVO, simplesmente apostando em não prorrogação para próximo mês do decreto que proíbe voos internacionais. E no fim de cada mês rolaram novos ajustes do plano de voos, com cancelamentos e com emissão dos novos "vouchers" para quem comprou essas apostas. Finalmente, em 1 de agosto não houve mais motivos formais para cancelar voos entre CDG e SVO, e o referido website mostrou em tempo real 2 voos: "atrasado - decolou - voando - chegou". O mesmo ocorreu nos dias seguintes e  no terceiro dia dessa maravilha acreditamos na recuperação da nossa rota aérea e trocamos "vouchers" (no valor de um pouco mais de R$ 8 mil) pelas passagens GRU-CDG-SVO-KUF e volta, pagando no cartão de crédito a diferença de R$ 1,6 mil basicamente pelos trechos internos na Rússia incluídos só agora. Ida no dia 3 de setembro e retorno um mês depois.

domingo, 7 de março de 2021

Vistas de Londres com distanciamento (anti-)social

A nossa maior viagem de 2020 foi adiada de maio para setembro e só foi realizada graças a uma janela de oportunidade para voos entre Brasil e Rússia - com conexões em Londres LHR que funcionaram bem por 3-4 meses. Embora as restrições sob bandeira COVID-19 tornaram inviável um "stopover" ou pelo menos "layover" para passeios pela cidade, não passamos completamente em branco. Acabamos conhecendo um pouco a capital britânica - olhando pela janela de avião, tirando fotos dos marcos que chamaram atenção e analisando depois com ajuda de mapas o que foi registrado nessas imagens. E ocorreu que boa parte das maiores atrações de Londres foi vista, sim:  

Agora, o que foi isso exatamente e em qual parte da cidade fica - isso veremos por partes e em detalhes. 


13.09.2020. Voo São Paulo GRU - Londres LHR da British Airways com B-787-9 

Ainda na penumbra de manhã, com iluminação bastante precária, mas já na primeira imagem podemos ver alguns objetos de destaque:

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Brasil visto de altitude 12-13 km: voando sobre SP-MG-BA-PE de Boeing-787

Em setembro do pior até agora ano da aviação civil (2020 d.c., ou ano 0 da era COVID) finalmente temos mais uma decolagem do Aeroporto Internacional de São Paulo GRU. Apenas segunda do ano e depois do intervalo de mais de 7 meses, ou seja, terminando um jejum inédito para últimos 16 anos. Para contrariar ainda mais ao bom senso, fomos lançados na direção oeste, o que é bastante raro neste aeroporto, mas o nosso destino está no sentido norte-nordeste, portanto segue uma manobra. E não para direita, como manda a lógica comum, mas para esquerda, conforme manda a torre de controle nesses casos - seguindo a lógica superior da aviação na zona de quatro grandes aeroportos do setor São Paulo - Campinas. Em compensação até tinha vista para próprio aeroporto bem acima da asa, mas nem tirei foto - foi contra sol, sem chances de superar a versão do ano passado.  

Depois deste gancho seguimos na direção da nossa querida RM Metropolitana Vale do Paraíba:



E logo curtimos vistas do seu maior núcleo - São José dos Campos SP (promessa No.1 - cartão de visitas São José dos Campos SP), onde também há uma grande pista de pousos e decolagens. Lamentavelmente, o aeroporto estadual (SJK) no momento não opera nenhum voo regular, embora aqui já houve operações relevantes da TRIP - AZUL, principalmente para Rio de Janeiro SDU, e até da TAM para Brasília BSB). Mas a sua vizinha EMBRAER S.A., que se tornou terceiro maior fabricante de aviões de passageiros mo mundo, bem como o CTA da FAB, que originou o tudo resto aqui, continuam bem ativos nesta pista.

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Um pequeno roteiro de sete capitais nacionais

Viagem a dois em setembro de 2020 - 2 dias de carro (1 diária de hotel)

Depois do sucesso da nossa primeira viagem com pernoites na época das eternas quarentenas (De carro pela Serra Fluminense) tomamos bastante coragem e já na próxima semana assumimos compromisso de visitar um destino turístico no interior de São Paulo. Nesta vez com hospedagem paga com antecedência, já que o alvo principal escolhido (Águas de Lindóia SP) não era muito distante, o que poderia estimular mais um recuo para formato "bate-volta".  Descartando tal possibilidade ganhamos outra - variar caminhos de ida e de volta para conhecer mais alguns lugares, inclusive aqueles que já tentamos na viagem em janeiro para Andradas MG. E aproveitamos muito bem: em dois dias apreciamos seis pequenas, mas atraentes cidades, além do terceiro maior monumento do Cristo Redentor no Brasil:


A colagem "integralizada" deste circuito é rica em igrejas imponentes, e de fato no seu miolo seguimos trechos de três importantes rotas de turismo religioso, inclusive do famoso "Caminho da Fé". A seguir apresentaremos algumas observações sobre locais visitados nesta viagem. 


Parada 1. Cachoeira de Minas MG 

Uma pequena cidade (11 mil habitantes) que já passamos sem parar inúmeros vezes no caminho entre Taubaté e rodovias BR-459 Lorena - Poços de Caldas e BR-381 São Paulo - Belo Horizonte (Fernão Dias). Mas a estrada MG-173 atravessa só a sua periferia e não passa pelo Centro, como na sua vizinha Conceição dos Ouros que já conhecemos bem melhor, mesmo quase sem sair do carro. Nestas idas e voltas anotamos algumas placas turísticas de Cachoeira de Minas e colocamos na agenda uma paradinha para conferir as suas glórias. Uma delas estava em stand-by: a Festa da Fogueira de São Pedro ocorre no meio do ano, e proporciona um fenômeno chamado "a maior fogueira do Brasil". Mas  outra é permanente: título da Capital Nacional do Polvilho compartilhado com a referida Conceição dos Ouros, e pequenas fábricas deste produto e do biscoito tradicional feito com sua base realmente são abundantes neste pedaço. Como acabamos atravessando as duas cidades, uma "capital" já está na nossa conta de hoje.